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O tratamento de alveolite pode ser conceituado como
tratamento do local de onde o dente foi extraído, quando há dor.
extração de um dente em caráter emergencial (inesperado, repentino).
tratamento para sangramento persistente na boca.
tratamento provisório para alívio da dor de dente.
Paciente do sexo feminino, 32 anos de idade, procurou atendimento relatando que tinha se submetido à remoção de terceiro molar inferior em um Centro de Especialidades Odontológicas, fazia alguns dias. O exame físico revelou um retalho cirúrgico exibindo áreas de deiscência e necrose. Dentre as opções abaixo, o que pode ter potencialmente contribuído para a ocorrência dessas complicações pós-operatórias?
Aproximação das bordas do retalho sobre o osso saudável.
Manuseio gentil das bordas do retalho, reposicionando-o sem pressão.
Retalho cirúrgico apresentando comprimento duas vezes menor que a largura da base.
Retalho cirúrgico apresentando comprimento duas vezes maior que a largura da base.
A alveolite (osteíte alveolar) é uma complicação que ocorre em 1 a 4% dos casos de exodontia, caracterizada pela desintegração do coágulo sanguíneo, que deixa o alvéolo dentário vazio.
(Eduardo Dias de Andrade.)
Considerando a informação anterior sobre esta urgência odontológica, assinale a afirmativa INCORRETA.
Ao exame físico é comum serem observados restos do coágulo necrosado, estando, muitas vezes, o osso alveolar exposto.
A anestesia local deve ocorrer por meio de bloqueio regional, evitando-se infiltrar a solução anestésica ao redor do alvéolo dentário.
O uso de antiobioticoterapia torna-se obrigatório, mesmo que ausente o exsudato purulento e manifestações sistêmicas como a linfadenite.
Pode ser considerada como uma forma de osteíte oriunda da cortical óssea alveolar, devido ao comprometimento inflamatório antes da exodontia.
A reconstrução da articulação temporomandibular com enxertos costocondrais é uma alternativa para o tratamento da anquilose. A principal desvantagem desta abordagem é
pneumotórax.
dor pós-operatória.
crescimento imprevisível.
cicatriz visível.
deformidade torácica.
Durante procedimentos cirúrgicos podem acontecer danos a estruturas neuronais que são responsáveis principalmente pela condução de estímulos sensitivos. Alguns nervos comumente atingidos em cirurgias orais são o lingual, alveolar inferior, bucal, palatinos maiores, infra-orbitários, entre outros. É importante então que o cirurgião entenda plenamente o processo cicatricial neural para poder prever possíveis sequelas sensoriais pós-operatórias.
Em relação a esse tema, assinale a alternativa correta.
A lesão nervosa classificada como neurotmese tem o pior prognóstico, pois houve o rompimento total do epineuro e axônio.
A degeneração do epineuro somente (neuropraxia) irá levar à formação de um neuroma.
A hipoestesia pode ser descrita como a sensação alterada espontânea e subjetiva em que o paciente sente um desconforto.
A degeneração walleriana de um nervo é caracterizada pela desintegração parcial do epineuro somente.
A respeito da trombose do seio caverno, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.
I. A trombose do seio cavernoso raramente pode surgir a partir de uma infecção nas veias faciais e cervicais. Porém é considerada um quadro grave em função das nobres estruturas banhadas pelo seio cavernoso, como a Artéria Carótida Interna, os nervos oculomotor (III), troclear (IV), oftálmico (V/1) e abducente (VI).
II. As vias de transmissão são divididas em anterior, a qual envolve a veia angular através das veias oftálmicas que podem drenar infecções odontogênicas ou do seio maxilar, e posterior, a qual envolve a veia profunda da face que drena para o plexo pterigoide, a partir do qual as veias emissárias passam através do forame emissário esfenoidal, oval e lácero para se unir ao seio sigmoide e depois ao seio cavernoso.
III. A síndrome de Lemierre causa a trombose do seio cavernoso via veia jugular interna, que drena o seio petroso inferior.
IV. A infecção odontogênica pode causar a síndrome de Lemierre pelo envolvimento do espaço faríngeo lateral, levando à Trombose do Seio Cavernoso. A apresentação comum da Síndrome de Lemierre se deve a êmbolos sépticos que seguem o padrão de fluxo normal para o coração onde são distribuídos para os pulmões, fígado, osso e articulações, causando abscessos metastáticos. A fusobacterium necrophorum é o patógeno identificado com mais frequência.
