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Nas últimas décadas, a obesidade tornou-se, em todo o mundo, um dos principais fatores de risco para inúmeras doenças, prejudicando a qualidade de vida dos indivíduos e reduzindo sua expectativa de vida. A cirurgia bariátrica tem sido uma possibilidade terapêutica para a obesidade. Em relação à obesidade e à cirurgia bariátrica, julgue os próximos itens.
I. Ter obesidade grau III aumenta o risco de suicídio.
II. Qualquer tipo de transtorno mental é contraindicação para realizar a cirurgia bariátrica.
III. Algumas razões psiquiátricas para atrasar a cirurgia bariátrica ou não a indicar são: transtorno mental grave insuficientemente controlado; abuso ou dependência de álcool ou drogas; e recusa em aderir ao tratamento.
Assinale a alternativa correta.
Apenas o item I está certo.
Apenas os itens I e II estão certos.
Apenas os itens II e III estão certos.
Apenas os itens I e III estão certos.
Todos os itens estão certos.
Na intervenção junto a portador de dor crônica, é importante que o psicólogo avalie e intervenha, simultaneamente, no manejo do estresse.
Certo
Errado
Atualmente, em razão do desenvolvimento de protocolos e de tratamentos conhecidos, no que se refere à capacidade funcional, a insuficiência renal crônica tem expressão pouco significativa quanto à morbimortalidade da população mundial.
Certo
Errado
O papel do psicólogo em oncologia faz-se importante no enfrentamento da doença e na qualidade de vida de Luana e de seus familiares.
Certo
Errado
A Psico-Oncologia consiste na interface entre a psicologia e a oncologia. São abordadas questões psicossociais que envolvem também o adoecimento acarretado pelo câncer. Utilizam-se intervenções que possam ajudar o paciente e os respectivos familiares no coping e na aceitação de uma nova realidade, promovendo, assim, melhorias na qualidade de vida.
Certo
Errado
A omissão de detalhes sobre a evolução do tumor em um paciente com câncer pode impedir a ocorrência da náusea antecipatória durante o tratamento quimioterápico, que é uma resposta emocional ao diagnóstico.
Certo
Errado
A capacidade funcional do paciente renal crônico está vinculada a determinantes e condicionantes multifatoriais e complexos.
Certo
Errado
O diagnóstico da doença renal crônica decorre principalmente do comportamento do doente e exige o enfrentamento de uma condição crônica de curto prazo.
Certo
Errado
É tarefa do psicólogo mostrar aos familiares que o ato de cuidar de um paciente oncológico fora de possibilidades terapêuticas de cura constitui uma tarefa complexa e angustiante, que não deve ser exercida pela família, e sim por cuidadores profissionais.
Certo
Errado
É comum o paciente renal crônico demonstrar raiva, passando a se expressar de forma autodestrutiva, como ao se rebelar quanto à dieta e ao tratamento, focos importantes da avaliação e da intervenção psicológica.
Certo
Errado
É papel do psicólogo auxiliar no manejo e na diminuição do impacto de procedimentos médicos invasivos, exceto no caso de cirurgias de grande porte.
Certo
Errado
Psicólogos da saúde têm integrado equipes médicas como facilitadores na identificação dos medos, das dúvidas e das expectativas do paciente, bem como na comunicação mais eficiente entre médico e paciente.
Certo
Errado
Quanto à oncologia pediátrica, não é função do psicólogo estar presente na preparação do paciente para exames e tratamentos, nem no pós-operatório.
Certo
Errado
A visualização guiada é uma técnica que pode tanto minorar a percepção álgica quanto produzir efeito placebo fisiológico que favoreça o tratamento contra o câncer.
Certo
Errado
Os aspectos psicológicos individuais expressos no processo oncológico envolvem a personalidade, o estresse, o distress e o enfretamento, enquanto os aspectos comportamentais envolvem o estilo de vida e a adesão ao tratamento.
Certo
Errado
O diagnóstico da doença renal crônica, quando se torna uma condição crônica de curto prazo, implica que o paciente se distraia psicologicamente da sensação de doença.
Certo
Errado
A atuação da(o) psicóloga(o) no âmbito hospitalar, e sobretudo com doenças crônicas e fazendo parte da equipe que cuida, é de grande valia, visto que, todos poderão compreender a singularidade e os modos de enfrentamento particular de cada paciente/família, sem propor a eles condutas heroicas diante da situação por eles experienciada. A(O) psicóloga(o), então, desenvolverá seu trabalho:
Através de ações e atividades significativas da vida cotidiana, nas condições e qualidade de vida e prevenções de agravos à saúde.
