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Nas relações entre a psicologia e o trabalho em um hospital geral, é importante considerar os seguintes coletivos de pensamento:
psicologia clínica, psicologia hospitalar, psicologia do trabalho e psicologia da saúde
psicologia hospitalar, psicologia clínica, psicologia do trabalho e saúde mental
psicologia hospitalar, psicologia médica, psicologia da saúde e saúde mental
psicologia clínica, psicologia hospitalar, biopoder e história da loucura
Em relação ao estabelecimento da transferência em situações de urgência, é correto afirmar que:
o sujeito encontra-se impedido de estabelecer um vínculo transferencial, devido ao estado de urgência em que se encontra
é mais demorado, pois é preciso que o paciente saia do estado de urgência para que possa estabelecer um vínculo transferencial
a equipe de saúde não costuma dar lugar para o psicólogo, nessas situações, dificultando seu contato com o paciente e, por consequência, o estabelecimento do vínculo transferencial
algo da transferência se instala com mais rapidez, não só pelas condições em que o sujeito se apresenta nessas horas como também pelo próprio lugar que é dado ao profissional “psi” nas equipes de saúde
Os autores apontam que, no Hospital Geral, a posição do analista é a de oferecer sua presença “consistente” – embora vazia de significação. Essa direção traz como efeito:
o reestabelecimento da condição ocupada pelo sujeito antes da irrupção da urgência
o alcance da eficácia – atingindo o resultado planejado – com o menor recurso possível
um espaço para emergir o sujeito através da representação na fala e inscrição simbólica daquilo que está fora da linguagem
a inserção de uma lógica de ordem que não comporta a dimensão da subjetividade e que diversos autores nomeiam como “ordem médica” ou “discurso médico”
No texto “Nossa atitude para com a morte”, Freud (1915) afirma que no inconsciente não há o registro da própria morte, mas sublinha que algumas situações podem trazer à tona o fato de que cada um de nós pode morrer, como por exemplo o(a):
acontecimento traumático
perda de alguém amado
entrada na velhice
doença orgânica
Para alcançar os objetivos de possibilitar uma melhor assistência aos pacientes no contexto hospitalar, o profissional psicólogo precisa estudar não só a doença em si, mas a força e a capacidade de crescimento pessoal. Para tal, é preciso apropriar-se das concepções da doença orgânica.
Certo
Errado
É tarefa na atuação do psicólogo em hospital buscar constantemente pela qualidade do atendimento. Cabe ao psicólogo compreender as demandas biopsicossociais, e abster-se quanto às demandas espirituais do paciente.
Certo
Errado
No processo de transplante em que se recebe o rim de doador vivo, todos os envolvidos no processo (doador, receptor) devem passar por avaliação psicológica prévia.
Certo
Errado
Cabe à psicologia intervir junto aos familiares mais próximos bem como às equipes de cuidados da paciente com o objetivo de ressignificar a atual compreensão do estado da paciente.
Certo
Errado
Cabe à atuação da psicologia garantir a realização do tratamento do paciente, convencendo-o a realizar quaisquer procedimentos invasivos caso haja indicação médica.
Certo
Errado
A partir do texto “A criança – do mito à estrutura”, de Marisa Decat de Moura (1999), é correto afirmar:
Ao escutar o adulto em hospital, a autora refuta a ideia freudiana de que o adulto reconstrói o infantil com fragmentos da infância.
A direção de tratamento do psicanalista no hospital existe a serviço das demandas de eficiência e produtividade.
O psicanalista reafirma a possibilidade de sua atuação no hospital, colocando a criança no lugar de objeto.
A posição do analista é a chave para a direção do tratamento, que se baseia na sugestão e na identificação com o infantil.
O psicanalista escuta, no discurso do sujeito, o conteúdo não sabido que é contornado pelo material infantil.
Moretto (2001) traz considerações importantes sobre a atuação do psicanalista no hospital, a partir da pergunta “O que pode um analista no hospital?”, que também dá título ao seu livro. De acordo com o livro citado, assinale a alternativa correta.
A função central do analista no hospital é oferecer uma escuta ao paciente que seja concordante com o discurso médico.
A presença continuada do analista no hospital é dispensável, pois outros profissionais da saúde podem escutar a subjetividade do paciente.
