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Acerca do fracasso escolar, de seus fatores associados e de seus impactos sociais, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) Gera exclusão social, dificuldades de inserção no mercado de trabalho e perpetua o ciclo de pobreza.
( ) Afeta notadamente as meninas brancas, estudantes de regiões centrais das cidades, de classe média.
( ) Está relacionado à infraestrutura inadequada e ao racismo no ambiente escolar.
As afirmativas são, respectivamente,
V – V – V.
V – V – F.
F – F – F.
V – F – F.
V – F – V.
Em uma escola de ensino fundamental, a psicóloga escolar identifica um grupo de alunas que, de forma recorrente, promovem a exclusão de uma colega por meio de comentários depreciativos, ironias sutis e disseminação de boatos nas redes sociais. A vítima tem evitado o convívio escolar e apresenta queda no desempenho, ansiedade e queixas somáticas.
Considerando as teorias contemporâneas sobre o bullying relacional entre meninas, os estudos de gênero e as diretrizes da Psicologia Escolar e Educacional, é correto afirmar que:
O comportamento observado integra aspectos naturais das relações femininas na adolescência e deve ser tratado como um conflito interpessoal passageiro, sem necessidade de intervenção específica.
Por se manifestar de maneira indireta, o bullying entre meninas tende a gerar menor impacto emocional e pode ser resolvido por meio de mediações pontuais entre as envolvidas.
A intervenção do psicólogo deve restringir-se ao acompanhamento individual da vítima, evitando discussões coletivas que possam expor as agressoras.
O bullying relacional entre meninas expressa formas de violência simbólica e socialmente aprendida, articuladas a dinâmicas de poder, pertencimento e construção da identidade feminina, exigindo intervenções institucionais que promovam empatia, diálogo e cultura de paz.
O foco prioritário da ação psicológica deve ser a elaboração de laudos e relatórios conclusivos para subsidiar medidas disciplinares aplicadas pela equipe gestora.
A Psicologia, enquanto ciência e prática profissional, deve considerar as questões de gênero, raça, classe e inclusão social para compreender a diversidade humana e promover um atendimento mais equitativo e eficaz. As questões sociais são fatores determinantes no bem-estar psicológico dos indivíduos e das comunidades.
Assinale a alternativa INCORRETA sobre as questões de gênero, raça, classe e inclusão social na Psicologia.
A Psicologia deve reconhecer as diferenças de gênero, raça e classe como fatores que influenciam as experiências de vida, o comportamento e o acesso a serviços de saúde mental, promovendo um tratamento que considere essas questões.
As questões de gênero, raça e classe devem ser abordadas de forma isolada, sem levar em conta as interações entre elas, já que cada uma delas afeta os indivíduos de maneira distinta.
A Psicologia deve ser sensível às questões de inclusão social e trabalhar para combater as discriminações baseadas em raça, gênero e classe, promovendo a equidade no acesso a direitos e recursos.
A Psicologia deve adotar uma perspectiva crítica e antirracista, considerando as desigualdades estruturais na sociedade que afetam grupos marginalizados e buscando formas de superação dessas desigualdades.
O entendimento das questões de gênero, raça e classe não é fundamental para a prática psicológica, uma vez que a abordagem terapêutica deve ser centrada exclusivamente nas questões individuais, sem levar em conta o contexto social do paciente.
Identifique a caracterização precisa da quinta fase do desenvolvimento psicossocial de Erik Erikson, correspondente à adolescência:
Período marcado pela crise entre autonomia versus vergonha, quando o adolescente busca independência através da experimentação de diferentes papéis sociais.
Estágio caracterizado pelo conflito entre iniciativa versus isolamento, focando no desenvolvimento de habilidades sociais e românticas.
Fase definida pela crise entre identidade versus confusão de papéis, onde ocorre a busca pela definição do eu através da experimentação de diferentes identidades e consolidação de valores próprios.
Momento do desenvolvimento centrado no conflito entre intimidade versus estagnação, priorizando o estabelecimento de relacionamentos íntimos duradouros.
Alessandra é o nome social de uma mulher trans que sofre preconceito desde a infância, o que impacta sua saúde mental. Ela vem fazendo o processo transexualizador há alguns anos e pretende realizar a cirurgia de modificação corporal, de tal modo que foi solicitada à psicóloga do serviço que fizesse uma avaliação do caso. Nesse contexto, são importantes as contribuições da teoria queer, sobretudo, da filósofa Judith Butler, conhecida pela perspectiva crítica das categorias de identidade de gênero.
