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Caso clínico para responder às questões de 73 a 77.
Um paciente de 45 anos de idade, sofreu um acidente automobilístico grave e foi admitido na unidade de terapia intensiva (UTI) com trauma abdominal extenso, apresentando lesões hepáticas e intestinais. Após uma cirurgia de emergência, na qual foram realizadas ressecção intestinal parcial e reparação hepática, ele evoluiu com quadro de instabilidade hemodinâmica, necessidade de ventilação mecânica e início de nutrição parenteral em razão da inviabilidade do uso do trato gastrointestinal no momento. Nos primeiros dias, esse paciente apresentou hiperglicemia persistente, acidose metabólica e elevação de marcadores inflamatórios, como PCR e IL-6. Ao longo do tratamento, a equipe médica diagnosticou síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SRIS) e sinais de disfunção de múltiplos órgãos, incluindo insuficiência renal aguda.
Na síndrome da disfunção de múltiplos órgãos (SDMO), observada no quadro do paciente, qual é o principal mecanismo associado à progressão dessa condição?
Aumento da perfusão tecidual, que intensifica a oxigenação dos órgãos e reduz o risco de falência orgânica.
Ativação contínua da cascata inflamatória, com danos endoteliais e hipoperfusão, levando à falência progressiva de múltiplos órgãos.
Supressão do sistema renina-angiotensina-aldosterona, o que agrava a retenção de líquidos e o edema generalizado.
Redução da liberação de catecolaminas e estabilização do sistema imunológico, limitando a resposta inflamatória e prevenindo falência orgânica.
Sobre o paciente adulto com mais de 20% de superfície corporal queimada, marque a alternativa CORRETA.
A Terapia Nutricional deve ser recomendada após 24 horas da ressuscitação volêmica e estabilidade hemodinâmica.
A demanda energética é bem maior nos estágios finais da queimadura e tende a aumentar progressivamente, conforme o tratamento vai evoluindo.
Recomenda-se (0,5-1,0 g/kg/d) de glutamina, via enteral, após o quinto dia da terapia nutricional.
A meta proteica sugerida e mais utilizada na prática clínica é de 1,5-2 g proteína/kg peso/dia, embora ainda não seja um consenso.
Caso clínico para responder às questões de 73 a 77.
Um paciente de 45 anos de idade, sofreu um acidente automobilístico grave e foi admitido na unidade de terapia intensiva (UTI) com trauma abdominal extenso, apresentando lesões hepáticas e intestinais. Após uma cirurgia de emergência, na qual foram realizadas ressecção intestinal parcial e reparação hepática, ele evoluiu com quadro de instabilidade hemodinâmica, necessidade de ventilação mecânica e início de nutrição parenteral em razão da inviabilidade do uso do trato gastrointestinal no momento. Nos primeiros dias, esse paciente apresentou hiperglicemia persistente, acidose metabólica e elevação de marcadores inflamatórios, como PCR e IL-6. Ao longo do tratamento, a equipe médica diagnosticou síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SRIS) e sinais de disfunção de múltiplos órgãos, incluindo insuficiência renal aguda.
Tendo em vista o estado crítico do paciente do referido caso clínico, qual abordagem nutricional é mais indicada durante a fase inicial de recuperação, considerando as demandas metabólicas?
Fornecimento imediato de nutrição enteral com alto teor de carboidratos para atender às demandas energéticas e prevenir hipoglicemia.
Nutrição parenteral hipercalórica com infusões ricas em lipídios para atender às demandas energéticas e evitar perda muscular.
Aporte nutricional gradual via nutrição parenteral, com ajuste proteico para atender às necessidades metabólicas elevadas e ajuste calórico cuidadosamente monitorado para evitar sobrecarga metabólica.
Suspensão de nutrição por via oral e enteral até que todos os parâmetros inflamatórios estejam normalizados, priorizando hidratação venosa.
A.R.L, paciente de 45 anos, 1,80 m de altura, 70kg, no quinto dia de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), já se encontrando na fase crítica. Segundo a Diretriz da BRASPEN de Terapia Nutricional no Paciente Grave (2023), a recomendação de calorias, proteínas e tipo de terapia nutricional para esse paciente deve ser respectivamente de:
1.000 kcal e 1,0 g de proteína/kg de peso/dia e Nutrição Parenteral.
