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A hospitalização é vivenciada pelos adolescentes como um momento de sofrimento tanto físico quanto psíquico, pois eles são submetidos a procedimentos muitas vezes invasivos e dolorosos, sendo que a rotina pessoal e familiar se altera. Além disso, os adolescentes deixam de frequentar a escola e de estar com o grupo de amigos com qual está habituado. Diante disso, assinale a alternativa INCORRETA.
A adolescência é entendida como um processo dinâmico, sendo marcada por mudanças no desenvolvimento psíquico, além das mudanças biológicas, corporais e sociais.
Nesse período, devido a essas mudanças, instala-se uma crise, marcada pelo surgimento de novos interesses, na relação com a realidade e com os adultos.
Como os adolescentes estão buscando autonomia em relação aos adultos, por vezes, podem surgir comportamentos de desobediência, de resistência e alguns desacordos.
O adolescente toma consciência da sua realidade, desenvolve uma concepção de mundo, começa a perceber sua realidade interna, desenvolve a autoconsciência.
No período da adolescência, a atividade de estudos passa a não ser importante, já que o adolescente passa a ter outros interesses, sendo agora sua atividade principal “a comunicação íntima pessoal” com os pares.
É papel da Psicologia, como integrante da equipe da UTI, apoiar a esposa, realizando sessões de psicoterapia individual nos horários da visita.
Certo
Errado
Quanto ao cuidado com a criança, julgue os itens seguintes.
I. O brincar é excelente instrumento preventivo, diagnóstico, prognóstico e terapêutico para crianças em fase terminal.
II. Algumas atividades que o psicólogo hospitalar pode executar com as crianças que estão internadas no hospital são: desenho; pintura; recortes; colagens; teatro de fantoches; e playmobil de hospital.
III. O psicólogo deve orientar a família a não falar sobre a morte de um ente querido com a criança, para protegê-la da dor.
Assinale a alternativa correta.
Apenas os itens II e III estão certos.
Apenas o item I está certo.
Apenas os itens I e II estão certos.
Apenas os itens I e III estão certos.
Todos os itens estão certos.
A doença é um dado de realidade do corpo com o qual o ser humano se depara, e, quando isso acontece, toda a sua subjetividade é afetada. Nesse contexto, entra em cena o psicólogo hospitalar, que
efetua uma anamnese, em vista da importância dos dados da vida do paciente para sua recuperação.
estabelece uma meta para o paciente alcançar, adiando o processo de elaboração simbólica do adoecimento.
ajuda o paciente a evitar pensar sobre a experiência do adoecimento, de modo a deixá-lo menos ansioso.
se propõe a participar da travessia da experiência do adoecimento, mostrando ao paciente aonde vai chegar essa travessia.
se empenha em dar voz à subjetividade do paciente, restituindo-lhe o lugar de sujeito.
No que se refere ao papel do psicólogo hospitalar, no acompanhamento dos familiares, enquanto recebem a notícia do óbito de criança, assinale a alternativa incorreta.
Acompanhar esses familiares permite ao psicólogo observar o momento e a maneira mais adequada para intervir, de acordo com as características emocionais de cada familiar enlutado.
Cabe ao psicólogo apontar a importância do papel dos pais, os investimentos realizados e as limitações inerentes ao ser humano, aliviando, em muitos casos, possível sentimento de culpa pela patologia, que é natural.
Nesse momento, reforçar os vínculos e a rede de apoio familiar pode ajudar a vivenciar o luto.
Nessas situações, é comum que se exija afetivamente também do psicólogo, por enfrentar um processo de luto por seu paciente falecido.
O psicólogo que não tenha vínculo com a família da criança não poderá atendê-la no momento do óbito.
Um procedimento cirúrgico geralmente implica em grande impacto sobre o bem-estar físico, social e emocional do paciente, gerando aumento dos níveis de ansiedade e stress pelo distanciamento, mesmo que temporário, da rede de apoio social e familiar. Sobre o acompanhamento psicológico ao paciente cirúrgico, assinale a alternativa correta.
Fatores geradores de ansiedade podem interferir de modo adverso sobre a aquisição de estratégias de enfrentamento do procedimento cirúrgico e sobre o processo de recuperação do paciente, porém não são capazes de interferir no organismo a ponto de prejudicar o processo.
O acompanhamento psicológico ao paciente cirúrgico ocorre em dois momentos específicos: o pré-operatório e o transoperatório. Esse último se subdivide em duas fases: imediato e tardio.
Relatos de pacientes expostos a procedimentos cirúrgicos apontam que os principais fatores geradores de ansiedade são: o medo da morte, de sequelas, do procedimento de anestesia e do risco de alta prematura. Por outro lado, a percepção antecipada de dor e desconforto e a espera passiva pelo início do procedimento não são consideradas ansiogênicas.
O que é dito dentro do Centro Cirúrgico, quando o paciente está em coma anestésico, não o afeta no pós-operatório, visto que o indivíduo nessa condição fica totalmente inconsciente e, portanto, é incapaz de receber e interpretar estímulos externos.
