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No que concerne às doenças cardiovasculares e à diabetes de acordo com Straub (2005), julgue os itens subsequentes.
I Na década de 1950, Friedman e Rosenman propuseram que a personalidade tipo A apresenta um padrão de comportamento que predispõe à ocorrência de problemas coronarianos.
II O paciente que recebe o diagnóstico de diabetes pode experimentar emoções diferentes, que incluem o choque, a negação, a raiva e a depressão.
III Hostilidade e raiva são considerados como fatores protetores para a ocorrência de problemas cardiovasculares, pois favorecem a externalização de conflitos.
IV Em doenças cardiovasculares, a capacidade de enfrentamento e a depressão são fatores de risco incontroláveis que devem ser abordados pelo psicólogo.
V O autocuidado e o automanejo são fundamentais para o cuidado de pessoas com diabetes, sendo fatores influenciados por seu nível de conhecimento sobre a doença.
Assinale a alternativa correta.
Apenas os itens I e III estão certos.
Apenas os itens I, II e V estão certos.
Apenas os itens I, III e V estão certos.
Apenas os itens II, III e IV estão certos.
Apenas os itens II, IV e V estão certos.
O investimento mundial em pesquisas ligadas aos diversos tipos de câncer, a alta tecnologia e os avanços da indústria farmacêutica mudaram o cenário de boa parte das doenças oncológicas, que passaram de quase um sinônimo de morte iminente para um adoecimento cronificado e mantença de qualidade de vida em níveis aceitáveis. Essas mudanças exigiram ajustes importantes nas técnicas de abordagem psicológica na oncologia, que, com uma visão integrada, acompanha a evolução e participa das decisões clínicas dos pacientes.
Além de efeitos físicos, o diagnóstico de leucemia atinge diretamente a integridade psicológica dos pacientes, tornando- os fragilizados e vulneráveis. Segundo Massie e col. (1996), citado por Heloisa Benevides C. Chiattone (1998), o diagnóstico psicológico presente em mais de 60% dos casos é o transtorno
distímico, na forma menos severa de depressão.
dissociativo, marcado por uma alteração súbita e temporária na consciência.
de adaptação reativa ao estresse, imposto pela doença.
somatoforme, marcado por preocupação com o corpo e medo da doença.
Ter postura profissional é fundamental para a efetivação da atuação da Psicologia em contexto hospitalar e da saúde. Postura e assertividade são necessárias para a consolidação do espaço profissional e do fazer psicológico, principalmente quando, em nome de uma visão integrada, exige-se do(a) psicólogo(a) um conhecimento biomédico aprofundado em determinada área de atuação, mesmo que, com o cotidiano, com as discussões de caso, tais conhecimentos passem a fazer parte do repertório do(a) psicólogo(a).
Leia o relato do caso a seguir.
A. nasceu em Recife, em outubro de 2015, com moderada microcefalia e, posteriormente, foi diagnosticada com a síndrome congênita do zika vírus. Entre as alterações neurológicas e neurossensoriais apresentadas estavam: atraso de desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM), choro entrecortado, dificuldade para fixar o olhar, hipoatividade motora, hipertonia, estrabismo e alteração auditiva. Em fevereiro de 2016, A. passou a ser acompanhada pelo Programa de Intervenção Precoce Multidisciplinar da Fundação Altino Ventura, que lhe permitiu atingir marcos importantes do DNPM: deu seu primeiro sorriso aos seis meses, sentou aos doze, andou sozinha aos vinte e é capaz de formular frases com duas palavras. Seus pais planejam colocá-la na escola no próximo ano.
De acordo com o relato apresentado, a síndrome congênita do zika vírus afetou o desenvolvimento de A. em qual aspecto?
Maturação cerebral.
Período crítico.
Período sensível.
Plasticidade cerebral.
As equipes envolvidas nos cuidados do paciente precisam ser poupadas do prognóstico reservado, para não ser um fator estressante no cotidiano dos procedimentos.
O apoio social advindo dos familiares mais próximos, dos amigos e parentes constitui-se, no caso do paciente N.R.S., uma importante fonte de recursos afetivos.
