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O paciente deve receber 240 g de proteína por dia.
A sepse e a síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SRIS) costumam complicar a evolução de um paciente com doença grave. Para o diagnóstico da SRIS, considera-se o local de infecção estabelecido e a presença de pelo menos dois dos seguintes fatores:
temperatura corporal acima de 42ºC ou abaixo de 36ºC e frequência cardíaca acima de 75 batimentos/min.
frequência cardíaca acima de 100 batimentos/min e frequência respiratória acima de 30 respirações/min (taquipneia).
contagem de leucócitos acima de 12000/mm³ ou abaixo de 4000/mm³ e bandemia.
PaCO2 abaixo de 80mmHg (hipoventilação) e bandemia.
Pacientes que recebem transplante de célula hematopoiética podem apresentar neutropenia e, apesar de não haver evidência clara de que uma dieta neutropênica reduza as mortes, esses pacientes devem ser instruídos sobre segurança alimentar. É uma ação de segurança alimentar:
A terapia nutricional em grandes queimaduras tem especificidades baseadas em evidências que contribuem para melhorar o resultado clínico. Com base nas recomendações atuais para o tratamento de pacientes queimados, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) As necessidades de proteína devem ser estabelecidas em torno de 1,5 a 2,0 g/kg em adultos.
( ) Recomenda-se dar prioridade à via enteral, sendo a administração parenteral raramente indicada.
( ) Não se recomenda suplementação de arginina ou glutamina para essa população, seja via enteral ou parenteral.
( ) A terapia nutricional deve ser iniciada precocemente dentro de 12 horas de lesão, preferencialmente, pela via enteral.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é
V V F F
V F V F
V V F V
F F V V
F V F V
De acordo com o Projeto Diretrizes – Terapia Nutricional no Paciente Grave (Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral e Associação Brasileira de Nutrologia, 2011), para pacientes hipercatabólicos, recomenda-se uma oferta proteica de
0,6 – 0,8 g/kg de peso/dia.
0,8 – 1,0 g/kg de peso/dia.
1,5 – 2,0 g/kg de peso/dia.
1,0 – 1,2 g/kg de peso/dia.
1,0 – 1,5 g/kg de peso/dia.
Sobre a interpretação dos parâmetros de avaliação nutricional em pacientes graves, analise as assertivas abaixo.
I. Dados referentes ao peso corporal podem refletir as alterações no compartimento hídrico e são úteis quando avaliados em conjunto com o balanço hídrico, tornando possível uma estimativa da evolução clínica.
II. Medidas de dobras cutâneas e estimativa da circunferência muscular do braço sofrem influencia do edema e terão sua utilidade comprometida nos pacientes de Unidade de Terapia Intensiva.
III. O acompanhamento do nível plasmático de proteína C reativa pode ser de grande valia, uma vez que seu aumento reflete a reação da proteína de fase aguda positiva, ao contrário das proteínas séricas.
Marque a opção que contenha o julgamento CORRETO das assertivas:
I-V; II- V; III-V;
I-V; II-F; III-V;
I-F; II-F; III-V;
I-V; II-F; III-F;
I-F; II-V; III-V.
É condição principal para o início da terapia nutricional para pacientes com sepse:
fórmula enteral com arginina.
dieta hipercalórica (35 kcal/kg/dia) e hiperprotéica (2,0 g/kg/dia).
estabilidade Hemodinâmica.
baixa velocidade de infusão da dieta enteral.
possibilidade de uso de dieta enteral polimérica.
O suporte nutricional do paciente grave é um dos maiores desafios clínicos dentro da UTI. As doenças graves têm como ponto em comum a inflamação sistêmica, que promove alterações metabólicas previsíveis, que interferem em todo o suporte nutricional. Na Terapia Nutricional no Paciente Grave da Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral e da Associação Brasileira de Nutrologia, diante da impossibilidade da oferta enteral de nutrientes ou em caso de oferta de quantidade insuficiente, a oferta parenteral deve ter por objetivo atingir as necessidades nutricionais do paciente grave. Inicialmente, com a intenção de se evitar hiperalimentação, deve - se ter como meta 80% das necessidades calóricas calculadas e, no paciente obeso (IMC > 30 kg/m²), de 60 a 70%.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (2002), o tratamento paliativo engloba uma abordagem que melhora a qualidade de vida dos pacientes e seus familiares frente a problemas associados à doença terminal. Para pacientes que recebem esse tratamento, os objetivos do cuidado nutricional são:
aliviar o sofrimento, melhorar o Performance Status e fornecer as necessidades nutricionais de acordo com a doença de base.
promover bem-estar e conforto, retardar a síndrome anorexia-caquexia e promover ganho mínimo de peso.
aliviar o sofrimento, promover bem-estar e conforto, retardar a síndrome anorexia-caquexia e agregar qualidade à vida.
aliviar o sofrimento, promover o aporte proteico suficiente para retardar a síndrome anorexia-caquexia e melhorar o performance status.
