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A equipe de residentes multiprofissionais de um hospital trabalhou, arduamente, para implantar, como documento institucional, o prontuário multiprofissional. O referido documento, o qual faz parte do prontuário do (a) paciente, é uma folha que vem logo após a evolução médica, em lugar de destaque, já que o desejo dos residentes era tornar visível a atuação da equipe multiprofissional. Os residentes da Psicologia pediram um lugar especial nesse prontuário, pois gostariam de ter espaço suficiente para transcrever todo o atendimento.
Considerando o disposto no Código de Ética Profissional do Psicólogo, em seu artigo 6 º, sobre a atuação do psicólogo com profissionais não psicólogos, e, em seu artigo 12, sobre a atuação do psicólogo em equipes multiprofissionais, no que se refere à transcrição completa do atendimento para o prontuário multiprofissional, a ação dos residentes psicólogos está
correta, pois o psicólogo deverá divulgar as técnicas e os procedimentos científicos utilizados no seu fazer profissional, com vistas a valorizar e qualificar a atuação da sua categoria, especialmente no ambiente hospitalar, em que há hegemonia do profissional médico e desvalorização das demais categorias.
correta, pois, dentro do hospital, o psicólogo é geralmente visto como o profissional que não trabalha, apenas conversa com os pacientes, sendo necessário revelar para a equipe o conteúdo dos atendimentos bem como as técnicas utilizadas, valorizando a atuação dessa categoria profissional.
errada, pois, nessa situação, o psicólogo compartilhará somente informações relevantes para qualificar o serviço prestado e, nos documentos que embasam as atividades em equipe multiprofissional, registrará apenas as informações necessárias para o cumprimento dos objetivos do trabalho.
errada, pois, na relação com uma equipe multiprofissional, o psicólogo não deverá buscar lugar de destaque, devendo atuar em parceria com os profissionais não psicólogos, para o crescimento conjunto de todas as profissões comumente desvalorizadas no ambiente hospitalar.
Uma mulher de 36 anos procura o psicólogo no serviço de saúde do seu bairro. Antes de chegar a esse profissional, passa por uma consulta médica na qual afirma que não aguenta mais tanto nervosismo, tontura e outras queixas semelhantes. O médico prescreve um ansiolítico e a encaminha para o psicólogo que faz plantão psicológico no serviço. Esse plantão psicológico
é um espaço para um cuidado emergencial que buscará encontrar, junto com o paciente, possibilidades de alívio para aquela situação específica.
é uma modalidade de atendimento desenvolvida por psicólogos da terapia cognitivo-comportamental que buscará encontrar soluções para os problemas da paciente.
é a modalidade de intervenção mais adequada para aqueles pacientes que não conseguem se engajar em uma psicoterapia.
é realizado em tantas sessões que forem necessárias, sempre com o objetivo de encontrar insights.
A atuação do psicólogo hospitalar no contexto da pandemia por Covid-19 explicitou as potencialidades desse profissional junto às equipes, usuários e familiares. Assinale a alternativa correta a esse respeito.
O psicólogo acompanha as famílias dos usuários hospitalizados disponibilizando informações sobre a evolução do quadro clínico e intervenções da equipe multiprofissional.
Excepcionalmente no contexto da pandemia, foi permitido ao psicólogo prestar acompanhamento psicoterápico à sua equipe de trabalho como forma de promover cuidado com as equipes da linha de frente.
O psicólogo pode prestar acompanhamento psicoterápico aos familiares de usuários hospitalizados, conforme avaliar a necessidade e a prioridade.
Foi permitido ao psicólogo, para os casos de maior fragilidade dos familiares, comunicar o óbito como forma de acolher e auxiliar a família na elaboração do luto.
A realização de visitas aos usuários hospitalizados, por meio das tecnologias da informação e comunicação, requer do profissional importante avaliação da condição do usuário e de familiares, não sendo indicada para todos os casos/momentos.
No documento do Conselho Federal de Psicologia, intitulado “Referências Técnicas para a Atuação de Psicólogos em Serviços Hospitalares do SUS” (2019), as autoras contextualizam a especificidade do trabalho do psicólogo no hospital, considerando que os atendimentos se dão nas enfermarias e em diferentes espaços do hospital. A respeito do trabalho da psicologia no hospital, de acordo com o documento citado, assinale a alternativa correta.
