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O paciente apresenta-se consciente, com alucinações visuais, delírio religioso, agitação psicomotora e labilidade afetiva. Diante do exame psíquico realizado pelo psicólogo hospitalar, as alterações encontradas foram:
consciência, sensopercepção, pensamento e volição.
consciência, memória, pensamento e afetividade.
sensopercepção, memória e consciência do EU.
consciência, pensamento, linguagem e memória.
sensopercepção, pensamento e afetividade.
A assistência global exercida por membros de uma equipe multiprofissional no Hospital é repartida entre os diferentes profissionais e integrada no uso do prontuário único do paciente ou no nível de discussões de caso nas reuniões de equipe em que cada um relata o caso através de sua ótica
isolada (ÁVILA, 1995).
interdisciplinar (LAMOSA, 1987).
específica (FALSETTI, 1983).
registral (RODRIGUES, 1992).
compartimentalizada (FORTES, 1988).
Quando um psicólogo que atua em uma instituição hospitalar precisa comunicar a um paciente um diagnóstico sombrio, especialmente os que estão associados a pouca chance ou tempo de sobrevivência, é importante que ele
estimule as expectativas de cura e reforce as condições do paciente para se recuperar plenamente.
faça uma exposição técnica detalhada sobre todos os aspectos envolvidos com a situação do paciente.
comunique os dados fundamentais sobre a condição desse paciente, bem como os dados por ele solicitados.
apresente claramente ao paciente uma estimativa do tempo de vida que ainda lhe resta.
evite referir-se à natureza real do diagnóstico do paciente, assunto que deve ser abordado unicamente pelos familiares.
Segundo Simonetti (2016, p. 33), “diagnosticar é o instante de ver, seguido pelo tempo de entender que leva ao momento de intervir, não necessariamente nessa ordem, mas necessariamente interligados. A principal razão pela qual os diagnósticos são feitos é eles facilitarem o tratamento, de modo que diante de um diagnóstico bem feito a melhor estratégia terapêutica se evidencie, naturalmente, na mente do psicólogo bem treinado. As outras razões são a pesquisa científica e a comunicação entre os profissionais. Em medicina, diagnóstico é o conhecimento da doença por meio de seus sintomas, enquanto na psicologia hospitalar o diagnóstico é o conhecimento da situação existencial e subjetiva da pessoa adoentada em sua relação com a doença. Sendo assim, na psicologia hospitalar não diagnosticamos doenças”. Marque a alternativa CORRETA.
Na psicologia hospitalar, não diagnosticamos doenças, mas o que acontece com as pessoas relativamente à doença e ele, o nosso diagnóstico, não é expresso em termos de nomes de doenças, mas sim por uma descrição abrangente dos processos que influenciam e são influenciados pela doença. Não oferecemos rótulos, e sim uma visão panorâmica.
O diagnóstico não é uma maneira de trabalhar com todo o material proveniente do mundo de informações do paciente, pois não funciona como construir um mapa para depois analisá-lo e decidir o melhor caminho a seguir. É mais correto seguir sem esse mapa, pois, no hospital, o psicólogo dirige a vida do paciente e não o tratamento.
Com a finalidade de preservar a integridade física e mental do paciente hospitalizado, o diagnóstico passa a ser não apenas uma hipótese de trabalho, mas uma verdade absoluta, pois essa verdade permite uma intervenção guiada e assertiva para gerar a mudança esperada.
No seu fazer, cabe ao psicólogo hospitalar descobrir a “verdade” da doença para que possa ajudar o paciente a enfrentá-la, ou seja, não basta descobrir a verdade do paciente sobre essa doença, pois o psicólogo trabalha com a verdade das coisas e não com o sentido das coisas.
No âmbito hospitalar, assim como nos diversos contextos de atuação em saúde, a humanização tem se constituído como uma vertente orgânica do sistema clínico de saúde. Como política, ela deve traduzir princípios e modos de operar no conjunto das relações entre profissionais e usuários, entre os diferentes profissionais e entre as diversas unidades e serviços de saúde. Sobre o processo de humanização em saúde, assinale a alternativa incorreta.
Segundo a Política Humaniza SUS, a humanização supõe troca de saberes incluindo os dos usuários e sua rede social, diálogos entre os profissionais e modos de trabalhar em equipe.
