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Ainda com relação à Psicanálise, Freud, em sua construção teórica sobre o sistema inconsciente e o sistema consciente, é correto afirmar
Exceto pela ausência de consciência, as características dos dois sistemas psíquicos são muito semelhantes.
O tempo inconsciente é rigorosamente determinado pelas cadeias psíquicas e se consolida cronologicamente.
As intensidades energéticas inconscientes são mais móveis, devido aos processos de deslocamento e condensação.
A íntima dependência que a realidade psíquica mantém com a realidade externa é a característica mais marcante do psiquismo humano.
Uma vez estruturado, o sistema inconsciente é praticamente inacessível à influência do sistema consciente/pré-consciente.
No exame que realiza os desvios com relação ao objeto sexual, Freud conclui que, se por um lado se viu impossibilitado de esclarecer satisfatoriamente a origem da inversão, por outro lado chegou a um conhecimento que talvez se revele mais importante do que a solução da tarefa anterior. Nesse momento, faz-se referência ao conhecimento de que a pulsão sexual:
é, de início, independente de seu objeto
deprecia o objeto nos casos de perversão
manifesta-se a partir da atração exercida pelo sexo oposto
é ativa em um sexo e passiva no outro, do ponto de vista anatômico
Em relação a certo mecanismo, Freud o tem como a solução menos infeliz para os conflitos oriundos da sexualidade. Todavia, logo acrescentou que os indivíduos não possuem igual aptidão e habilidades para utilizá-lo, portanto não é uma solução ao alcance de todos. Dessa forma, diríamos que Freud está se referindo à
racionalização enquanto atividade reflexiva. .
negação enquanto meio de evitar conflitos
sublimação e seu caráter criativo.
projeção como meio de deslocar o conflito.
cisão enquanto meio de discernir o ódio e o amor.
Segundo Freud, o meio pelo qual a neurose obsessiva expressa seus pensamentos secretos, a linguagem da neurose obsessiva, é por assim dizer um dialeto da linguagem histérica, mas em relação ao qual se deveria conseguir mais facilmente empatia, pois se aparenta mais com:
O dialeto histérico do que com nosso pensar consciente.
Narrativas do trauma e da alienação da alma do que dispensáveis para definir a perversão.
Os sintomas baseados no modelo de um elemento intrusivo do que uma alteridade que não pode ser reconhecida pelo próprio aparelho psíquico.
Ideias substitutivas ou objetos do que forma sintomas.
No artigo "A perda da realidade na neurose e na psicose", Freud (1924) indica que o chamado comportamento "normal" ou "sadio" é aquele que repudia a realidade tão pouco quanto uma:
neurose, mas depois se esforça por efetuar uma alteração da realidade, tal como uma psicose
neurose, sem se esforçar por efetuar uma alteração da realidade, tal como uma psicose
psicose, sem se esforçar por efetuar uma alteração da realidade, tal como uma neurose
psicose, mas se esforça por efetuar uma alteração da realidade, tal como uma neurose
De acordo com Freud, em seu texto "Neurose e Psicose" (1924 [1923]), assinale a opção correta com relação aos conceitos de neurose e psicose.
As neuroses transferenciais se originam de avançar-se o ego a aceitar um poderoso impulso instintual no id ou a ajudá-lo a encontrar um escoadouro motor, ou de o ego proibir àquele impulso o objeto a que visa.
A neurose é o resultado de um conflito entre o ego e o id, ao passo que a psicose é o desfecho análogo de um distúrbio semelhante nas relações entre o ego e o mundo externo.
Na psicose, o ego descobre a sua unidade ameaçada e prejudicada por um intruso - o sintoma - e continua a lutar contra ele, tal como desviou o impulso instintual original.
No quadro clínico da neurose, as manifestações do processo patogênico são amiúde recobertas por manifestações de uma tentativa de cura ou uma reconstrução.
As psicoses correspondem a um conflito entre o ego e o mundo externo; as neuroses narcísicas, a um conflito entre o ego e o id; e as neuroses de transferência, a um conflito entre o ego e o superego.
No texto "Luto e melancolia" (1917 [1915]), Freud apresenta formulações a respeito dos processos de luto e melancolia. Coloque V (Verdadeiro) ou F (Falso) nas afirmativas abaixo e, em seguida, assinale a opção que apresenta a sequência correta.
( ) Os traços mentais distintivos do luto são um desânimo profundamente penoso, cessação de interesse pelo mundo externo, a perda da capacidade de amar, a inibição de toda e qualquer atividade, e uma diminuição dos sentimentos de autoestima, a ponto de encontrar expressão em autorecriminação e autoenvilecimento.
