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Jean Piaget, grande teórico responsável pela Epistemologia Genética, e estudo este que retrata o desenvolvimento cognitivo das crianças. Nesta teoria, ele destaca fatores fundamentais para tal desenvolvimento. Todas as alternativas abaixo retratam fatores importantes para o desenvolvimento das crianças segundo a teoria de Piaget, exceto:
Fator biológico
Fator econômico
Exercício e experiência
Interações sociais
Fator de equilibração das ações
Segundo Antoni Zabala, os conteúdos de aprendizagem
são todos os conhecimentos definidos como válidos à formação integral do indivíduo, ou seja: noções; ideias; conceitos; princípios; teoremas, e as definições consideradas modelares pelos especialistas de cada área do conhecimento.
são todos os conhecimentos científicos escolhidos para serem os saberes escolares necessários à formação geral do educando, de acordo com a proposta elaborada pelos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs.
não podem deixar de se basear nos conhecimentos científicos, porque são estes conteúdos que constituem a base da verdadeira formação que o educando precisa para a vida adulta produtiva e porque transmiti-los é a função da escola.
são todos aqueles que devemos aprender, mas em relação fundamentalmente aos conhecimentos das matérias ou disciplinas tradicionais que a escola apresenta aos educandos como necessários à formação básica e propedêutica.
não se reduzem unicamente às contribuições das disciplinas ou matérias tradicionais; portanto, também serão conteúdos de aprendizagem todos aqueles que possibilitem o desenvolvimento das capacidades motoras, afetivas, de relação interpessoal e de inserção social.
Observando que “escolas e pré-escolas são espaços de circulação das culturas, das tradições culturais, costumes e valores dos diferentes grupos” (Kramer 2008) , assinale a alternativa correta que aponta para um dos papéis centrais da escola com relação a este aspecto.
Privilegiar em seu processo educacional os valores culturais, artísticos e históricos tradicionais.
Estimular as programações culturais, esportivas e de lazer voltadas para a infância e a juventude.
Valorizar a pluralidade cultural constituindo-se como espaço de cidadania, de cultura e de conhecimento.
Valorizar em seu processo educacional o conhecimento universal superando as visões regionais de mundo.
Partir de uma política de universalização do conhecimento, sobrepondo o saber acadêmico e ampliando a visão de mundo.
Segundo Antoni Zabala, quando vamos ao médico, não tentamos lhe esconder os sintomas nem os resultados do tratamento, porque consideramos que seus objetivos são os mesmos que os nossos, que ele quer nos ajudar. Infelizmente, esta não é a imagem que muitos de nossos alunos têm de nós professores.
O texto trata da importância de se
dividir as tarefas durante o processo de ensino aprendizagem, entre os professores, os alunos e a comunidade.
determinar os objetivos das disciplinas no projeto político-pedagógico da escola que levem ao pensamento crítico.
construir propostas objetivas que todo professor se comprometa a realizar.
compartilhar objetivos, condição indispensável para uma avaliação formativa.
definir metas quantitativas e qualitativas para o ensino no coletivo de professores, comprometendo-se a direção a verificar seu cumprimento.
A relação com o saber é relação com o tempo. A apropriação do mundo, a construção de si mesmo, a inscrição em uma rede de relações com os outros o aprender requerem tempo e jamais acabam (...). Esse tempo não é homogêneo, é ritmado por 'momentos' significativos, por ocasiões, por rupturas; é o tempo da aventura humana, a da espécie, a do indivíduo.
Segundo Jussara Hoffmann, para a aprendizagem
não pode haver impaciência por parte do educador, pois é importante considerar um espaço coletivo e definir um tempo médio de aprendizagem.
é preciso que o professor aprenda a transmitir o conhecimento de forma eficiente para que o aluno possa assimilá-lo de forma mais rápida e sistemática.
é necessário que o ensino se constitua num processo contínuo de aquisições de informação e de conhecimento para que se obtenha um tempo comum entre os alunos.
não há como delimitar tempos fixos, porque é um processo permanente, de natureza individual, experiência singular de cada um.
a organização do tempo precisa ser construída coletivamente, para que entre os alunos se estabeleçam tempos mínimos e máximos para a realização das atividades.
As estratégias de ensino apresentadas por Robert Marzano, Debra Pickering e Jane Pollock são aquelas em que estudos científicos identificaram alta probabilidade de melhorar o desempenho de todos os alunos, em todas as disciplinas em todas as séries. Sobre a sua aplicação em sala de aula, os autores recomendam
não esperar que funcionem igualmente bem em todas as situações, pois estratégias de ensino são apenas instrumentos.
evitar o uso de estratégias de ensino que apresentam tamanho de efeito médio.
adequá-las a disciplinas específicas.
seguir com rigor a sequência lógica de aplicação das estratégias.
agregar elementos de aproximação à cultura dos alunos para maximizar seus efeitos.
De acordo com Philippe Perrenoud, as competências não dão as costas para os saberes, mas não se pode pretender desenvolvê-las sem se dedicar o tempo necessário para colocá-las em prática. Acerca desse tema, assinale a alternativa correta.