1.400 kcal e 1,2 g de proteína/kg de peso/dia e Nutrição Parenteral.
1.500 kcal e 1,0 g de proteína/kg de peso/dia e Nutrição Enteral.
1.400 kcal e 1,2 g de proteína/kg de peso/dia e Nutrição Enteral.
1.500 kcal e 1,2 g de proteína/kg de peso/dia e Nutrição Enteral.
Paciente do sexo masculino, 66 anos de idade, internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em pós-operatório de cirurgia cardíaca. Encontra-se intubado, em uso de sonda nasoentérica aberta, drenando em média 300 mL de secreção gástrica nas últimas 12 horas, com dieta suspensa até o momento. Em uso de noradrenalina a 40 mL/h, abdome levemente distendido. Sem relatos de evacuação nas últimas 24 horas. O nutricionista responsável pelo setor foi solicitado para avaliar o paciente em relação ao suporte nutricional.
De acordo com as informações desse caso clínico, qual deve ser a conduta do profissional em relação a esse paciente?
Iniciar dieta elementar, por possuir uma melhor absorção, em um volume de 20 mL/h de forma contínua, e observar a tolerância, como distensão abdominal, estase, vômitos, função intestinal nas próximas 12 horas.
Manter a dieta suspensa nas próximas 12 horas devido ao uso de noradrenalina ainda em um valor elevado e observar distensão abdominal e volume residual gástrico.
Fechar a sonda nasoentérica e observar nas próximas quatro horas. Caso o paciente não apresente vômitos, iniciar uma dieta em baixo volume e avaliar tolerância.
Manter a dieta suspensa nas próximas 12 horas e iniciar dieta apenas quando a noradrenalina for suspensa por completo, devido ao risco de isquemia mesentérica.
Segundo o cálculo proposto por Kinney e Wilmore pode ser usado em caso de processos de doença. O fator lesão/estresse para pacientes com 78% do corpo queimado é de:
1,4
1,7
1,8
2,0
2,2
Em relação ao manejo de pacientes com pancreatite aguda, a Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no Paciente Grave (2023) afirma corretamente que
a via digestiva não deve ser selecionada como primeira escolha para a terapia nutricional, pela gravidade do quadro clínico.
probióticos devem ser usados de maneira rotineira, em casos graves, como forma de repor a microbiota intestinal.
na pancreatite aguda grave, o uso rotineiro de formulações hidrolisadas (oligoméricas ou elementares) não está recomendado.
o uso do aminoácido glutamina, com vistas à redução de complicações infecciosas, é recomendado em quantidades de 1 a 1,5 g/kg/dia.
Sobre as recomendações de terapia nutricional para o paciente crítico, segundo as diretrizes BRASPEN, de Terapia Nutricional no Paciente Grave (2023), analise as afirmativas a seguir.
I. Deve-se utilizar ferramentas de triagem nutricional adaptadas a pacientes críticos, para reconhecer brevemente pacientes em processo de desnutrição inicial ou já desnutridos.
II. A monitorização da oferta proteica em pacientes críticos é recomendada porque a oferta proteica inadequada influencia no desfecho do paciente crítico, o que justificaria seu monitoramento.
III. A avaliação nutricional deve ser realizada após a triagem nutricional, durante as primeiras 72h de admissão na UTI, devendo ser repetida diariamente.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
A Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional (2023) aborda questões que vão desde a triagem e diagnóstico nutricional no paciente grave até a terapia nutricional em situações específicas. Acerca do cuidado nutricional no paciente crítico, assinale a alternativa INCORRETA:
A avaliação nutricional deve ser realizada após a triagem nutricional durante as primeiras 48h de admissão na UTI, devendo ser repetida a cada 7 a 10 dias.
A suplementação de glutamina via oral ou enteral é recomendada como rotina para todos os pacientes críticos em razão de sua vulnerabilidade imunológica.
Em pacientes críticos com inviabilidade de alimentação por via oral, é recomendável o início precoce (24-48 horas) da terapia nutricional enteral.
