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Pode-se dizer que a Psicologia Hospitalar, no Brasil,
antecede a profissão do psicólogo, tendo se originado no movimento sanitarista da década de 1930.
dissociou-se da Psicologia da Saúde ao levar o modelo clínico para a prática hospitalar.
passou por um período de grandes investimentos e crescimento durante a década de 1980.
consolidou-se como especialidade em 1983 ao superar o caráter focal e emergencial.
alcançou uma identidade profissional clara, na esteira dos demais países latino-americanos.
No livro Sobre a morte e o morrer (1992), a autora Elizabeth Kübler-Ross tece algumas considerações sobre o manejo terapêutico com doentes em fase terminal. De acordo com o pensamento da autora, é correto afirmar que
quando a raiva, o ressentimento e a culpa se apresentam, a família do paciente em fase terminal entra numa fase de pesar preparatório. Nesta, não se deve estimular a família a desabafar o pesar da morte, ficando o início do trabalho de escuta desse pesar para depois da morte consumada.
é mais fácil falar sobre a morte e o morrer com um paciente portador de câncer do que com um cardíaco, já que este último nos preocupa, pois podemos assustá-lo, causando um enfarte, isto é, sua morte.
o tipo de doença terminal que o paciente apresenta não precisa ser levado em conta no manejo terapêutico, haja vista que a escuta do doente em fase terminal lida com a terminalidade, tema universal que abrange todos os seres humanos.
no momento em que o paciente em fase terminal atravessa um estágio de raiva, dificilmente os parentes próximos sentem a mesma reação emocional, sendo muito mais comum uma reação de serenidade por parte da família, pronta a dar suporte emocional ao paciente.
o manejo terapêutico com pacientes em fase terminal não requer do terapeuta certa maturidade, nem um exame detalhado de sua própria posição diante da morte e do morrer, uma vez que seu ofício constitui uma prática científica objetiva.
Quanto à atuação do psicólogo hospitalar, e sua intervenção na equipe multiprofissional, assinale a assertiva INCORRETA.
Em relação à organização do trabalho, os atendimentos são realizados a partir de solicitação de consulta ou busca ativa, de maneira que o(a) psicólogo(a) precisa se deslocar até o leito do paciente e, nesse, estabelecer o setting terapêutico.
A atuação do(a) psicólogo(a) não deve estar submetida à instituição, na medida em que esta está exposta a um conjunto de regras, valores, rotinas, dinâmica acelerada e repleta de acontecimentos inesperados.
Quando é solicitada intervenção psicológica a um paciente, há que se considerar que ela poderá ser breve, por vezes única, pois dependerá do tempo de internamento de cada paciente.
Há, também, condutas compartilhadas com um grupo de profissionais de diferentes áreas com a exigência de se atuar e dialogar em equipe.
O (a) profissional também deve estar advertida(o) com relação à multiplicidade de solicitações, não apenas pela rotatividade de pacientes que pode ser muito alta, mas, principalmente, por estar em jogo a angústia de toda uma equipe.
Entre as diversas demandas do contexto hospitalar, está a avaliação do estado emocional da pessoa doente. Nesta modalidade de avaliação é importante considerar os componentes do processamento emocional. Os componentes fundamentais para o processamento emocional são:
Facilitação emocional; manejo e projeção; ampliação; e, projeção emocional.
Compreensão emocional; empatia das emoções; manejo; e, projeção emocional.
Facilitação emocional; empatia das emoções; restrição emocional; e, sublimação.
Identificação das emoções; crise das emoções; ampliação emocional; e, projeção emocional.
Identificação das emoções; facilitação emocional; compreensão emocional; e, manejo emocional.
A atuação do psicólogo no hospital é de extrema importância, pois a internação pode gerar um grande impacto psíquico no paciente e seus familiares. Quando hospitalizado devido a uma doença aguda o paciente pode vivenciar quadros emocionais significativos.
Dentre eles NÃO podem ser citados:
Medo da perda de controle.
Ansiedade de separação.
Delirium Tremens.
Ameaça básica à integridade física narcísica.
Pensando numa possível continuidade do cuidado de M.A. após a alta hospitalar, a equipe começa a pensar na articulação com alguns dispositivos da RAPS. Um dos dispositivos que será tensionado para reunião de compartilhamento de cuidado é o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), do qual a paciente já é usuária. Nesse sentido, analise as afirmativas abaixo sobre o tratamento de M.A.
