Questões de Concurso sobre Paciente crítico

 
 
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Segundo a Diretriz Brasileira de Terapia Nutricional no Paciente Grave (2018), identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas:

( ) Ainda não existe consenso quanto às características a serem reconhecidas nos pacientes críticos para o diagnóstico da desnutrição. Biomarcadores tradicionalmente associados à desnutrição, como a albumina, a pré-albumina e a transferrina, possuem restrições, pois poderiam refletir a inflamação ou o estado agudo da doença crítica.

( ) Estabelecer a meta energética é um passo fundamental para implementar a TN em pacientes críticos, uma vez que tanto a hipoalimentação quanto a hiperalimentação podem levar a complicações graves nesses pacientes.

( ) Recomenda-se que pacientes desnutridos prévios ou de alto risco nutricional não recebam nutrição hipocalórica/trófica, desde que exista tolerância gastrintestinal.

( ) Para o paciente crítico, recomenda-se iniciar com uma oferta energética mais baixa, cerca de 15 a 20 kcal/kg/dia, e progredir para 25 a 30 kcal/kg/dia após o quarto dia do paciente em recuperação.

( ) Para pacientes críticos, sugere-se a manutenção da cabeceira do leito entre 35º e 40º de todos os pacientes intubados e recebendo nutrição enteral. Nos casos em que esse grau de elevação seja contraindicado, considerar a tentativa de elevar a cabeceira do leito ao máximo permitido.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.


A

F – F – V – V – V.


B

F – V – F – V – V.


C

F – V – F – F – V.


D

V – F – V – F – F.


E

V – V – V – V – F.

Havendo viabilidade do tubo digestivo, a terapia nutricional enteral deve ser iniciada em pacientes com sepse sob tratamento intensivo nas primeiras


A

12 horas.


B

24 horas.


C

36 horas.


D

48 horas.


E

60 horas

Assinale a opção correta com relação aos pacientes com quadro de sepse.


A

Em pacientes com insuficiência renal aguda, parece ser mais importante manter uma oferta mais elevada de proteínas, em torno de 1,2 a 1,5 g/kg de peso/dia.


B

A albumina sérica é um excelente preditor devido à sua meia-vida.


C

Esses pacientes apresentam maior produção de pré-albumina, ceruloplasmina e proteína C reativa.


D

Apresentam contagem de leucócitos entre 4.000 a 12.000/mm3.


E

Apresentam resistência à insulina e hiperglicemia, entretanto os perfis lipídicos mantêm-se inalterados.

De acordo com a equação preditiva para estimativa da necessidade calórica proposta por Holliday e Segar (1957), a oferta energética diária para um paciente crítico oncológico pediátrico pesando 16 quilogramas deve ser


A

1.200 quilocalorias.


B

1.300 quilocalorias.


C

1.400 quilocalorias.


D

1.500 quilocalorias.


E

1.600 quilocalorias.

Segundo Cunha et al. (2013), em pacientes graves, a oferta proteica guiada por metas parece estar relacionada à redução de morbidade e à mortalidade. Qual é a recomendação de proteínas nesses casos?


A

Quantidades de até 1,0 g/kg/dia.


B

Quantidades maiores que 1,2 g/kg/dia.


C

Valor até 10% do total calórico da dieta.


D

Valores superiores a 30% do total de calorias da dieta.

No planejamento da terapia nutricional na sepse podemos afirmar que


A

terapia nutricional deverá ser iniciada o mais precocemente possível, independente da estabilização hemodinâmica do paciente.


B

está estabelecido que a terapia nutricional se iniciará após 48 horas da estabilização hemodinâmica do paciente.


C

terapia nutricional deverá ser iniciada em até 72 horas, seguindo-se a estabilização hemodinâmica do paciente.


D

na fase inicial da abordagem terapêutica da sepse a terapia nutricional deverá estar indicada.


E

terapia nutricional não poderá ser iniciada na fase de hipermetabolismo.

O diagnóstico das alterações do equilíbrio acidobásico é muito importante para definir a melhor conduta dietoterápica em pacientes críticos. Esse diagnóstico é feito por meio da análise dos valores obtidos pela gasometria sanguínea. Deste modo, um paciente com pH elevado, HCO3 - reduzido, pO2 normal e pCO2 reduzido encontra-se em:


A

acidose metabólica.


B

alcalose metabólica.


C

acidose respiratória.


D

alcalose respiratória.

Considerando pacientes gravemente enfermos, internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com nutrição enteral e sepse, marque a alternativa INCORRETA:


A

A alimentação deve ser iniciada cedo, nas primeiras 24 - 48 horas da admissão na UTI, e avançada em direção à quantidade necessária durante as próximas 48 - 72 horas.


B

A ingestão de 50 a 65% da quantidade necessária de calorias durante a primeira semana de internação é considerada suficiente para alcançar o benefício médio da nutrição enteral.


