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Questões de Concurso sobre Paciente crítico

 
 
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Um paciente crítico, em recuperação de sepse abdominal, que se encontra em uso de nutrição parenteral total (NPT) há 14 dias, apresentou avanço da motilidade intestinal, exames com triglicerídeos 380 mg/dL, glicemia de jejum 168 mg/dL, função hepática com elevação leve de TGP/TGO e sinais clínicos de sarcopenia.


Segundo as diretrizes de terapia nutricional (ASPEN/ESPEN) para reabilitação metabólico-nutricional no paciente dependente de NPT, qual é a conduta mais adequada nesse caso?


A

Manter a NPT integral até normalização completa da função hepática, sem tentativa de progressão para via enteral.


B

Reduzir o teor lipídico da NPT, ajustar oferta de carboidratos e iniciar transição para nutrição enteral trófica assim que tolerável, acompanhando glicemia e função hepática.


C

Aumentar a concentração lipídica da NPT para melhorar densidade calórica e acelerar recuperação muscular.


D

Suspender imediatamente a NPT, devido à hipertrigliceridemia, e iniciar dieta oral hiperproteica sem transição.

Um paciente internado em unidade de terapia intensiva, em uso de nutrição enteral contínua por sonda, evoluiu com episódios de diarreia persistente, sem sinais de instabilidade hemodinâmica ou intolerância grave.


Considerando as boas práticas de terapia nutricional e a fisiopatologia envolvida, assinale a alternativa que indica a conduta inicial mais adequada nesse caso.


A

Suspender imediatamente a nutrição enteral


B

Avaliar causas associadas e ajustar características da fórmula ou da oferta da dieta


C

Indicar nutrição parenteral total como primeira opção


D

Reduzir arbitrariamente a oferta hídrica

Um paciente adulto, hospitalizado em UTI por sepse abdominal, encontra-se hemodinamicamente estabilizado, com trato gastrointestinal parcialmente funcional, porém com ingestão oral insuficiente há 7 dias. Apresenta risco nutricional elevado, inflamação sistêmica ativa e necessidade de suporte nutricional imediato. Considerando os princípios atuais da terapia nutricional, assinale a alternativa correta.


A

A terapia nutricional parenteral total deve ser iniciada precocemente, independentemente da funcionalidade do trato gastrointestinal, para evitar balanço nitrogenado negativo.


B

A escolha entre Terapia Nutricional Enteral (TNE) e Terapia Nutricional Parenteral (TNP) deve basear-se prioritariamente no estado inflamatório, sendo a TNP indicada sempre que houver resposta inflamatória sistêmica.


C

A terapia nutricional enteral é preferencial quando o trato gastrointestinal apresenta funcionalidade parcial, devendo ser monitorada quanto à tolerância e às metas nutricionais.


D

O monitoramento da terapia nutricional em pacientes críticos deve dar maior ênfase a parâmetros laboratoriais, considerando as limitações da avaliação clínica isolada nesse contexto assistencial.


E

A prescrição da terapia nutricional pode adotar metas calóricas próximas às estimadas desde o início do suporte, desde que haja acompanhamento da resposta metabólica do paciente.

Um paciente séptico em UTI apresenta resistência insulínica grave, hiperglicemia persistente e aumento da proteólise muscular. Considerando o metabolismo em condições de estresse, a alteração característica da resposta inflamatória sistêmica é:


A

Supressão da gliconeogênese hepática, com hipoglicemia refratária.


B

Predomínio de anabolismo proteico, com aumento da síntese muscular.


C

Ativação da gliconeogênese e lipólise, com aumento da produção de citocinas próinflamatórias.


D

Redução da oxidação de ácidos graxos, com acúmulo de triglicerídeos hepáticos.


E

Supressão da secreção de cortisol, com hipoadrenalismo relativo.

Os cuidados paliativos têm como objetivo promover qualidade de vida a pacientes com doenças ameaçadoras da vida, por meio da prevenção e do alívio do sofrimento.

No contexto da assistência nutricional, a atuação deve estar alinhada aos princípios da humanização e do respeito à autonomia do paciente.


