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A obesidade é uma doença metabólica crônica e multifatorial (Classificação Internacional de Doenças, Cid‐10, código E66), na qual, além dos fatores nutricionais, os aspectos genéticos, metabólicos, psicossociais, culturais, entre outros, atuam em sua origem e manutenção. A respeito da obesidade, é correto afirmar que
apesar de o Índice de Massa Corpórea (IMC) ser clinicamente limitado para o diagnóstico da obesidade, em geral, para adultos aceita‐se que o peso de menor risco relacionado à obesidade corresponde a um IMC entre 18,5 e 25 kg/m2 , e até 27 kg/m2 para indivíduos com mais de 60 anos.
as medidas das pregas cutâneas (PC) são úteis para determinar os depósitos de gordura subcutânea. As PC devem ser usadas para definir o valor total de gordura corporal ou classificar a obesidade entre obesos mórbidos.
distribuição regional de gordura com maior concentração visceral, na obesidade identificada como periférica, ginoide ou ginecoide, é a condição em que se verifica maior risco cardiovascular e metabólico.
a abordagem cognitiva comportamental para o paciente com obesidade se propõe a definir estratégias para auxiliar no controle de peso e prevenção de recidivas; essa abordagem tem se mostrado como a menos eficiente no tratamento da obesidade.
o objetivo racional da intervenção dietética é reduzir a gordura corporal para um nível tal que seja acompanhado de melhora no estado de saúde ou de redução de riscos de complicações associados à obesidade. Recomenda‐se inicialmente redução de 15 a 30% de peso inicial, que resulta em melhora metabólica significativa.