A psicooncologia interliga os conhecimentos da psicologia e da oncologia e envolve diferentes possibilidades de entender o enfrentamento do processo de saúde e doença. Nesse contexto, é fundamental compreender a percepção do indivíduo sobre o processo de adoecimento. Para tanto, a atuação do psicólogo em uma unidade de oncologia pediátrica deve
promover uma assistência integral em todas as etapas de tratamento, acolhendo crianças e seus familiares.
buscar compreender os aspectos que auxiliam na adaptação psicossocial da criança em detrimento da participação de sua família.
organizar brincadeiras para as crianças, no local de tratamento, de modo a proporcionar um ambiente de recreação.
focar, principalmente, em circunstâncias de procedimentos que envolvam risco de morte como grandes cirurgias e cuidados paliativos.
No atendimento com pacientes crônicos é importante:
reconhecer que o impacto do diagnóstico vai além das possíveis limitações e tratamento associados.
concentrar-se exclusivamente no manejo da doença prevenindo sintomas futuro
centrar as ações interventivas numa abordagem biotecnológica da doença.
tomar decisões em equipe, apenas comunicar a família as medidas tomadas.
solicitar o atendimento psicológico quando a equipe suspeitar de complicações emocionais.
José, 19 anos, negro, morador da periferia de Maceió, ex-reeducando do Sistema sócio-educativo em meio fechado, é atendido na emergência de um Hospital Geral por espancamento, segundo ele causado em conflitos oriundos do tráfico de drogas e da repressão policial. Após o atendimento emergencial, José é internado para investigar uma dor na perna, anterior ao episódio que o levou à emergência, e a suspeita da equipe médica é de que ele tenha um câncer invasivo que está provocando muita dor e perda de alguns movimentos. Após alguns exames, José é diagnosticado com um câncer em estado avançado, sendo encaminhado para o setor de oncologia do Hospital Universitário, a fim de ser avaliado e seguir com o tratamento. A história de vida de José é marcada pela perda do pai e do irmão mais novo que morreram, respectivamente, vítimas de um acidente de moto e de uma bala perdida em conflito no tráfico de drogas. A mãe de José, D. Josefa, mulher negra e empregada doméstica, é quem o acompanhará no processo de hospitalização.
Diante desse caso, a equipe de saúde não vem conseguindo promover um processo de cuidado integral a José e a D. Josefa, mesmo diante da dor aguda que ele vem sentindo, do luto pela perda da mobilidade da perna, e do medo, tanto por parte dele quanto da sua mãe, de mais uma morte considerada prematura e inesperada na família. Algumas profissionais alegam ter medo dele e outras dizem que não há mais o que fazer diante do diagnóstico. É função também da psicologia, com base nos princípios do SUS e na Política Nacional de Humanização, fomentar uma assistência que garanta:
I. o direito universal de José à saúde, independentemente do que ele tenha feito e vivido;
II. a integralidade do cuidado, sensibilizando a equipe acolher José e D. Josefa não apenas diante do diagnóstico do câncer, mas também das questões sociais que incidem no seu processo saúde-doença;
III. a equidade da atenção à saúde de José, entendendo que os determinantes sociais de gênero, raça, geração, classe social etc. também incidem no processo saúde-doença dele;
IV. a construção de vínculos entre a equipe de saúde, José e sua mãe, visando à gestão compartilhada do cuidado e a autonomia de José diante de seu processo saúde-doença.
Dos itens, verifica-se que estão corretos
I, II, III e IV.
III e IV, apenas.
II e IIII, apenas.
I e IV, apenas.
I e II, apenas.
O diabetes melito é uma das doenças endócrinas de curso crônico mais comun, acometendo indivíduos independentemente de raça, idade ou nível socioeconômico. Caracterizando-se pela falta de insulina no organismo e/ou pela incapacidade desta de exercer adequadamente suas funções, o que implica um aumento significativo da taxa de açúcar no sangue (hiperglicemia), além de uma série de outros distúrbios metabólicos que desencadeiam complicações em diversos órgãos, como olhos, rins, cérebro, coração e vasos sanguíneos (Gorayeb et a., 2015, p. 148,NULL).
