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A insuficiência cardíaca (IC) pode ser definida como uma síndrome sistêmica, sendo caracterizada por anormalidades da função cardíaca, do músculo esquelético, da função renal e metabólica, associada à elevada estimulação do sistema nervoso simpático e a um complexo padrão de alterações neuro‐hormonais e inflamatórias, incluindo aumento das citocinas pró‐inflamatórias com aumento do catabolismo. A IC leva a uma série de alterações fisiológicas, das quais muitas influenciam diretamente o estado nutricional. Em relação à terapia nutricional na IC, é correto afirmar:
Quando a ingestão oral não for possível ou for insuficiente, não se deve instituir a terapia nutricional enteral, devido à retenção de líquidos.
A quantidade de gordura da dieta deverá ser de 15 a 20 % do valor energético total, devido à sensação de plenitude gástrica presente na IC.
Nos casos em que houver uma diminuição da função renal, a oferta proteica deve ser de aproximadamente 2,0 gramas por quilograma de peso corporal por dia.
Para atingir a recomendação de energia, deve‐se aumentar a densidade calórica das preparações, fornecendo maior quantidade de energia em menor volume.
Não se deve ofertar fontes alimentares de potássio na dieta, uma vez que os pacientes apresentam hipercalemia devido ao uso de diuréticos.