( ) Embora o luto envolva graves afastamentos daquilo que constitui a atitude normal para com a vida, jamais pode ser considerado como uma condição patológica e ser submetido a tratamento médico.
( ) Na melancolia, é o mundo que se torna pobre e vazio; no luto, é o próprio ego. O paciente representa seu ego desprovido de valor, incapaz de qualquer realização e moralmente desprezível.
( ) Os pacientes melancólicos estão longe de demonstrar perante aqueles que o cercam uma atitude de humildade e submissão, única que caberia a pessoas tão desprezíveis. Pelo contrário, tornam-se as pessoas mais maçantes, dando sempre a impressão de que se sentem desconsideradas e de que foram tratadas com grande injustiça.
( ) Na melancolia, a relação com o objeto não é simples; ela é complicada pelo conflito devido a uma ambivalência. Esta ou é constitucional, isto é, um elemento de toda relação amorosa formada por esse ego particular, ou provém precisamente daquelas experiências que envolveram a ameaça da perda do objeto.
(F) (F) (F) (V) (V)
(V) (F) (V) (F) (F)
(F) (V) (F) (V) (F)
(F) (V) (F) (V) (V)
(F) (V) (V) (F) (V)
Os vínculos possuem um importante papel nas diversas situações analíticas. Embora Freud não tenha realizado um aprofundamento acerca dessa questão, outros psicanalistas que vieram depois dele desenvolveram o conceito, com destaque para Bion. Todo vínculo pressupõe a presença de emoções, de modo que o tipo de emoção predominante vai definir a forma de vincularidade.
Certo
Errado
Em relação ao texto de Freud sobre “A concepção psicanalítica da perturbação psicogênica da visão” (1910), e desde a perspectiva psicanalítica, considere as seguintes afirmativas:
1. A cegueira histérica é considerada uma perturbação psicogênica da visão, em consequência de uma ideia autossugestiva.
2. As pessoas histericamente cegas veem em seu inconsciente.
3. O paciente histérico fica cego como resultado de uma dissociação entre processos conscientes e inconscientes no ato de ver.
4. A perda do domínio consciente sobre o órgão (olho) é o substituto prejudicial para a repressão que malogrou e que só se tornou possível a esse preço.
Assinale a alternativa correta.
Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras.
Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras.
Somente as afirmativas 1, 3 e 4 são verdadeiras.
Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras.
As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras.
Freud, em certo momento de sua obra, afirma que algumas pessoas pioram com o tratamento, ou seja, enquanto outras mostram uma melhora ou suspensão do sofrimento, aquelas o exacerbam. São situações conhecidas como reação terapêutica negativa. Sobre isso, é CORRETO afirmar que tal fenômeno decorre do(a)
super-eu e sua ação punitiva sobre o Eu.
Eu e sua ação de frustração sobre o Id.
Id e qualquer demanda direcionada ao Eu.
super-eu e sua relação conflitiva com o Id.
Eu e sua frustração diante da realidade.
Com relação ao processo do ego e seus mecanismos de defesa descritos por Freud, considere os itens da tabela a seguir e assinale alternativa que traz a associação correta:
1. Anulação
2. Sublimação
3. Recalque
4. Formação reativa
X. Mecanismo pelo qual a pessoa vai expressar uma tendência oposta ao que está expresso anteriormente. É um traço de caráter que representa o exato oposto do que seria naturalmente esperado pela expressão de tendências libertadas, um traço desenvolvido para manter a repressão destes impulsos e para negar e mascarar tendências de personalidade que existiriam de uma forma oculta.
Y. Consiste em afastar uma determinada coisa do consciente, mantendo-a distante – no inconsciente – manipular o conflito, impulsos, em competição, tendências a atos que constitui uma ameaça é imagem que fazemos de nós mesmos, afastar-se a consciência um afeto, uma ideia ou apelo do instinto.
W. É o mecanismo pelo qual o sujeito desagressiva a energia agressiva ou dessexualiza a libido, transformando-as em algo aceito.
Z. Mecanismo pelo qual invalida uma ação ou um desejo anteriormente válido.
1 – W; 2 – Z; 3 – X; 4 – Y.
1 – X 2 – Y; 3 – Z; 4 – W.
1 – Y; 2 – X; 3 – W; 4 – Z.
1 – Z; 2 – W; 3 – Y; 4 – X.
Quando Freud revisou sua teoria da personalidade, o conceito de repressão foi mantido como um dos mecanismos de defesa
do id.
do ego.
da consciência.
da inconsciência.