A respeito da atuação do psicólogo no tratamento do diabetes, assinale a alternativa correta:
No campo da atenção secundária, o psicólogo deve participar do delineamento e da execução de atividades educativas intersetoriais direcionadas à comunidade, a grupos de riscos (p. ex. idosos e obesos) e crianças e adolescentes que são familiares de pacientes diabéticos.
A educação em diabetes é parte dispensável quando comparada ao adequado controle metabólico, à atividade física e à dieta apropriada, posto que não há evidências sobre o conhecimento sobre a patologia com a diminuição no número de crises de hipoglicemia.
A atuação do psicólogo deve primar pelo atendimento individual, promovendo intervenções terapêuticas que sejam terapêuticas e educativas, com enfoque na problemática emergente do indivíduo, possibilitando a elaboração de suas vivências atuais incluindo suas potencialidades.
No âmbito da prevenção secundária, o profissional da psicologia deve realizar ações que permitam ao paciente o confronto e a adaptação ao diabete melito, promovendo um melhor controle sobre a doença e a vigilância periódico, além de adesão a programas de autocuidado.
Fazer a aplicação da insulina adequadamente não consiste em um dos objetivos específicos da educação do paciente sobre o diabetes, cabendo ao psicólogo o trabalho de educação centrado no desenvolvimento de comportamentos para evitar o risco de complicações.
A estratégia de enfrentamento do paciente, com base no otimismo e bom humor, mostra-se incompatível com o ambiente hospitalar e com a gravidade do quadro de saúde atual.
Uma das propostas para se ajudar o paciente portador de doença crônica com dificuldades de adesão ao tratamento é denominada “Trilogia da adesão”. Os fatores que a compõe são:
Empatia, vínculo terapêutico e apoio social.
Diálogo, resiliência e manejo situacional.
Corresponsabilidade, proatividade e adaptabilidade.
Informação, motivação e habilidades comportamentais.
C.L.P. precisa de orientação específica de assistente social, que é profissional de saúde.
Sobre a questão do luto no cuidado com os pacientes oncológicos é importante considerar que:
A fragilidade e a vulnerabilidade emocional de um dos progenitores são pontos a serem considerados no trabalho com famílias enlutadas.
O luto antecipatório familiar deve funcionar como um alerta sobre os complicadores do processo de luto.
A percepção e a atenção de como as perdas ao longo do tratamento estão sendo vividas antes da morte, a expressão de sentimentos ambivalentes e de culpa que permeiam o vínculo e o cuidado com a criança, são pontos fundamentais a serem considerados e cuidados junto aos pais que se encontram com seus filhos em iminência de morte.
A dor de quem sobrevive a uma perda tão significativa como a de um filho pode ser insuportável, desestruturante e avassaladora para o funcionamento psíquico, mas deve ser superada.
Leia o trecho abaixo e preencha as lacunas corretamente
Psico-Oncologia é uma subespecialidade da oncologia e procura estudar importantes dimensões psicológicas presentes no diagnóstico do câncer, o _____________ no funcionamento emocional do paciente e de sua família e dos profissionais envolvidos em seu tratamento e o papel das ______________ e ______________ na incidência e sobrevivência do câncer.
A alternativa que preenche as lacunas corretamente é:
impacto do câncer, variáveis psicológicas e comportamentais
impacto psicológico, doenças e comportamento
comportamento, doenças e impacto do câncer
impacto psicológico, formações e doenças.
impacto do câncer, formações e comportamento
De acordo com Malagris e Almeida (2011) a atuação do psicólogo no tratamento das doenças crônicas deve ser:
o objetivo do psicólogo no tratamento das doenças crônicas é a avaliação e identificação dos fatores mantenedores das emoções negativas vinculadas ao surgimento, manutenção e agravamento da doença visando uma melhor adaptação à mesma.
o psicólogo deve concentrar-se, prioritariamente, nos sintomas da doença crônica para compreensão das implicações da mesma no bem-estar do indivíduo e utilizar estratégias comportamentais que possibilitem a redução da sintomatologia física.
o psicólogo deve identificar os fatores que influenciam os comportamentos associados à doença, os significados e representações da mesma para o indivíduo visando, um plano de intervenção que facilite a adesão e a redução dos sintomas.
a atuação do psicólogo tem como principal objetivo compreender a capacidade e a disponibilidade atuais do indivíduo para a mudança, assim como os esforços despendidos anteriormente para enfrentar a doença e os resultados obtidos.
o Psicólogo deve ter como foco principal os sintomas físicos da doença, para assim voltar sua atenção para as mudanças decorrentes da mesma.
