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Ao analisar a alfabetização nos diferentes momentos históricos, é impertinente afirmar:
Até o final do Império brasileiro, o ensino não possuía um sistema de organização efetivo, com número de escolas reduzido e instalações inapropriadas. Um dos métodos de alfabetização da época era o “método João de Deus” ou “método da palavração”, consistindo-se em iniciar o ensino da leitura pela palavra, para depois analisá-la a partir dos valores fonéticos das letras.
As primeiras cartilhas brasileiras, produzidas no final do século XIX, baseavam-se nos métodos de marcha sintética (de soletração, fônico e de silabação) e circularam em várias províncias/estados do país e por muitas décadas.
A partir do início da década de 1980, introduziu-se no Brasil o pensamento construtivista sobre alfabetização, resultante das pesquisas sobre a psicogênese da língua escrita desenvolvidas pela pesquisadora argentina Emília Ferreiro e colaboradores.
O pensamento construtivista representa um novo método de alfabetização, com novas formas e estruturas.
O momento atual é marcado pela desmetodização da alfabetização, decorrente da ênfase em quem aprende e como se aprende a língua escrita (lecto-escritura).