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A informação sobre a morte ou o tempo estimado de sobrevida, quando dada ao paciente, deve ser antecipada pela avaliação individual de aspectos culturais, crenças, história, forma de entender a morte e nível de informação desejada pelo paciente, em vez de se utilizar um protocolo de comunicação padronizado para doentes graves.
Certo
Errado
Os estressores encontrados na UTI podem ser minimizados com ações de humanização. Sendo assim, assinale a alternativa que não apresenta uma das formas como o psicólogo hospitalar pode amenizar o estresse nesse ambiente
realizar leitura religiosa, independentemente da crença do paciente
conversar sobre as angústias, as fantasias e os medos do paciente
criar estratégias singulares junto à equipe, voltadas para o que o paciente considera como estressante no ambiente de UTI
estimular, quando possível, a autonomia do paciente por meio do autocuidado
levar em consideração que a família pode ser fonte atenuadora dos estressores
Sobre “A questão de demanda de análise, se no hospital quem se oferece é o analista”, subtítulo do livro “O que pode um analista no hospital?” (Tourinho, 2004), assinale a alternativa correta.
Segundo a autora, a escuta de Freud surgiu de seu próprio desejo de se calar diante da fala dos pacientes.
A autora defende que ser analista é, antes de tudo, oferecer a sua escuta.
O psicanalista encontra uma posição de conforto ao oferecer sua escuta.
Ao oferecer sua escuta no ambiente hospitalar, o analista estabelece a demanda do paciente.
O analista no hospital se difere do analista no consultório no que diz respeito à técnica.
A respeito da Unidade de Terapia Intensiva, é incorreto afirmar que:
Pacientes com tubo endotraqueal ou ventilação mecânica perdem o controle da comunicação, têm medo da morte, estão com privação de sono, vulneráveis e solitários.
A agitação psicomotora não pode ser considerada uma das manifestações da presença de ansiedade.
Os fatores de personalidade do paciente colaboram diferentemente para a presença de determinados comportamentos na unidade.
Um papel fundamental do psicólogo é intermediar a relação entre familiares dos pacientes atendidos e profissionais de saúde.
É considerada falta ética na atuação do psicólogo hospitalar, em relação ao uso de testes:
Fotocopiar folhas respostas de testes psicológicos, quando estas não estiverem disponíveis.
O psicólogo deve considerar a necessidade de explicação sobre o resultado dos testes psicológicos aplicados aos solicitantes da avaliação.
Faz-se necessária a explicação sobre os objetivos da aplicação dos testes psicológicos a todos os sujeitos avaliados.
Não permitir a aplicação de testes psicológicos por pessoal não qualificado.
Considerando a atuação do psicólogo nos ambulatórios, é incorreto afirmar que:
Confusão e dúvidas sobre o papel do psicólogo na equipe de saúde são incomuns, sendo a Psicologia facilmente associada ao processo de humanização pelo qual passam grande parte dos hospitais gerais.
É relativamente comum a solicitação de atendimento psicológico por um membro da família do paciente, muitas vezes associada a queixas psicopatológicas ou doenças psiquiátricas prévias.
O encaminhamento do paciente ao psicólogo, pelos profissionais de saúde, muitas vezes envolve aspectos ligados a não adesão ao tratamento médico e as queixas expressas pelos familiares do enfermo.
A expectativa da equipe é a de que o atendimento psicológico restaure a saúde mental do paciente e possibilite o enfrentamento, por parte deste, de procedimentos médicos, tais como uma cirurgia de revascularização do miocárdio.
Um psicólogo trabalha em um hospital no qual uma mulher dá entrada em decorrência de uma fratura em uma das costelas. Ao interagir com a paciente, o psicólogo tem a impressão de que pode se tratar de episódio de violência doméstica. Nessa situação, o psicólogo deve
chamar uma enfermeira para investigar o que a paciente pode estar escondendo e quem ela poderia estar protegendo.
solicitar ao médico que notifique suas suspeitas ao Ministério Público, por ser ele o profissional responsável pelos encaminhamentos.
assegurar a realização de um atendimento voltado para o esclarecimento da situação e a realização das notificações necessárias, caso seja constatada violência.
solicitar o comparecimento de uma assistente social para agendamento de uma visita doméstica e entrevista com familiares.
informar imediatamente a Delegacia da Mulher mais próxima, para disparar um processo investigativo que confirme suas impressões.
