

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
A análise do adoecimento crônico requer compreensão do contexto biopsicossocial. Essa afirmação justifica-se:
Pela dimensão subjetiva da doença se sobrepor às demais dimensões clínicas e orgânicas da doença.
Na necessidade de reorganização para substituição do modelo tradicional de atenção tipicamente curativo e hospitalocêntrico.
Pela ampla gama de possibilidades; o sujeito adoecido estar imerso para que não se perca o objetivo do trabalho ofertado a ele.
Na necessidade de se ter um objetivo de trabalho ofertado ao sujeito adoecido, considerando o significado atribuído ao processo do adoecer.
Na associação do fator biológico à perspectiva subjetiva frente à doença e ao aspecto social que contém, inclusive, o significado dado pelas demais pessoas ao adoecer.
Os pacientes com dor crônica relatam história prolongada de diversos tratamentos. Todavia, a partir dos anos 2010, a abordagem psicológica tem sido cada vez mais utilizada, especialmente com repertório de técnicas cognitivo-comportamentais por constituírem um modelo de psicoterapia breve. As técnicas dessa abordagem têm sido empregadas para:
Ensinar as pessoas acometidas a aceitarem a condição clínica dada a inevitabilidade da vivência do quadro doloroso.
Fornecer referencial teórico e auxiliar os familiares da pessoa em tratamento por dor crônica no enfrentamento do processo.
Fornecer instrução e atividades psicoeducacionais para incentivar condutas evitativas frente às vivências ocasionadas pelo quadro doloroso.
Auxiliar no controle da dor, na modificação de crenças e pensamentos negativistas, no aprendizado de novas condutas de enfrentamento, técnicas de relaxamento e modificação de erros cognitivos.
Auxiliar no incentivo de comportamentos disfuncionais, na modificação de crenças e pensamentos cristalizados e no desenvolvimento de condutas para modificação de processos cognitivos deliberados.
O diagnóstico de câncer pode gerar em Maria reações psicológicas que, se não trabalhadas, podem dificultar o seu ajustamento à situação de adoecimento, assim como contribuir para o agravamento do quadro e o desenvolvimento de transtornos emocionais e de personalidade.
Certo
Errado
Nesse caso hipotético, cabe ao psicólogo levar em consideração a crença, os sentimentos que Maria possui a respeito da doença, evitando propostas adaptativas à situação para que a paciente acredite em seu processo de cura.
Certo
Errado
Uma pessoa recém-diagnosticada com doença cardiovascular leve foi orientada a adotar nova rotina com o objetivo de preservar ao máximo sua saúde. As orientações recebidas incluíam visitas periódicas ao médico e uso adequado da medicação prescrita.
Com referência a essa situação hipotética, é correto afirmar que, em termos de prevenção e promoção da saúde, as orientações recebidas por essa pessoa
caracterizam prevenção primária, porque a paciente se encontra no estágio inicial no tratamento.
caracterizam prevenção primária, porque esse estágio se refere a doenças que são prioridade, como é o caso das doenças cardiovasculares.
não caracterizam nenhum tipo de prevenção, porque o diagnóstico foi confirmado e o tratamento já foi iniciado.
caracterizam prevenção secundária, que consiste no tratamento de doença diagnosticada em seu início.
caracterizam prevenção terciária, porque o uso de medicação é a terceira etapa do tratamento, após a consulta médica e a realização de exames.
Sobre as doenças renais e a Insuficiência Renal Crônica (IRC) marque a resposta FALSA:
A insuficiência renal crônica (IRC) pode ser definida mais especificamente como uma síndrome provocada por uma grande variedade de nefropatias.
As alterações renais causadas pela IRC determinam, de modo gradativo e irreversível, uma redução global das múltiplas funções renais, tornando os rins incapazes de desempenhar suas atividades homeostáticas, para a adaptação funcional.
As doenças renais podem ser divididas em seis estágios funcionais, de acordo com o grau de função renal, indo desde o estágio zero, em que se encontram os grupos de risco com ausência de lesão renal, até o estágio mais avançado, denominado insuficiência renal crônica terminal.
Na fase mais avançada da IRC ocorre o denominado mellitus franco, que traduz não apenas um maior aumento dos níveis sanguíneos de ureia e creatinina, mas também os desvios e os sinais e sintomas decorrentes da falência renal.