Assinale a alternativa CORRETA:


A

Em cuidados paliativos, a terapia nutricional deve priorizar exclusivamente o alcance das necessidades calóricas e proteicas estimadas, concentrando-se apenas no cumprimento de metas quantitativas de ingestão energética e de macronutrientes, independentemente do conforto, da aceitação alimentar ou das preferências do paciente.


B

A alimentação artificial deve ser instituída de forma obrigatória sempre que houver qualquer redução da ingestão alimentar por via oral, independentemente do estágio da doença, do prognóstico clínico ou dos objetivos terapêuticos estabelecidos junto ao paciente e à família.


C

A conduta nutricional deve manter as mesmas metas estabelecidas para pacientes em tratamento curativo, priorizando estratégias voltadas à recuperação ponderal, ao ganho de peso e à reversão de déficits nutricionais, ainda que o contexto clínico seja de doença avançada sem possibilidade de cura.


D

A assistência nutricional em cuidados paliativos deve priorizar conforto, alívio de sintomas e respeito às preferências do paciente, podendo flexibilizar restrições alimentares quando apropriado e considerando princípios éticos como autonomia e dignidade.


E

A decisão sobre oferta alimentar deve ser tomada exclusivamente pela equipe multiprofissional de saúde, sem necessidade de diálogo com o paciente ou com seus familiares, para que não haja danos psicológicos.

Na unidade de terapia intensiva, um paciente com sepse abdominal evoluiu com estabilização progressiva da perfusão, trato gastrointestinal funcionante e alto risco nutricional. A equipe discute o momento e a via da terapia nutricional.


Assinale a alternativa correta.


A

A parenteral exclusiva deve abrir o cuidado, porque o catabolismo séptico reduz a utilidade clínica da via enteral nos primeiros dias.


B

A enteral deve ser adiada até recuperação plena do trânsito, pois a instabilidade recente contraindica qualquer aporte digestivo inicial.


C

A terapia enteral precoce tende a ser preferida quando a condição hemodinâmica permite e o trato gastrointestinal se mantém funcionante.


D

A parenteral suplementar precisa anteceder a enteral, porque a meta proteico-calórica precoce pesa mais que a via escolhida.


E

A via oral modificada ocupa prioridade na estabilização inicial, porque a transição fisiológica reduz complicações relacionadas à sonda.

Homem de 53 anos, internado em estado grave, em uso de droga vasoativa (DVA), em baixa dose, sem tolerância à dieta oral há 3 dias. Apresenta íleo funcional, peristaltismo presente e passagem discreta de gases.


De acordo com as diretrizes da BRASPEN para pacientes críticos, assinale a alternativa que indica a conduta nutricional mais adequada neste caso.


A

O uso de DVA contraindica o início da Terapia Nutricional Enteral -TNE.


B

Iniciar nutrição enteral via sonda NE em posição gástrica.


C

Iniciar TNP total imediatamente, fornecendo 100% das necessidades calóricas e proteicas.


D

Aguardar melhora clínica total antes de iniciar qualquer terapia nutricional, considerando que o fornecimento precoce de nutrientes agravar a condição.


E

Iniciar TNP parcial associada à dieta oral restrita imediatamente, tentando fornecer calorias máximas por múltiplas vias.

Considere o caso clínico a seguir:


Um Nutricionista acompanha um paciente grave intubado, sem via oral possível, nas primeiras horas de admissão na UTI. A equipe discute quando iniciar a Terapia Nutricional Enteral (TNE). Conforme as diretrizes de terapia nutricional no paciente grave, recomenda-se:


A

Iniciar TNE apenas após 7 dias de internação em UTI, para reduzir risco de intolerância gastrointestinal e pneumonia aspirativa.


B

Aguardar estabilização completa e alta da UTI para iniciar qualquer forma de terapia nutricional, priorizando apenas hidratação venosa no período crítico.


C

Iniciar preferencialmente Nutrição Parenteral (NP) nas primeiras 24–48 horas, pois a via enteral não tem benefícios específicos no doente grave.


D

Iniciar precocemente a TNE (24–48 horas) em pacientes críticos com inviabilidade de alimentação por via oral.