Joana chegou ao atendimento hospitalar com fala sem sentido, sem regras convencionais de linguística (1). Entre seus relatos, disse que seus dedos estão mais finos que o comum e que sua pele está enrugando (2). As vozes na sua cabeça sinalizaram que algo terrível iria ocorrer (3). Está calma. Seu acompanhante relata que ela já não consegue realizar atividades que antes fazia sozinha, como escovar os dentes (4).
Tendo como base o caso de Joana, apresentado na questão nº 36, assinale a alternativa correspondente a intervenções possíveis.
Como Joana apresenta predomínio de sintomas positivos, é possível sua inclusão em intervenções grupais caso seu quadro esteja estabilizado.
Devido à predominância dos sintomas negativos apresentados, recomenda-se que os sintomas sejam amenizados e que Joana seja encaminhada à intervenção ocupacional.
Joana apresenta mais sintomas de desorganização, por isso é mais indicada a terapia individual.
Independente dos sintomas positivos, negativos ou desorganizados, os pacientes têm capacidade de tolerância tanto a processos individuais, grupais quanto a ocupacionais.
Devido aos sintomas apresentados, recomenda-se tratamento medicamentoso em exclusão ao psicoterapêutico.
Com relação ao atendimento de crianças em um hospital geral, marque a alternativa CORRETA:
O psicólogo deve ser o primeiro a contar o diagnóstico médico para a criança como uma estratégia terapêutica para conter o sofrimento dela.
O psicólogo deve orientar a equipe a não comunicar o diagnóstico médico à criança, como uma forma de proteger a criança do sofrimento.
Em situações de terminalidade, é importante que a equipe mantenha o diálogo adequado à idade de cada criança, permitindo-lhe expressar-se e fazer escolhas, se assim o desejar.
Diferente da clínica, no hospital, o psicólogo não pode usar recursos lúdicos ou brinquedos no atendimento a crianças.
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, o atendimento psicológico a crianças hospitalizados deve ser realizado sempre na presença de outro membro da equipe de saúde e um dos pais ou responsável.
No período de pandemia, um psicólogo hospitalar foi encarregado de ser o responsável de informar à família a triste notícia do óbito do paciente familiar.
Em um Hospital da periferia da área metropolitana de São Paulo o profissional psicólogo passou a informar os familiares do óbito do paciente familiar por meio de um bilhete com a seguinte mensagem: “faleceu hoje, às x horas, o Sr. (a) fulano de tal. A família tem 4 horas para retirar o corpo ou o mesmo será encaminhado para o sepultamento como indigente. Esta atitude do profissional, segundo o Código de Ética do Psicólogo infrigiu o artigo 2° no parágrafo, que afirma que:
é vedado ao psicólogo induzir a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas, de orientação sexual ou a qualquer tipo de preconceito, quando do exercício de suas funções profissionais.
é vedado ao psicólogo clínico acumpliciar-se com pessoas ou organizações que exerçam ou favoreçam o exercício ilegal da profissão de psicólogo ou de qualquer outra atividade profissional.
é vedado prestar serviços ou vincular o título de psicólogo a serviços de atendimento psicológico cujos procedimentos, técnicas e meios não estejam regulamentados ou reconhecidos pela profissão.
é vedado ao profissional psicólogo clínico, praticar ou ser conivente com quaisquer atos que caracterizem negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade ou opressão.
é proibido desviar para serviço particular ou de outra instituição, visando benefício próprio, pessoas ou organizações atendidas por instituição com a qual mantenha qualquer tipo de vínculo profissional.
Santos, Miranda e Nogueira (2016) apontam que na clinica obstetrícia, opsicólogo hospitalar está diante da natureza feminina, da relação da mulher com si mesma e com o mundo. Quando o objetivo do psicólogo hospitalar refere-se às intervenções psicológicas realizadas precocemente ao oferecer ajuda às pacientes para que estes possam expressar e reconhecer as próprias motivações, experiências e afetividade diante o estado gravídico-puerperal, se trata da
psicoprofilaxia.
psicoterapia focal suportiva.
psicoterapia focal expressiva.
psicoterapia breve.
Analise as afirmações abaixo sobre o diagnóstico em Psicologia Hospitalar e marque V, para verdadeiro e F, para falso.
( ) O diagnóstico em Psicologia Hospitalar nada tem a ver com o psicodiagnóstico.
( ) O diagnóstico em Psicologia Hospitalar é o conhecimento da situação existencial e subjetiva da pessoa adoentada em sua relação com a doença.
( ) O diagnóstico em Psicologia Hospitalar é uma hipótese de trabalho que vai sempre gerar a mudança esperada.
Marque a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo:
V, V, V.