I | Os Centros de Atenção Psicossocial poderão constituir-se nas seguintes modalidades de serviços: CAPS I, CAPS II e CAPS III, definidos por ordem crescente de porte/complexidade e abrangência populacional, conforme disposto na Portaria Nº 336, de 19 de fevereiro de 2002. As três modalidades de serviço cumprem função diferente no atendimento público em saúde mental e deverão estar capacitadas para realizar prioritariamente o atendimento a pacientes com transtornos mentais severos e persistentes, como o de M. A. em sua área territorial, em regime de tratamento intensivo, semi-intensivo e não intensivo. |
II | Considerando que a paciente mora em município com menos de 30 mil habitantes, a modalidade dessa unidade é o CAPS I; porém, como a paciente é adolescente, deverá obrigatoriamente ser encaminhada para o CAPS I, na capital, serviço de atenção diária destinado a crianças e adolescentes com transtornos mentais graves e persistentes e os que fazem uso de crack, álcool e outras drogas. |
III | Há um conjunto de ações que são de competência do psicólogo nos CAPS, como, por exemplo, criar espaços de escuta para os usuários, como M. A., onde é possível a paciente expor suas dúvidas, podendo pensar ou falar sobre si e sobre tudo que a cerca, favorecendo a emersão de seus verdadeiros anseios, medos e credos relacionados ao seu adoecimento. |
IV | Durante a internação de M.A. no hospital geral, foi realizado um trabalho de acolhimento e orientação com a sua família. Dentro da perspectiva de atenção psicossocial, um dos objetivos do CAPS é incentivar a participação familiar no serviço, de maneira que os familiares ajudem a estimular o usuário no seu PTS, além de receberem apoio para lidar com suas emoções. |
Das afirmativas, estão corretas
II e IV.
I e II.
III e IV.
I e III.
Uma paciente do hospital tem seu quadro agravado, referindo aumento das dores e sintomas de pânico, quando recebe a visita de um parente. O psicólogo que a acompanha trabalha dentro da perspectiva da terapia cognitivo-comportamental (TCC). Assim, o profissional coerente com as diretrizes de sua abordagem teórica (TCC), diante da paciente, deve
procurar trabalhar com a modificação do comportamento da paciente por meio de técnicas de meditação.
estabelecer uma relação transferencial com a paciente para identificar seus desejos inconscientes.
solicitar que a paciente escreva um diário, focalizando sempre no aqui-agora, e elaborar respostas para os seus problemas.
identificar os pensamentos automáticos funcionais e disfuncionais para tentar modificar esses últimos.
Considerando a visão integral de saúde, pode-se afirmar que a Psicologia Hospitalar se dedica não apenas ao paciente internado, e se estende à família e à equipe. Nesse sentido, podemos afirmar que o foco da Psicologia Hospitalar
é o componente social em torno do adoecimento e tem como principal objetivo minimizar o distanciamento social provocado pela hospitalização.
é o componente psicológico em torno do adoecimento e tem como principal objetivo minimizar o sofrimento provocado pela hospitalização.
é o componente físico em torno do adoecimento e tem como principal objetivo minimizar o sofrimento físico provocado pela hospitalização.
é o componente psicológico em torno do adoecimento e tem como principal objetivo minimizar o sofrimento provocado pelo período pós-hospitalização.
são os componentes psicológico, social e físico em torno do adoecimento e têm como principal objetivo minimizar o sofrimento provocado pela hospitalização.
Julgue se é (V) verdadeiro ou (F) falso, o que a equipe multiprofissional considera sobre atribuição da Psicologia Clínica e Hospitalar. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
( ) Sabe-se que a Psicologia vem participando mais ativamente na definição de condutas e tratamentos nas equipes multiprofissionais.
( ) De que muitas das suas observações clínicas não são prontamente aceitas pelas equipes.
( ) Que o psicólogo atua como mediador do vínculo entre paciente e demais profissionais que executam os procedimentos técnicos.
( ) Comum que o psicólogo na equipe multiprofissional é solicitado a avaliar aspectos orgânicos do paciente, examinam os sintomas no corpo.
V – V – V – F.
V – F – F – V.
F – V – V – V.
F – V – V – F.
