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(PMBS/URCA 2025) Na adolescência há um crescimento acelerado sendo de grande importância a atenção a energia, proteína, ferro, cálcio e vitamina A e C. Sobre o efeito desses nutrientes nesse período é correto afirmar:
Os valores de Ferros recomendados na adolescência são de 10 mg/dia para ambos os sexos na faia etária de 9 a 13 anos.
Durante a puberdade obtêm-se 60% da massa óssea observada no adulto.
As recomendações de vitamina A são semelhantes para ambos os sexos.
O cálculo para se estimar o valor da proteína para o adolescente pode ser usado a proporção de 10 a 12% em relação ao valor energético total.
No sexo masculino, a necessidade de ferro é maior no pico da velocidade do crescimento.
Um adolescente do sexo masculino, 14 anos, apresenta aumento significativo do pênis em comprimento, com testículos e escroto aumentando de tamanho, e pelos pubianos mais espessos e escuros, mas que ainda não cobrem a parte interna das coxas. Com base no desenvolvimento descrito, qual é o estágio de Tanner correspondente?
Estágio 1.
Estágio 2.
Estágio 3.
Estágio 4.
Estágio 5.
Sobre o crescimento durante a fase puberal, é correto afirmar que:
O estirão puberal ocorre mais cedo em meninas do que em meninos, mas, em geral, os meninos atingem maior pico de velocidade de crescimento devido à ação combinada dos esteroides sexuais e do hormônio de crescimento.
O estirão puberal ocorre simultaneamente em meninos e meninas, com a mesma velocidade de crescimento em ambos os sexos.
Durante o estirão puberal, o crescimento ocorre predominantemente nas extremidades do corpo, sem influência hormonal significativa.
Na fase puberal, a velocidade de crescimento é constante até o término da puberdade, sem variações individuais.
Os fatores nutricionais são os únicos responsáveis pela aceleração do crescimento durante a puberdade, sem influência de fatores hormonais.
Alguns indivíduos, por diversos motivos, podem estar incapacitados, devido a diferentes patologias, de se manterem de pé para que seja realizada a aferição da estatura. Sendo assim, existem outras alternativas para estimar essa altura, e assim facilitar o cálculo de gasto energético diário ou mesmo acompanhar se o crescimento de uma criança se encontra adequado. Nesse sentido, verifique as afirmativas a seguir.
I- A estimativa de altura de indivíduos com limitações físicas pode ser feita utilizando o comprimento da ulna, que consiste na medida entre o olecrano e o processo estiloide, não havendo variação de sexo no uso deste dado na fórmula.
II- A altura de indivíduos com limitações físicas pode ser estimada utilizando o comprimento da tíbia, que é obtido pela medida da porção medial, entre o côndilo medial e o maléolo medial.
III- A altura de indivíduos com limitações físicas pode ser estimada utilizando a altura do joelho, cuja fórmula a ser utilizada para cálculo desta medida varia entre o sexo feminino e masculino.
IV- A avaliação clínica do crescimento de uma criança (alvo familiar) deve levar em consideração sua herança genética. Para estimativa da altura final de uma criança, apenas a altura paterna deve ser levada em consideração, tendo em vista que é o gene masculino que exerce maior influência no crescimento. A fórmula é: (estatura do pai -13) + 9 / 2.
Baseado no exposto, é CORRETO o que se afirma apenas em:
II e III.
II, III e IV.
I, II e III.
III e IV.
I, II e IV.
Seguem os dados antropométricos de uma criança de 6 anos:
Para a determinação do escore-z, foram adotadas como referência as curvas de crescimento propostas pela Organização Mundial da Saúde em 2006.
Assinale a alternativa que apresenta a classificação correta do estado nutricional dessa criança.
Peso elevado para idade; estatura adequada para idade; peso elevado para estatura.
Peso elevado para idade; estatura elevada para idade; sobrepeso.
Peso elevado para idade; estatura adequada para idade; sobrepeso.
Peso elevado para idade; estatura adequada para idade; eutrofia.
Peso adequado para idade; estatura elevada para idade; eutrofia.