Ao psicólogo hospitalar interessa como a pessoa assistida se encontra nesse momento, como foi afetada pela situação e quais os recursos psíquicos presentes para que ela possa atravessar o tratamento.
A atenção psicológica hospitalar diferencia-se dos procedimentos realizados por outros profissionais da saúde, já que o psicólogo busca estabelecer o setting conforme os moldes da clínica convencional.
É necessário que o psicólogo entenda sobre a patologia e seus desdobramentos específicos para atuar na mesma direção da equipe de saúde no cuidado integral ao paciente no hospital.
O psicólogo que atua em hospital deve restringir-se ao atendimento no tempo específico da internação do paciente, fazendo uso de técnicas psicoterápicas breves.
A função do psicólogo hospitalar é de adaptar o paciente à internação, trabalhando aspectos psicológicos relativos a esse momento de vida do sujeito em questão.
O papel da psicologia no tratamento de pacientes portadores de doenças psicossomáticas, como o lúpus eritematoso sistêmico (LES), é importante, pois:
promove a aceitação da doença
elimina os aspectos psicossociais no diagnóstico
previne eventuais crises psicóticas decorrentes do quadro psicossocial
auxilia na identificação de recursos psicossociais para lidar com o sofrimento
Considere o seguinte relato de um Psicólogo em seu trabalho em equipe num hospital:
O trabalho multidisciplinar aqui não acontece, aqui dentro, aqui não acontece. De longe, isso que é para ser, que a gente entende, não acontece. O que a gente tenta é, às vezes, trocar informações com um ou outro profissional.
Analise as informações abaixo e assinale aquela que, INCORRETAMENTE, poderia justificar as dificuldades encontradas pelo Psicólogo.
Desconsideração da aceitação do modelo biopsicossocial de saúde, definida como o bem-estar físico, mental e social, em contraste com o modelo biomédico tradicional no qual a saúde é a ausência de doença.
Uma formação, no âmbito das diversas áreas da saúde que desconsidera as diversas competências e habilidades necessárias ao trabalho em grupo e desvaloriza a necessidade da especialização profissional.
A falta de canais de comunicação que permitam divulgar e esclarecer o trabalho que realizam ou podem realizar os psicólogos, por exemplo, o apoio emocional ao paciente e seus familiares.
Ocorre uma discriminação hierárquica, decorrente da não diferenciação entre status e função, a qual substitui a especificidade das contribuições de cada membro da equipe pelas relações de poder.
A ausência de uma relação dialógica na qual os psicólogos reconheçam as implicações orgânicas no estado emocional do paciente e, por outro lado, os demais profissionais, como enfermeiros e médicos, a relevância do psiquismo.
Considere o seguinte relato: “Criança nasce de 29 semanas e logo é transferida para a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, seu quadro clínico é considerado gravíssimo. Os pais da criança manifestam importante situação de sofrimento e medo pela perda da filha, expressam importante vínculo com ela. Após duas semanas de internação e inúmeras intervenções clínicas, a equipe médica constata a necessidade de realização de transfusão de sangue na criança em caráter urgente. Ao serem comunicados do fato, os pais da criança se negam alegando que esse procedimento fere os princípios de sua religião, mesmo compreendendo os riscos e a gravidade do quadro da filha, negam-se a aceitar a realização do procedimento. Diante do fato, a equipe médica afirma que não poderá se abster de realizar o procedimento sem o qual a criança terá grandes chances de evoluir a óbito”. Diante da situação, considerando o compromisso ético com a saúde e vida da criança e do vínculo com a família, qual das alternativas a seguir se apresenta como mais adequada para o psicólogo do setor?
Apoiar a decisão dos pais por compreender que a religião é um importante fator protetivo da família e que sua crença deve ser respeitada.
Acionar o serviço social do hospital na tentativa de sensibilizar os pais sobre a importância da realização do procedimento, devendo, em último caso, acionar o Conselho Tutelar como forma de proteger a criança.
Propor uma intervenção entre a equipe médica e a família na tentativa de solucionar o conflito.
Incluir a autoridade religiosa no contexto da intervenção com a família e a equipe na busca pela compreensão dos sentidos atribuídos ao procedimento e valores religiosos da família.
