Questões de Concurso sobre Papéis Sociais e Relações de Gênero

 
 
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Em relação às masculinidades, tendo como referência a obra de Restier e Souza (2019), é correto afirmar que


A

pensar masculinidades negras por meio dos feminismos negros é fundamental para compreender a dimensão estética da masculinidade.


B

dentro do patriarcado, as masculinidades estariam estruturadas em hegemônicas patriarcais e subordinadas patriarcais.


C

a construção da masculinidade dos homens negros e dos homens brancos, é semelhante porque ocorre em um mesmo contexto social.


D

as concepções de masculinidades estão articuladas a valores como: afeto, persistência e vontade.


E

a masculinidade deve ser compreendida como o processo de se tornar homem dentro de um grupo social.

De acordo com Restier e Souza (2019, p.153): A dimensão _________ informada ao negro é de um corpo: sua identificação (e a agência dela) só se dará a partir dele, sendo indisponível outros elementos da dimensão_________ do masculino no que poderiam ser, “naturalmente construídos”, projetados em sua experiência. Dessa forma, apesar do Negro ser uma categoria de existência, sua dimensão_________ será performada na tentativa de emular os elementos da masculinidade hegemônica patriarcal que não possui.


A alternativa que completa corretamente as lacunas é, respectivamente,


A

ética – estética – estética


B

estética – ética – estética


C

ética – ética – estética


D

estética – estética – ética


E

estética – estética – estética

Analise a frase abaixo, tendo como referência a Psicologia Social:


“________ são, pois, estruturas mentais que nos possiblitam reunir em torno de certos temas aspectos da realidade social que, uma vez estabelecidos, influenciarão a maneira pela qual reagimos a estímulos sociais.”


(Rodrigues, Assmar e Jablonski, 2015)


Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna do texto.


A

Esquemas sociais


B

Esquemas intrusivos


C

Sensações positivas


D

Pensamentos inatos


E

Profecias autorrealizadoras

Como explicar as diferenças de gênero e por que algumas aparecem com a idade? Algumas explicações centralizam-se nas diferentes experiências e expectativas sociais que meninos e meninos encontram quase desde o nascimento. Essas experiências e expectativas dizem respeito a três aspectos relacionados à identidade de gênero: papéis de gênero, tipificação de gênero e estereótipos de gênero


Fonte:

https://www.academia.edu/40318074/Desenvolvimento_Humano_12_edicao


Conforme o excerto, acima, podemos afirmar que:


I - Papéis de gênero são os comportamentos, interesses, atitudes, habilidades e traços de personalidade que uma cultura considera apropriada para homens e mulheres. Todas as sociedades têm papéis de gênero.

II - A tipificação de gênero, a aquisição de um papel de gênero, ocorre logo no começo da infância, mas as crianças variam muito no grau em que se tornam tipificadas por gênero.

III - Os estereótipos de gênero são generalizações preconcebidas sobre o comportamento masculino ou feminino: “Todas as mulheres são passivas e dependentes; todos os homens são agressivos e independentes”. Os estereótipos de gênero permeiam muitas culturas. Aparecem até certo ponto, em crianças de 2 ou 3 anos, aumentam, durante os anos pré-escolares e atingem um máximo aos 5 anos.


Está correto o que se afirma em:


A

I e II, apenas.


B

I e III, apenas.


C

II e III, apenas.


D

Todos os itens.


E

Nenhuns dos itens.

Flávia Biroli, em “Gênero e Desigualdades: limites da democracia no Brasil” (2018), fala que o olhar que assume em seu livro “é possibilitado pelo acúmulo dos estudos de gênero nas últimas décadas, internacionalmente e no Brasil, pela sofisticação do conhecimento nesta área e pelas muitas interpelações que os movimentos feministas têm feito a quem se dedica a estudar as relações de poder nas sociedades contemporâneas” (p. 9). Analise as afirmações abaixo.


I O que se passa nos espaços definidos como privados e domésticos é significativo para análise da democracia.

II A análise da posição concreta dos indivíduos na relação de poder, consideradas as formas que essa posição assume na vida cotidiana, é necessária para se avaliarem direitos constituídos e disputas por direitos.

III A posição relativa das mulheres expõe baixa efetividade de direitos que foram universalizados nas sociedades ocidentais, mesmo os mais fundamentais, como o direito à integridade física.


Pode-se dizer que:


A

Apenas a afirmativa I é verdadeira.


B

Apenas as afirmativas I e II são verdadeiras.