C

A prática da nutrição enteral é direcionada a pacientes que se encontram hemodinamicamente estáveis. A alimentação por sonda deve ser evitada na instabilidade hemodinâmica.


D

Alimentação via intestino delgado é a forma de nutrição enteral mais segura para um paciente que não pode se alimentar por via oral.

O paciente crítico comumente se encontra em estado séptico e de intenso catabolismo.

A respeito da fisiopatologia dessa condição e suas consequências para o metabolismo, assinale a alternativa CORRETA.


A

A resposta orgânica ao trauma é iniciada pela fase fluxo (flow), que é caracterizada pelo gasto energético muito aumentado e pela liberação de citocinas pro-inflamatórias.


B

A hiperglicemia, comum ao paciente crítico, é, essencialmente, decorrente da resistência à insulina secundária à resposta inflamatória.


C

Durante a sepse, o aumento do tônus simpático e a liberação de catecolaminas provocam a liberação de hormônios contrarreguladores, como a insulina.


D

O catabolismo muscular proteico intenso, comum ao paciente crítico com sepse, induz o balanço nitrogenado positivo.

A prevalência de desnutrição em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) varia de 38% a 70%, podendo chegar a 100% em alguns levantamentos, e sua presença está associada ao aumento da morbidade e mortalidade. Um fator primordial no momento da admissão do paciente grave, diz respeito ao seu diagnóstico nutricional, bem como à determinação do seu risco nutricional, para a tomada de decisão acerca da estratégia nutricional mais adequada para a sua condição clínica específica. Para avaliação nutricional do paciente crítico, é necessário considerar que,


A

enquanto a avaliação nutricional detecta o risco nutricional, a triagem tem como objetivo principal comprovar a presença de desnutrição e classificar o seu grau.


B

atualmente, existe um número considerável de ferramentas para avaliar o estado nutricional de pacientes críticos, e esses instrumentos têm se mostrado cada vez mais efetivos na identificação do risco nutricional, uma vez que detectam a desnutrição já estabelecida.


C

em linhas gerais, o paciente que passar mais de dois dias na UTI, necessitando de alimentação artificial, ainda não está em risco nutricional.


D

ao profissional nutricionista cabe realizar a avaliação do estado nutricional do paciente, com base em protocolos preestabelecidos; já a identificação do risco nutricional pode ser realizada por qualquer profissional de saúde treinado para este fim.

Sobre a suplementação da glutamina na terapia nutricional do paciente crítico, assinale a alternativa INCORRETA.


A
Os efeitos antioxidantes observados pela via parenteral não são obtidos por via enteral.

B

A dose de glutamina indicada atualmente, por via enteral, é em torno de 0,5 e 0,7 g/kg/dia por via enteral para queimados e politraumatizados.


C

O uso por via parenteral, na forma de dipeptídio de alanil-glutamina e na dose entre 0,3 e 0,5g/kg/dia tem mostrado benefícios com menor incidência de complicações infecciosas e mortalidade.


D

Efeitos adversos do uso de glutamina são associados à estimulação do hormônio do crescimento, insulina e prolactina.


E

O uso enteral de glutamina melhora a tolerância gastrointestinal.

Durante o estado de hiperinflamação da sepse, o catabolismo é intenso devido ao aumento da demanda metabólica. Assim o manejo nutricional, bem como o cálculo das necessidades nutricionais seguem protocolos diferenciados, de modo a adequar ao estado de saúde do paciente. O início da terapia nutricional do paciente crítico com sepse deve ocorrer:

A

imediatamente após a admissão na Unidade de Terapia intensiva.


B

após estabilização do estado hemodinâmico e dos quadros de acidose e hiperlactatemia.


C

após o paciente restabelecer o quadro de consciência.


D

imediatamente após a retirada da ventilação mecânica.

Sepse é uma resposta perniciosa e sistêmica do hospedeiro à infecção que leva à sepse grave e ao choque séptico. A partir disso, analise as assertivas:


I. Deve-se administrar alimentação oral ou enteral (se necessário), conforme tolerado, em vez de jejum completo ou fornecimento exclusivo de glicose intravenosa dentro das primeiras 48 horas após um diagnóstico de sepse grave/choque séptico.

II. Evita-se a alimentação calórica completa obrigatória na primeira semana, em vez disso, sugere-se uma alimentação com baixas doses (até 500 kcal por dia), avançando somente conforme tolerado.

III. Usa-se glicose intravenosa e nutrição enteral em vez de somente nutrição parenteral total (NPT) ou nutrição parenteral em conjunto com alimentação enteral nos primeiros 7 dias após um diagnóstico de sepse grave/choque séptico.

IV. Usa-se nutrição sem suplementação imunomoduladora específica em vez de nutrição que forneça suplementação imunomoduladora específica em pacientes com sepse grave.