Feminista à frente do seu tempo, Karen Horney estudou psicanálise freudiana em Berlim. Descrevia seu trabalho como uma extensão do sistema de Freud e não como uma tentativa de suplantá-lo. Sobre as necessidades neuróticas podemos afirmar que para Horney a ansiedade básica deriva da relação entre pais e filhos. Inicialmente ela listou dez necessidades neuróticas, incluindo o afeto, a realização e a autossuficiência. Nos últimos trabalhos, agrupou essas necessidades em três tendências; analise-as.
I. A personalidade condescendente: o indivíduo que vai ao encontro de outros em busca de aprovação, de afeto e de um parceiro dominante.
II. A personalidade independente: o indivíduo que se afasta dos outros em busca de independência, de perfeição e isolamento.
III. A personalidade agressiva: o indivíduo que vai de encontro aos outros expressando necessidades de poder, de exploração, de prestígio, admiração e conquista.
IV. A personalidade passiva: o indivíduo busca a satisfação de tornar-se “invisível” aos olhos dos outros, para não ter que provocar nenhuma reação de aceitação ou repugnação.
Estão corretas as afirmativas
I, II, III e IV.
I, II e III, apenas.
I, II e IV, apenas.
II, III e IV, apenas.
Sobre a Teoria Psicossexual de Freud, é correto afirmar que:
O ID é o polo psicobiológico da personalidade, constituído fundamentalmente pelas repressões.
O ID é o polo psicobiológico da personalidade, e regido pelo princípio da realidade.
O EGO é o herdeiro daquilo que Freud teorizou como Complexo de Édipo e tem como característica central as proibições.
O EGO é a instância psíquica que tem como função a mediação, integração e harmonização entre o ID, SUPEREGO e as demandas da realidade externa.
O SUPEREGO é o polo biológico da personalidade, responsável pelas proibições inatas do ser humano, e que independem dos processos de identificação.
Sobre o conceito de projeção descrito por Freud (1920), assinale a alternativa correta.
O mecanismo de projeção possibilita ao indivíduo o emprego de diferentes estratégias de defesa contra as excitações internas e externas.
A projeção, saudável ao psiquismo, opera como uma tentativa de equilibrio entre excitações internas e externas.
A origem da projeção situa-se na tendência a lidar com excitações internas como se elas viessem do exterior.
O excesso de excitações desprazerosas externas favorecem o mecanismo de projeção, possibilitando a expansão de excitações internas.
Ao se referir à transferência como resistência, Freud (1911-15[1014]), indica que:
é sempre mais fácil admitir um impulso de desejo diante da pessoa que a ele se relaciona
a ideia transferencial penetra na consciência à frente de quaisquer outras associações
a transferência negativa ou a transferência positiva erótica não servem à resistência
a transferência negativa não é muito comum nas instituições de tratamento
Com relação à distinção entre inibição e sintoma, Freud (1926[1925]) afirma que a inibição:
indica a presença de uma mudança patológica, assim como um sintoma indica uma redução de funções do eu
indica a redução de uma patologia, enquanto o sintoma sempre se refere a mudanças nas funções e na patologia
indica a redução de uma função, enquanto o sintoma indica que uma função passou por uma mudança patológica
está sempre associada a mudanças de funções e de patologias, enquanto o sintoma nem sempre é uma mudança patológica
São conhecidas duas tópicas freudianas: a primeira, referente ao Inconsciente, Pré-consciente e Consciente; e a segunda, referente às instâncias id, ego e superego. O alívio e a liquidação das perturbações durante o tratamento, logo que o indivíduo se liberta, por meio da catarse dos afetos bloqueados, revela o caráter da segunda tópica.
Certo
Errado
Como observam vários autores, embora não todos, em substituição ao conceito de instinto, Freud utiliza o conceito de pulsão. Considerando a relação distintiva entre ambos, segundo aqueles autores, assinale a alternativa INCORRETA.
O instinto e a pulsão têm um componente somático (orgânico).
A pulsão, diferentemente do instinto, varia, subjetivamente, o objeto.
A pulsão é adquirida pela aprendizagem, e o instinto é herdado (genético).
O instinto, tal qual a pulsão, tem a satisfação (prazer) como objetivo.
O instinto e a pulsão exercem uma pressão, que leva ao comportamento.
A questão da necessidade nos fenômenos naturais carrega também junto de si a ideia de conexão necessária entre causa e efeito. Ao adotar o determinismo psíquico, Freud o fez para que pudesse:
Compreender os fenômenos da natureza.
Conceber os fenômenos que se nos apresentam, apesar de passar despercebida na maioria das vezes como uma ‘verdade evidente’.
Obedecer a certas regras lógicas de definição para que os conceitos não se tornem confusos, ou mesmo, obscuros.
Inferir causas necessárias, inaparentes, para os sintomas observados na clínica.