C

As afirmativas I, II e III são verdadeiras.


D

Apenas a afirmativa III é verdadeira.


E

Apenas as afirmativas II e III são verdadeiras.

Pode-se conceituar ‘religião’ como um sistema organizado de crenças, práticas, rituais e símbolos projetados para auxiliar a proximidade do indivíduo com o sagrado ou transcendental, e ‘espiritualidade’ como uma busca pessoal de respostas sobre o significado da vida e o relacionamento com o sagrado ou transcendente. Práticas, procedimentos religiosos e/ou espirituais e crenças correlatas constituem uma parte importante da cultura e dos esquemas mentais utilizados por pessoas e grupos para dar forma a determinados processamento de informações, interpretações e julgamentos. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS) o bem-estar espiritual é uma dimensão do estado de saúde, junto às dimensões corporais, psíquicas e sociais.



Neste contexto, analise as decorrentes afirmativas I e II abaixo, assinalando em seguida a alternativa correta:



I– Por considerar as experiências místicas e meditativas como processos mensuráveis e quantificáveis, com base nas evidências acumuladas na literatura e na prática médica, a OMS, por meio do grupo de Qualidade de Vida, incluiu em seu instrumento genérico de avaliação de qualidade de vida o domínio Religiosidade, Espiritualidade e Crenças Pessoais com 100 itens.

II– A maioria dos estudos que investigou a relação entre a religiosidade/espiritualidade e a saúde mental revelou, por outro lado, e de um modo algo paradoxal, que níveis mais elevados de participação religiosa estão associados com menor bem-estar e saúde mental.


A

A afirmativa I está certa e a afirmativa II está errada.


B

A afirmativa II está certa e a afirmativa I está errada


C

As duas afirmativas I e II estão certas.


D

As duas afirmativas I e II estão erradas.

Em ‘Problemas de Gênero: feminismo e subversão da identidade’ Judith Butler (2003) se refere ao pensamento de Friedrich Nietzsche da seguinte forma: Para nossos propósitos, essa crítica nietzschiana,


A

não serve, visto que o autor era misógino, o que torna, por consequência, toda sua filosofia uma forma de violência.


B

torna-se instrutiva quando aplicada às práticas sexuais. Nesse ponto estamos de acordo com Michel Foucault.


C

torna-se instrutiva quando não é aplicada às categorias filosóficas que governam uma parte apreciável do pensamento teórico e popular sobre a identidade de gênero.


D

torna-se instrutiva quando aplicada às práticas sexuais. Nesse ponto, diferimos radicalmente da análise proposta por Michel Foucault.


E

torna-se instrutiva quando aplicada às categorias filosóficas que governam uma parte apreciável do pensamento teórico e popular sobre a identidade de gênero.

De acordo com Henrique Restier em ‘O duelo viril: confronto entre masculinidades no Brasil mestiço’ “a ideologia da mestiçagem possui uma forte conotação sexual inter-racial” (RESTIER, 2019, p.33). Para este mesmo autor é correto afirmar que esta ideologia é vinculada


A

à força física, atributo basilar da virilidade, se torna uma arena política onde as raças disputam poder e hegemonia.


B

à potência sexual, atributo basilar da virilidade, se torna uma arena discursiva e prática de provocações viris, impedindo as alegorias coloniais que constituem homens e mulheres.


C

à força física, atributo basilar da virilidade, se torna uma arena discursiva e prática de provocações entre as raças, servindo de alegoria colonial e nacional para homens brancos, negros e indígenas.


D

à prepotência do homem branco, atributo basilar da sua virilidade, se torna uma arena discursiva e prática de provocações entre as raças, servindo de alegoria colonial e nacional para homens e mulheres.


E

à potência sexual, atributo basilar da virilidade, se torna uma arena discursiva e prática de provocações viris, servindo de alegoria colonial e nacional para homens e mulheres.

Lucas Veiga em ‘Além de Preto é Gay: as diásporas da bixa preta’ afirma que “a norma homem-branco-hétero exerce sobre as demais subjetividades um efeito colonizador e extrativista” (VEIGA, 2019, p.77). O sentido atribuído pelo mesmo autor é de Colonizador


A

pois a norma-homem-branco-hetero prevalece, ainda hoje, no meio rural e, Extrativista, já que se alimenta da essência que retira de outras almas.


B

no sentido ampliado do termo, visto que mesmo no meio urbano, a lógica do homem da colônia prevalece e, Extrativista no sentido de sugar a energia vital de quem está na área rural e urbana.