Uma das ideias centrais dessa teoria é
a identidade de gênero é performaticamente constituída.
o sexo possui uma essência que deve ser vivida sem repressão.
o interdito entre a mulher e o bebê é condição universal para qualquer sociedade humana.
o amor materno é um mito atribuído às mulheres por serem as cuidadoras primárias dos filhos.
o sexo possui uma natureza a priori, mas o gênero se desenvolve de acordo com cada indivíduo.
De acordo com a obra “Psicologia e diversidade sexual: desafios para uma sociedade de direitos” (Conselho Federal de Psicologia, 2011), analise as assertivas abaixo:
I. O pensamento normativo e hegemônico de identidades de gênero polarizadas de masculino (para homens) e de feminino (para mulheres) levam a concepções patologizantes.
II. Um dos desafios encontrados na luta por direitos e combate à transfobia é o de que a maioria das(os) psicólogas(os) atuantes nos programas de saúde voltados aos transexuais e travestis é de voluntários e não fazem parte dos quadros formais dos hospitais e ambulatórios.
III. A patologização da intersexualidade e da transexualidade está baseada no pressuposto de que os gêneros são determinados pelo dimorfismo dos corpos e, portanto, é legítima para compor diagnósticos e intervenções.
Quais estão INCORRETAS?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas III.
Apenas I e III.
I, II e III.
Considere o caso hipotético:
Mulher negra, 35 anos, vive em uma comunidade de baixa renda em uma grande cidade brasileira. Ela trabalha como empregada doméstica e é mãe solo de dois filhos pequenos. Além disso, enfrenta discriminação racial, desafios socioeconômicos e pressões relacionadas à maternidade.
A interseccionalidade é um conceito que tem se tornado cada vez mais frequente no contexto da psicologia social no Brasil. Com base no caso e nessa interseção de saberes, assinale a afirmativa correta quanto ao entendimento da situação da referida mulher à luz da interseccionalidade.
Não se aplica ao caso citado, pois ela enfrenta desafios comuns a muitas mulheres negras.
É irrelevante para compreender a vida de mulheres negras, pois suas experiências são isoladas.
Refere-se apenas à análise das diferenças raciais e de gênero da referida mulher, excluindo outros fatores.
Reconhece que a referida mulher enfrenta múltiplas formas de opressão simultaneamente, incluindo raça, gênero, classe social e maternidade.
É fundamental destacar o surgimento, no fim século passado, de importante marco conceitual no âmbito das pesquisas sobre a necessidade de diferenciar o sexo biológico de sua tradução social em papéis sociais, expectativas de comportamentos e as relações de poder entre homens e mulheres na sociedade. Trata-se
do modelo matriarcal.
das discussões sobre gênero.
da diversidade biossocial.
do capacitismo.
da naturalização da violência.
Em relação à questão da identidade de gênero, é importante que o Psicólogo nomeie com precisão a condição dos indivíduos.
Nesse contexto, termo utilizado para identificar pessoas não cisgêneras, a partir de uma categorização biomédica. Pelo caráter patológico que comporta, o termo tem sido recusado por muitas pessoas.
Trata-se de
“transexual”.
“travesti”.
“transgênera/o”.
“intersexual”.
De acordo com o DSM-5-TR, a disforia de gênero é uma incongruência marcante entre o gênero vivenciado/expresso e o gênero atribuído, com pelo menos 6 meses de duração. Os critérios diagnósticos para a disforia de gênero em adolescentes e adultos pode compreender, EXCETO:
Adolescentes jovens podem apresentar desejo de prevenir o desenvolvimento de características secundárias de forma antecipada.
Desejo de se livrar de suas características primárias e/ou secundárias por causa de uma incongruência marcante.
Desejo de ser tratado de acordo com algum gênero diferente do atribuído.
Atração afetivo-sexual por pessoas do mesmo gênero atribuído.
Forte convicção de que se tem os sentimentos e reações típicos de algum gênero diferente do atribuído.
A desigualdade e a hierarquização entre gêneros podem se manifestar sob diversas formas, sobretudo, através de violência. A pessoa cuja identidade de gênero não corresponde a uma matriz heteronormativa está sujeita a sofrer todo tipo de exclusão, podendo culminar em seu extermínio.
Para pensar as questões de gênero, vale citar as contribuições de Judith Butler que, em seu conhecido livro Problemas de Gênero, apresenta a ideia central de que
a aparência de que o sexo tem caráter natural provém do caráter performativo de gênero.
o sexo é reprimido pelo poder e deve ser vivido em sua essência e potencialidade.
a interdição do incesto é condição para realizar a passagem do estado de natureza para a cultura.
o amor materno foi um mito historicamente criado na antiguidade para controlar o sexo feminino.
a dicotomia entre sexo e gênero é algo intransponível, de modo que cabe à teoria social abordar somente a segunda.
