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Nos grupos de apoio a pacientes oncológicos, o psicólogo ouve relatos tais como: “É muito difícil acostumar que a gente não tem mais mama. De roupa tudo bem, coloca a prótese. Mas sem roupa! Ainda mais que eu tive que tirar tudo, parece que ficou um buraco.” Diante de tal relato, o psicólogo interpretará cientificamente que, para aquela paciente, o viver com câncer significa:
sentir-se invadida, mutilada e solicitada a construir novas formas de estar no mundo.
vivenciar novas formas de estar com os outros.
viver com medo de não ser curada.
ter receio de iniciar uma jornada amedrontadora, de caminhos íngremes e incertos.
descobrir-se cuidadora de si mesma.
Além de atender o paciente e sua família, o psico-oncologista dirige também sua atenção para a equipe de saúde. O contato direto com o sofrimento dos pacientes e o envolvimento em situações indutoras do estresse exigem dos cuidadores capacidade para autogerenciar as emoções e habilidades para se distanciar do paciente, sem, contudo, afastar-se afetivamente. O cuidador também precisa de cuidados, deve estar saudável e desenvolver resiliência. Precisa também de uma equipe harmoniosa, com um bom relacionamento, interdependência, coesão e competência (Waldow).
Nesse contexto, resiliência diz respeito à(ao)
orientação dos profissionais de saúde quanto ao manejo psicológico do paciente em situações estressantes.
capacidade de responder de forma positiva às situações adversas que enfrenta, mesmo quando estas comportam risco potencial para seu equilíbrio biopsíquico.
compreensão das relações entre os profissionais, entre os profissionais e os pacientes, e entre os profissionais e a família.
trabalho em equipe, como cooperação e integração, e criação de espaço para troca e compartilhamento de experiências.
estudo do indivíduo enquanto um ser que adoece, em situação permeada de sofrimento físico e psicológico.
Messias acaba de receber um diagnóstico de câncer de intestino. Revela-se perplexo com essa situação, pois sempre cuidou de manter hábitos de vida que garantissem uma boa saúde, nunca fumou ou ingeriu excessivamente bebida alcoólica nem fez uso de outras drogas; sua alimentação é saudável, e ele regularmente pratica exercícios físicos. Exatamente nesse momento, há um ano aposentado, planejava fazer uma longa viagem com sua esposa, tendo em vista que seus três filhos são independentes, cada qual com sua própria família e trabalho. Messias foi encaminhado ao psicólogo por seu oncologista, que descreveu sintomas depressivos no paciente, o que tem dificultado sua adesão ao tratamento médico.
Considerando essa situação hipotética, assinale a opção correta acerca da condição psicológica de um paciente que vivencia o diagnóstico de uma doença grave.
Messias, antes com uma conduta normal, sucumbiu a uma reação transitória.
Messias possui estabilidade restrita, cuja continuidade está sempre ameaçada.
Messias apresenta depressão por falta de esperança ou por autopiedade.
Messias está deprimido devido ao impacto do diagnóstico e tratamento do câncer.
No caso de um paciente frente a uma situação de câncer avançado de que forma a equipe de saúde pode lhe proporcionar qualidade de vida?
Atendendo às suas necessidades emocionais e carências afetivas.
Ajudando-o a encarar de frente suas necessidades, sem nenhum temor, e resignandos se do seu morrer.
Permitindo o bem-estar e o alívio da dor nos momentos finais de vida do paciente.
Protegendo o paciente e evitando a sua deterioração física.
Na iminência de morte, compactuando com a família do pedido desta de "conspiração do silêncio".