Para desenvolver competências, é preciso, antes de tudo, trabalhar por problemas e por projetos, propor tarefas complexas e desafios que incitem os alunos a mobilizar seus conhecimentos e, em certa medida, completá-los.
Os professores devem pensar que, para fazer um curso por competências, não é mais preciso encaixar e regular situações de aprendizagem, pois os princípios pedagógicos construtivistas não condizem com o trabalho por competências.
Para gerar aprendizagens fundamentais e significativas, os professores desenvolverão competências específicas, independentemente de se perceberem como organizadores de situações didáticas e de atividades que têm sentido para os alunos.
Para que um sistema mude, basta a reformulação de seus programas em termos de desenvolvimento de competências; isso independe do abandono das disciplinas e da implantação dos ciclos de aprendizagem plurianuais.
Para os adeptos da visão construtivista e interativa da aprendizagem, trabalhar no desenvolvimento de competências é uma ruptura do processo de construção da aprendizagem.
Os corpos assumem a organização social, a política e as normas religiosas e culturais. Também por seu intermédio, segundo Souza e Altmann, se expressam as:
limitações pedagógicas.
dimensões curriculares.
necessidades tecnicistas.
obrigações cognitivas.
Quando a escola atende a todos da mesma forma, com a mesma organização do trabalho escolar, mesma grade e mesmo currículo, poderíamos dizer que não está levando em conta a diversidade cultural de seus alunos. Especificamente em relação a esta situação e de acordo com as reflexões feitas por Dayrell (2001), a prática escolar nesta lógica:
desconsidera a totalidade das dimensões humanas dos sujeitos que dela participam.
estabelece uma homogeneidade de ritmos fundamentais ao trabalho contextualizado.
desconsidera a importância do atendimento aos ritmos individuais de seus alunos.
baseia-se na igualdade de direitos e oportunidades postulados pela legislação educacional.
valoriza o processo ensino aprendizagem em detrimento aos resultados quantitativos das avaliações.
A concepção a respeito dos objetivos da educação em relação à formação dos alunos determinará os significados assumidos pela organização e gestão da escola.
Partindo da reflexão sobre o processo de humanização e suas implicações pedagógicas feita por Paulo Freire em seu livro “Educação Como Prática da Liberdade”, assinale a afirmativa que corresponde ao pensamento do autor.
A prática docente deverá sempre estar afinada com as políticas predominantes na sociedade.
A educação deve se caracterizar como um processo de ação e de reflexão do homem sobre o mundo.
A relação pedagógica deve se concretizar na transferência do conhecimento.
O processo educativo deve ser considerado neutro, isento de opções políticas e ideológicas.
A realidade histórico-social dos educandos não precisa ser objeto de análise durante o processo educativo.
Saviani (2007) divide sua obra em quatro grandes períodos.As ideias pedagógicas reunidas no período de 1759 a 1932, estão relacionadas a uma mudança relevante do ponto de vista filosófico que confronta a pedagogia jesuítica. Estas ideias vinculam-se:
ao monopólio da vertente religiosa
à reforma pombalina, criação das escolas de primeiras letras e ao Seminário de Olinda.
ao equilíbrio entre a pedagogia tradicional e a pedagogia nova
à atuação de educadores comprometidos com as bases psicológicas e sociológicas da educação.
ao domínio da pedagogia nova.
Para Delia Lener, a formação do leitor
não é problema do ensino fundamental, devendo ser tratada no processo de alfabetização já na educação infantil.
deve fundamentalmente ser desenvolvida nos cinco primeiros anos do ensino fundamental, por meio de ações integradas.
não é atividade específica de determinadas séries; o desafio de dar sentido à leitura tem uma dimensão institucional.
é ação precípua do professor de língua portuguesa, devendo este suprimir as necessidades das várias áreas do conhecimento em sua prática educativa.
é questão a ser resolvida por uma proposta metodológica construtivista, sem a qual teremos leitores mecânicos.
De acordo com Gauthier, o saber das ciências da educação é considerado como o saber:
resultante de pesquisas nas diversas disciplinas científicas e do conhecimento do mundo.
da experiência dos professores quando se torna público e verificado por pesquisas realizadas em sala de aula.
relacionado a questões como funcionamento e organização da escola, desenvolvimento da criança e evolução da profissão de professor.
que se constitui como algo pessoal, próprio de cada professor.
que se faz pela representação da profissão, mesmo antes de atuar.Éa maneira de dar aulas, é o uso da profissão.
No atual paradigma da Educação, as pessoas são categorizáveis, desconsidera-se a diversidade humana e padrões de cientificidade. Nesse pensamento, identifique a afirmativa que corrobora com os estudos de Mantoan (2006).
“Os sistemas escolares também são montados a partir de um pensamento que recorta a realidade, que permite dividir os alunos em normais e deficientes, as modalidades de ensino regular e especial, nesta e naquela manifestação das diferenças.”
