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Segundo Luckesi, “a avaliação é um ato dinâmico e serve à prática pedagógica, que também é dinâmica.” Para proceder à avaliação, o importante é
I. definir com clareza aquilo que se deseja (os objetivos).
II. obter os dados relevantes da realidade (no decorrer da ação ou em momentos sucessivos da ação).
III. qualificá-la diante do que se espera ser o necessário.
IV. obter os resultados para classificar o aluno: aprovado ou reprovado, de forma imediata.
V. caso a qualidade esperada não tenha sido atingida, há a possibilidade de reencaminhar a atividade até o momento em que a qualidade necessária possa ser atingida, no mínimo, como aceitável.
Estão corretas apenas as alternativas
I, II, IV
II, III, IV, V
I, II, III
I, III, IV
I, II, III, V

I – c; II – a; III – b.
I – b; II – c; III – a.
I – a; II – b; III – c.
I – b; II – a; III – c.
I – c; II – b; III – a.
Segundo Kroth (2008), a identidade do orientador educacional como um profissional e o seu posicionamento frente à vida são fatores que caracterizam o desencadeamento do processo de orientação. Se toda identificação profissional pressupõe reforço de valoração, supõe-se que o Orientador Educacional vivencie valores pessoais na sua atuação. Crenças, valores, atitudes da pessoa, ao serem associados com elementos comportamentais comuns a uma determinada profissão, delineiam um perfil profissional:
político
moral.
cidadão.
ético.
holístico.
Segundo Libâneo e outros (2003), as formas de atuação e da organização e da gestão das escolas favorecem o alcance dos objetivos pedagógicos por ela delineados.
Esses autores sugerem como áreas de atuação:o planejamento técnico-pedagógico, a avaliação e a escolha de políticas administrativas sólidas.
o planejamento e o projeto pedagógico curricular, as práticas de gestão técnico-administrativas e pedagógicas e a avaliação institucional.
seleção adequada dos procedimentos de ensino-aprendizagem e dos processos avaliativos.
valorização da equipe pedagógico-administrativa, organização e desenvolvimento de técnicas atualizadas de gestão e de currículo.
planejamento teórico-prático dos procedimentos curriculares, organização administrativo-pedagógica e valorização da equipe profissional.
Mittler afirma que a maioria dos locais tem, hoje em dia, um centro de desenvolvimento da criança vinculado ao hospital, com equipes multidisciplinares, constituído por pediatra, enfermeira especialista, professoras com experiência em criança com atraso no desenvolvimento e com dificuldades. Idealmente, esses centros também podem contar com outros profissionais, tais como: fonoaudiólogos, fisioterapeutas e
psicólogos educacionais ou neurologistas.
psicólogos clínicos ou psiquiatras.
psicólogos clínicos ou geneticistas.
psicólogos ou terapeutas ocupacionais.
psicólogos clínicos ou educacionais.
Segundo Pearpoint, Forest e O’Brien, in Stainback, o processo de planejamento de ação cooperativa reúne os principais agentes da vida de uma criança, o aluno, sua família, seus familiares e outras pessoas importantes para discutir os sonhos e os objetivos pessoais dessa criança e da família e as maneiras de transformá-los em uma realidade. Esse processo de planejamento de ação cooperativa é conhecido por
MAPs – Making Action Plans.
PATH – Planaring Alternative Tomorrows With Hope.
COACH – Choosing Optins and Accomodations for Children.
CASE – Council of Administrators of Special Education.
TEACCH – Treatment and Education of Autistic and Related Communication Handicapped Children.
Mittler declara que, nos Estados Unidos, famílias da zona rural com filhos que apresentam atraso no desenvolvimento recebem apoio domiciliar de agentes comunitários para ajudar a criança a atingir determinados objetivos no desenvolvimento de suas potencialidades. O apoio domiciliar concedido às famílias fazia parte do programa
Booster.
Portage.
Sure Start.
Further Education Funding Council-Fefc.
Training and Enter Prise Councils-Tecs.
De acordo com Mantoan, a escola brasileira é marcada pelo fracasso e pela evasão de uma parte significativa de seus alunos. Segundo a autora, esse fracasso
leva a escola a analisar sua forma de ensinar, o quê, o como e para quem, enfrentando os desafios postos pela evasão, repetência, discriminação, exclusão.
continua sendo do aluno, uma vez que a escola reluta em admiti-lo como seu e lhe atribui deficiências que são do próprio ensino ministrado por ela.
provoca a escola a assumir sua identidade, refletindo sobre a prática pedagógica como necessidade de se reavaliar a fim de que possa haver avanços na educação.
pode gerar avaliações externas com percentual de indicadores abaixo do esperado, causando forte impacto no ensino.
torna necessária a criação de propostas e políticas de inclusão educacional que de fato contemplem as diferenças no interior da escola.
