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No texto “A práxis dos residentes no ambulatório NAI: psicanálise e velhice” (CASTILHO et al., 2019), fazendo referência às considerações de Freud em “Luto e Melancolia” (1917), as autoras apontam que, nos casos em que há um obstáculo ao trabalho de luto, é possível fazer um nexo entre “luto patológico” e:
melancolia
dor psíquica
estados depressivos
patologização dos afetos
Os diferentes locais onde o paciente circula no ambiente hospitalar têm suas peculiaridades e precisam ser incorporados na análise do profissional de psicologia para um plano terapêutico mais adequado. A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é uma realidade invariável quando se trata do paciente cardíaco cirúrgico. Das características presentes na UTI, são citadas como preponderantes na gênese dos distúrbios psicopatológicos, EXCETO:
ruídos
falta de autonomia
ausência de privacidade
ausência de alternância dia/noite
Nas instituições hospitalares, é possível identificar dois modelos de atuação de profissionais da psicologia: o profissional plantonista e o profissional diarista. Acerca desses modelos, assinale a alternativa correta.
O modelo diarista é considerado ideal para uma prática de cuidado em que as relações são mais verticalizadas.
No modelo plantonista, existem diversas possibilidades de ações que podem configurar a construção de um projeto terapêutico singular.
É característica do modelo diarista o oferecimento de ações, como plantão psicológico e acolhimentos.
O serviço dentro do modelo plantonista pode ser considerado uma forma de vigilância em saúde.
O psicólogo que trabalha segundo a lógica diarista atua exclusivamente em equipes multiprofissionais, tendo como rol de ações a escuta ativa e a avaliação psicológica.
Em ambientes hospitalares, as equipes multiprofissionais têm à disposição diversos dispositivos e técnicas de intervenção e trabalho conjunto. Um desses dispositivos é o estudo de caso, que consiste em encontros entre diferentes profissionais e (ou) diferentes equipes multiprofissionais com o objetivo de discutir casos específicos para, conjuntamente, chegarem a proposições resolutivas das demandas em questão. Em cenários como esse, o profissional da psicologia é frequentemente convidado pela equipe a expor o respectivo ponto de vista acerca de questões do paciente e da evolução dele. De modo a garantir uma atuação ética, o psicólogo, nesses contextos,
poderá expor informações confidenciais, tendo em vista que se trata de um bem maior, que é o bem-estar do paciente.
poderá expor parcialmente algumas informações, bem como deixar à disposição da equipe os registros de evolução, por escrito, do paciente.
não compartilhará nenhuma informação que diga respeito a processos afetivos, emocionais ou relativos à história pregressa à internação hospitalar.
não compartilhará nenhuma informação, levando em conta a total falta ética que essa atitude denota.
compartilhará somente informações relevantes para qualificar o serviço prestado, resguardando o caráter confidencial das comunicações e assinalando a responsabilidade de quem as receber de preservar o sigilo.
Em ambientes hospitalares, o profissional da psicologia pode atuar em ambulatórios. Nesses contextos, uma importante forma de atuação desse profissional é utilizando as chamadas interconsultas. Essas são compreendidas como
técnicas aplicadas por psicólogos e (ou) neurologistas, no sentido de diminuir os efeitos de eventos estressores que estão relacionados com o quadro do paciente.
instrumento utilizado para compreender e aprimorar a assistência ao paciente no hospital geral, por meio do diagnóstico e do tratamento de problemas psicológicos, dificuldades interpessoais e dilemas institucionais envolvendo o paciente, a família e a equipe de saúde.
instrumento utilizado para compreender e aprimorar a assistência ao paciente no hospital geral, por meio de entrevistas de anamnese aplicadas de forma multiprofissional, preferencialmente com psicólogos e médicos de diversas especialidades.
técnicas aplicadas por psicólogos, visando efetuar uma avaliação do estado geral do paciente. As técnicas são aplicadas em dois encontros: no primeiro, é aplicada a entrevista de anamnese padrão do ambulatório e, no segundo, as informações são complementadas e o paciente é informado acerca de sua permanência ou não para atendimento no serviço.
consultas realizadas por mais de um profissional, sendo, preferencialmente, um deles da psicologia.
Joana chegou ao atendimento hospitalar com fala sem sentido, sem regras convencionais de linguística (1). Entre seus relatos, disse que seus dedos estão mais finos que o comum e que sua pele está enrugando (2). As vozes na sua cabeça sinalizaram que algo terrível iria ocorrer (3). Está calma. Seu acompanhante relata que ela já não consegue realizar atividades que antes fazia sozinha, como escovar os dentes (4).