Na IRC terminal tornam-se mais intensa a anemia, a hipertensão arterial, com suas repercussões vasculares, e de um conjunto de manifestações cutâneas, gastrointestinais, cardiopulmonares e neuromusculares.
Em relação ao comportamento da família que se dispõe a cuidar de uma doença crónica, é INCORRETO afirmar que
a família é geralmente confrontada com novas exigências, alterações nas suas rotinas, mudanças constantes e readaptações diversas, o que interfere o nível financeiro, ocupacional, pessoal e de interação.
sugere que as crianças com doenças crônica, que vivem em famílias com um funcionamento pouco adequado, estão em risco de desenvolver problemas sócio-emocionais.
a adaptação da família deverá ser considerada como um processo, atendendo às exigências continuadas que são colocadas à família e, também, em certos casos, às diferentes fases da doença.
a preparação dos pais para a hospitalização e para os procedimentos médicos pode ter benefícios em termos psicológicos e em alguns parâmetros da recuperação da doença.
se constata que os problemas de ajustamento da criança podem, muitas vezes, estar mais relacionados com a presença de doença do que com o funcionamento familiar.
Na atenção ao paciente com doenças crônicas, observam-se algumas características.
Sobre estas, é INCORRETO afirmar que
o primeiro aparato de atenção ao doente crônico é a família, para o qual não se observa a rejeição, mas uma forte adesão ao tratamento prescrito.
a doença crônica tem a tendência de dominar a vida familiar, exigindo constante dedicação e investimento desses familiares.
o aparecimento de uma doença crônica tende a levar ao desenvolvimento de relações mais acentuadas e valorativas entre o doente e a família.
a capacidade de adaptação da família ao exterior diminui, tornando-a rígida e temerosa quanto ao seu desenvolvimento.
as famílias com doentes crônicos tendem a isolar-se, mantendo um certo distanciamento socioemocional do convívio.
Em relação às doenças cardíacas, é INCORRETO afirmar que
altas taxa de ansiedade, em pacientes cardíacos, estão associadas com quadro de psicose, particularmente a paranoia no pós-operatório.
no âmbito cardíaco, um alto grau de ansiedade pode levar o paciente a se mostrar apático, e um baixo, a uma ausência de introversão.
os aspectos causadores de estresse dizem respeito à incerteza de sua evolução, separação da família, fantasias em relação ao procedimento e à possibilidade de morrer.
conhecer sobre a presença de mecanismos de defesa e como o paciente responde à situação é importante tanto no pré como no pós-operatório cardiológico.
a cirurgia cardíaca, quando indicada, é vivenciada ambivalentemente: uma intervenção o livrará do risco de um infarto ou poderá fazê-lo sofrer danos irreversíveis.
(...) Vandenberghe aponta que a relação entre a emoção, os aspectos cognitivos e dinâmicos das relações interpessoais e a construção orgânica dos indivíduos criam variáveis psicológicas que podem facilitar o desenvolvimento do adoecimento crônico.
(Pereira & Silveira, 2021, p. 6484.)
Considerando a referência citada, o tratamento para doença crônica precisa se pautar em:
Acolhimento social ao paciente, considerando suas necessidades individuais e as possibilidades de enfrentamento.
Ações de capacitação do profissional que atua em saúde planejadas e construídas em parceria entre instituição e os próprios profissionais.
Ações de educação permanente em saúde visando transformar as práticas de saúde com atualizações e contribuições que visem ao desenvolvimento.
Reflexão crítica sobre o processo de trabalho das equipes de saúde, para que os profissionais passem a estimular nos pacientes possibilidades de enfrentamento.
Acolhimento social do paciente sem consonância com o contexto aos quais experiência e aos quais os profissionais se dirigem para comparar as realidades dos profissionais.
A intervenção medicamentosa combinada com o papel da atenção primária na identificação da população de risco para doença crônica viabiliza a formulação de estratégias populacionais para enfrentamento e tratamento de doenças como a apresentada por Maria.
Certo
Errado
Assinale a alternativa em que não representa a assistência psicológica ao paciente com AIDS, segundo Baptista e Dias (2003).
Na maioria das vezes, as reações psicológicas se devem muito mais ao próprio estigma da AIDS do que ao medo da doença ou da morte.
Os pacientes com AIDS apresentam dificuldades para aceitar o diagnóstico e adaptar-se à própria doença.
O paciente tem receio de ser abandonado por seu (sua) companheiro(a), e adota um comportamento de esquiva, distanciando-se das relações afetivas e sexuais.
