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A sepse é uma das complicações que leva um paciente à unidade de terapia intensiva. Qual conduta nutricional será necessária para um paciente grave com sepse?
Ofertar nutrição enteral precoce, calculando demanda energética usando 30 a 35 Kcal/kg/dia.
Introduzir terapia nutricional precoce com dieta que atinja de 0,8 a 1,2 gramas de proteína/kg/dia.
Iniciar terapia nutricional enteral precoce assim que o paciente atingir estabilidade hemodinâmica.
Oferecer nutrição enteral precoce com fórmulas imunomoduladoras contendo arginina e glutamina.
Segundo a Diretriz Brasileira de Terapia Nutricional no Paciente Grave (2018), assinale a alternativa correta.
Em pacientes críticos, com alto risco para aspiração, a oferta da nutrição enteral deve ocorrer em posição gástrica e de maneira contínua, pois a oferta pós-pilórica não parece estar associada à redução da taxa de pneumonia.
Em pacientes com diarreia persistente que estejam hemodinamicamente compensados e que tenham dismotilidade, o uso de fibras insolúveis pode ser considerado.
Em pacientes com doses estáveis de droga vasoativa ou com doses decrescentes, deve-se iniciar a nutrição enteral assim que possível, em baixas doses (10-20 mL/h) e o paciente deve ser monitorizado quanto à presença de sinais de intolerância do trato gastrointestinal (distensão abdominal, aumento do refluxo gastroesofágico, ausência de eliminação de flatos e fezes, ausência de ruídos hidroaéreos e piora da acidose metabólica).
Recomenda-se o uso rotineiro de formulações hidrolisadas (semi/elementares) ou imunonutrientes na pancreatite aguda grave. Especificamente nessa situação de doença, os níveis plasmáticos das proteínas viscerais (albumina, pré-albumina, transferrina) não devem ser utilizados como marcadores de desnutrição.
Se a calorimetria indireta não estiver disponível em pacientes obesos críticos, a meta calórica para aqueles com IMC entre 30-50 kg/m² deve ser de 22-25 kcal/kg/dia do peso ideal, enquanto para aqueles com IMC > 50 kg/m² deve ser de 11-14 kcal/kg/dia do peso real.
Sobre a instabilidade do paciente crítico, analise as assertivas abaixo:
I. A presença de hipovolemia nestes pacientes torna necessário o uso de medicações vasoativas, com o objetivo de aumentar a resistência vascular e o débito cardíaco para a manutenção do fluxo sanguíneo no sistema nervoso central e no coração, em detrimento da adequada perfusão esplânica e gastrointestinal.
II. Para o início da nutrição enteral, é necessário que o paciente apresente adequada ressuscitação volêmica, ausência de sinais clínicos de hipoperfusão tecidual, pressão arterial adequada e lactatemia dentro dos valores da normalidade.
III. Essa hipoperfusão gastrointestinal aumenta o risco de intolerância à dieta enteral, isquemia mesentérica e possibilidade de necrose intestinal.
IV. A oferta da dieta deve ser cuidadosamente monitorada e reavaliada ao sinal de qualquer intolerância, como distensão, dor abdominal e vômitos. Nesses casos, indica-se nutrição enteral a um volume de 10-20ml/h, com fórmula de baixa osmolaridade e sem fibras.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas I e II.
Apenas III e IV.
I, II, III e IV.
Estabelecer a meta energética é um passo fundamental para implementar a terapia nutricional em pacientes críticos, uma vez que tanto a hipoalimentação quanto a hiperalimentação podem levar a complicações graves nesses pacientes.
Não é necessário realizar triagem nutricional em terapia intensiva, pois todo paciente crítico está em risco nutricional.
A ESPEN recomenda reposição de cobre, selênio e zinco, pelo menos 30 dias após a queimadura.
O início precoce da terapia de nutrição enteral (TNE) no paciente crítico visa:
impedir a quebra de barreira e o aumento da permeabilidade das células epiteliais intestinais.
aumentar o fluxo sanguíneo local e a liberação de hormônios e agentes endógenos.
aumentar o funcionamento do tecido linfoide intestinal e a liberação de IgA.
impedir o hipermetabolismo e catabolismo associados à resposta inflamatória sistêmica.
As queimaduras extensas resultam em trauma grave. As primeiras 24 a 48 horas de tratamento de pacientes queimados são destinadas à (ao)
Aumento da oferta de energia.
Reposição de líquidos.
Aumento da oferta de proteína.
Reposição de eletrólitos e ao aumento da oferta de energia.
Aumento da oferta de energia e de proteína.
Assinale com (V) para afirmativas Verdadeiras e (F) para as Falsas quanto a conduta nutricional no paciente crítico
I. ( ) O início da dieta deve ser precoce, mesmo o paciente recebendo altas doses de medicação vasoativa.
II. ( ) Em casos mais graves, iniciar a dieta enteral isosmolar com baixo volume, cerca de 20 mL/h.
III. ( ) É recomendável não ultrapassar 1g/kg/dia de lipídios para evitar sobrecarga reticuloendotelial.
IV. ( ) Recomenda-se o uso de arginina na dose de 4% do VET, para auxiliar na cicatrização e resposta imune.
Assinale a alternativa CORRETA sobre as afirmativas anteriores:
I. (V), II. (F), III. (V), IV. (F).
I. (V), II. (F), III. (F), IV. (V).
I. (F), II. (V), III. (F), IV. (V).
I. (F), II. (V), III. (V), IV. (F).
I. (F), II. (F), III. (V), IV. (F).
Paciente queimado tem grande aceleração do metabolismo e necessita de aumento de energia, carboidratos, proteínas, lipídeos, vitaminas, minerais e antioxidantes para a cicatrização e prevenção de sequelas. As metas de dietoterapia para esses pacientes incluem:
atender as necessidades nutricionais, fornecendo energia adequada a fim de impedir perda de massa corporal acima de 10% da massa corporal habitual, fornecendo proteínas adequadas a um balanço nitrogenado negativo.
atender as necessidades nutricionais, apenas fornecendo suplementação com vitaminas e minerais em 300% RDA.
prevenir úlcera de Curling por estresse, fornecendo antiácidos, alimentação enteral contínua e proteínas de baixo valor biológico.
minimizar reação ao estresse metabólico, controlando a temperatura do ambiente, mantendo o equilíbrio hidroeletrolítico, controlando dor e ansiedade, e cobrindo as feridas precocemente.