Na integração escolar, o aluno tem acesso às escolas por meio de um leque de possibilidades educacionais, que vai da sua inserção às salas de aula do ensino regular ao ensino especial. Para Mantoan, essa concepção de integração escolar é vista como
oportunidade de ter acesso a outros atendimentos especializados.
opção de atendimento educacional especializado aos serviços disponíveis.
estratégia de atendimento especial àqueles alunos que necessitem desse serviço.
inserção parcial, porque o sistema prevê serviços educacionais segregados.
necessária ao aluno com vistas à sua inserção na sala de aula.
Em geral assumimos que as pessoas sabem fazer determinada coisa quando elas dominam essa ação de forma individual, sem a ajuda de terceiros. Por exemplo, quando uma criança amarra os próprios sapatos, sem a ajuda de um adulto, ela nos passa a ideia de já saber realizar essa tarefa. Segundo a perspectiva sociointeracionista de Lev Seminovitch Vygotski, interpretar o exemplo acima implicaria dizer, em relação a essa criança, que:
“amarrar os sapatos” pode ser compreendido como seu nível de desenvolvimento potencial, pois foi uma potencialidade dela que se desenvolveu;
executar tarefas mais complexas a partir “de amarrar os sapatos” caracteriza o seu nível de desenvolvimento real, pois ela reúne todas as condições de desenvolvê-las;
“amarrar os sapatos” é uma tarefa naturalmente inerente à ontogênese do homem;
seu nível de desenvolvimento proximal, neste momento, é “saber amarrar os próprios sapatos”;
sua capacidade de “amarrar os sapatos” de forma independente é identificada como nível de desenvolvimento real.
Para Mittler, os locais destinados à primeira infância, incluindo as escolas, necessitam estar acessíveis ou mostrar planos para todos os “ajustes razoáveis” necessários para que a criança com deficiência seja identificada precocemente e receba apoio dos serviços regulares em atenção às suas necessidades. Esses serviços incluem
escolas maternais e classes maternais vinculadas às escolas regulares, berçários e grupos de recreação.
escolas especiais em tempo parcial e escolas comuns em tempo parcial.
escolas maternais como base e tempo parcial em classes especiais.
escolas comuns, apoio para o professor, apoio para atendimento pessoal e grupos de recreação.
escolas comuns como base e classes maternais em tempo parcial.
Cool (1990) fundamenta a sua idéia de currículo como uma proposta vinculada a um projeto social e cultural. Por currículo podemos entender como:
documento de uso exclusivo do professor, que é diretamente responsável pela sua execução.
instrumento útil que orienta a prática pedagógica de escola.
descrição sucinta das ações da administração da escola.
enumeração de todas as disciplinas, conteúdos e atividades a serem desenvolvidas numa série, durante o ano letivo.
programa escolar previsto na Lei 9394/96.
Gatti, ao discutir a reconceitualização da educação continuada, indica que as propostas inspiradas no conceito de capacitação cedem lugar a um novo paradigma, mais centrado
no envolvimento dos gestores.
nas expectativas da comunidade.
nas pesquisas recentes sobre aprendizagem.
nas novas tecnologias.
no protagonismo do professor.
De acordo com as pesquisadoras Menga Lüdke e Marli André (1986) é cada vez mais evidente o interesse dos pesquisadores da área de educação pelas metodologias qualitativas. Apesar disso, ainda persistem dúvidas sobre o que realmente caracteriza uma pesquisa qualitativa. Segundo as autoras, este tema foi desenvolvido por Bogdan e Bilken (1982) que apresentaram algumas características básicas desse tipo de abordagem.
Tendo como base o texto acima e, considerando as afirmações que se seguem:
I. Os problemas são estudados no ambiente em que ocorrem naturalmente, sem qualquer manipulação intencional do pesquisador, (…) por isso esse tipo de estudo é também chamado de “naturalístico”;
II. Os dados coletados nesse tipo de estudo são predominantemente descritivos;
III. A preocupação com o processo é muito maior do que com o produto, pois o interesse do pesquisador é verificar como o problema se manifesta nas atividades, procedimentos e interações cotidianas;
IV. A análise dos dados tende a seguir um processo dedutivo, a partir das hipóteses definidas pelo pesquisador antes do início dos estudos;
V. Nesses estudos há sempre uma tentativa de capturar a “perspectiva dos participantes”, isto é, a maneira como os informantes encaram as questões que estão sendo focalizadas.