O psicólogo hospitalar tem a tarefa de auxiliar os pacientes com AIDS para o enfrentamento do diagnóstico, da doença, do próprio tratamento e do preconceito social.
É objetivo dos profissionais de psicologia aguardar o tempo do paciente para a adesão ao tratamento, sem estimular para não gerar constrangimentos.
Após ter sido diagnosticada com diabetes melito, Maria, mulher obesa de 40 anos de idade, recebeu de uma equipe composta por médico, nutricionista, psicólogo e educador físico orientações para uso de determinada medicação, modificação do comportamento alimentar, manejo de situações ansiogênicas e realização de atividades físicas. Maria aderiu imediatamente às orientações recebidas; porém, quatro meses depois, passou a comparecer apenas às consultas médicas e manteve somente o uso da medicação, deixando de seguir todas as outras orientações. Depois disso, seu quadro clínico agravou-se significativamente.
Com relação a essa situação hipotética, é correto concluir que
Maria pode não ter assimilado todas as orientações recebidas em razão de impacto emocional do diagnóstico.
o comportamento de Maria é decorrente da não aceitação da doença.
a resposta de Maria foi inesperada e atípica, pois pacientes diagnosticados com doença crônica, quando começam a seguir as orientações de nutricionistas, psicólogos e educadores físicos logo no início do tratamento, tendem a continuar seguindo as prescrições ao longo de todo o tratamento.
o fato de Maria ter continuado o uso da medicação caracteriza, por si só, adesão ao tratamento.
a qualidade de vida de Maria teria sido favorecida se ela tivesse seguido as outras orientações até o fim do tratamento, mas isso não teria minimizado o agravamento da doença.
Em relação ao desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis pela população geral, assinale a opção correta.
Homens são mais propensos ao adoecimento do que mulheres, em função de variáveis genéticas e socioculturais.
Em cidades grandes, as doenças crônicas incidem igualmente entre habitantes de diferentes bairros e setores, independentemente de fatores socioculturais.
O transtorno depressivo não afeta os sistemas imune e endócrino no caso dessas doenças, o que é explicado pela teoria sistêmica.
A demora em buscar assistência médica por medo ou ansiedade em relação a um possível diagnóstico pouco afeta a evolução de doenças crônicas, porque elas não são controláveis.
Embora doenças crônicas não tenham cura, os índices oficiais de óbito entre portadores dessas doenças são baixos.
Os tratamentos de quimioterapia podem ter como um de seus efeitos colaterais o quadro denominado chemo brain. Esse quadro se refere a alterações
em diversas esferas da cognição.
no estado de humor.
na orientação espaçotemporal.
no controle voluntário de impulsos.
em relação à vontade e motivação.
De acordo com Ghertman in NASCIMENTO et al., dentro da cena da saúde mental moderna, o AT já aparece como peça fundamental na ajuda à desinstitucionalização de pacientes crônicos. Essa afirmação está relacionada a uma perspectiva:
Social.
Clínica.
Institucional.
Hospitalar.
Em caso de diagnóstico de doença grave sem possibilidade de cura, a notícia deve ser dada ao paciente em primeira mão pelo psicólogo, que tem mais recursos técnicos para lidar com a resposta emocional do doente que o médico.
Certo
Errado
Analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas, com base no artigo de Wottrich et al. (2018) sobre indicação cirúrgica para pacientes cardíacos.
( ) Diante da iminência da cirurgia, é comum a presença do sentimento de euforia.
( ) A religiosidade, enquanto estrutura de conhecimento mais amplo a respeito do mundo e de seu propósito, pode estar relacionada à forma de o paciente perceber e significar a doença crônica.
( ) Os pacientes coronarianos são, com frequência, encorajados a alterar seus estilos de vida de forma a engendrar um senso de controle sobre sua condição de saúde física, independentemente dos efeitos do tratamento.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – V – V.
F – F – F.
F – V – V.
V – F – F.
O complexo aids-demência causado pela presença do vírus HIV nas células do sistema nervoso central dos indivíduos infectados tem como um dos seus sintomas a
alteração de personalidade.
ansiedade.
flutuação no nível de consciência.
estereotipia.
O protocolo SPIKES de comunicação de má notícias, em que pese suas qualidades, sob um ponto de vista crítico, falha em abordar e acolher as emoções e respostas afetivas dos pacientes no momento da transmissão.
Certo
Errado