Sobre o manejo do Suporte Enteral ou Parenteral para paciente crítico, é INCORRETO:
As metas calórica e proteica devem ser atingidas nos três primeiros dias de início da terapia nutricional. Para os pacientes desnutridos, deve-se monitorar a síndrome de realimentação, evitando a hiperalimentação, assim como o déficit calórico e proteico.
Na presença de instabilidade hemodinâmica, sangramento e obstrução do trato digestório, vômitos incoercíveis, diarreia persistente, distensão abdominal persistente e quando o volume residual gástrico > 500 ml após ajustes da dieta e das drogas procinéticas, deve-se suspender a nutrição parenteral.
O uso de dietas com mistura de fibras solúveis e insolúveis não deve ser rotineiro para manter a regularidade intestinal ou prevenir a diarreia Uso de mistura de fibras solúveis e insolúveis deve ser evitado para os pacientes com risco de isquemia intestinal e desmotilidade intestinal grave.
O desmame da TNP associada à TNE ou à via oral deve ser progressivo, quando a terapia enteral ou a oral estiver oferecendo cerca de 60% das necessidades nutricionais.
Muitos pacientes, principalmente os com câncer do trato digestório ou que foram submetidos à cirurgia digestiva, podem evoluir com intolerância à dieta enteral. Nessa situação, para evitar déficit calórico e proteico, pode-se associar a via enteral à parenteral já na primeira semana de internação.
Em relação à presença de diarreia em terapia nutricional de pacientes críticos, considere as seguintes afirmativas:
1. A diarreia no paciente crítico pode ser causada por diversos fatores isolados ou pela associação de vários deles simultaneamente. Entre as principais causas, têm sido destacadas as seguintes: medicamentos, infecções, incluindo o Clostridium difficile, as próprias doenças de base e fatores relacionados à dieta enteral.
2. Estudos têm demonstrado associação entre diarreia e carboidratos pobremente absorvidos, conhecidos pelo acrônimo FODMAP, devido à elevada osmolaridade e rápida fermentação pelas bactérias intestinais.
3. Para os doentes críticos, as evidências são insuficientes para suportar o uso rotineiro de fibras (solúvel ou insolúvel) em fórmulas enterais. Porém, em pacientes com diarreia persistente que estejam hemodinamicamente compensados e não tenham dismotilidade, o uso de fibras solúveis pode ser considerado.
4. Devido à variedade de definições de diarreia na literatura, a incidência relatada é ampla e sugere-se que a nutrição enteral seja interrompida automaticamente em caso de diarreia, para evitar desequilíbrios hidroeletrolíticos.
Assinale a alternativa correta.
Somente a afirmativa 1 é verdadeira.
Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras.
Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras
Somente as afirmativas 1, 3 e 4 são verdadeiras.
Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras.
As alterações metabólicas encontradas nos pacientes com sepse causam impacto importante no estado nutricional. Sobre a dietoterapia na sepse, é correto afirmar:
O aporte precoce de energia e proteínas é fundamental para manter a massa celular corporal e reduzir a proteólise.
O paciente necessita de uma dieta hipoproteica para evitar sobrecarga renal.
É indicada a suplementação de arginina como imunomodulador.
A terapia nutricional precoce pode potencializar a gliconeogênese e reduzir a proteólise.
Deve-se utilizar uma dieta enteral com imunomoduladores para preservar a competência imunológica.
Quanto ao manejo nutricional de pacientes com SEPSE, assinale a opção CORRETA.
Prioriza-se o uso de fórmulas enterais com proteínas intactas, as quais exigem níveis normais de enzimas pancreáticas e tempo de digestão suficiente para sua total hidrólise.
A administração de ferro ao paciente infectado é contraindicado, pois as concentrações séricas aumentadas podem prejudicar a resistência.
Zinco pode ser necessário numa infecção prolongada, pois este é sequestrado nos tecidos corpóreos e eliminados na urina, e sua deficiência reflete suas concentrações séricas.
O objetivo imediato da terapia nutricional é o ganho de peso. Ganho de peso e anabolismo geralmente são difíceis de obter na sepse, mas podem ocorrer quando a doença regredir.
Durante a infecção, a captação hepática de ácidos graxos livres é associada com cetose e as concentrações de β -hidroxibutirato e acetato elevam-se, indicando a resposta ao catabolismo proteico.
Apesar do nível de evidência baixo, segundo a Diretriz Brasileira de Terapia Nutricional no Paciente Grave (2018), a recomendação da oferta proteica ideal para paciente crítico deve ser de:
2 a 2,5 gramas/kg/dia.
1,5 a 2 gramas/kg/dia.
1,0 a 1,5 grama/kg/dia.
1,0 a 1,2 grama/kg/dia.
0,8 a 1,0 grama/kg/dia.
