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Em relação à Atenção Hospitalar, o psicólogo:
Nunca se insere na equipe mínima.
Insere-se somente na Atenção Primária.
Não atua em situações como transplantes.
Insere-se na Atenção Terciária ou de Alta Complexidade.
Deve favorecer a atuação não regionalizada e não integrada.
No contexto da psicologia hospitalar,
a presença do psicólogo hospitalar justifica-se quando há um sofrimento psíquico decorrente de um trauma ou adoecimento.
o setting terapêutico configura-se nos moldes da atuação clínica convencional, relativamente à escuta do sofrimento do indivíduo.
a escuta clínica da instituição é vedada ao psicólogo hospitalar, haja vista a impossibilidade de atuação pautada na neutralidade.
compete ao psicólogo hospitalar a escuta do sofrimento do paciente, a fim de enfraquecer a resistência ao tratamento e as defesas psíquicas dele.
a constituição de vínculo terapêutico é secundária, devido ao não aprofundamento de questões emocionais decorrente do tempo limitado de permanência do paciente no hospital.
A atividade de interconsulta em hospital geral envolve etapas que vão desde o seu pedido até a devolutiva de informações. No decorrer dessa atividade, o interconsultor precisa estar atento às especificidades que a envolvem, sendo uma delas:
registrar, em prontuário, o máximo de interpretações sobre o caso, com base no que o paciente falou e no comportamento observado, para que a equipe consiga manejá-lo na ocorrência de situações críticas.
evitar atender pedidos informais por meio de solicitações verbais, ou seja, proceder com o atendimento inicial após a oficialização do pedido, redigido em impresso destinado a tal fim.
realizar uma entrevista sintética com o paciente, sem ampliar a demais pessoas, de modo a conseguir respostas mais objetivas e mais rapidamente dar retorno à equipe, tendo em vista o caráter urgente da interconsulta.
comunicar-se com os membros da equipe após a avaliação, persuadindo-os a respeito dos riscos e dos benefícios de adotarem ou não suas recomendações , a depender do caso.
Cláudia, preceptora dos residentes psicólogos de um hospital, observou que um deles trazia, em seu jaleco, sua identificação da seguinte forma: “Dr. Marco Antônio, psicólogo”. Observou também que, em seu carimbo, constava a mesma identificação. Questionou ao residente se ele havia concluído o doutorado, e ele afirmou que não. A preceptora prontamente indicou que ele retirasse o título de doutor da sua identificação, visto que essa conduta era vedada pelo Código de Ética Profissional. Do referido código de ética, a preceptora se refere ao
artigo 20, item b, no qual se afirma que o psicólogo, ao promover seus serviços, individual ou coletivamente, fará referência apenas a títulos profissionais que possua.
artigo 10, no qual se afirma que o psicólogo deve firmar, com seus pacientes, uma relação pautada na honestidade, única forma possível de se estabelecer o setting terapêutico.
artigo 14, no qual se afirma que, ao psicólogo, é vedado utilizar informações sobre títulos e cursos que possua, de forma a evitar a criação de uma barreira entre ele e paciente.
artigo 16, no qual se afirma que, ao psicólogo, é vedado compactuar com estruturas de poder e hierarquias, provocadas pela ampla divulgação de elevados níveis de instrução.
A atuação do psicólogo em hospitais pode se inserir em três níveis essenciais: psicopedagógico, psicoprofilático e psicoterapêutico.
Com relação à atuação assim configurada, analise as afirmativas e, a seguir, assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) Em nível psicopedagógico, cabe ao psicólogo atuar, ensinando ao paciente como se comportar diante da situação estressante da internação.
( ) Em nível psicoprofilático, pode atuar, se antecipando na observação das necessidades de uma dada situação, para prevenir reações indesejáveis.
( ) Em nível psicoterapêutico, está disponível para fazer vínculo com o doente, identificando suas resistências e fatores psicossociais que interferem em seu tratamento.
As afirmativas são, na ordem apresentada, respectivamente,
F – V – F.
F – V – V.
V – F – F.
V – V – F.
A prática da Psicologia Hospitalar se articula sobre o tripé assistência – pesquisa – ensino. Com base nessa referência, analise as afirmativas a seguir.
I. Assistir um doente em ambiente hospitalar exige do profissional conhecimento da doença, de sua evolução e prognóstico, bem como da rotina a que será submetido.
II. O psicólogo atua no hospital em ambientes diferentes, como ambulatório, unidades de internação, pronto-socorro e unidades de terapia intensiva.