No âmbito das unidades de terapia intensiva (UTI), a participação de profissionais da psicologia tornou-se obrigatória muito recentemente, por meio de Portaria do Ministério da Saúde publicada em 2005. Contudo, esse profissional tem desenvolvido um modo de trabalho considerado de extrema importância para o funcionamento dessas unidades. A respeito da atuação de profissionais da psicologia no contexto de UTI, assinale a alternativa correta.
A aplicação de técnicas relacionadas à tanatologia é reconhecidamente uma das atividades da psicologia nesse contexto.
Cabe ao psicólogo intensivista, em casos de óbitos de pacientes, a comunicação à família e o acolhimento necessário para esse momento.
A Portaria nº 78/2006, do Conselho Federal de Psicologia, regulamenta a psicoterapia breve como ferramenta de psicólogos intensivistas.
Por ser um ambiente de intenso desgaste emocional para a equipe multiprofissional, é papel do psicólogo intensivista oferecer psicoterapia e técnicas de autopercepção aos membros dessa equipe.
O psicólogo intensivista tem a prerrogativa de sugerir redução de analgésicos receitados ao paciente, desde que este esteja engajado em técnicas de psicoterapia breve.
Pacientes portadores de DRC e que fazem hemodiálise não apresentam risco de propensão a um transtorno de humor, como, por exemplo, ansiedade e depressão.
Certo
Errado
Cabe à psicologia manter uma postura de compreensão da estratégia de coping utilizada pela paciente, revisando o prontuário, resgatando o histórico como forma de acessar ao contexto global do tratamento.
Certo
Errado
A comunicação à paciente e a sua família acerca da indicação do transplante cardíaco pode ser feita pelo psicólogo, pois é o profissional que conseguirá acolher as reações emocionais advindas do impacto da notícia modificadora de vida.
Certo
Errado
A malformação cardíaca do bebê pode ser observada, em alguns casos, no exame de ecografia morfológica, dessa forma a orientação e acompanhamento psicológico no pré-natal podem auxiliar no cuidado da saúde mental da genitora e da criança mesmo sem ter nascido.
Certo
Errado
Ocorrem mudanças bruscas na vida dos pacientes com doença renal crônica, pois estes têm que alterar de maneira significativa seus hábitos por meio de dietas, cuidados e limitações. Essas mudanças, contudo, não acarretam consequências psicológicas ao paciente, nem refletem em sua autoimagem corporal.
Certo
Errado
A etiologia da disfunção sexual nos pacientes de pré-diálise e em diálise pode ser atribuída a alterações fisiológicas, comorbidades, tratamento e questões psicológicas.
Certo
Errado
Os indivíduos com DRC estão expostos a várias mudanças, interferindo no modo de pensar e agir, acarretando alterações físicas, acompanhadas de prejuízos psicológicos em função das mudanças abruptas do seu cotidiano. Conhecimento com relação à patologia ajuda na aderência do paciente ao tratamento, bem como seus anseios, atitudes e sentimentos constituídos ao longo do tratamento.
Certo
Errado
O setting psicoterapêutico criado pelo psicólogo na atenção a pacientes hospitalizados tem por princípio garantir um espaço de enquadramento próprio da psicoterapia convencional, posto que o sigilo se mantém independentemente do local de atuação.
Certo
Errado
Cabe à psicologia, pela técnica de interpretação, confrontar esse mecanismo de defesa do ego junto à paciente, como forma de promover consciência e saúde mental.
Certo
Errado
Ao se falar de medicalização, pode-se tomar como referência, conforme fez Camargo Jr. (2010), a descrição feita por Conrad (2007): “Processo pelo qual problemas não médicos são definidos e tratados como médicos, usualmente em termos de doenças e desordens”. Sobre medicalização, pode-se destacar a seguinte característica:
I Não se confunde com imperialismo médico – trata-se de um processo complexo com múltiplos agentes.
II O termo é valorativo. Os processos de medicalização são sempre negativos.
III A utilização de práticas alternativas pode ser sinônimo de desmedicalização.
É correto afirmar que:
Apenas a afirmativa I é verdadeira.
Apenas as afirmativas I e II são falsas.
Apenas as afirmativas I, II e III são falsas.
Apenas a afirmativa II é verdadeira.
Apenas as afirmativas II e III são verdadeiras.