A humanização estabelece-se como construção de atitudes ético-estético-políticas em sintonia com um projeto de corresponsabilidade e qualificação dos vínculos entre os profissionais e entre estes e os usuários na produção de saúde.
De acordo com a Política Humaniza SUS, o SUS deve ser contagiado por uma atitude humanizadora, articulando-se através desse eixo. Trata-se de destacar o aspecto subjetivo presente em qualquer ação humana, em qualquer prática de saúde.
A rede de humanização em saúde é uma rede de construção permanente de laços de cidadania, de um modo de olhar cada sujeito em sua especificidade, segregando o sujeito de um coletivo.
Construir uma metodologia de trabalho para a implantação de projetos de humanização nas diversas instituições favorecerá o desenvolvimento de ações voltadas para os usuários e condições de trabalho para os profissionais.
O marco da psicologia hospitalar no Brasil se deu com o trabalho de Matilde Neder na Clínica Ortopédica e Traumatológica de São Paulo (atualmente Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo), no período de 1952 a 1954. De acordo com Camon; Nicoletti & Chiattone, (1996), Neder percebeu a necessidade de adaptar a técnica de atendimento a realidade institucional. A técnica empregada por Neder no hospital foi:
Terapia Cognitivo comportamental.
Técnica Psicanalítica.
Técnica Humanista-fenomenológica.
Técnica da psicoterapia breve.
Técnica da psicoterapia focal.
Sobre a avaliação psicológica no contexto hospitalar, Simonetti (2004), observa que: “(...) quando o psicólogo atende um paciente pela primeira vez para o diagnóstico de sua forma de reação à doença, ao mesmo tempo já está oferecendo ao paciente uma escuta que permite ao paciente elaborar sua doença por meio da fala. Sobre as ferramentas de avaliação, analise as afirmativas abaixo.
I. A Observação é um método de avaliação na psicologia da saúde.
II. A avaliação psicológica por meio de testagem é a mais utilizada no contexto hospitalar.
III. A Entrevista é uma ferramenta bastante utilizada na avaliação em psicologia hospitalar.
IV. O processo de avaliação e elaboração de diagnóstico coincide com o início do tratamento no contexto hospitalar.
A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é:
I, II e III
I, III e IV
II, III e IV
I, II, III e IV
I, II e IV
Doença renal crônica requer uma abordagem clínica e assistência especializada que envolva todas as necessidades biológicas, sociais e emocionais do indivíduo, e que permita a promoção de habilidades que auxilie o autocuidado e manejo da doença. Quanto ao trabalho do Psicólogo nestas condições é correto afirmar que:
a prevalência de psicopatologias em pessoas com doenças crônicas como a doença renal são equivalentes aos da população em geral em relação à risco de suicídio e desesperança, porém considera-se que as mudanças do estilo de vida e as limitações impostas leva a mais quadros depressivos e ansiosos que da população em geral.
são fatores que influenciarão de modo positivo o enfrentamento de pacientes com doenças crônicas, as mudanças corporais advindas da doença e os mecanismos de coping religioso e o suporte social.
um dos motivos pelos quais os pacientes em hemodiálise possuem altas taxas de depressão é o fato de serem “dependentes de uma máquina”, restringindo sua independência e suas atividades diárias.
os pacientes tem maior probabilidade de desenvolver depressão principalmente no momento final de doença quando há o agravamento dos sintomas incuráveis e possui menor probabilidade ao iniciar o tratamento dialítico.
o Ministério da Saúde criou, em 2011, o Plano de Ações Estratégicas para o enfrentamento das DCNT onde propõe-se o Modelo de Atenção às Condições Crônicas (MACC), que possui ampla aplicabilidade no cenário hospitalar.
Segundo Castro e Bornholoh (2004), a Psicologia da saúde é uma área da Psicologia voltada para as práticas e pesquisas pertinentes ao processo de saúde e doença. No Brasil, a prática psicológica na saúde também é exercida pela Psicologia Hospitalar. A divisão dessas áreas se dá pela inserção das práticas em solo brasileiro. Logo, a diferença entre essas duas áreas pode ser formulada da seguinte maneira:
A Psicologia da Saúde está no âmbito da atenção básica à saúde, enquanto a Psicologia Hospitalar se restringe ao âmbito secundário e terciário de atenção à saúde.