Relacione as caraterísticas apresentadas no relato com os seguintes sintomas e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) Declínio para um nível anterior de funcionamento.
( ) Perturbações do pensamento e da fala.
( ) Delírios.
( ) Alucinações.
1 – 2 – 3 – 4.
1 – 3 – 2 – 4.
2 – 3 – 4 – 1.
4 – 1 – 3 – 2.
4 – 1 – 2 – 3.
A Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) é um lugar onde geralmente se encontram os pacientes mais graves, muitas vezes em ventilação mecânica, em coma por indução ou não e em uso de drogas vasoativas e hemodiálises. Monitorado 24 horas por dia e cuidado por uma equipe que está sempre em alerta, esse setor específico do Hospital possibilita ao psicólogo várias frentes de atuação. Em relação ao psicólogo na equipe de UTI, assinale a alternativa INCORRETA.
A estratégia básica do psicólogo na UTI é criar canais de comunicação para o escoamento das intensidades do paciente, família e equipe assistencial através das palavras.
As características da UTI favorecem o surgimento de sintomas psicopatológicos como perda inicial da noção de tempo cronológico, frases desarticuladas, quadros delirantes e desconfiguração da imagem perspectiva real.
Mesmo quando o paciente está em coma, é possível que o psicólogo realize seu atendimento e umas das técnicas utilizadas para isso é a orientação de tempo e espaço.
O objetivo da comunicação entre psicólogo e paciente em UTI está mais ligado a facilitar a expressão de emoções do que a passar informações.
Em casos graves na UTI, o psicólogo oferece suporte psicológico aos familiares e orienta a não estimulação do paciente, principalmente com estímulos verbais, evitando que, assim, o paciente desestabilize hemodinamicamente.
Na conversa com pacientes em UTI, deve-se evitar qualquer tema religioso ou espiritual, para prevenir discórdia entre valores do profissional e do paciente.
Certo
Errado
Preencha as lacunas e assinale a alternativa correta.
O trabalho da(o) psicóloga(o) em hospitais do SUS se insere na chamada Atenção _____________ ou Atenção de Alta Complexidade ou alta densidade tecnológica. Frequentemente a Psicologia Hospitalar se aplica também a serviços de atenção secundária, de média densidade tecnológica, como os ambulatórios de acompanhamento _____________, que atendem, por exemplo, gestantes de alto risco, follow-up de bebês prematuros ou que estiveram em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal, centros de atenção especializados a renais crônicos, portadores do HIV, oncologia, ambulatórios _____________ destinados a atender aos usuários no processo de reabilitação pós-hospitalização, como nos casos de amputações e demais cirurgias complexas, dentre outros.
Terciária, longitudinal, hospitalares.
Especializada, diário, especializados.
Primária, especializado, terciários.
Especializada, mensal, específicos.
Hospitalar, mensal, especializados
É importante evitar explicações a respeito dos procedimentos cirúrgicos, ou descrever o que o paciente pode vir a sentir, pois isso aumenta a probabilidade de reações emocionais de medo, de ansiedade e de dor, bem como comportamentos não colaborativos.
Certo
Errado
O registro documental das atividades desenvolvidas pelo psicólogo no contexto hospitalar é importante não só para o próprio profissional, mas também para o paciente e a instituição de saúde envolvida. Assim, foi criada a resolução do CFP nº 001/2009, a qual dispõe sobre a obrigatoriedade do registro documental decorrente da prestação de serviços psicológicos. Tal resolução estabelece que, ao atuar em serviço multiprofissional, o psicólogo deve
realizar o registro em prontuário único, contemplando apenas as informações necessárias ao cumprimento dos objetivos do trabalho, sendo que é garantido ao usuário/representante legal o acesso integral às informações registradas.
realizar o registro em prontuário psicológico, ao qual o usuário e/ou beneficiário não terá acesso, nem mesmo a equipe de saúde envolvida, a fim de assegurar o sigilo das informações coletadas.
realizar o registro em prontuário único, contemplando todas as informações coletadas ao longo dos atendimentos, sendo que é garantido à equipe de saúde o acesso integral às informações registradas para o melhor desenvolvimento do trabalho.
realizar o registro em prontuário psicológico, contemplando apenas as informações necessárias ao cumprimento dos objetivos do trabalho, sendo que é garantido ao usuário/ representante legal o acesso parcial às informações registradas.
realizar o registro em prontuário psicológico, contemplando todas as informações pertinentes ao caso, sendo que é garantido ao usuário/ representante legal e à equipe de saúde responsável o acesso integral às informações registradas.
