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O documento "Vamos cuidar do Brasil:conceito e práticas em educação ambiental na escola"apresenta dados relevantes de uma pesquisa que aponta uma certa precariedade na participação das escolas em relação ao tema. Nesse sentido, sugere um conjunto de iniciativas voltadas para a superação do problema. Das alternativas relacionadas abaixo, qual delas tem potencial transformador da realidade constatada no contexto escolar?
Incentivo ao plantio de árvores nos pátios das escolas.
Instalação de lixeiras para reciclagem de lixo.
Investimento efetivo na formação de professores e profissionais de educação.
Realização de campanhas de conscientização.
Participação das crianças nas aulas de educação ambiental.
Grande parte das políticas educacionais brasileiras foi reorientada a partir de 2003, implicando alterações nos marcos regulatórios vigentes para a educação básica e superior, pautadas no binômio inclusão e democratização (DOURADO. In. EDUCAÇÃO & SOCIEDADE, n.100. especial. 2007). Nesse sentido, destacam-se as seguintes ações governamentais:
ampliação do ensino fundamental de oito para nove anos, políticas de ação afirmativa, criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica.
revisão total da LDB e de seu arcabouço legal, inclusive as diretrizes de formação de professores da educação básica e superior.
aprovação das diretrizes da carreira do magistério, prevendo jornada única, dedicação exclusiva, tempo para estudo, para a pesquisa e análise do trabalho docente.
transformação dos polos Universidade Aberta do Brasil em centro de formação de professores, articulados à Rede Nacional de Formação Continuada de professores, geridos pelas Faculdades de Educação.
Segundo Kramer (2008), a formação cultural é direito das crianças já que são elas cidadãs, portadoras de direitos sociais, entre eles o direito à educação e, consequentemente, de acesso e apropriação aos conhecimentos históricos, científicos e culturais existente no mundo. Nesse sentido, as políticas públicas precisam:
cuidar para que as crianças da Educação Infantil tenham bons livros didáticos.
formar os professores para que saibam ensinar língua portuguesa, matemática, história, geografia e ciências a fim de garantir tal direito.
propor uma organização curricular que ajuste os conteúdos do Ensino Fundamental.
valorizar a formação cultural das crianças porque com literatura, teatro, música, poesia, mídia será possível contribuir para a formação de pessoas críticas, comprometida com a ética, com a justiça social, com a coletividade e outros valores.
reconhecer as práticas conservadoras como promotoras de justiça social.
Levantamento de dados estatístico-educacionais de âmbito nacional feito junto a todos os estabelecimentos de ensino, das redes pública e privada; representa o principal instrumento de coleta de informações da educação básica, que abrange as suas diferentes etapas e modalidades: ensino regular (educação infantil e ensinos fundamental e médio), educação especial e educação de jovens e adultos (EJA); apresenta dados sobre estabelecimentos, matrículas, funções docentes, movimento e rendimento escolar, gerando um conjunto de informações para a formulação, implementação e monitoramento das políticas educacionais e avaliação do desempenho dos sistemas de ensino.
Trata-se do
Plano Plurianual do Ministério da Educação.
Plano de Desenvolvimento da Educação.
Censo Escolar.
EDUDATA do INEP/MEC.
Pesquisa Nacional de Amostragem por Domicílio (PNAD) do IBGE.
A proporção de jovens no Brasil de 18 a 24 anos que têm 11 anos de estudo é de apenas 37,9%. É o que aponta a Síntese dos Indicadores Sociais de 2009 divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado revela que a população nessa faixa etária está atrasada nos estudos, já que a idade correta para que o estudante complete a educação básica, somando 11 anos na escola, é aos 17 anos. Segundo o IBGE, “a mensuração da escolaridade da população jovem de 18 a 24 anos de idade com 11 anos de estudo é considerada essencial para avaliar a eficácia do sistema educacional de um país”, diz a pesquisa. O instituto aponta que esse percentual é ainda menor no Nordeste, 31,8%, e superior no Sudeste, 44%, o que reforça as desigualdades regionais. Entre os estudantes de 18 e 24 anos, a maioria frequenta nível de ensino abaixo do recomendado.(Disponível em:< http://zerohora.clicrbs.com.br>. Acesso em: 22 set. 2010). Os dados acima caracterizam problemas na educação básica que, entre outros fatores, podem ser atribuídos
à ausência de uma política nacional de avaliação que estimule a competitividade entre as escolas, o que poderia contribuir para a melhoria da qualidade do ensino.
aos mecanismos de seleção dos quadros de pessoal das secretarias de educação, que não contemplam a contratação de especialistas capazes de resolver o problema do ensino médio.