Recomenda-se o uso de fórmula imunomoduladora via oral ou enteral no período pré-operatório (por cinco dias) e pós-operatório (por sete dias) para pacientes a serem submetidos à cirurgia de grande porte por câncer do trato digestivo ou de cabeça e pescoço.
Sobre o papel do profissional nutricionista em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), de acordo com a Resolução CFN Nº 663/2020, o nutricionista deve atuar:
Elaborando o diagnóstico nutricional dos pacientes com base na triagem nutricional e coleta dos dados realizados exclusivamente pela equipe de enfermagem.
Prescrevendo a dieta, incluindo a terapia nutricional oral, enteral e parenteral e a realização de sua reavaliação e adequação diariamente com base nas metas nutricionais e nos protocolos técnicos preestabelecidos.
Registrando, semanalmente, a prescrição dietética e a evolução nutricional, em prontuário de clientes/pacientes/usuários, de acordo com protocolos preestabelecidos pela equipe de Nutricionistas.
Avaliando a terapia nutricional parenteral qualitativa e quantitativamente para adequação às necessidades nutricionais e à condição clínica atual do paciente.
Monitorando somente a evolução nutricional de clientes/pacientes/usuários, da via de administração da Terapia Nutricional Oral.
O ponto de corte referente à baixa força de preensão palmar em mulheres, citado em Cruz-Jentoft et al. (2019), é
< 30 kg.
< 28 kg.
< 22 kg
< 20 kg.
< 16 kg.
Paciente, sexo masculino, 56 anos, foi admitido em um hospital em estado grave, com traumatismo cranioencefálico, após um acidente de trânsito. Como nutricionista da Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional (EMTN) do hospital e, ainda, considerando a Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no Paciente Grave (2023), assinale a afirmativa INCORRETA sobre a conduta nutricional a ser adotada com o paciente.
Em pacientes críticos, é recomendado o início precoce (24 a 48 horas após a admissão) da terapia nutricional enteral, independentemente da viabilidade de alimentação por via oral.
A triagem nutricional deve ser realizada para reconhecer rapidamente pacientes em processo de desnutrição inicial ou já desnutridos, para, assim, dar início à terapia nutricional de forma precoce e individualizada.
As fórmulas com glutamina ou outros imunonutrientes devem ser consideradas no trauma, com potencial benefício em cicatrização e desfecho em alguns subgrupos, como, por exemplo, no traumatismo cranioencefálico.
O posicionamento pós-pilórico da sonda deve ser realizado apenas se o paciente que está em terapia nutricional enteral apresentar alto risco para aspiração, intolerância à dieta não resolvida com procinéticos ou se contraindicada clinicamente a alimentação via gástrica.
Complete a lacuna.
‘‘Na terapia nutricional para pacientes críticos, a __________ é essencial para prevenir o catabolismo muscular e garantir a recuperação’’.
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna.
suplementação de aminoácidos ramificados
redução calórica imediata
ingestão elevada de carboidratos simples
modulação da microbiota intestinal
Segundo a Diretriz BRASPEN, de 2023, na Terapia Nutricional no Paciente Grave é:
indicada a administração de nutrição enteral pós-pilórica
sugerida a aferição do volume residual gástrico em pacientes com nutrição enteral
contraindicada a nutrição enteral em pacientes fazendo uso de drogas vasoativas
recomendado início da dieta com oferta energética mais baixa entre 15 a 20 Kcal/kg/dia
Qual é a oferta energética e proteica ideal para um paciente crítico de 60 kg na fase inicial da doença (até o 4o dia), que está em concordância com o preconizado pela Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no Paciente Grave (2023)?
1 500 a 1 800 kcal/dia e até 72 g de proteína/dia.
1 500 a 1 800 kcal/dia e até 120 g de proteína/dia.
1 500 a 1 800 kcal/dia e até 78 g de proteína/dia.
900 a 1 200 kcal/dia e até 72 g de proteína/dia.
900 a 1 200 kcal/dia e até 120 g de proteína/dia.
Para pacientes críticos é extremamente importante manter o aporte nutricional adequado, para melhores desfechos clínicos. Dessa forma, assinale a alternativa correta.
Em pacientes queimados o suporte nutricional e metabólico precoce atenua a sepse e diminui o risco de complicações. Alguns nutrientes, como glutamina, arginina, antioxidantes e ácidos graxos, têm efeito imunomodulador.