Em pacientes críticos, a equação de Ireton-Jones é preferida para estimar gasto energético pois:


A

Considera apenas peso e altura, simplificando o cálculo.


B

Inclui variáveis clínicas como trauma e ventilação mecânica.


C

É baseada exclusivamente em calorimetria indireta.


D

Aplica-se apenas a pacientes pediátricos.


E

Não requer dados laboratoriais.

O nutricionista clínico, Paulo, atende pacientes adultos graves e catabólicos em hemodiálise crônica. Ao planejar a dieta, ele deve definir a ingestão proteica e o controle de minerais críticos (potássio, fósforo e sódio), considerando tanto o estado nutricional individual, quanto as recomendações de sociedades científicas atuais. Nesse contexto, a abordagem mais adequada consiste em:


A

restrição calórica global sem ajuste proteico, priorizando apenas controle hídrico


B

dieta baseada exclusivamente em proteínas vegetais, sem monitoramento de fósforo e potássio


C

prescrição de proteínas de alto valor biológico, ajustadas individualmente entre 1,2 e 1,4 g/kg/dia com o controle de fósforo e potássio


D

prescrição de dieta hipoproteica universal (<0,6 g/kg/dia) para todos os pacientes, independentemente do estado nutricional e catabolismo

Um paciente, de 75 kg, foi internado em UTI, sedado e mantido em ventilação mecânica, Com recomendação energética de 25 kcal/kg/dia. A equipe optou por iniciar dieta enteral isocalórica de 1,5 kcal/mL.


Nesse caso, o volume total diário aproximado é de


A

800 ml.


B

1.250 ml.


C

1.500 ml.


D

1.875 ml.

Um paciente internado com doença aguda de moderada gravidade apresenta ingestão alimentar reduzida há 7 dias, sem perda de peso documentada até o momento. Considerando o Nutritional Risk Screening 2002 (NRS 2002), assinale a alternativa correta.


A

A ausência de perda de peso impede a classificação de risco nutricional.


B

A redução da ingestão alimentar isoladamente não é suficiente para indicar risco nutricional.


C

O paciente pode ser classificado como em risco nutricional mesmo sem alteração antropométrica evidente.


D

A classificação de risco depende exclusivamente da gravidade da doença.

Considere que um paciente adulto, grande queimado (40% SCQ), encontra-se acamado na UTI e apresenta edema generalizado, uso de vasopressores e perda muscular visível.


Com base nesse caso, assinale a alternativa correta a respeito da avaliação nutricional do paciente.


A

O peso atual aferido deve ser usado para os cálculos energéticos, por refletir com precisão o estado nutricional do paciente queimado.


B

A albumina é um marcador confiável do estado nutricional e deve guiar o ajuste de proteínas, mesmo durante resposta inflamatória intensa.


C

A estimativa de massa magra por métodos como ultrassonografia de espessura muscular pode ser mais precisa que a antropometria tradicional em pacientes com edema.


D

A ingestão alimentar habitual do paciente antes do trauma é irrelevante, pois o gasto energético em queimados não depende de histórico nutricional.

Paciente crítico em ventilação mecânica, com instabilidade hemodinâmica e uso de altas doses de vasopressores, apresenta íleo paralítico persistente. Considerando as indicações e contraindicações da Terapia Nutricional Enteral (TNE), a conduta CORRETA deve ser:


A

Iniciar TNE precoce por sonda nasogástrica, mesmo com íleo paralítico.


B

Optar por nutrição parenteral total, devido à contraindicação absoluta da TNE.


C

Iniciar TNE por via pós-pilórica, associada a procinéticos.


D

Suspender qualquer forma de suporte nutricional até resolução do íleo.


E

Iniciar TNE contínua em baixa dose por via gástrica, monitorando tolerância.