III. O atendimento psicológico em ambiente hospitalar está voltado ao grupo formado pela equipe, pelo paciente e pela família, evidenciando o aspecto multiprofissional desse trabalho
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
III, apenas.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
Recentemente, em Manaus, no contexto da pandemia do COVID-19, vimos pacientes falecendo por falta de oxigênio nos hospitais públicos.
Tal situação deve ser caracterizada como
Eutanásia.
Mistanásia.
Distanásia.
Ortotanásia.
Terminalidade.
Quanto às contribuições do psicólogo que atua no contexto da psicologia hospitalar, assinale a opção correta.
O manejo ambiental é excluído das ações terapêuticas possíveis no contexto hospitalar.
O contato inicial decorrente de busca ativa não constitui atribuição do psicólogo hospitalar.
A modalidade de entrevista preventiva é inaplicável no contexto hospitalar.
O acolhimento é um dispositivo de dimensão subjetiva, sem local ou momento específico para ser realizado, e de atribuição exclusiva do psicólogo hospitalar.
O psicólogo hospitalar deve apropriar-se do conhecimento orgânico a respeito das doenças para propor ações e intervenções.
Quando a família tem ganhos secundários com a patologia, poderá querer manter o status quo da doença, dificultando a reabilitação do paciente. Outra possibilidade é se estruturar de forma que apoie o paciente na sua reabilitação. A ocorrência de uma ou de outra situação vai depender da forma como a família se estruturou em suas relações.
Certo
Errado
Ao comentar sobre o trabalho desenvolvido por sua equipe no hospital, um Psicólogo afirma:
...o dentista, o psicólogo, o médico, o nutricionista, [...], tem que haver esta troca. E a gente sempre tentou e eu acho que deu certo, é não ocupar o lugar do outro, respeitar o espaço do outro para que ele também respeite o teu. Se isso é trabalho do médico, então não explica, chama o médico que ele vai explicar [...] Então, eu acho que este é o melhor sistema de trabalhar, é integrar, respeitando o outro e também sendo respeitado.
Nesse contexto, assinale a alternativa que indica a característica ressaltada pelo Psicólogo para o trabalho multidisciplinar.
Hierarquização
Rede de apoio
Despersonalização
Intercomunicação
Igualitarismo
No Paraná, o trabalho da psicologia no hospital iniciou-se em 1977, quando a psicóloga Maria Mercedes Cerci inicia um trabalho de atendimento no então departamento de Tocoginecologia do Hospital de Clínicas da UFPR. Hoje, a psicologia já possui um espaço consolidado em diversas instituições hospitalares, mas o exercício da sua prática segue sendo formalizado. Pois, não se pode negar que, em um hospital ou em qualquer outra instituição, o trabalho em Psicologia possui características próprias, que não comportam o modelo de atendimento em gabinete privado, pois tem sua especificidade. Muitas vezes, o espaço físico do hospital é tumultuado, as condições de privacidade são precárias e as interrupções são frequentes. Entretanto, não se pode esperar que o trabalho da Psicologia possa ser sustentado com a extrema objetividade do modelo médico, senão corre o risco de sua própria descaracterização. Considerando as informações apresentadas, no que diz respeito à especificidade do trabalho clínico da Psicologia em hospital, assinale a alternativa correta.
A grande demanda da clientela, principalmente em instituição pública, delimita o tempo de atendimento em 20 ou 30 minutos, inviabilizando o atendimento psicológico.
Num hospital, o aspecto orgânico é privilegiado, daí a necessidade de o psicólogo se especializar nas patologias dos pacientes que ele irá atender.
Quem vai ao hospital procura o médico, sendo que o psicólogo precisa convencer o paciente de que o atendimento da psicologia faz parte do protocolo de tratamento.
Fazer parte de uma equipe multidisciplinar garantirá a possibilidade de o psicólogo exercer a função de intercâmbio entre equipe e paciente.
O entendimento da posição subjetiva do paciente, aliada somente à transferência estabelecida com o profissional psicólogo, dirá da possibilidade de eficácia do trabalho.
No texto “Olhar como gesto” (Mohallem, L.N., in: MOURA, M.D. 1999), a autora chama a atenção do leitor para a importância do olhar no hospital e faz considerações a partir do referencial teórico da psicanálise para pensar esse conceito. A partir das considerações da autora sobre o tema, assinale a alternativa correta.
No hospital, o paciente internado está adornado pelo Falo e é reconhecido pelas vestimentas imaginárias sustentadas pelo inconsciente.
O olhar no hospital funciona como o objeto mais distante da castração, que diz respeito à construção de um saber sobre a verdade.
O familiar do paciente internado, ao pedir para ver seu parente, tem a função de sustentar o imaginário para que o sujeito possa aceder à cadeia de significantes.
Ao ter seu corpo orgânico afetado, o paciente pode ver desmoronar seu álibi imaginário, que foi construído ao longo da vida.