Através de acompanhamento continuado visando cuidados ambulatoriais, cuidados paliativos e atendimento domiciliar após o óbito.
Implicada(o) não só com o sofrimento, mas com a evolução do quadro clínico até a fase final, com o luto e o óbito.
Prioritariamente atendendo pacientes em fase de expressões de sintomas, de diagnóstico e no acompanhamento de pacientes com doenças crônicas.
O câncer é uma doença que, além da dor e de outros desconfortos físicos, gera impactos tanto de ordem psíquica como também social e econômica para o paciente e seus familiares. Devido aos estigmas relacionados a essa doença crônica, os transtornos psíquicos são frequentes. Sobre a atuação do psicólogo em clínicas oncológicas, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).
I. O psicólogo deve contribuir para minimizar os efeitos causados pela doença, de modo a facilitar a reintegração do paciente à sociedade e a uma rotina mais distanciada possível da que se tinha antes do diagnóstico.
II. Dar assistência ao paciente significa integrar as várias dimensões do ser, incluindo a espiritual. As crenças religiosas podem ser recurso para o enfrentamento da doença, contribuindo para a adesão ao tratamento.
III. Para trabalhar a questão da morte como um processo natural, não é preciso que se tenha estabelecido entre o paciente e o psicólogo um vínculo de confiança, pois as fantasias acerca desse tema e do desejo de imortalidade emergem a partir do diagnóstico da doença, necessitando de intervenção imediata.
IV. O suporte psicológico à família que favoreça a compreensão do processo da doença em todas as fases visa diminuir o impacto que os sintomas psicológicos do doente causam aos familiares.
Apenas I, III e IV.
Apenas II e IV.
Apenas II e III.
Apenas IV.
I, II, III, IV.
Em relação à atenção psicológica aos pacientes com cardiopatias, é incorreto afirmar:
Nas enfermidades coronarianas, cabe ao profissional de psicologia facilitar junto ao paciente a readequação dos hábitos de vida, uma vez que é comum a presença de uma revisão interna de valores.
No processo de adoecer das cardiopatias valvulares, que tem predomínio na faixa etária entre vinte e trinta anos, é comum haver restrições com relação a afazeres domésticos e profissionais, tratamentos prolongados e cirurgias reincidentes.
Nas alterações de arritmia, em que muitas vezes requer a instalação de marcapasso cardíaco ou cardiodesfibrilador implantável, há repercussões emocionais devido à adaptação psicológica ao aparelho, dependência e medo de possíveis falhas em seu funcionamento.
No processo de adoecer dos enfermos que apresentam transtornos do miocárdio, há repercussões emocionais ligadas em geral a um desempenho físico incapacitante e traços de personalidade como autorigidez e racionalização das emoções.
Ainda com base na reflexão sobre o caso da questão anterior, nº 26, e considerando as possibilidades de atuação do psicólogo ao longo da internação de Emília na enfermaria geriátrica, assinale a alternativa correta.
O psicólogo pode realizar atendimentos com a paciente e familiares, visando ao bem-estar de Emília e seu protagonismo ao longo do tratamento. A depender do vínculo estabelecido entre paciente e profissional, o psicólogo pode sugerir o acompanhamento clínico da paciente após a alta, em regime privado.
O psicólogo pode ajudar no manejo da dor e da ansiedade, tão presentes ao longo da hospitalização, a partir de técnicas de relaxamento e prescrição de psicotrópicos.
O psicólogo pode atuar na comunicação à paciente de normas e rotinas da instituição, evidenciando o quanto sua reação emocional é prejudicial ao tratamento e inadequada.
O psicólogo pode acolher a angústia de morte trazida pelo momento da doença e da internação, podendo auxiliar na elaboração de tais conflitos e favorecer estratégias de enfrentamento. Também pode compreender, acolher e pontuar dificuldades no processo de internação da paciente para a equipe e familiares, tornando-se facilitador na relação paciente-equipe-família.
O psicólogo pode oferecer espaço diferenciado de escuta daquilo que está por trás das queixas somáticas de Emília e de seu desconforto com a internação e tratamento, em prol da manutenção da posição de passividade em que o idoso usualmente é colocado pela sociedade.