"A taxa de crescimento econômico varia de país para país, de época para época, e depende do nível de escolaridade da população." A afirmativa destacada é a base para a seguinte conclusão:
"Não podemos justificar o desenvolvimento escolar apenas pelas possibilidades de crescimento econômico que ele gera."
"Investimentos em educação escolar provocam crescimento econômico."
"Diversos especialistas têm se dedicado a estudar o impacto em educação escolar."
"Embora suas conclusões quantitativas sejam dependentes de opções ideológicas..."
N.R.A.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais desenvolvidos para o ensino fundamental destinam-se a todos os/as brasileiros/as e objetivam alcançar e fortalecer a formação da cidadania. A proposta para o trabalho com a ÉTICA preconiza conteúdos que priorizam o convívio escolar. São eles:
Justiça, indiferença, igualdade, diálogo e intolerância.
Solidariedade, individualismo, autonomia do sujeito e diálogo.
Respeitabilidade, amor ao próximo, justiça coletiva e regras sociais.
Respeito mútuo, justiça, diálogo e solidariedade.
Para viabilizar o Brasil Alfabetizado, primeiro programa oficial brasileiro de combate ao analfabetismo no âmbito federal, o MEC acabou por promover uma espécie de intervenção direta nas secretarias estaduais de educação ao assumir o controle de alguns de seus setores.
Há consenso entre os especialistas de que a maior fragilidade do sistema educacional brasileiro, na atualidade, reside na dificuldade de acesso ao ensino fundamental, pois o número de vagas oferecidas ainda é menor do que a demanda por matrícula.
Nos anos 90, a política pública brasileira foi marcada pelo ideário neoliberal. A opção INCOERENTE com esse ideário é:
a crise educacional deve-se, entre outras razões, a uma gestão escolar ineficiente que não sabe administrar os recursos existentes;
o clientelismo e a burocracia estatal presentes na política pública são, dentre outros motivos, responsáveis pela crise educacional;
a produção educacional deve estar subordinada às necessidades apontadas pelo mercado de trabalho;
como o Estado é ineficiente, a palavra de ordem é privatizar; a escola deve ser pensada e organizada como uma empresa produtiva;
a qualidade total é defendida para que a educação desempenhe sua função social de criar fontes de trabalho e garantir empregos, não se restringindo à mera empregabilidade.
Nas últimas décadas, a participação da rede privada na oferta de educação fundamental tem-se reduzido em decorrência das políticas de universalização voltadas para esse nível de ensino, deslocando o investimento privado para o ensino superior.
Ao disseminar novas concepções de tempo e espaço no âmbito educacional, a educação a distância torna-se estratégica por estimular mudanças na instituição escolar e em decisões concernentes às políticas educacionais.
O Programa de Garantia de Renda Mínima associado a ações socioeducativas, ou Bolsa Escola, implementado pelo Ministério da Educação, assemelha-se a programas implementados em Campinas e no Distrito Federal, obedecendo às mesmas proposições do Programa de Garantia de Renda Mínima proposto pelo senador Eduardo Suplicy, no início da década passada.
A alimentação escolar contribui para o bom andamento das atividades pedagógicas e, por isso, é considerada entre as despesas de manutenção e desenvolvimento do ensino.
O modelo de educação profissional adotado em vários países varia de acordo com a sua articulação com o ensino médio regular. Em alguns países, existe a dualidade de redes, isto é, uma rede de educação técnica e uma rede de educação acadêmica. No Brasil, desde a reforma do ensino de 1.º e 2.º graus, em 1971, busca-se a integração entre a educação formal e a qualificação profissional.