Apenas I, II e IV.
Apenas I e II.
Apenas II e III.
Apenas I, II e III.
Apenas I, III e IV.
Paciente com 34 anos de idade, sexo feminino, apresenta quadro clínico compatível com o diagnóstico de alveolite. Durante a entrevista com a paciente, o cirurgião-dentista deve buscar informações sobre alguns fatores associados à alveolite, como:
I. Uso de contraceptivos orais.
II. Hábito de fumar.
III. Consumo de bebidas alcoólicas.
IV. Diabetes mellitus.
Está correto o que se afirma APENAS em
III e IV.
I e III.
II e III.
II e IV.
I e II.
A hemorragia é uma possível complicação pós exodontia para a qual o Cirurgião-dentista deve estar preparado. Com relação ao tema, assinale a alternativa que apresenta a situação clínica com maior risco de hemorragia pós extração.
Paciente usuário de AAS.
Paciente apresentando INR = 1.
Paciente com hemofilia A.
Paciente com tempo de protrombina igual a 10 segundos.
Paciente com tempo de coagulação de 5 minutos.
É considerada uma das complicações pós-operatórias mais frequentes associada à exodontia de dentes definitivos definida como uma inflamação do alvéolo, resultante da desintegração e/ou infecção do coágulo inicial, que impede a cicatrização adequada da ferida alveolar:
Gengivite.
Parestesia.
Trismo.
Alveolite.
Pericoronarite.
Paciente com 38 anos de idade, sexo masculino, relata ter-se submetido à extração do dente 48, há dois dias. A queixa principal do paciente é de “dor intensa” na região do dente extraído. O exame clínico mostra ferida óssea alveolar exposta na região do dente 48 com acentuado odor fétido. O quadro clínico é compatível com o diagnóstico de
pericoronarite.
angina de Ludwig.
alveolite.
celulite infecciosa.
abscesso.
Sobre as lesões de nervos sensoriais na região maxilofacial, assinale a alternativa que indica corretamente a forma menos severa da lesão do nervo periférico. É uma contusão de um nervo em que se mantêm a continuidade da bainha epineural e dos axônios. O trauma ou tração (alongamento) de um nervo, inflamação ao redor de um nervo, ou isquemia local de um nervo pode produzir esta condição. Como não houve a perda da continuidade axonal, acontece a recuperação total da função do nervo geralmente em poucos dias ou semanas.
Neuroma
Neuropraxia
Axonotmese
Neurotmese
Degeneração walleriana
Todas as opções a seguir apresentam causas de náusea e vômito pós-operatório, exceto:
medicação.
desidratação.
hipertensão.
deglutição de sangue.
Quanto à conduta correta frente às comunicações bucossinusais imediatas pós-exodontia, analise as assertivas abaixo:
I. É mais comum após extrações na região de molares superiores e principalmente em idosos.
II. Deve-se prescrever imediatamente antibacterianos e aguardar o melhor momento para intervenção cirúrgica (fechamento).
III. A manobra realizada para sua confirmação é chamada de Manobra de Chompret e se faz fechando a narina do paciente.
IV. Fechar com retalhos vestibular ou palatino após 48 horas da comunicação para que a antibioticoterapia tenha efeito sobre uma possível sinusite maxilar.
V. Na técnica de Wassmund, a sutura em forma de U horizontal está indicada para a região alveolar, no fechamento de comunicação bucossinusal e deve permanecer por um período de 14 dias.
Quais estão corretas?
Apenas I e V.
Apenas I, II e III.
Apenas I, III e V.
Apenas II, III e IV.
Um paciente de 10 anos de idade, leucoderma, estudante, sem relatos de doenças sistêmicas presentes, compareceu ao posto de saúde da Prefeitura de Lagoa Santa com o elemento 36 com grande destruição coronária radicular e uma imagem radiolúcida extensa periapical. O dentista que o atendeu fez o diagnóstico de que aquele elemento não era mais viável e planejou a exodontia do dente.
Durante o procedimento, foi relatado um grande sangramento de difícil contenção; a criança foi então encaminhada para o hospital onde, por meio de ligadura de alguns vasos cervicais e cauterização extensa no local, o sangramento foi controlado. O indivíduo teve que receber duas bolsas de sangue devido ao risco de hipovolemia.