Analise as afirmações abaixo acerca da monitorização e avaliação do crescimento de crianças:
I. O acompanhamento sistemático do crescimento e do ganho de peso permite a identificação de crianças com maior risco de morbimortalidade.
II. O Índice de Massa Corporal (IMC) auxilia na classificação de crianças que, em um determinado período, estiveram desnutridas e tiveram o comprometimento de sua estatura, possibilitando uma melhor identificação de crianças com excesso de peso e baixa estatura.
III. O peso por idade mostra se a criança está com peso abaixo do recomendado para a sua idade e se a sua estatura já foi comprometida.
IV. O IMC para a idade não deve ser utilizado para crianças menores de 2 anos.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas I e II.
Apenas I, II e III.
I, II, III e IV.
A avaliação do peso ao nascer é o primeiro diagnóstico nutricional. Segundo a Organização Mundial da Saúde (1993), seguido pelo “Manual de orientações para a coleta e análise de dados antropométricos em serviços de saúde” (Ministério da Saúde, 2011), qual deve ser o peso de uma criança imediatamente após o nascimento para ser classificada com peso adequado?
Qual dos indicadores antropométricos, indicados pelo Ministério da Saúde, expressa o crescimento linear da criança, sendo o índice que melhor indica o efeito cumulativo de situações adversas sobre o crescimento da criança, também considerado o indicador mais sensível para aferir a qualidade de vida de uma população?
Peso para idade (P/I).
Peso para estatura (P/E).
Estatura para Idade (E/I).
Índice de Massa Corporal (IMC) para idade.
Circunferência abdominal (CA).
Qual dos ácidos graxos abaixo listados é importante para o crescimento e desenvolvimento do sistema nervoso central e da retina fetal?
Ácido docosahexaenoico
Ácido láurico
Ácido caproico
Ácido linoleico
Ácido butírico
No primeiro trimestre de nascimento, o ganho de peso diário, é, de modo geral:
35 a 50g
25 a 30g
10 a 15g
15g
5g
Recém-nascido com 30 semanas de idade gestacional e peso ao nascer de 1300g acaba de ser admitido na UTI neonatal. A via e a técnica de alimentação recomendadas para início da alimentação desse paciente, respectivamente, são:
intravenosa e digestiva / sonda orogástrica
intravenosa e digestiva / gastrostomia
digestiva / sonda oroentérica
digestiva / sucção
De acordo com Vitolo (2008), o ganho de peso da criança abaixo de 1 ano é o melhor indicador do estado nutricional, sendo o acompanhamento periódico do peso e a utilização da curva de crescimento boas ferramentas para o rápido diagnóstico na vigência de problemas nutricionais, desse modo é correto afirmar que
o ganho de peso diário esperado para a idade de 0 a 6 meses é de 400 g/mês.
o ganho de peso diário esperado para a idade de 0 a 6 meses é > 20 g/dia.
a curva de peso para idade com traçado ascendente indica diminuição da velocidade de ganho de peso.
para a idade de 6 meses o ganho de peso diário é > 30 g/dia.
a curva de peso reta indica um processo inicial de desnutrição.
O progresso da medicina perinatal permitiu sobrevida a recém-nascidos muito graves, principalmente os de muito e extremo baixo peso. Neste contexto a nutrição adequada é de fundamental importância. Nesse sentido, é correto afirmar que:
o período de maior crescimento cerebral ocorre entre o sexto e oitavo mês de vida.
sob condições de jejum total, o recémnascido muito baixo peso tem reservas suficientes para apenas 7 dias, estendendo-se para 15 dias se houver fornecimento de glicose intravenos
para o planejamento nutricional deve-se considerar que o recém nascido baixo peso tem boa reserva de nutrientes em jejum de 7 dias.
o padrão de crescimento do recémnascido baixo peso é muito intenso e pode chegar a 40g/kg/dia.