“Propor uma educação inclusiva é de suma importância para a construção de uma sociedade justa e igualitária, desde que as diferenças sejam consideradas e respeitadas. E para tal é necessário acolher toda a diversidade presente na escola e superar as medidas de segregação que impedem o desenvolvimento do ser humano. Dessa maneira, a escola poderá se apropriar de todos os direitos expressos nas leis em vigor no País, tornando-se importante para a formação da pessoa”
“No dizer de Foucault, (1998), a nossa sociedade é destinada não a assimilar, mas sim a assinalar e rejeitar as diferenças.”
A educação inclusiva possibilita a revisão específica de "Padrões e modelos idealizados x Aprendizagem e construção do conhecimento como conquista individual".
“A interação do ser humano com o mundo não é, portanto, uma relação direta, mas uma relação mediada pelas outras pessoas e pelas produções humanas, que depende das atividades concretas em que ele se envolve e não se restringem aos encontros.
O autor Dermeval Saviani (2007), faz distinção entre “ideias educacionais” e “ideias pedagógicas”. Ele conceitua as “ideias pedagógicas” como a:
história da mentalidade pedagógica no Brasil.
análise do fenômeno educativo.
própria substância da prática educativa.
produção teórica no âmbito das diferentes disciplinas científicas.
compreensão do pensamento de grandes pedagogos da história.
É importante frisar que uma escola só melhora ao criar melhores situações de aprendizagem, melhores contextos cognitivos, melhor ecologia cognitiva, melhores interações geradoras de vibração bio-psico-energética do sentir-se como alguém que está aprendendo.
No trecho selecionado, Hugo Assmann enfatiza uma perspectiva sobre os processos que criam situações de aprendizagem, nas quais todos possam despertar-se como sujeitos e cidadãos. Segundo o pensamento do autor, NÃO colabora para que isso ocorra no cotidiano das escolas
o reconhecimento de que o que está em jogo é o direito das crianças e dos jovens à educação, assim como a autoestima e a alegria de viver dos docentes.
a resistência em encarar o processo pedagógico como tal, insistindo-se na ideia de que a melhoria dos recursos para educação (infraestrutura material condizente, disponibilidade de recursos funcionais, gestão) é pré-condição para a renovação pedagógica.
o enfrentamento do apartheid neuronal em relação ao potencial cognitivo dos aprendentes (alunos e alunas).
o fortalecimento da ideia de que a educação deve preparar o alunado para a flexibilidade máxima, não importando as diferentes situações de aprendizagem.
a equiparação radical entre processos cognitivos e processos vitais.
Para Freire, uma educação comprometida com a democratização, que rompa com o processo de alienação presente em nossa sociedade, deve desenvolver no aluno:
a capacidade de refletir sobre si mesmo, sobre suas responsabilidades e sobre seu papel na mudança social.
a valorização do conhecimento como forma de desenvolvimento intelectual que irá permitir sua ascensão social.
a preocupação com a construção de seu conhecimento, com seu próprio trabalho e com sua posição social.
a valorização do trabalho individual como condição para o sucesso profissional.
competências necessárias para seu desenvolvimento e para sua inserção no mercado de trabalho.
Estudos de Mazzota (1996, p. 200) apontam que “[...] até 1990 as políticas de educação especial refletiram, explicitamente, o sentido assistencial e terapêutico atribuído à educação especial pelo MEC. A partir de 1990, surgem indicadores da busca de interpretação da Educação Especial como modalidade de ensino. Entretanto, é preciso salientar que as principais propostas e planos mantêm-se numa abordagem reducionista, interpretando a Educação Especial como questão meramente metodológica ou de procedimentos didáticos. E, nesse sentido, cabe lembrar que a Educação Especial não deve ser entendida como simples instância preparadora para o ensino comum, embora se deseje que o maior número possível dos alunos possa dele se beneficiar". De acordo com o autor, NÃO é necessário considerar
a necessidade de rever as políticas públicas de educação, diante dos novos desafios que se apresentam.
a participação ativa de um número cada vez maior de pessoas com deficiência nas situações comuns da vida, inclusive a educação.
o sentido a ela atribuído, de educação de alunos que apresentam necessidades educacionais especiais.
a provisão de recursos necessários para o bom desempenho desta modalidade de ensino.
o conjunto de ações voltadas a universalização do Ensino Fundamental, devido às diretrizes do MEC.
No entendimento de Freire (2002), a educação que impõe ideias e não estimula a participação ativa dos alunos nos debates e na discussão dos temas, impede a formação de homens que lutem pela construção de uma sociedade democrática. Para romper com este tipo de educação o professor em sua sala de aula deverá:
estimular a criatividade e o desenvolvimento de habilidades manuais.
valorizar a discussão criadora reinventando seu fazer pedagógico.
enfatizar a importância do domínio do conhecimento pelo aluno.
desprezar o caráter disciplinador da escola valorizando o conhecimento.
preocupar-se com a forma adotada na transmissão dos conhecimentos.