O efeito positivo no atendimento ao paciente diante de uma demanda da equipe de saúde é consequência, e não objetivo, da intervenção do analista.
Os analistas que trabalham em hospital oferecem sua escuta com o objetivo de mostrar ao paciente qual é a sua verdadeira demanda de análise.
A oferta de tratamento está do lado do paciente, enquanto que a demanda está do lado do analista, tanto no consultório quanto no hospital.
Considere a seguinte afirmação:
A história de vida do enfermeiro e médico e, especialmente das relações com sua família de origem, pode ter uma grande influência sobre sua prática profissional, tanto no sentido de prejudicar quanto de facilitar seu manejo de determinadas situações. Tal situação pode, se não estiver devidamente elaborada, levá-lo a uma excessiva identificação com os familiares que passam por situações semelhantes, gerando-lhes ansiedade e desconforto.
No contexto de uma equipe interdisciplinar, a ocorrência da identificação e possível contratransferência do profissional de saúde com os familiares do paciente, deveria, por parte do psicólogo, ser abordada com uma intervenção veiculada ao(à, às)
esclarecimento de tal ocorrência no contexto de uma interconsulta.
estabelecimento de uma terapia focal ou breve com o profissional.
organização de um grupo operativo com toda a equipe de saúde.
desenvolvimento de um psicodrama com os familiares e a equipe.
orientações psicopedagógicas à família sobre seu estado emocional.
Acerca dos processos de trabalho dos profissionais da psicologia em contextos hospitalares, assinale a alternativa correta.
Em ambientes como os centros de terapia intensiva (CTI), uma das principais atividades do profissional da psicologia refere-se aos processos de comunicação como transmissão de informação.
As práticas de acompanhamento psicológico devem se ater ao contexto ambulatorial dos hospitais gerais, contexto extremamente propício para esse tipo de intervenção.
Em contextos hospitalares, é facultado ao profissional da psicologia, juntamente com médicos especialistas (em diversas áreas), a realização de processos de avaliação psicológica e psicodiagnóstico (por exemplo, para avaliação de uma cirurgia bariátrica).
Dispositivos como o acolhimento devem ser evitados em contextos hospitalares, tendo em vista que a Política Nacional de Humanização preconiza a prática de acolhimento especialmente na atenção primária em saúde.
Em contextos hospitalares, são utilizadas diversas ferramentas do trabalho do profissional da psicologia; contudo, o Conselho Federal de Psicologia recomenda que se evite o uso de atividades grupais nesses espaços, em função das dinâmicas específicas de um ambiente hospitalar.
Enquanto um senhor realizava exames, sua filha procurou a psicologia do hospital. O pai precisou ficar internado para realizar procedimentos médicos. O estado de saúde dele era grave e revelaram os resultados dos exames, um câncer em estado terminal. A filha parecia não acreditar nos resultados e afirmava que seu pai estava bem, mesmo com diarreia constante e perdendo muito peso. Mal comia, dizia ela. Nessa intervenção, a psicóloga indicou a gravidade de seu estado de saúde e sugeriu que a filha pensasse no que o pai gostava para trazer para ele, além de começar a pensar no que gostaria de dizer para ele, como um ensaio de uma despedida. Ela chorou muito e falou muito dos momentos que viveram, da importância do pai na vida dela e do quanto ela não estava conseguindo perceber esse momento como os últimos. Na semana seguinte, a equipe relatou que a filha havia trazido picolé de cajá para o pai e que ele havia falecido no dia seguinte, mas após momentos emocionantes com a filha e com a família, que pôde também se despedir dele.
Acerca desse relato e da atuação do psicólogo em relação aos familiares no hospital, assinale a alternativa correta.
A preparação para o óbito, na iminência da morte, é considerada mais uma intervenção possível no contexto hospitalar. O objetivo é oportunizar a expressão do que se pretende realizar em caso de sobrevivência.
A preparação para o óbito tem o objetivo de antecipar a vivência da morte.
Promover a oportunidade de falar sobre a morte e expressar o que sentem amenizam as reações pós-óbito.
A preparação para o óbito tem o objetivo de dar suporte emocional à equipe no momento em que a morte pode realmente acontecer.