A ocupação histórica da Psicologia da Saúde, em que se vinculou ao modelo biopsicossocial e implementação das práticas em hospitais. Já a Psicologia Hospitalar se limita ao atendimento ambulatorial.
A Psicologia Hospitalar se orienta a partir do processo saúde e doença, em que compreende os fatores biológicos e sociais. A perspectiva da Psicologia da Saúde está centrada no atendimento psicoterapêutico e ambulatorial, grupos de profilaxia, psicomotricidade em contexto da saúde, entre outras práticas.
A Psicologia Hospitalar realiza avaliação psicológica de forma estrita, enquanto a Psicologia da Saúde desenvolve práticas voltadas ao processo de saúde e doença.
A Psicologia da Saúde considera o processo saúde e doença conforme os fatores sociais e históricos, excluindo os fatores biológicos e comportamentais. A Psicologia Hospitalar tem maior amplitude de análise e espaço de atuação, por se voltar ao âmbito secundário e terciário da atenção à saúde.
Assinale a alternativa correspondente à atuação do psicólogo no hospital.
Auxiliar na evitação da elaboração simbólica do adoecimento e sua atribuição de sentidos.
Dar voz à objetividade do tratamento para evitar o contato com as emoções.
Buscar medidas terapêuticas baseadas no suporte emocional, no apoio psicológico, em intervenções clínicas breves e focais que favoreçam reflexões que possibilitem novos padrões adaptativos com ênfase nas dificuldades do momento.
Promover diálogos acerca de amenidades e evitar reflexões relacionadas ao atravessar do tratamento necessário.
Propor dinâmicas que invalidem sentimentos presentes relativos às dificuldade do momento do adoecimento.
De acordo com Gonze & Brito (2013) no capítulo "Psicanálise e Hospital: a construção de uma prática possível", houve a expansão da Psicanálise para além dos consultórios, a partir de Freud e outros autores, que apostaram numa prática possível também no âmbito hospitalar. Trata-se de um cenário para a escuta do inconsciente e um campo fértil para o psicanalista. Pensando sobre a Psicanálise no hospital e nas demais instituições de saúde, marque Verdadeiro (V) ou Falso (F) para as questões abaixo:
I. No hospital o psicanalista testemunha momentos cruciais na vida de uma pessoa. O momento limite vivido por um paciente no hospital pode ser também o da oferta do analista que, com sua presença, pode propiciar o surgimento de uma demanda.
II. A transferência é um conceito fundamental da Psicanálise. Trata-se de uma relação entre analista e analisando, descoberta por Freud a partir do atendimento a seus pacientes, e que se refere ao investimento narcísico do paciente com o analista, despertando conteúdos de sonhos que movem o tratamento.
III. No hospital os doentes muitas vezes são reconhecidos por sua patologia e não por sua subjetividade. Assim é que temos “aquele que infartou” ou “o que sofreu edema agudo de pulmão”. São pacientes que recebem uma denominação segundo sua patologia e não segundo sua condição de sujeito desejante, indo ao encontro do que a Psicanálise preconiza como importante.
IV. Frente ao sujeito que sofre de uma doença orgânica, no hospital ou no consultório, a questão para a Psicanálise não está na natureza do sofrimento, mas na posição subjetiva, ou seja, no modo de relação com o sofrimento, o que, ao transformar-se em uma questão para o sujeito, há a possibilidade de elaborar seus pensamentos, sentimentos, comportamentos com base em suas crenças disfuncionais.
V. A doença não é um acidente de percurso, é intrínseca à natureza humana, tão parte da vida quanto o é a morte. Entretanto vive-se a ilusão da infinitude e, diante desse acontecimento inesperado, o sujeito perde a sua sustentação imaginária, ilusória, de saúde perfeita, de certezas e garantias no corpo e nos laços sociais.