Carlos é um garoto de 12 anos, filho único, está internado na ala oncológica de um hospital para tratamento de um câncer muito agressivo em processo de metástase. Encontra-se em tratamento há um ano e segundo avaliação médica está em fase terminal. Analise as afirmativas abaixo, considerando a situação dos seus pais para fins de prognóstico e intervenção psicológica.
I. Disponibilizar-se para, se for o caso, oferecer suporte afetivo para aquele que estiver mais fragilizado, visando lidar com os sentimentos decorrentes da perda;
II. Não abordar sobre um possível desejo dos pais de desistir de viver devido a proximidade da morte do filho para reencontrá-lo em outra dimensão existencial;
III. Ter conhecimento das fases do processo de luto, para poder lidar de uma forma eficiente com os recursos disponíveis, respeitando as defesas de cada um dos envolvidos;
IV. Compreender os vínculos estabelecidos com o filho doente para incentivar os pais a voltarem-se para as atividades que os façam esquecer a doença e a proximidade da morte;
V. Criação de estratégias para a emergência de crises de raiva e culpa que, podem acometer os pais, face as lembranças de pequenas omissões de cuidado que possam ter ocorrido.
Diante das possibilidades de intervenção acima, marque a alternativa que contém aquelas consideradas relevantes para a atuação do Psicólogo na situação apresentada.
Existem duas possibilidades de intervenções adequadas;
Existem três possibilidades de intervenções adequadas;
Apenas uma possibilidade de intervenção é adequada;
Todas as possibilidades de intervenção são adequadas;
Nenhuma das possibilidades de intervenção são adequadas.
Dentre os vários tipos de câncer, o de mama configura-se como um importante problema de saúde pública e é o mais temido pelas mulheres, afetando a sexualidade e a imagem corporal. Existem inúmeros estudos no âmbito da psico-oncologia que tratam das repercussões psicológicas, quase sempre associadas à morte, medo e desespero. De acordo com o estudo de Martinez (In Amorin & Bilotta, 2014) sobre representação simbólica e mulheres com câncer de mama, identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas:
( ) Sobre a representação simbólica em mulheres com câncer, verifica-se que ocorrem prejuízos na capacidade de simbolização, representada pela dificuldade de nomear as sensações e representar a doença e pela perspectiva de uma inconformidade em face da enfermidade.
( ) Muitas pacientes fazem a associação do câncer com a imagem de um “bicho”, o que decorre da influência dos conteúdos do inconsciente coletivo.
( ) O câncer é de origem multifatorial, mas verifica-se que as mulheres com câncer apresentam uma tendência à unilateralidade da direção da energia psíquica.
( ) O estudo mostra que a energia psíquica da paciente é como um movimento galopante e sem controle, similar ao processo do câncer.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
V – V – V – F.
V – F – F – V.
F – F – V – V.
F – V – V – F.
V – V – F – V.
Segundo Gimenes (1994), a Psico-Oncologia representa a área de interface entre a psicologia e a oncologia e utiliza conhecimentos educacionais, profissionais e metodológicos provenientes da psicologia da saúde que envolve:
assistência ao paciente cardíaco e aos profissionais de saúde envolvidos com a prevenção, tratamento, reabilitação e a fase da doença.
assistência cardíaca e prevenção durante o tratamento enfatizando a reabilitação promovendo a cura do paciente.
assistência ao paciente oncológico, a sua família e aos profissionais de saúde envolvidos com a prevenção, tratamento, reabilitação e a fase terminal da doença.
assistência apenas ao paciente oncológico, tendo em vista que sua família e os profissionais de saúde não são incluídos durante o tratamento, reabilitação e a fase terminal da doença.
assistência apenas a paciente com doença mental, e aos profissionais de saúde envolvidos com a prevenção, tratamento, reabilitação e a fase terminal da doença.