Favorecer a elaboração do luto por meio da preparação para o óbito, fornecendo espaço para expressão de sentimentos, enfatizando o aspecto espiritual e religioso, em detrimento da ressignificação de vivências pelo aspecto psicológico.
Considerando a prática do Psicólogo no âmbito hospitalar, analise as afirmações abaixo e coloque V nas Verdadeiras e F nas Falsas:
( ) O Psicólogo, no caso do paciente cirúrgico, deve não só informar, com clareza e objetividade, empaticamente, os motivos da cirurgia, o tipo, a duração e as consequências.
( ) O estado de tensão, estresse e, geralmente, o transtorno de ansiedade são condições adversas e usuais que dependem do tipo de cirurgia e da forma como o paciente elabora a situação vivida.
( ) Na relação cirurgião-paciente, temos o paciente que desenvolve expectativas de um acolhimento emocional/afetivo, enquanto o cirurgião, muitas vezes, se limita a uma de ordem racional/técnica.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
F – F – V
V – F – V
F – V – V
V – F – F
V – V – F
A atuação do psicólogo no hospital pressupõe acolher e trabalhar com pacientes de todas as faixas etárias, bem como suas famílias, em sofrimento psíquico decorrente de suas patologias, internações e tratamentos. No contexto hospitalar, o psicólogo está exposto a um conjunto de regras, valores, rotinas, atuação em equipe e os atendimentos são realizados a partir de
solicitação de consulta e acompanhamento sistemático, independentemente do tempo de internação.
busca ativa e disponibilidade, e o setting terapêutico é estabelecido na sala de psicologia, pode ser breve, a depender da sugestão médica.
solicitação de consulta e busca ativa, e o setting terapêutico é estabelecido no leito do paciente, pode ser breve, por vezes único, a depender da sugestão médica.
solicitação do enfermeiro, e o setting terapêutico é estabelecido no leito do paciente, pode ser breve, por vezes único, a depender do tempo de internação.
solicitação de consulta e busca ativa, e o setting terapêutico é estabelecido no leito do paciente, pode ser breve, por vezes único, a depender do tempo de internação.
Quanto ao contexto hospitalar, é correto afirmar que, tanto no processo de reabilitação como na iminência da perda, o psicólogo pode intervir
na enfermaria, no centro cirúrgico, no pronto-socorro e na unidade de terapia intensiva (UTI), escutando e observando os aspectos ligados ao adoecer, respeitando temores, crenças e fragilidades do paciente, de sua família e equipe.
apenas na enfermaria, escutando e observando os aspectos ligados ao adoecer, respeitando temores, crenças e fragilidades do paciente, de sua família e equipe.
na enfermaria, no centro cirúrgico, no pronto-socorro, na UTI, escutando e observando os aspectos ligados ao adoecer, respeitando temores, crenças e fragilidades somente da equipe.
na enfermaria, no centro cirúrgico, no pronto-socorro e na UTI, escutando e observando os aspectos ligados ao adoecer, respeitando temores, crenças e fragilidades somente da família.
na enfermaria, no centro cirúrgico, no pronto-socorro e na UTI, escutando e observando os aspectos ligados ao adoecer, respeitando temores, crenças e fragilidades somente do paciente.
A psicoprofilaxia cirúrgica visa intervir sobre os medos, as fantasias e esclarecimentos de dúvidas do paciente e seus familiares acerca do transplante, auxiliando a compreensão, a adaptação e a adesão ao tratamento.
Certo
Errado
A respeito do contexto neonatal e da cardiopatia congênita, o psicólogo deverá atuar com a família, a mãe e o bebê, com foco nas emoções e fantasias, trabalhando acerca do luto simbólico do bebê imaginário e a possibilidade de morte do bebê.
Certo
Errado
O tratamento da DRC, estágio cinco, se dá através de um complexo regime terapêutico, que inclui a realização da hemodiálise, de um rigoroso regime medicamentoso, dietético e de controle de líquidos. Estes quatro aspectos do tratamento são indissociáveis e configuram os pilares da terapia, influenciando diretamente nas taxas de morbidade/mortalidade. A não adesão a uma destas variáveis implicará negativamente na qualidade de vida do doente e nos custos da saúde.
Certo
Errado