Um comportamento agitado pode afetar a evolução clínica, enquanto a adesão e o relaxamento incluem comportamentos funcionais em termos de sobrevivência no ambiente hospitalar.
Certo
Errado
Os serviços prestados pelos psicólogos durante a internação são realizados exclusivamente de forma individual, na privacidade dos consultórios.
Certo
Errado
Considera-se o ambiente de UTI ansiogênico, gerador de estresse e de crise. As intervenções psicológicas em situação de crise objetivam o alívio da angústia e da ansiedade, favorecendo o desenvolvimento de um estado emocional mais tolerável, capaz de restaurar a estabilidade afetiva e as relações com o ambiente.
Certo
Errado
Em um hospital ou em qualquer outra instituição, o trabalho em psicologia possui características próprias, que não comportam o modelo de atendimento em gabinete privado, pois tem sua especificidade. Considerando as características que justificam a especificidade da psicologia clínica hospitalar, assinale a alternativa correta.
A determinação de um tempo de consulta reduzido estabelecido pela instituição inviabiliza o tratamento clínico psicológico e foca o objetivo em atendimentos para orientação e psicoeducação necessários para aderência ao tratamento médico.
O entendimento da posição subjetiva do paciente, aliado à transferência estabelecida com o profissional psicólogo, promove o direcionamento e a possibilidade de eficácia do trabalho da psicologia clínica.
O paciente que vem ao hospital buscar atendimento médico não possui demanda para atendimento psicológico, inviabilizando qualquer abordagem clínica que o psicólogo possa oferecer.
O psicólogo no hospital tem a importante função de intercâmbio entre a equipe de saúde, o paciente e sua família, dando o diagnóstico de uma doença grave ou, às vezes, comunicando óbito.
Devido à alta rotatividade na instituição hospitalar, poucos são os pacientes internados que permanecem vários dias e podem usufruir dos atendimentos da psicologia.
Uma das estratégias de trabalho do psicólogo no caso de Luana pode ser a preparação psicológica da paciente para a realização de procedimentos invasivos dolorosos.
Certo
Errado
No caso de Luana, a intervenção psicológica deve ser restrita ao suporte psicossocial, pois o apoio psicoterapêutico não é indicado em contexto hospitalar.
Certo
Errado
Do ponto de vista ético, é correto perguntar a pacientes adultos e conscientes que tenham familiares participativos se preferem que informações sobre resultados de exames e prognóstico sejam conversadas primeiramente consigo mesmos ou com os seus familiares.
Certo
Errado
No que diz respeito à avaliação psicológica no Hospital Geral, marque a alternativa CORRETA:
O psicólogo deve focar exclusivamente nas questões referentes ao adoecimento e à hospitalização para não perder a objetividade dos seus atendimentos e não atrasar o andamento do planejamento terapêutico da equipe de saúde.
É importante atentar às questões psicológicas referentes ao adoecimento, à hospitalização e à relação com a equipe, mas sem perder de vista a compreensão do indivíduo como um todo.
A avaliação psicológica no hospital geral só ocorre mediante solicitação do paciente, devendo à equipe de saúde não interferir no processo subjetivo da doença.
A avaliação psicológica no hospital geral somente pode ocorrer através dos instrumentos descritos no “Manual de Avaliação Psicológica em Saúde” elaborado pelo Conselho Federal de Psicologia em 2017 e reconhecido pelo Ministério da Saúde no mesmo ano.
Não existe avaliação psicológica no contexto hospitalar diante da necessidade de rápidas intervenções psicológicas.
Quanto ao atendimento psicológico a pacientes cirúrgicos, julgue os itens a seguir.
I. Algumas intervenções relevantes do psicólogo hospitalar para pacientes que serão submetidos à cirurgia são: música; suporte emocional centrado na pessoa; esclarecimento das dificuldades físicas e psicológicas esperadas; vídeo como medida profilática; e procedimentos psicoeducacionais.
II. Os pacientes cirúrgicos geralmente trazem como demandas ao psicólogo o manejo de dor, os constrangimentos da internação e a ansiedade em relação à cirurgia.
III. Existe a necessidade de integração entre os membros da equipe no processo de comunicação sobre a cirurgia.
Assinale a alternativa correta.
Apenas os itens II e III estão certos.
Apenas o item I está certo.
Apenas os itens I e II estão certos.
Apenas os itens I e III estão certos.
Todos os itens estão certos.