Assinale a alternativa que corresponde ao conjunto das proposições que caracterizam a abordagem qualitativa:II, III e V;
I, II, III e V;
I, III IV e V;
II, III, IV;
Todas as proposições estão corretas
Com relação aos pilares da educação, de acordo com Delors et al, é correto afirmar que, em nível do ensino superior,
o ensino formal deve orientar-se, essencialmente e – por que não dizer – exclusivamente, para o aprender a conhecer e para o aprender a fazer.
a formação inicial deve fornecer a todos os alunos instrumentos, conceitos e referências resultantes dos avanços das ciências e dos paradigmas do nosso tempo.
o aprender a conhecer visa, sobretudo, à aquisição de um repertório de saberes codificados, os quais se tornarão meio de se alcançarem objetivos profissionais.
o aprender a fazer significa preparar alguém para uma tarefa material bem determinada, pois a especialização constitui, atualmente, fator determinante entre sucesso e fracasso.
os empregadores exigem cada vez mais das pessoas formação técnica e profissional, uma vez que tais qualidades constituem aptidão necessária e suficiente para o trabalho.
De acordo com Gadotti (1994), existem, certamente, algumas limitações e alguns obstáculos à instauração de um processo democrático como parte do projeto político-pedagógico da escola. Refletindo sobre a afirmação, pode-se elencar como “limitação e obstáculo” o:
respeito à diversidade.
sistema educacional vertical.
desenvolvimento de consciência crítica.
envolvimento das comunidades interna e externa.
ato de reavaliar constante da proposta.
Mantoan declara que a exclusão escolar se manifesta das mais diversas maneiras, e quase sempre o que está em jogo é a ignorância do aluno. Para a autora, isso
acontece pela falta de aperfeiçoamento permanente dos profissionais da educação e do aprimoramento das práticas pedagógicas.
reforça a necessidade de um modelo didático-pedagógico e de gestão educacional capaz de atender as diferenças.
ocorre porque a escola se democratizou, abrindo-se a novos grupos sociais, mas não aos novos conhecimentos.
pode ser modificado buscando aliar o trabalho de fundamentação teórica com as vivências das redes de apoio à inclusão.
implica na melhoria das estruturas de acessibilidades físicas, materiais, financeiras e tecnológicas das escolas.
Piaget considera quatro períodos no processo evolutivo da espécie humana, que são caracterizados “por aquilo que o indivíduo consegue fazer melhor”, no decorrer das diversas faixas etárias ao longo do seu processo de desenvolvimento. Cada uma dessas fases é caracterizada por formas diferentes de organização mental que possibilitam as maneiras de o indivíduo relacionar-se com a realidade que o rodeia. De uma forma geral, todos os indivíduos vivenciam essas fases na mesma sequência, porém, o início e o término de cada uma delas pode sofrer variações em função das características da estrutura biológica de cada indivíduo e da riqueza (ou não) dos estímulos proporcionados pelo meio ambiente em que ele estiver inserido.
"Num dos períodos do desenvolvimento humano classificado por Piaget, a criança conquista por meio da percepção e dos movimentos, todo o universo que a cerca. No final desse período, a criança é capaz de usar um instrumento como meio de alcançar um objeto”.
O referido conceito diz respeito ao período:
sensório-motor.
pré-operatório.
das operações concretas.
das operações formais.
da juventude.
Um professor, em uma palestra sobre a educação escolar, destacou seu papel fundamental para a socialização de conhecimentos, habilidades, e comportamentos das novas gerações, contribuindo para sua convivência harmônica em sociedade e ao mesmo tempo preparando-as para ocupar determinadas funções na divisão social do trabalho. O pensamento expresso por esse professor é baseado:
nas ideias de Makarenko;
nas reflexões de Freinet;
na perspectiva neoliberal;
na teoria de Durkheim;
nos escritos de Althusser.
Um aluno do ensino médio teve acesso, na biblioteca de sua escola, ao livro “A Reprodução”, de Pierre Bourdieu e Jean Claude Passeron. Depois de ler o livro, ele começou a dizer a todos que tinha sofrido violência simbólica em seu processo de escolarização, pois a escola lhe:
impôs um determinado arbitrário cultural como o único legítimo, deslegitimando outros e dissimulando as relações de força existentes nesse processo;
permitiu passar por situações de constrangimento nas ações pedagógicas nela realizadas, ao expor publicamente seu fracasso em diversas disciplinas;
permitiu vivenciar um processo de socialização marcado pelo bullying, quando foi violentamente humilhado pelos colegas em função de suas convicções;
inculcou determinados elementos simbólicos que iam de encontro àquilo visto como socialmente relevante e pertinente para sua inserção social;
negou, na prática, o acesso a elementos simbólicos fundamentais para sua inserção social e para a reprodução do processo de cidadania.