Apoiar a decisão da equipe médica quanto à realização da transfusão dada sua urgência e, posteriormente, acolher as angústias dos pais diante desse conflito.
Psicólogos que atuam em hospitais privados podem, no respectivo cotidiano de trabalho, lidar com situações de greve de trabalhadores. Com base nisso, considere que um psicólogo do pronto-socorro de um grande hospital público da cidade faz parte do sindicato dos trabalhadores da saúde. Em assembleia realizada na noite anterior, ficou decidido que todos os psicólogos da rede pública fariam adesão ao movimento grevista. Diante da decisão coletiva, referendada pelo sindicato, psicólogos que atuam em contextos como esse podem/devem atuar, de forma a garantir uma conduta ética,
aderindo à greve, compreendendo que esse é um direito de todo e qualquer trabalhador.
aderindo à greve, desde que consigam garantir que outro profissional da psicologia faça cobertura no período da respectiva ausência.
não fazendo adesão à greve, tendo em vista que movimentos dessa natureza ferem o Código de Ética Profissional da Psicologia.
não fazendo adesão à greve, tendo em vista que a associação em movimentos dessa natureza é vedada às categorias profissionais da saúde.
aderindo à greve; neste caso, profissionais como esse necessitam apenas comunicar aos usuários do serviço em que está lotado quanto à ausência.
A escuta clínica do psicólogo hospitalar é ampliada tanto para a pessoa assistida como para a família. Este é um diferencial importante do trabalho da psicologia dentro das instituições de saúde, em contraponto com a atuação na clínica.
Certo
Errado
Cuidar dos familiares dos pacientes sempre foi, antes de tudo, um ato de solidariedade e dependente das habilidades e do conhecimento tácito de cada indivíduo, mas é também hoje um conjunto de estratégias e intervenções testadas e fundamentadas cientificamente que devem fazer parte do processo de formação de todo profissional de saúde da UTI.
Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0103-507X2007000400013>. Acesso em: 26 nov. 2021, com adaptações.
A esse respeito, é correto afirmar como necessidade dos familiares de pacientes terminais
estar distante do paciente.
sentir-se inútil para o paciente.
estar seguro de que a decisão quanto a limitação do tratamento curativo foi apropriada.
ocultar sentimentos e angústias.
nunca encontrar um significado para a morte do paciente.
Em 1988, o Ministério da Saúde colocou a Psicologia como uma das catorze profissões concernentes ao campo da saúde. Desde esse tempo, no Ceará, a psicologia traçou sua história em um hospital. Inicialmente se inserindo na pediatria, com atendimento ambulatorial, colocando o desafio para uma psicologia hospitalar de organizar sua prática, não apenas para o exercício da assistência, mas também para a produção do conhecimento. Esse exemplo da prática da psicologia no Ceará, que tem servido de base e inspiração para a construção de um espaço de atuação do psicólogo, tendo uma função social que não é apenas psicoterápica, mas psicopedagógica e voltada à saúde pública, teve início no:
Hospital das Clínicas e Maternidade Assis Chateaubriand.
Hospital Universitário Walter Cardoso de Melo.
Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Ceará, campus de Sobral.
Hospital Geral de Fortaleza.
Em 2000, a Psicologia Hospitalar passou a ser reconhecida e regulamentada pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) como uma especialidade. De acordo com Simonetti, como podemos definir essa especialidade?
Campo de entendimento e tratamento dos aspectos psicológicos em torno do adoecimento.
Ciência que busca responder questões relativas à forma como o bem-estar das pessoas pode ser afetado pelo que se pensa, sente e faz.
Conjunto de contribuições educacionais, científicas e profissionais da disciplina da Psicologia para a promoção e manutenção da saúde.
Campo que tem por objetivo estudar a etiologia das doenças, principalmente nos aspectos psicológicos, comportamentais e sociais da doença; promover a saúde; prevenir e tratar doenças a partir do ponto de vista.
Considere o seguinte relato: “No contexto de atuação de uma UTI Covid, a psicóloga do setor tem recebido queixas por parte da equipe médica sobre uma família ‘de difícil comunicação’ (sic). Relatam que, por mais que explicitem a gravidade do quadro do usuário e da má evolução, em cada nova ligação a família do paciente pergunta ao final da ligação ‘mas então ele está melhorando, não é?!’” Diante da situação, quais são as possibilidades de intervenção?