Na fase aguda e inicial da doença crítica, os requerimentos energéticos estão diminuídos em comparação à fase de recuperação (fase anabólica de fluxo).
A recomendação proteica para pacientes queimados varia de 1,5 g/ptn/kg a 2,0 g/ptn/kg ao dia.
Leia o caso a seguir.
Paciente P.A.M., de trinta anos, peso atual de 120 kg, peso ideal de 67 kg, altura de 1,74 m, está internado em unidade de terapia intensiva em estado crítico, após acidente automobilístico.
Segundo as Diretrizes Brasileiras de Terapia Nutricional (2018), qual é a meta calórico-proteica diária a ser atingida nesse paciente obeso crítico?
1320 kcal e 100,5 gramas de proteína.
1680 kcal e 134,0 gramas de proteína.
1760 kcal e 147,0 gramas de proteína.
1800 kcal e 157,0 gramas de proteína.
Segundo a Diretriz Brasileira de Terapia Nutricional no Paciente Grave (2018), é correto afirmar que
equações preditivas para avaliar a necessidade energética são mais precisas que a calorimetria indireta e são consideradas o método padrão-ouro para a avaliação do gasto energético de repouso em pacientes críticos.
o início da Terapia Nutricional Enteral deve ser realizado entre 24 a 48 horas nos pacientes hemodinamicamente instáveis, a fim de manter a integridade funcional e o trofismo do trato gastrointestinal.
a administração da nutrição enteral em posição gástrica é recomendada em pacientes com alto risco para aspiração e naqueles com baixo volume residual gástrico.
a oferta energética inicial para o paciente crítico em recuperação deve ser de 15 a 20 kcal/kg/dia, progredindo para 25 a 30 kcal/kg/dia após o quarto dia.
a nutrição enteral deve ser interrompida imediatamente em caso de diarreia, pois é considerada uma das principais causadoras desse agravo.
Relativamente às orientações da Diretriz Brasileira de Terapia Nutricional no Paciente Grave, relacione a Coluna 1 à Coluna 2.
Coluna 1
1. Início precoce da TNE.
2. Nutrição enteral.
3. Nutrição parenteral.
4. Posicionamento da sonda pós-pilórica.
Coluna 2
( ) Visa à manutenção da integridade funcional e trofismo do trato gastrointestinal.
( ) Pacientes com alto risco para aspiração.
( ) Via de primeira escolha em pacientes críticos com indicação de terapia nutricional.
( ) Maior custo.
( ) Processo digestório mais fisiológico.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
1 – 2 – 3 – 4 – 3.
1 – 4 – 2 – 3 – 2.
3 – 4 – 1 – 2 – 4.
4 – 1 – 2 – 1 – 3.
Em relação à intervenção nutricional em queimaduras:
I. Nos pacientes queimados, a nutrição enteral é a primeira opção e deve ser iniciada o mais precocemente possível.
II. Tem sido preconizada uma reposição protéica de 2 a 2,5 g/kg/dia.
III. É possível utilizar a fórmula de bolso, oferecendo 25 kcal/kg/dia independentemente da superfície corporal queimada.
IV. Vitaminas A, E, C, zinco, selênio e cobre devem ser suplementados. Assinale a alternativa CORRETA:
Somente I, II e III são verdadeiras.
Somente III e IV são verdadeiras.
Somente I, II e IV são verdadeiras.
Somente II, III e IV são verdadeiras.
Todas são verdadeiras.
Assinale a alternativa INCORRETA quanto aos cuidados nutricionais para pacientes críticos.
Na prática clínica, a oferta calórica não deve ultrapassar 35 kcal/kg/dia.
Em casos graves, recomenda-se adotar 20 kcal/kg/dia. Deve-se ter o cuidado de não superalimentar esses pacientes.
Não há consenso quanto ao uso de arginina nestes pacientes.
A administração de quantidades maiores que 2,0g/kg/dia de proteínas pode desencadear uremia pré-renal.
A necessidade protéica é pouco variável, sendo de 1,5 a 2,5g/kg/dia.
A prescrição adequada da terapia nutricional ao paciente grave depende do entendimento da resposta metabólica que se segue à agressão aguda – trauma, choque, sepse e inflamação sistêmica. Na prescrição nutricional no paciente grave, como conduta geral, deve-se instituir terapia nutricional, se, EXCETO:
Paciente sem nutrição há sete dias com índice de massa corporal (IMC) >18 kg/m2.
Paciente sem nutrição há mais de três dias, se IMC ≤ 18 kg/m2.
Estimativa da duração da doença, que impossibilita a ingestão, via oral, de alimentos, acima de 5 dias.
Pacientes com perda ponderal, aguda, maior que 10%.
Pacientes de alto risco – com infecção grave, queimado, com traumatismo grave.
Métodos antropométricos, como circunferências e dobras cutâneas, são confiáveis para avaliação nutricional dos pacientes críticos.