C

no sentido de alguém que vive na colônia e desconhece os debates contemporâneos sobre gênero e, Extrativista no sentido de extrair aquilo que as subjetividades possuem de mais poético para alimentar o capitalismo mundial integrado.


D

no sentido de colonizar os inconscientes que protestam e, Extrativista no sentido de extrair a alma.


E

no sentido de impor-se violentamente sobre o outro por considerá-lo menor e, Extrativista no sentido de sugar a energia vital de quem está fora da norma por meio de violentos processos de submissão.

Alan Ribeiro e Deivison Faustino, citados na obra Diálogos contemporâneos sobre homens negros e masculinidades (RESTIER, 2019, p.154), classificaram três ênfases, divididas em analíticas e abordagens interpretativas dos estudos sobre masculinidades. São elas:


A

Abordagem raça e gênero – abordagem ética – abordagem interseccional.


B

Abordagem raça e gênero – abordagem gênero e raça – abordagem relacional.


C

Abordagem ética – abordagem estética – abordagem interseccional.


D

Abordagem raça e gênero – abordagem gênero e raça – abordagem interseccional.


E

Abordagem ética – abordagem gênero raça – abordagem relacional.

De acordo com Patricia Collins (2019), em relação às imagens de controle e o feminismo negro, é correto afirmar que


A

as imagens de controle criadas auxiliam na compreensão de estereótipos relacionados às mulheres negras.


B

o racismo, o sexismo, a pobreza e outras formas de injustiça social são culturais e pouco se relacionam com imagens de controle.


C

desafiar imagens de controle relacionadas a estereótipos, é um dos temas principais do pensamento feminista negro.


D

as imagens estereotipadas da condição de mulheres negras são comuns a todas as mulheres e de uma ideologia generalizada de dominação.


E

quando as condições iniciais que promovem as imagens de controle desaparecem, modificam também os estereótipos relacionados às mulheres negras.

Nas últimas décadas, contribuições teóricas da Psicologia no campo das relações raciais têm se intensificado no Brasil, na defesa dos direitos de cidadania a uma enorme parcela da população submetidas a inúmeras situações de dominação e opressão. Nesse contexto de discussão, correlacione os termos com suas respectivas definições.


1. Raça.

2. Etnia.

3. Racismo institucional.

4. Racismo interpessoal.


( ) construção simbólico-cultural de elementos que ligam os sujeitos em um mesmo grupo.

( ) processos de desigualdade política com base na raça/cor que ocorrem entre os sujeitos em interação.

( ) materialidade do corpo expressa pelo fenótipo.

( ) gestão coletiva que inflige condições desfavoráveis de vida à população negra e indígena, ao mesmo tempo que atua como alavanca social para os(as) brancos(as).


Assinale a alternativa que mostra a relação correta, de cima para baixo.


A

2, 4, 1 e 3.


B

1, 4, 2 e 3.


C

2, 3, 1 e 4.


D

1, 3, 2 e 4.


E

4, 3, 1 e 2.

Grada Kilomba afirma em ‘Memórias da Plantação: episódios de racismo cotidianos’ que “o racismo constrói a mulheridade negra como um duplo” (KILOMBA, 2019, p.143). O duplo ao qual a autora estaria se referindo é:


A

Doméstica assexual obediente/ Prostituta primitiva sexualizada.


B

Mãe bondosa/ Prostituta primitiva sexualizada.


C

Prostituta primitiva sexualizada/mãe má.


D

Doméstica assexual obediente/Mãe bondosa


E

Mãe boa/mãe má.

O termo “comunicação não violenta” foi criado pelo psicólogo Marshall Rosenberg por volta dos anos 1960. Na época, a cultura da segregação racial ainda era bastante difundida nos Estados Unidos, mas algumas escolas se propuseram a mudar essa realidade. Para isso, era necessário adotar uma postura pacífica, a fim de melhorar a convivência e promover a integração entre negros e brancos.


Alinhado a esse ideal, Rosenberg desenvolveu a teoria CNV que REFORÇA:


A

A capacidade de ouvir sem julgar a outra pessoa.


B

A capacidade de ouvir sem intervir na fala da outra pessoa.


C

A capacidade de ouvir e complementar a fala da outra pessoa.


D

A capacidade de ouvir e auxiliar a outra pessoa.

A Teoria do Esquema de Gênero tem como pressupostos básicos que:


A

A criança combina, mentalmente, observações de comportamentos de gênero e cria suas próprias variações comportamentais.