A terapia nutricional parenteral (TNP) é a indicação de 1ª escolha para AGR, uma vez que está em risco nutricional e está impossibilitado de se alimentar via oral.
Os níveis séricos de albumina e outras proteínas não são indicadores de resposta terapêutica adequada para pacientes com queimaduras.
Como o estado nutricional de AGR é estável a manutenção da dieta zero não é preocupante.
Em passagem de visita multiprofissional a um paciente jovem da unidade de terapia intensiva, com choque hemorrágico por politraumatismos, sem comprometimento do trato gastrointestinal, intubado e ainda dependente do uso de droga vasoativa para a manutenção da estabilidade hemodinâmica, foi verificado que ele estava em uso de vasopressina e noradrenalina naquele momento. O paciente encontrava-se em jejum desde sua admissão (havia 36 h), e um dos objetivos da equipe era iniciar a terapia nutricional enteral logo que fosse possível. Dentre as opções a seguir, assinale aquela que atende às recomendações atuais de terapia nutricional para paciente crítico.
Iniciar imediatamente a dieta enteral com vazão inicial baixa de 15 mL/h.
Iniciar a dieta enteral, contemplando 100% da meta calórica estabelecida, assim que as dosagens de ambas as drogas diminuírem para 0,3 mcg/kg/min.
Manter o jejum até que o paciente seja extubado.
Manter o jejum até que haja total desmame da vasopressina e iniciar a dieta enteral com vazão de 15 mL/h, desde que a dosagem de noradrenalina esteja <0,3 mcg/kg/min, considerando que outros marcadores de microperfusão tecidual, como o lactato sérico, estejam em níveis adequados.
Iniciar dieta parenteral total somente quando todas as drogas vasoativas forem desmamadas e já contemplando 100% da meta calórica e proteica do paciente.
Qual a recomendação de carboidratos e proteínas para um indivíduo adulto com lesão moderada a grave por queimadura segundo a diretriz da Sociedade Europeia de Nutrição Clínica e Metabolismo (ESPEN), Terapia Nutricional em Grandes Queimaduras (2013)?
Até 60% do valor energético total na forma de carboidratos e entre 1,5 e 2,0 g de proteína/kg de peso ao dia.
Até 60% do valor energético total na forma de carboidratos e entre 1,2 e 1,5 g de proteína/kg de peso ao dia.
Até 50% do valor energético total na forma de carboidratos e entre 1,2 e 1,5 g de proteína/kg de peso ao dia.
Até 50% do valor energético total na forma de carboidratos e entre 1,0 e 1,2 g de proteína/kg de peso ao dia.
Até 40% do valor energético total na forma de carboidratos e entre 1,0 e 1,2 g de proteína/kg de peso ao dia.
O fator lesão (FL) para pacientes em sepse é de:
1,0
1,1
1,2
1,3
1,4
Para uma intervenção nutricional adequada para AGR seu estado nutricional deverá ser avaliado. Acerca desse assunto, assinale a alternativa correta.
A triagem do risco nutricional é o primeiro passo para identificar pacientes que irão se beneficiar da terapia nutricional reduzindo o risco de futuras complicações relacionadas com a má nutrição. Mas, no caso de AGR não há indicação, uma vez que o paciente se encontra inconsciente.
A avaliação nutricional do paciente crítico objetiva identificar, de forma individualizada, as possíveis causas e consequências da desnutrição, permitindo o acompanhamento e monitorização da eficácia da terapêutica nutricional. Assim, é primordial que haja um monitoramento do estado nutricional dos pacientes através dos métodos de triagem e avaliação nutricional, visando à detecção precoce daqueles que estão em risco para desfechos clínicos negativos relacionados ao estado nutricional.
A presença de edema no caso de AGR não é um sinal clínico de risco nutricional considerando o método de triagem Avaliação Subjetiva Global.
O método proposto pela AND/ASPEN classifica a desnutrição por meio de sua etiologia e severidade, considerando a doença aguda (≤ 12 meses) ou crônica (> 12 meses). Para definição da gravidade da desnutrição são avaliados a ingestão energética, perda de peso recente, perda de gordura subcutânea, perda de tecido muscular, presença de edema e força do aperto de mão.