Um dos objetivos do psicólogo na atenção ao paciente cirúrgico é atuar no processo de adaptação à nova imagem corporal, ou seja, ao novo esquema corporal que foi modificado pela intervenção cirúrgica.
Com relação à regulamentação e aspectos éticos da prática psicológica em Hospitais, marque a alternativa ERRADA:
O psicólogo deve orientar a quem de direito sobre os encaminhamentos apropriados, a partir da prestação de serviços psicológicos.
O prontuário médico é um documento que deve estar sempre disponível ao acesso do paciente.
Ao elaborar um documento psicológico, é vedado ao psicólogo emitir documentos sem fundamentação e qualidade técnico-científica.
Ao fazer o registro em prontuário, o psicólogo deve informar todas as informações obtidas através do paciente.
O psicólogo, quando em exercício de suas funções profissionais, não deve praticar ou ser conivente com quaisquer atos que caracterizem discriminação, assim como não devem induzir a convicções ideológicas, religiosas, de orientação sexual ou a qualquer tipo de preconceito.
Entre os múltiplos estressores em uma UTI, que afetam tanto a equipe profissional quanto os pacientes, incluem-se a ocorrência frequente de óbitos, a iluminação constante, ruídos de equipamentos e procedimentos técnicos durante todo o dia e toda a noite.
Certo
Errado
No contexto hospitalar, é a equipe médica que define a necessidade de avaliação psicológica para o paciente, não havendo necessidade de realização de busca ativa por parte do psicólogo.
Certo
Errado
Caso a UTI neonatal adote o método canguru, preconizado pelo Ministério da Saúde, os genitores têm direito a acesso irrestrito à UTI, bem como autorização e treinamento para realizar a posição canguru com o filho internado.
Certo
Errado
A respeito da Avalição Psicológica no contexto hospitalar, é correto afirmar que
apesar das diferenças entre o ambiente hospitalar e a clínica tradicional, os procedimentos clínicos de diagnóstico e avaliação psicológica, em geral, não carecem de adaptações.
a avaliação deve ser focada nas temáticas que permeiam a doença e a hospitalização, buscando ampliar o olhar sobre o sujeito, possibilitando compreender quem é ele e como vem encarando esse processo, quais as suas perspectivas, mecanismos de defesa, rede de suporte.
a utilização de testes psicológicos é fundamental, principalmente em casos em que o diagnóstico se mostra claramente aos profissionais ou em casos em que os níveis de funcionamento do paciente estão evidentemente relacionados a estressores específicos do ambiente de saúde ou estado do paciente.
a entrevista psicológica tem como foco os sintomas do sujeito e os fatos mais significativos de sua vida que possam estar relacionados ao seu estado de saúde. Possui um tempo determinado, devendo ser administrada em uma única sessão.
alguns testes psicológicos não devem ser utilizados no ambiente hospitalar, como: os que avaliam funções intelectuais; escalas autoadministradas; inventários de personalidade; testes projetivos; testes neuropsicológicos.
Em se tratando de pacientes cuja morte é reconhecida como próxima, evitar ou negar esse assunto pode trazer mais ansiedade e mal-estar do que responder a perguntas a respeito disso, mesmo se a equipe só tiver informações preliminares sobre a situação.
Certo
Errado
Quanto à atuação do psicólogo na UTI neonatal, julgue os itens subsequentes.
I. O psicólogo em UTI neonatal evita a criação de grupos de pais, devido aos altos índices de óbito dos recém-nascidos.
II. Faz parte do trabalho do psicólogo em UTI neonatal o incentivo ao acompanhamento pré-natal, a prevenção de gravidez indesejada, a alimentação adequada da gestante, bem como os programas voltados à informação sobre os problemas de saúde do feto detectados ainda na gravidez ou após o nascimento.
III. Os psicólogos trabalham com avaliação e intervenção psicológica com pais ou responsáveis, familiares e equipe de saúde, objetivando, além da vinculação inicial com o bebê, o bom contato entre os membros da equipe de saúde e entre estes e o cuidador.
Assinale a alternativa correta.
Apenas os itens I e II estão certos.
Apenas o item III está certo.
Apenas os itens I e III estão certos.
Apenas os itens II e III estão certos.
Todos os itens estão certos.
A comunicação com pacientes traqueostomizados, mesmo conscientes, deve ser evitada pelo psicólogo, porque, nessa condição, o paciente não pode usar a fala, e a tentativa de fazê-lo pode gerar ansiedade.
Certo
Errado
Há consenso entre os autores atuais quanto ao progressivo empobrecimento existencial da era pós-moderna. Nesse contexto, as relações humanas são descritas como “líquidas”, o que as identifica como
marcadas por amor autêntico e intenso, mas transitório.
sujeitas a uma rotatividade de inclusão e exclusão instantâneas.
intermediadas por tecnologia que lhes confere existência apenas virtual.
dominadas pela necessidade de “manter” em oposição a “ter”.
suscetíveis de provocar o engolfamento mútuo da díade envolvida.