B

A criança desenvolve papéis de gênero em preparação para atividades sexuais adultas e comportamentos que visem à reprodução.


C

Muitas ou a maior parte das diferenças entre os sexos podem ser atribuídas a diferenças biológicas.


D

A identidade de gênero estabelece-se, quando a criança identifica-se com o genitor do mesmo sexo.


E

A criança organiza as informações sobre o que é considerado apropriado para um menino ou para uma menina, com base no que é estabelecido por uma determinada cultura, e se comporta de acordo.

A criança faz a separação por gênero, porque a cultura estabelece que o gênero é um esquema importante.

Segundo Judith Butler em ‘Problemas de Gênero: feminismo e subversão da identidade’ “a noção de que pode haver uma verdade do sexo é produzida precisamente” (BUTLER, 2003, p.38) pelas práticas reguladoras que geram


A

sexualidades coerentes por via de uma matriz de normas de gênero coerentes.


B

gêneros coerentes por via de uma matriz de normas de identidades coerentes.


C

feminilidades coerentes por via de uma matriz de normas de sexualidades coerentes.


D

identidades coerentes por via de uma matriz de normas de gênero coerentes.


E

subjetividades coerentes por via de uma matriz de normas de gênero coerentes.

Na obra Memórias da plantação: Episódios de racismo cotidiano, de Grada Kilomba (2019) em sua definição de racismo, estão presentes três características. São elas:


A

representação de/da diferença – as diferenças construídas estão inseparavelmente ligadas a valores hierárquicos – poder


B

construção de/da diferença – as diferenças construídas estão ligadas inseparavelmente a valores presentes na cultura – poder


C

representação de/da diferença – as diferenças construídas estão ligadas inseparavelmente a valores presentes na cultura – poder


D

construção de/da diferença – as diferenças construídas estão inseparavelmente ligadas a valores hierárquicos – classes sócias


E

construção de/da diferença – as diferenças construídas estão inseparavelmente ligadas a valores hierárquicos – poder

Considerando masculinidades negras a partir de categorias de sujeição, analise as afirmações abaixo sobre as dimensões ética e estética, presentes na obra de Restier e Souza (2019), preenchendo (V) para Verdadeiro e (F) para falso.



( ) A dimensão ética envolve uma esfera mais simbólica, um plano da moral, de uma orientação que constrói as imagens.

( ) A dimensão estética se refere à esfera da performance, ou seja, das questões de práticas e imagens conectadas com a identidade pública, na aparência.

( ) A performance da vida, expressa na forma como falamos, agimos, tratamos ou lidamos conosco e com outras pessoas, está vinculada a dimensão ética.

( ) É na ética que se estrutura as simbologias de poder que se colam às imagens do bom e do ruim, do superior e do inferior. A sequência correta de preenchimento das lacunas é:


A

F – V – V – V


B

F – V – F – V


C

V – V – V – F


D

V – F – V – F


E

V – V – F – V

Os estudos sobre gênero têm sido desenvolvidos em diversas áreas das ciências humanas e sociais no Brasil, contribuindo para a consolidação de um campo de pesquisa amplo, inclusive na Psicologia. Nas pesquisas realizadas nesse campo nas duas últimas décadas observa-se


A

uma ampla heterogeneidade epistemológica, teórica e metodológica.


B

o predomínio da abordagem psicanalítica para a definição do conceito de gênero.


C

o esforço em descrever concepções não binárias de gênero sob a ótica do cognitivismo.


D

a identificação de estados transexuais como reflexo da subjetividade líquida da atualidade.


E

o distanciamento das pesquisas de gênero em relação às posições políticas do feminismo.

O modelo familiar com base na relação conjugal heterocisgênera rege nossas compreensões sociais a respeito de como se produzem pais, mães, filhos, filhas e toda a teia de parentesco. Resulta daí a relevância das contribuições teóricas de Judith Butler para a revisão crítica da heteronormatividade, pois, segundo a autora


A

a concepção cultural de gênero opera como matriz de inteligibilidade à qual está submetido, inclusive, o corpo biológico.


B

a partilha entre os sexos masculino e feminino deve ser compreendida a partir das fórmulas quânticas de sexuação.


C

a homossexualidade e a lesbianidade são capazes de romper com a opressão de gênero e a heterossexualidade compulsória.


D

o gênero é um constructo cultural e discursivo sem relação com a anatomia biológica e natural que divide homens e mulheres.


E

a socioafetividade é o elemento mais importante a ser considerado, sendo atualmente mais valorizado do que a consanguinidade.

   
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