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No estudo realizado pela UNESCO em parceria com o Ministério da Educação, Interação escola-família: subsídios para práticas escolares, reconheceu que a aproximação do universo social dos alunos traz grandes desafios que extrapolam a competência da escola e que deve ser objeto de tomada de posição ao desenhar políticas públicas. Dentre os apontamentos apresentados, podemos destacar:
Existe uma assimetria das posições vinculada às diferentes responsabilidades que a família e o Estado têm em relação à educação escolar das crianças e adolescentes; o reconhecimento dessa assimetria é fundamental para que essa assimetria produza complementariedade e não exclusão ou superposição de papéis;
Outro detalhe que faz toda diferença para interação é a ordem escolhida para descrever a relação; família-escola e não escola-família, assim está assumindo que a aproximação com as famílias é parte do trabalho escolar;
A interação deve ser colocada dentro de uma perspectiva de começo, meio e fim, sendo que a questão da negociação e cobranças fazem parte dessa relação que geram desencontros, mas é só ter regras e regimento escolar para ser seguidos e obedecidos para que seja superado as intrigas e brigas;
A finalidade maior da interação escola-família é o conhecimento do aluno no seu contexto social para que esse conhecimento seja insumo da revisão das práticas pedagógicas para que seja planejado atividades compensatórias para os alunos que possuam uma cultura muito diferente da proposta pela escola.