Nos pacientes internados na unidade de terapia intensiva (UTI) existe um risco nutricional potencial, mas são inúmeras as dificuldades na aplicação dos parâmetros objetivos de avaliação nutricional devido às alterações metabólicas, sendo fundamental estabelecer objetivos adequados para avaliação. A partir dessas informações, avalie as afirmações a seguir.
I. O risco de hiperalimentação no paciente grave é iminente, portanto, o acompanhamento da intolerância metabólica é de suma importância devendo o nutricionista consultar semanalmente pelo menos os exames bioquímicos de glicemia, ureia, creatinina, triglicerídios séricos, enzimas hepáticas, pressão de oxigênio e gás carbônico.
II. Para avaliação do ritmo do catabolismo proteico, pode ser realizado o balanço nitrogenado, bem como monitoramento da terapia nutricional em relação a esse catabolismo, podendo direcionar de maneira mais eficaz a oferta proteica.
III. Para a escolha do peso a ser utilizado no cálculo de energia e proteínas do paciente na UTI, não há necessidade de considerar o estado nutricional anterior e pode-se escolher o peso habitual relatado pela família, uma vez que na maioria das situações não se consegue pesá-lo.
IV. Das proteínas séricas, a pré-albumina, em razão de sua vida útil de apenas 2 a 3 dias, pode ser mais sensível e de maior utilidade no acompanhamento nutricional do paciente grave.
É correto apenas o que se afirma em
I e II
II, III e IV.
I, III e IV.
I, II e IV.
II e III.
As Diretrizes Brasileiras de Terapia Nutricional envolvem um conjunto de recomendações desenvolvidas de maneira sistemática para auxiliar profissionais de saúde na tomada de decisões sobre qual a melhor intervenção nutricional para resolver um problema clínico específico. Em relação à seleção de fórmulas em terapia nutricional e nutrientes especiais para pacientes críticos, considere as seguintes afirmativas:
1. Formulações enterais imunomoduladoras não devem ser utilizadas rotineiramente em UTI.
2. O uso de glutamina enteral em pacientes traumatizados e queimados pode ser considerado.
3. O uso de fórmula enteral com ômega 3 e antioxidantes está indicado em pacientes com síndrome de angústia respiratória aguda (SDRA).
4. O uso de probióticos pode ser indicado em doentes críticos selecionados, desde que não haja imunossupressão.
Assinale a alternativa correta.
Somente a afirmativa 4 é verdadeira.
Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras.
Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras.
Somente as afirmativas 1, 2 e 4 são verdadeiras.
Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras.
Leia o relato do caso a seguir.
Paciente R.J.C., com pós-gastrectomia total, apresentou quadro de infecção e está em tratamento em unidade de terapia intensiva, com queda do estado geral.
Com o objetivo de instituir medidas de intervenção nutricional mais precocemente, nesse caso, qual é o método validado de triagem nutricional especificamente para esse paciente?
Undernutrition Risk Score (URS).
Malnutrition Screening Tool (MST).
Miniavaliação Nutricional (MAN).
A respeito da falência nutricional do paciente grave na Unidade de Terapia Intensiva, é INCORRETO afirmar que
a desnutrição no paciente grave é uma consequência de toda alteração metabólica e inflamatória desencadeada pela doença de base ou injúria e pode ser, na maioria das vezes, evitada, principalmente, com a terapia adequada.
nos estados de estresse agudo, mesmo que não se possa reverter a proteólise vinculada à neoglicogênese, a oferta adequada de nutrientes pode reduzir as consequências do catabolismo intenso, auxiliando na evolução clínica.
no paciente grave, concomitante à proteólise e à neoglicogênese, pode ocorrer aumento da água extracelular e consequentemente o edema, o que pode mascarar a perda de peso e dificultar o diagnóstico nutricional.
no paciente cronicamente agudo, as modificações do metabolismo podem estar instaladas em diferentes fases: inflamatória, anti-inflamatória compensatória e até mesmo em uma fase de inflamação persistente, levando a sequelas importantes, mesmo após a alta.
Pacientes com a síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS) tem como complicação comum a síndrome da multidisfunção orgânica (SMDO), apresentando clinicamente hipermetabólicos e exibindo baixo consumo de oxigênio com alta saturação venosa desse elemento. Outros sinais que podem ser identificados são:
alto débito cardíaco e alcalose lática
alto débito cardíaco e acidose lática
baixo débito cardíaco e acidose lática
baixo débito cardíaco e alcalose lática
Paciente adulto grave, 70kg, internado há sete dias no centro de tratamento intensivo (CTI), em dieta zero pós-cirurgia abdominal, evoluiu com fístula enteroentérica de alto débito sem previsão de resolução nos próximos 20 dias. Para início da terapia nutricional, a via de alimentação e a recomendação de energia em kcal/dia mais indicada para esse paciente, respectivamente, são:
parenteral total / 1400
parenteral periférica / 2100
enteral via jejunostomia / 2450
enteral via gastrostomia / 1750