Assinale a alternativa que não apresenta uma possível causa para essa complicação:
A lesão periapical pode ser um hemangioma intraósseo raro, mas possivelmente não diagnosticado até o presente momento.
A criança pode ter traços de hemofilia ainda não diagnosticada.
A lesão periapical pode ser uma cavidade óssea preenchida por sangue que, com o trauma da exodontia, rompeu-se.
A lesão periapical pode ser um cisto odontogênico aneurismático nutrido por grandes vasos cervicais que, com o trauma da exodontia, rompeu-se, causando o sangramento excessivo.
Paciente, 23 anos, procurou o consultório encaminhado após atendimento odontológico de rotina, relatando que uma hora após o procedimento anestésico local, percebeu inchaço localizado no lábio superior. No exame físico, foi observado edema difuso e indolor em ambos os lados do lábio superior, mais proeminente no lado direito. Era resiliente, macio, não sensível com aproximadamente 3 cm × 2 cm no lado direito, e 2 cm × 1 cm no lado esquerdo. Não era pruriginoso, nem apresentava depressões e nenhuma evidência de erosão ou ulceração foi observada. Para identificar a causa do inchaço, as seguintes investigações foram feitas: hemograma completo, contagem absoluta de eosinófilos, taxa de sedimentação de eritrócitos, anticorpos IgE, níveis de complemento (C3 e C4). Todas as investigações foram negativas, exceto a contagem absoluta de eosinófilos e os níveis de anticorpos IgE elevados. Com base nesses dados, qual a hipótese de diagnóstico clínico mais provável para o caso?
Sarcoidose.
Nevo branco esponjoso.
Edema angioneurótico.
Coristoma episcleral.
Quelite angular.
A reabsorção condilar idiopática pode ocorrer como complicação da cirurgia ortognática, com mais frequência, em movimentos do tipo:
Avanço mandibular acima de 10 milímetros, em pacientes classe II.
Recuo mandibular com avanço de maxila, em pacientes classe III.
Avanço de maxila acima de 12 milímetros.
Recuo mandibular, em pacientes classe III.
Avanço de mandíbula acima de 5 milímetros, em pacientes classe II.
O tratamento da alveolite consiste em:
I. Prescrição de Metronidazol, 250 mg, a cada 12 horas, por 7 dias.
II. Prescrição de Nimesulida, 100 mg, a cada 12 horas, por 3 dias.
III. Anestesia local, irrigação com soro fisiológico e limpeza da ferida cirúrgica.
IV. Colocação intra-alveolar de Triancinolona para acelerar o processo de cicatrização.
Está correto o que se afirma APENAS em
I e III.
I e IV.
II e IV.
II e III.
III e IV.
Paciente do gênero feminino, submetida a procedimento de amidalectomia há cerca de 1 ano, queixa-se de dor vaga na face, principalmente ao deglutir, abrir a boca e virar a cabeça. Refere disfagia, otalgia com crises de cefaleia recorrentes e dor à palpação na região da fossa tonsilar. Na radiografia panorâmica, apresenta imagem radiopaca entre o ramo mandibular e a coluna sugestiva de calcificação do complexo ligamentar estilo-hióideo. Assinale a alternativa que apresenta o possível diagnóstico para essa paciente.
Síndrome de Ehlers-Danlos.
Síndrome de Eagle.
Defeito ósseo de Stafne.
Síndrome de Peutz-Jeghers.
Síndrome de CREST.
O tratamento do trismo inclui
I. Instituir dieta pastosa.
II. Efetuar aplicação de gelo na região do músculo masseter.
III. Indicar o uso de goma de mascar sem açúcar.
IV. Reduzir a movimentação da mandíbula.
Está correto o que se afirma APENAS em
II e IV.
I e IV.
I e III.
II e III.
III e IV.
A abordagem medicamentosa para tratamento do trismo inclui a prescrição de
ibuprofeno, 200 mg, a cada 6 horas, por uma semana.
dipirona sódica, 500 mg, a cada 4 horas, por 2 dias.
tramadol, 50 mg, a cada 4 horas, por 2 dias.
dipirona sódica, 1 mg, a cada 4 horas, por uma semana.
tramadol, 50 mg, a cada 4 horas, por uma semana.