É função do analista sustentar, diante do paciente e familiar, a representação do hospital como lugar em que existe um saber a mais sobre a verdade do sujeito.
A negação é uma defesa psicológica por vezes observada no ambiente hospitalar. Qual deve ser a conduta inicial do psicólogo hospitalar com o paciente que está na posição de negação acerca da doença?
Solicitar interconsulta psiquiátrica.
Abordar outros temas que não a doença.
Promover a passagem ao ato (acting out).
Favorecer que o paciente se convença de que está doente.
O psicólogo hospitalar é um dos especialistas em saúde mental que pode compor a equipe multidisciplinar de assistência em internação psiquiátrica.
Certo
Errado
A atuação da psicologia com a genitora nesse momento, será uma intervenção em crise com foco para prevenção ao suicídio e preparação psicológica para a cirurgia.
Certo
Errado
Dentro do espectro de atenção à saúde na alta complexidade, ou seja, para os pacientes que já fazem hemodiálise, os objetivos da política de atenção ao paciente renal são aumentar a sobrevida do paciente, reduzir a morbidade, melhorar a qualidade de vida e garantir o acesso ao tratamento, sua continuidade, bem como a possibilidade de realização de um transplante renal. Para alcance destes objetivos, assegurar a adesão do paciente ao tratamento é questão fundamental.
Certo
Errado
São afirmativas corretas quanto às especificidades da atuação do psicólogo no âmbito hospitalar, EXCETO
além do atendimento prestado diretamente ao usuário hospitalizado, o psicólogo também realiza atendimento aos familiares nesse contexto.
ao identificar uma situação de violência deve realizar a notificação junto ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação.
o atendimento psicológico no âmbito hospitalar é realizado a partir da solicitação da equipe do setor quando esta identifica a necessidade de avaliação e/ou acompanhamento psicológico.
ao atuar em equipes multiprofissionais o psicólogo deve manter registro do acompanhamento em prontuário multiprofissional.
o psicólogo tem competência para participar dos Protocolos de Morte Encefálica.
As hospitalizações são eventos estressantes para as crianças de todas as idades. Ao mesmo tempo, permitem ao psicólogo observar o efeito das separações da criança de seus progenitores. Para a criança, o recurso interpessoal mais importante para enfrentamento da hospitalização é o apego seguro aos seus cuidadores. No apego seguro (Bolwby, 1990), o cuidador funciona como base segura para que a criança explore o ambiente e sinta -se protegida. O psicólogo que atua na pediatria pode observar o apego seguro em situações de hospitalização quando os pais se ausentam e, no seu retorno, a criança
evita unir-se à mãe, quase nunca chora, sendo indiferente e não procurando a mãe .
pode ser confortada facilmente, buscando contato com a mãe após essa breve separação.
demonstra uma oscilação entre a busca por contato com a mãe e a resistência ao contato com ela, além de se mostrar mais agressiva ou passiva que as demais crianças.
demonstra indiferença, revelando sua maturidade e segurança por não necessitar dos pais em certos momentos.
Considerando a necessidade de internação em Serviço Hospitalar de Referência e a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), orienta-se que
a internação da paciente em leitos psiquiátricos no Hospital Geral não se justifica, sendo esse caso mais bem conduzido e manejado no CAPS de seu território, além de não ser permitida a internação de crianças e adolescentes em leitos psiquiátricos.
a estratégia adotada pela equipe de referência da Unidade de Atenção Psicossocial do HUOL, para tratar a adolescente, deve ser a articulação com outros dispositivos da RAPS, bem como dispositivos da Assistência Social de sua cidade para o compartilhamento do cuidado .
a definição de metas do projeto terapêutico singular (PTS), para tratar a adolescente, deve ser feita pela equipe assistencial, estabelecendo apenas propostas de curto prazo que devem ser comunicadas à paciente.
a internação da paciente poderá ser de longa duração nos leitos psiquiátricos, pois a equipe médica deverá solicitar exames de imagem e outros exames clínicos para a elucidação do diagnóstico e só dará alta após a remissão total dos sintomas psiquiátricos.
Ao discorrerem sobre a psicanálise no hospital, as autoras destacam que uma das condições para a efetividade desta prática é que o analista possa:
sustentar a especificidade do discurso analítico em um contexto em que os procedimentos são definidos por protocolos
atender às solicitações médicas para acalmar as “causas psíquicas” que podem emergir no curso do tratamento dos pacientes
endossar a proposta da equipe de saúde de restabelecimento do equilíbrio, do bem-estar e da saúde perdida
adaptar os princípios psicanalíticos às particularidades do ambiente hospitalar