Papéis sociais são os comportamentos e características esperados de indivíduos em uma determinada sociedade. É um conceito ligado a dinâmica complexa das sociedades humanas. Considere as alternativas abaixo e aponte a que está CORRETA sobre os aspectos desse conceito.
O termo papel, nesse caso, designa atitude, enquanto social remete a expressão ao conceito de família.
Esse conceito surge no âmbito da sociologia.
Se trata do conjunto de peculiaridades, atitudes e também expectativas atribuídas a pessoas de acordo com a sua posição no ambiente profissional.
O entendimento de elementos como identidade, conhecimento, formação educacional, necessidade social, hierarquia e outros é importante para que se tenha uma melhor compreensão sobre esse conceito.
A família se trata de um exemplo nesse caso sendo ela a segunda instituição onde as pessoas são socializadas. É no ambiente social onde os indivíduos têm os primeiros aprendizados sobre valores, comportamentos, normas e outros.
Na perspectiva pós-estruturalista, gênero é entendido como
a forma que define a identidade biológica dos corpos humanos masculinos e femininos.
um dispositivo de poder que constitui algumas identidades, entre elas, as de mulher e de homem.
o elemento que descreve a personalidade e o comportamento do homem e da mulher.
uma parte do sistema binário sexo/gênero, que diferencia o que é biologicamente definido do que é socialmente construído.
estrutura biológica que diferencia e os corpos femininos e os masculinos.
De acordo com Leandro Castro Oltamari e Marivete Gesser, pode-se compreender ______________ como estrutura que se perpetua, configurando uma perspectiva sobre características distintas entre os sexos e uma divisão social e de poder entre eles.
Assinale a alternativa que corretamente completa a lacuna no excerto:
Diferença de sexo
Sexualidade
Feminismo
Orientação sexual
Gênero
Depois de terem constatado situações nas quais alunos faziam comentários que inferiorizavam as alunas pela sua condição de mulher, um grupo de docentes da escola elaborou um projeto de formação. Nominado de “Olhando por detrás das diferenças entre homens e mulheres”, a elaboração do projeto exigiu que o corpo docente estudasse sobre o conceito de gênero e isso não foi fácil. Para esses docentes incorporarem ao projeto um correto conceito de gênero, este deve ser definido como
construção social e histórica do que a sociedade concebe como atributos do homem e da mulher.
conjunto de teorias que visam à homogeneização das diferenças culturais entre povos e nações.
caractere próprio, específico e circunscrito à sociedade capitalista contemporânea e globalizada.
modelo descritivo das disposições naturais próprias a ambos os sexos.
Sabe-se que o ser humano é um ser social desde o seu nascimento, ou seja, as primeiras relações interpessoais são geralmente estabelecidas com a família e servem como modelos para as relações posteriores. Segundo Messa (2010): “Atualmente, a capacidade de relacionamento interpessoal é requisito essencial a um profissional qualificado.” (MESSA, 2010, p. 106). Levando em consideração a autora, analise as afirmativas abaixo.
I. Não basta a experiência técnica pois são necessários atributos como, habilidades comportamentais, flexibilidade, inteligência emocional e criatividade que contribuem e interferem na qualidade dos relacionamentos que se estabelece.
II. O ser humano é dotado de sentimentos e emoções. Ao interagir com pessoas que possuem essas mesmas características, forma-se um “interjogo” de subjetividade.
III. O clima organizacional não sofre melhorias quando os profissionais são habilidosos socialmente para facilitar as relações com outros profissionais.
Assinale a alternativa correta.
Apenas as afirmativas I e II estão corretas
Apenas as afirmativas II e III estão corretas
Apenas a afirmativa II está correta
As afirmativas I, II e III estão corretas
Aplicando-se a perspectiva de análise foucaultiana das formas de legitimação e das formas de dominação às questões de gênero, pode-se afirmar que as relações de gênero
são constituídas nos jogos de saber/poder em que os indivíduos estão imersos, que produzem os corpos e as formas assumidas pelas relações.
estão inscritas em uma matriz biológica que define a priori sua formatação, mas que é passível de modificação pela cultura.
estão relacionadas a formas cristalizadas de dominação praticamente inalteráveis, tomadas como verdade naturalmente legitimada no nível inconsciente.
sempre estarão sujeitas aos jogos de saber/poder, dado que as formas de resistência não têm vigor suficiente para suplantar as formas de dominação.
se dão no âmbito individual e privado, e é nesse contexto que deverão ser problematizadas, compreendidas e resolvidas.