Propor à família e à equipe que os boletins médicos passem a ser feitos por via escrita, como forma de registrar o conteúdo de cada boletim.
Assumir a responsabilidade por comunicar a família sobre a evolução clínica do caso, considerando que o atendimento de psicologia possibilita mais tempo para diálogo e esclarecimento de dúvidas.
Verificar com a família a possibilidade de que algum familiar ou amigo próximo com maior capacidade de compreensão possa receber os boletins médicos.
Realizar intervenção com a equipe médica e com a família acerca dos sentidos atribuídos aos termos e conteúdos comunicados por cada parte.
Articular a equipe da Atenção Básica de referência para que um profissional da equipe possa se responsabilizar por acompanhar os boletins médicos.
Em relação à atenção psicológica na prática obstétrica e neonatal (ZURBA, 2012), analise as assertivas a seguir e assinale a alternativa correta.
I. A gravidez é uma das três fases de desenvolvimento da personalidade da mulher, juntamente com a adolescência e o climatério. Estas fases se caracterizam por um momento de transição biológica que acarreta em um estado de desequilíbrio temporário. Este processo ocorre ao longo da gravidez, parto e puerpério, devido às mudanças relacionadas ao papel social, mudança de identidade e a necessidade de adaptações e reajustamentos interpessoais e intrapsíquicos. A crise decorrente desse desequilíbrio faz parte do processo típico do desenvolvimento.
II. A labilidade emocional é bem presente na primeira semana após o parto e é conhecida como “baby blues” um distúrbio transitório de humor, caracterizado por oscilação de sentimentos de euforia e depressão e que, na maioria das vezes, tende a se estabilizar com o tempo sem necessitar de atenção psicológica especializada. Segundo Brum e Schermann (2006) acomete de 50 a 80% das novas mães.
III. Caso os sintomas depressivos permaneçam frequentes e intensos por mais de três semanas após o parto é importante realizar uma avaliação psicológica para verificar a possibilidade de ter-se desencadeado uma depressão pós-parto ou psicose puerperal.
Todas estão corretas.
Todas estão incorretas.
Apenas I e III estão corretas.
Apenas II e III estão corretas.
Analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas, levando em conta o artigo de Sousa e Souza Filho (2008) sobre as percepções sociais de pacientes sobre profissionais de saúde e outros estressores no ambiente de Unidade de Terapia Intensiva.
( ) As situações geradoras de stress que foram encontradas neste estudo estavam relacionadas à ociosidade, perda da autonomia e sensação de abandono pela família.
( ) As situações geradoras de stress que menos incomodaram foram as de cunho relacional, nos cuidados assistenciais prestados, na atenção dispensada, entre outras.
( ) O psicólogo foi apresentado como um personagem ligado ao stress em relação ao todo, na mesma proporção que a enfermagem, a equipe e o médico.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
F – F – V.
F – V – F.
V – F – V.
V – V – F.
A rotina de trabalho do psicólogo deve situar a demanda do paciente e estabelecer rotinas nítidas, com protocolos de atendimentos com registros psicológicos escritos nos prontuários com coerência e indicativo do estado emocional, tipo de intervenção, ações junto a equipe e familiares e os resultados obtidos ou que se espera alcançar
Certo
Errado
Após desintoxicação e estabilização psíquica do adolescente, cabe à equipe assistencial de saúde realizar o planejamento de alta hospitalar contemplando o acionamento da rede de saúde mental que atende o território do paciente para assegurar a continuidade do tratamento.
Certo
Errado
O atendimento hospitalar não se diferencia do atendimento clínico, nas duas formas de atendimento não é importante se observar o contexto familiar ou social do paciente.
Certo
Errado
As modificações no estilo de vida e a dependência do tratamento dialítico podem desencadear alterações no comportamento, como diminuição da autoestima, da libido e outras alterações neuropsiquiátricas.
Certo
Errado
A atuação da psicologia e da cardiologia se encerra com a alta do paciente da UTI, sem demandas para acompanhamento psicológico.
Certo
Errado