No seu livro “O que pode um analista no hospital?”, a autora Maria Lívia Tourinho tece considerações sobre a questão da transferência, do setting analítico e do tempo em análise na instituição hospitalar, todos conceitos caros a quem exerce ou pretende exercer um trabalho em psicanálise. A partir da leitura do livro de Tourinho (2004), assinale a alternativa correta.
Segundo a autora, a instituição hospitalar coloca-se como um obstáculo ao trabalho do analista, pois o paciente, ao ir ao hospital, está em busca do saber médico.
De acordo com a autora, se o paciente, ao procurar a instituição hospitalar, não apresentar uma demanda, ao analista cabe trabalhar a resistência do paciente e persistir na oferta do trabalho.
Ao discutir a questão do setting, a autora reafirma a visão lacaniana de que a Psicanálise ultrapassa as fronteiras de um consultório bem mobiliado para descobrir que o inconsciente está onde o sujeito fala.
O psicanalista no hospital está preocupado em fazer um trabalho de adaptação do paciente à sua realidade atual.
Segundo a experiência da autora em hospital, é comum que o paciente, mesmo em pouco tempo de trabalho na enfermaria, entre em trabalho de análise.
Paciente feminina, 10 anos, sofreu uma queda na escola, durante a aula de Educação Física, que ocasionou uma fratura no braço direito. O socorro foi chamado e, durante os primeiros atendimentos, foi constatada pela equipe médica a necessidade cirúrgica, contudo, devido ao inchaço e grande edema local, a cirurgia ficou temporariamente suspensa. Ela foi internada para observação e cuidados com o ferimento, para só então ser dada continuidade ao protocolo cirúrgico. Apresenta alterações significativas no comportamento quando a equipe de enfermagem realiza a limpeza no local lesionado. Afirmou por diversas vezes que o “seu maior desejo é voltar logo para casa”. O serviço de Psicologia foi acionado pela equipe de enfermagem. Sobre a organização do trabalho do Psicólogo Hospitalar, assinale a alternativa INCORRETA.
A população atendida e o contexto onde se dão os atendimentos são muito diversificados, o que exige do profissional da Psicologia Hospitalar uma disposição a se debruçar sobre o contexto e suas diferentes formas de apresentação.
Quando é solicitada intervenção psicológica a um paciente, há de se considerar que será breve e única, pois está relacionada ao tempo de internamento de cada paciente.
O profissional também deve estar advertido em relação à multiplicidade de solicitações, não apenas pela rotatividade de pacientes, que pode ser muito alta, mas, principalmente, por estar em jogo a angústia de toda uma equipe.
Outro espaço que cabe ao Psicólogo ocupar junto à equipe é realizar um trabalho de escuta com os profissionais, intervindo nos conflitos e sofrimentos.
O trabalho do Psicólogo precisa ter como ponto de partida o fato de que, embora o paciente esteja passando por um momento crítico de adoecimento e internação, ele continua tendo uma identidade e precisa ser parte ativa em todo seu tratamento.
Considerando a presença do psicólogo em unidades de emergência, é correto afirmar que:
O psicólogo precisa de habilidades que envolvam rapidez de raciocínio, perícia em ações e contar com o apoio de psicólogos clínicos especializados em pronto atendimento.
É necessário que o psicólogo hospitalar esteja disponível para reagendar atendimentos sempre que solicitado pelo paciente.
O profissional de Psicologia desenvolve uma escuta ativa que, necessariamente, facilita a expressão do paciente.
Cabe ao profissional psicólogo o papel de humanizador da instituição.
Sobre a atenção psicológica no hospital geral, é correto afirmar que:
O psicólogo intermedia a relação equipe – paciente, podendo ser o porta-voz de necessidades, desejos, intervindo de forma que os desencontros da informação sejam minimizados.
O psicólogo deve colaborar com a equipe, mas manter a linguagem técnica da psicologia, para preservar o seu papel como profissional de saúde.
O psicólogo deve intervir no que vê na equipe profissional, estando lado a lado de seus pares profissionais, planejando suas ações.
O psicólogo deve favorecer informações sobre o paciente, explicitando seus mecanismos de defesa e sua história de vida, junto à equipe de saúde.
Mais de 70% dos programas de transplante no mundo, influenciados por pesquisas no campo da psiquiatria, reconhecem critérios psiquiátricos de exclusão absoluta para transplante cardíaco (PEREIRA, 2010), quais sejam:
I. Esquizofrenia com sintomas psicóticos agudos, demência e retardo mental.
II. História pregressa de diversas perdas, múltiplas tentativas de suicídio e distúrbio de conduta.
III. Ideação suicida, histórico de múltiplas tentativas de suicídio, abuso alcoólico e outras dependências químicas.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas III.
Apenas I e II.
Apenas I e III.