Em antropometria, o perímetro cefálico (PC) é utilizado para classificação de desnutrição infantil e está associado ao perímetro torácico (PT) a partir do indicador PT/PC. É correto afirmar que
dos 6 meses aos 5 anos de idade uma relação normal entre PT/PC é sempre menor que 1.
do nascimento até os 6 meses de vida os perímetros cefálicos e torácico são aproximadamente iguais.
dos 6 meses aos 5 anos de idade a relação PT/ PC é igual a 1.
uma relação onde PT/PC é menor que 1 é indicativa de normalidade em qualquer faixa etária da criança.
a relação PT/PC é utilizada apenas como método diagnóstico de estados patológicos de microcefalia, macrocefalia ou hidrocefalia.
O acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento infantil é de grande importância, equivalendo ao monitoramento das condições de saúde e nutrição da criança assistida pelo Sistema de Vigilância Nutricional no Brasil. Os índices antropométricos mais amplamente usados, recomendados pela OMS e adotados pelo Ministério da Saúde para a avaliação do estado nutricional de crianças, são:
peso para idade e índice de massa corporal (IMC) para idade.
somente o índice de massa corporal (IMC) para peso.
somente o índice de massa corporal (IMC) para estatura.
somente o índice de massa corporal (IMC) para peso e estatura.
peso para idade; peso para estatura e índice de massa corporal (IMC) para idade.
Considere os seguintes dados de uma criança em seu primeiro atendimento: idade atual = 13 meses; sexo: feminino; peso de nascimento = 3,270 quilos; comprimento ao nascer = 51 centímetros; peso atual = 9,800 quilos e estatura atual = 75 centímetros. Quanto à interpretação dos indicadores antropométricos, registrados no gráfico de curvas de crescimento da criança, o percentil de peso por comprimento está entre 50 e 84 e o percentil de comprimento por idade está entre 40 e 60. Com base nessas informações, o diagnóstico antropométrico é
peso e altura adequados, ou seja, dentro dos pontos de corte para os referidos parâmetros antropométricos.
apenas o peso por comprimento adequado, sendo que o comprimento por idade está abaixo do esperado.
apenas o comprimento por idade adequado, sendo que o peso por comprimento está acima do esperado.
peso e altura inadequados, ou seja, ambos fora dos limites esperados para tais parâmetros antropométricos.
Um bebê prematuro com 1 mês de vida extra-útero, que nasceu com 32 semanas gestacionais, cronologicamente falando, estaria com
30 semanas.
34 semanas.
38 semanas.
36 semanas.
32 semanas.
O peso de um recém-nascido deve ter para que seja classificado com macrossomia é de:
4.000 g
3.499 g
2.499 g
5.000 g
3.000 g
A desnutrição é reconhecida como um importante fator de risco para o aumento da prevalência e da gravidade de infecções e mortalidade. São alterações orgânicas associadas à desnutrição grave na infância:
gliconeogênese aumentada com elevação do risco de hipoglicemia e síntese hepática de proteínas reduzidas.
níveis de insulinas aumentados, associados a níveis de cortisol reduzidos, favorecendo a intolerância à glicose e a redução na síntese do hormônio de crescimento.
atrofia da mucosa intestinal, com atraso na renovação celular, e secreção de enzimas digestivas reduzidas, dificultando a absorção de nutrientes.
menor permeabilidade intestinal e possibilidade de penetração anormal de proteínas intactas pelo epitélio intestinal, acarretando reações imunitárias locais.
Pré-termos, de peso adequado para a idade gestacional, costumam apresentar as seguintes fases de crescimento ponderal pós-natal:
perda de peso proporcionalmente maior quanto menor for a idade gestacional > estabilização e reinício do ganho ponderal período de recuperação acelerada > crescimento em velocidade normal;
período de recuperação acelerada > crescimento em velocidade normal > estabilização do peso;
ganho de peso proporcionalmente menor quanto maior for a idade gestacional > estabilização do peso > crescimento em velocidade normal;
ganho de peso proporcionalmente menor quanto maior for a idade gestacional > estabilização do peso > crescimento em velocidade acelerada;
perda de peso proporcionalmente maior quanto menor for a idade gestacional > recuperação acelerada.