As recomendações CORRETAS na sepse grave são:


A

II, III e IV, apenas.


B

I e II, apenas.


C

II e III, apenas.


D

I, II e III, apenas.


E

I, II, III e IV.

Para o paciente grave em vigência de hipofluxo sistêmico:


A

indica-se apenas a terapia nutricional parenteral.


B

descarta-se terapia nutricional de qualquer tipo.


C

prescreve-se apenas a terapia nutricional enteral.


D

pode-se utilizar tanto a terapia nutricional enteral como a parenteral.

Sobre a avaliação nutricional de paciente crítico, está incorreto o que se afirma em:


A

A avaliação nutricional subjetiva global é um método confiável para detectar desnutrição proteica calórica em pacientes hospitalizados, possuindo associação com prognóstico e mortalidade.


B

Em pacientes críticos, a massa celular corpórea é mais apropriada do que a massa livre de gordura como um índice de tecido metabolicamente ativo, primariamente porque a massa livre de gordura inclui a água extracelular que frequentemente sofre flutuação no paciente crítico, enquanto a massa celular corpórea inclui apenas água intracelular.


C

Em pacientes críticos, o peso pode estar significativamente modificado pelas alterações do balanço hídrico em um curto período de tempo. Dessa forma o índice de massa corporal torna-se importante ferramenta de diagnóstico.


D

A calorimetria indireta tem sido indicada como um método eficiente para monitorizar pacientes críticos, mas pouco utilizada na rotina hospitalar.


E

O exame físico deve enfocar sinais de deficiência proteico-calórica, como as condições do músculo temporal, sinais específicos de deficiência de micronutrientes, como anemia ou glossite, estado de hidratação e edema.

Paciente, 47 anos, internado a 24h na unidade de terapia intensiva com quadro de broncopneumonia, que evoluiu rapidamente para insuficiência respiratória e choque séptico. Peso habitual 56 kg; peso na admissão 60 kg. História patológica pregressa de diabetes melittus. No momento apresenta-se sedado, edemaciado, com intubação orotraqueal e ventilação mecânica, pressão arterial estável nas últimas 6h à custa de drogas vasopressoras (noradrenalina). Mantido em jejum com soro glicosado. Com sonda nasogástrica aberta em débito de 20 ml nas últimas 24h. Pequena quantidade de diurese vesical. Exames laboratoriais mostram creatinina aumentada e discreto aumento de bilirrubinas.

Sobre a terapia nutricional neste caso de paciente crítico, considere as afirmativas abaixo e marque a alternativa correta.

I ) O paciente representa risco de desnutrição muito elevado, devendo, portanto, ter acompanhamento nutricional o mais precoce possível.

II ) A terapia nutricional deve ser iniciada após a suspensão das drogas vasopressores e redução da drenagem gástrica pela sonda nasogástrica.

III ) A melhor via para administração da dieta, nesse caso, é a parenteral.

IV ) A estimativa da meta calórica desse paciente é de 25 kcal/kg de peso/dia e a oferta proteica de 1,2 a 1,5 g/kg de peso / dia.


A

todas as afirmativas são verdadeiras


B

todas as afirmativas são falsas.


C

apenas as afirmativas I e IV são verdadeiras.


D

apenas as afirmativas II e III são verdadeiras.

Quanto ao controle glicêmico no paciente grave, é correto afirmar que:


A

A manutenção da glicemia acima de 200 mg/dL oferece menor risco de complicações.


B

Recomenda-se a manutenção da glicemia abaixo de 180 mg/dL.


C

O controle da glicemia em valores fisiológicos de 70 a 110 mg/dL é o mais recomendado.


D

A manutenção da glicemia em até 150 mg/dL está associada à maior mortalidade.

Sobre a terapia nutricional em pacientes críticos, é correto afirmar que:


A

A Nutrição Parenteral é a via preferencial de alimentação para esses pacientes.


B

É recomendável que só seja iniciada após 72 horas de internação.


C

A Nutrição enteral pode ser iniciada mesmo em vigência de instabilidade hemodinâmica.


D

Na fase aguda, a oferta energética deve ser de 20 a 25 kcal/kg/dia.

Marque as alterações metabólicas relacionadas aos hormônios durante a sepse:


A

Diminuição de insulina, epinefrina, hormônio do crescimento e cortisol


B


Diminuição de insulina, epinefrina e aumento da absorção de aminoácidos de fonte luminal


C

Aumento de norepinefrina, hormônio do crescimento e diminuição de epinefrina e glucagon


D

Aumento de epinefrina, glucagon, norepinefrina e hormônio adrenocorticotrópico

Os pacientes queimados apresentam perdas protéicas através da urina dos ferimentos, aumento da gliconeogênese e da cura do ferimento. A oferta de proteína de alto valor biológico é:


A

10 a 15%


B

14 a 19%


C

20 a 25%


D

26 a 30%

   
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