F, F, F.
F, V, V.
F, F, V.
V, V, F.
Marque a alternativa que apresenta a definição de Psicologia Hospitalar.
Empenho em ajudar o sujeito a fazer a travessia da experiência do adoecimento.
Impulsiona o tratamento do sujeito no registro do simbólico, é pela palavra que o psicólogo realiza seu trabalho.
Seara de entendimento e tratamento dos aspectos psicológicos em torno do adoecimento do sujeito.
Procura curar o sujeito sempre que possível, aliviar quase sempre e escutar sempre.
Para Perestrello, não existem doenças, existem doentes.
Ao atender o caso de um paciente grave, recém internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após sofrer um acidente, o psicólogo percebe que a família demonstra confusão, ansiedade, medo intenso e não há um reconhecimento das suas necessidades e nem das do paciente. Considerando que a família está no período de flutuação, fase inicial do processo de adaptação, quais as principais intervenções psicológicas indicadas nesse primeiro momento?
Reconhecer a representação do paciente para o seu núcleo familiar e social.
Reassegurar a família de que o paciente está sendo cuidado e dar uma estimativa de quando terão acesso a ele.
Destacar a atenção às necessidades emocionais e culturais, como a privacidade e a dignidade do paciente.
Estimular o autocuidado dos familiares que acompanham a internação e oferecer informações que os deixem seguros para ausentarem-se por alguns períodos.
Enquanto na medicina o diagnóstico diz respeito ao conhecimento da doença por meio de sua sintomatologia, na psicologia hospitalar o diagnóstico é o conhecimento da situação existencial e subjetiva da pessoa adoentada em relação à doença. Nessa perspectiva, o diagnóstico constitui-se a partir dos seguintes eixos, EXCETO
transferencial.
reacional.
situacional.
médico.
relacional.
O hospital é por excelência um local de sofrimento e de morte. Assim, o cotidiano dos profissionais do contexto hospitalar está intimamente ligado a perdas, morte e luto, afetando todos os trabalhadores que prestam serviços assistenciais como médicos, equipe de enfermagem, psicólogos, fisioterapeutas, além de atendentes, copeiras, higienizadores, entre outros. Considerando o contato próximo com a morte que o ambiente hospitalar proporciona, assinale a alternativa correta.
Uma das formas encontradas pelos profissionais de saúde, diante do contexto hospitalar, é desenvolver a frieza e o distanciamento diante da morte, considerada uma das saídas mais saudáveis para esses indivíduos.
A elaboração do luto, nos profissionais de enfermagem, pode desenvolver depressão e impossibilidade de realização das atividades laborais.
Para a psicanálise, o inconsciente não registra negação e, por isso, não se reconheceria a morte. Logo, os sujeitos que trabalham em ambiente de perdas e morte dificilmente são afetados por esse contexto.
Não existe preparo para a morte. Assim, a ideia de educação para a morte é uma falácia, sendo o comportamento de evitação o mais aceitável.
Em profissionais que atuam em contexto hospitalar, a não autorização para o processo de luto pode desencadear doenças como depressão e Burnout.
A situação exige avaliação e intervenção da Psicologia com o objetivo de manejar as relações e, por consequência, a estadia.
Certo
Errado
É papel da Psicologia no contexto da UTI, por tratar-se de uma crise familiar, criar uma escala de visitas, com base na suscetibilidade percebida decorrente da aprendizagem social.
Certo
Errado
A visita das duas crianças dependerá de avaliação, com participação da Psicologia, das demandas dos atores integrantes do processo.
Certo
Errado
Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta. De acordo com as definições do Conselho Federal de Psicologia CFP (2001), cabe ao psicólogo hospitalar:
( ) atuar em instituições de saúde nível secundário ou terciário.
( ) atuar em instituições de ensino superior ou centros de estudo e pesquisa voltados para o aperfeiçoamento de profissionais ligados à sua área de educação.
( ) atender paciente, comunidade, familiares, equipe e instituição, visando ao bem-estar físico e mental do paciente.
( ) atender a pacientes clínicos ou cirúrgicos, nas diferentes especialidades médicas.
( ) realizar somente a avaliação em diferentes níveis do tratamento para promover ou recuperar saúde física e mental do paciente.
( ) intervir, quando necessário, na relação do paciente com a equipe, a família, os demais pacientes, a doença e a hospitalização.
V – F – V – V – F – V.
V – V – F – F – V – F.
F – V – V – F – V – F.
V – V – V – V – F – V.
F – V – F – F – V – V.