Um paciente do sexo masculino, 68 anos, internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) devido a quadro de sepse de foco abdominal, encontra-se estável hemodinamicamente após as primeiras 48 horas. A equipe de nutrição prescreve Terapia Nutricional Enteral (TNE) exclusiva. Dados do paciente: Peso atual: 70 kg, necessidade proteica estimada: 1,5 g/kg/dia, necessidade calórica estimada: 25 kcal/kg/dia. Fórmula Enteral disponível na unidade: Densidade Calórica: 1,2 kcal/mL. Proteína: 60g por litro (1000 mL). Considerando o objetivo de atingir as metas nutricionais calculadas, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, o volume total da dieta necessário para atingir a meta proteica e a densidade calórica final que o paciente receberá caso esse volume seja administrado.


A

1.250 mL e 1.500 kcal.


B

1.750 mL e 2.100 kcal.


C

1.500 mL e 1.800 kcal.


D

1.750 mL e 1.850 kcal.

Paciente crítico em UTI apresenta sepse grave e instabilidade hemodinâmica. A estratégia nutricional CORRETAMENTE indicada nas primeiras 48h é:


A

Nutrição enteral plena precoce.


B

Nutrição parenteral exclusiva imediata.


C

Nutrição enteral trófica com progressão gradual.


D

Suspensão de suporte nutricional até estabilização.


E

Nutrição enteral intermitente em alta dose.

Paciente crítico em UTI está estável do ponto de vista hemodinâmico, risco nutricional elevado, intestino funcional, resíduos gástricos variáveis e calorimetria disponível.


Considerando o plano de suporte por sonda e pela veia, assinale a conduta mais adequada.


A

Nutrição por sonda nas primeiras 24 a 48 horas com metas progressivas e uso de pró-cinético conforme tolerância, posicionamento pós pilórico quando resíduos elevados persistem e complemento pela veia quando a entrega calórica proteica segue parcial.


B

Analgésico anti inflamatório em dose alta, pausa em atividade física, revisão em 2 a 4 semanas e pedido de imagem no primeiro retorno ambulatorial.


C

Interromper sonda quando resíduo passa de 150 mililitros por medida, pausa por 12 horas e retomada com fórmula concentrada para alcançar meta no mesmo dia.


D

Trocar calorimetria por equações fixas durante toda a internação, dispensar triagem de risco por diagnóstico crítico já presente no prontuário da UTI.


E

Ofertar sonda noturna em bolus de grande volume e parenteral diurna alternada, metas por calendário do serviço e reavaliações esparsas no período de suporte.

Em pacientes críticos com sepse grave, o uso de glutamina suplementar na terapia nutricional enteral é atualmente:


A

Recomendado rotineiramente para reduzir mortalidade.


B

Indicada apenas em casos de insuficiência renal aguda.


C

Contraindicada em pacientes com disfunção múltipla de órgãos.


D

Substituída por leucina por melhor anabolismo proteico.

Em pacientes críticos com capacidade digestiva preservada, mesmo que parcialmente, a nutrição enteral representa estratégia central por fornecer macro e micronutrientes em formulações específicas. Entre as categorias disponíveis, há preparações destinadas a indivíduos com função gastrointestinal adequada, nas quais os componentes permanecem em sua forma estrutural original. Com base nessa classificação, as fórmulas poliméricas podem ser caracterizadas como


A

misturas proteicas previamente quebradas, com aporte elevado de nitrogênio e densidade calórica aumentada.


B

soluções contendo nutrientes intactos, presença possível de lactose e comportamento osmótico reduzido, além de custo acessível.


C

preparações com lipídeos já fracionados, isentas de lactose e composição com maior pressão osmótica.


D

fórmulas com proteínas parcialmente hidrolisadas, baixa densidade calórica e elevada osmolaridade relativa.

Segundo Toledo (2019), o Nutrition Risk in Critically III (NUTRIC) é uma ferramenta de triagem nutricional legitimada para identificar pacientes críticos com tendência a se beneficiar de uma terapia nutricional agressiva, de acordo com o risco nutricional. Para aplicação do NUTRIC, são considerados os seguintes fatores:


A

idade e dosagem de IL-6.


B

dosagem de IL-6 e PC-R.


C

presença de componente inflamatório crônico e perda de massa muscular.


D

gravidade da doença e redução da capacidade funcional.


E

perda de tecido adiposo e presença de edema.

 
 
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