Em conformidade com a publicação Psicologia e diversidade sexual: desafios para uma sociedade de direitos (CFP, 2011) no texto de Peres (2011) em “Tecnologias e programação de sexo e gênero: apontamentos para uma Psicologia política Queer”, analise o trecho abaixo:
Marcados por esses dispositivos de controle e regulação, a partir do séc. XIX, a sexualidade foi investigada em cada existência, explorando cada detalhe: por meio da análise das condutas, dos materiais oníricos, as pequenas desrazões, desde a infância, tornando-se a chave da individualidade, mediante a qual poderia ser analisada e entendida sua constituição (1ª parte). Como consequência dessa lógica, Michel Foucault e Richard Sennett (1988) afirmam que não é possível pensar a subjetividade fora dos domínios da sexualidade (2ª parte). Torna-se tema das operações políticas e econômicas (incitação/controle da procriação) e de campanhas ideológicas de moralização e responsabilização dos desvios cometidos pela população (3ª parte).
Quais partes estão corretas?
Apenas a 1ª parte.
Apenas a 2ª parte.
Apenas a 1ª e 3ª partes.
Todas as partes.
“Assim como se faz necessário definir as diferentes práticas de racismos, igualmente, não se pode deixar de distinguir a pessoa ou grupo que pratica racismo. Essa é uma das razões da nomeação da branquitude de forma distinta como branquitude crítica e branquitude acrítica. Pois nessa perspectiva esses conceitos podem contribuir para maior observação, análise e pesquisa do conflito racial.”
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Disponível em: https://www.geledes.org.br/definições-sobrebranquitude/. Acesso em: 19 jan. 2022.
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Esse texto refere-se a quê?
A branquitude é a forma de o movimento negro estabelecer efetivamente a fronteira entres as raças.
Tanto a branquitude crítica quanto a branquitude acrítica, uma menos agressiva e a outra mais, são formas efetivas de racismo.
A branquitude crítica pode ser considerada como participante da luta contra o racismo.
As análises dos conflitos raciais são inseparáveis da observação participativa.
A branquitude crítica ou acrítica não deve ser considerada na análise e na pesquisa do conflito racial.
Os estereótipos, uma vez que muitos deles continuam a vigorar no imaginário social, participam, portanto, da formação de representações e identidades de gênero que têm repercussões diretas e indiretas no cotidiano de mulheres e homens, trazendo soluções para antigos problemas e também gerando novos conflitos. Levando em consideração o assunto acima, assinale a afirmativa incorreta.
As oposições e/ou as correlações negativas entre masculino e feminino são aprendidas através dos estereótipos de gênero vigentes em uma dada cultura. É possível observar que as crianças gradativamente aprendem a opor atributos masculinos e femininos à medida que incorporam os valores e crenças transmitidos em casa, na escola, na TV, nos livros infantis e na internet Estudos transculturais demonstram como padrões praticados pelos adultos são internalizados pelas crianças e como alguns deles são compartilhados por indivíduos de diferentes países ocidentais.
Não há necessidade de correr mundo para constatar a multiplicidade dos modelos masculinos. Nossa sociedade é um bom observatório para essa diversidade. A masculinidade difere segundo a época, mas também segundo a classe social, a raça e a idade do homem.
Apesar da primazia dos valores capitalistas e da proximidade geográfica com os Estados Unidos, no México é tradicionalmente inconcebível que um homem se dedique mais à sua carreira profissional do que ao convivia familiar. Ou melhor, pelos padrões mexicanos tradicionais, "um bom pai" não pode usar o excesso de trabalho como desculpa para não dar atenção aos filhos, por exemplo.
Entre os estereótipos de gênero que se aplicam à esfera afetiva é comum a imagem de que "as mulheres se apaixonam com muita facilidade e os homens cruelmente as abandonam". Em estudo com 231 casais de namorados, universitários, provenientes de famílias de classe média, residentes na região de Boston (EUA), os autores acharam evidências de que as mulheres tendem a se apaixonar mais rapidamente que os homens e revelaram que as moças tendem a encerrar os relacionamentos mais prontamente do que eles. Segundo nos informam, as moças estavam mais presas à Ideologia de amor romântico, acreditando mais do que os rapazes no amor à primeira vista.
No Ocidente, durante muito tempo homens e mulheres viveram aprisionados por representações e papéis construídos para moldar machos e fêmeas de modo a adequá-los à vida social. Com o advento do feminismo e do movimento gay, entre tantos outros fenômenos que tiveram profundas implicações sociais, assistimos a uma série de transformações nos papéis masculinos e femininos tradicionais, sem, contudo, espelhar transformações nas representações sociais propriamente ditas.