I - (V); II - (F); III - (F); IV - (F); V - (V)
I - (F); II - (F); III - (V); IV - (F); V - (V)
I - (V); II - (F); III - (F); IV - (V); V - (F)
I - (V); II - (V); III - (F); IV - (V); V - (V)
I - (F); II - (V); III - (V); IV - (F); V - (F)
Na opinião de Amarante (2007), no início de seu livro: “Saúde mental e atenção psicossocial”, o que se conhece como saúde mental é uma área muita extensa e complexa do conhecimento. Este autor também considera importante assinalar que poucos campos de conhecimento e atuação na saúde são tão vigorosamente complexos, plurais, intersetoriais e com tanta transversalidade de saberes. Considerando os aspectos históricos apresentados pelo autor sobre origem e desenvolvimento do hospital, assinale a alternativa correta que contém afirmativas que são Falsas (letra F) ou Verdadeiras (letra V).
I. O hospital não era uma instituição médica. Foi criado inicialmente na Idade Média como instituição de caridade com o objetivo oferecer abrigo, alimentação e assistência religiosa aos pobres, miseráveis, mendigos, desabrigados e doentes.
II. Para denominar tais instituição religiosas, utilizou-se a expressão: “hospital” que em latim significa: hospedagem, hospedaria, hospitalidade.
III. Por meio de um longo processo, o hospital foi transformado em uma instituição médica. O hospital tornou-se espaço de exame, tratamento, reprodução do saber médico (hospital-escola, residência médica, local privilegiado de ensino e aprendizagem).
IV. Em tempos remotos a internação no hospital era determinada por autoridades reais e judiciárias. Ao Diretor do estabelecimento foi delegado um poder absoluto sobre toda a população, podendo punir as pessoas por estarem doentes.
V. O hospital ao longo do tempo e até os dias de hoje não perdeu suas funções de origem, de caridade e de controle social; na mesma proporção, passou a assumir uma nova finalidade: a de tratar os enfermos.
I - (V); II - (F); III - (F); IV - (F); V - (V)
I - (V); II - (V); III - (V); IV - (F); V - (F)
I - (V); II - (F); III - (F); IV - (V); V - (F)
I - (F); II - (V); III - (F); IV - (V); V - (V)
I - (F); II - (V); III - (V); IV - (F); V - (F)
A reforma implantada na França, na década de 1960, e que tinha como objetivo a continuidade terapêutica após a alta, foi denominada:
psiquiatria de setor
atenção psicossocial
psiquiatria comunitária
tratamento extramuros
O psico oncologista atende as necessidades de suporte psicossocial. Assinale a alternativa CORRETA:
Apenas ao paciente;
Ao paciente, familiar e equipe;
Somente ao paciente e familiares;
Ao paciente e se solicitado aos familiares.
Os potenciais efeitos do estresse ocupacional sobre o bem-estar físico e emocional dos profissionais têm sido objeto de estudo de pesquisas científicas nos últimos anos, por se tratar de um importante problema de saúde e um limitador da capacidade de promover cuidado de qualidade. Nesse sentido, a propensão dos profissionais de saúde à Síndrome de Burnout (SB) é bem documentada, principalmente os que trabalham em ambientes complexos e intensos como os hospitais (PERNICIOTTI et al., 2020). Considerando as características desta síndrome, assinale a alternativa INCORRETA:
A exaustão emocional correspondente à SB é caracterizada pelos sentimentos de estar sobrecarregado e exaurido de seus recursos físicos e emocionais, levando ao esgotamento de energia para investir nas situações que se apresentam no trabalho;
Na medida em que a exaustão emocional se agrava, a despersonalização ou cinismo pode ocorrer, os quais são caracterizados por uma postura distante ou indiferente do indivíduo em relação ao trabalho, aos colegas e aos pacientes;
O surgimento dos sintomas que caracterizam a SB ocorre abruptamente, resultando da coerência entre as expectativas e idealizações do indivíduo e a realidade da prática profissional;
A redução da realização pessoal, característica da SB, é referente à tendência do sujeito de se avaliar negativamente em relação às suas competências e produtividade no trabalho, o que pode acarretar diminuição da autoestima.
Durante a avaliação desse paciente, o psicólogo deve perguntar se ele iniciou ou se interrompeu recentemente o uso de medicação prescrita para o tratamento da saúde física.
Certo
Errado
Sobre o transtorno de ajustamento, assinale a alternativa correta.
Caracteriza-se como uma psicopatologia grave em pacientes internados, que precisam receber acompanhamento psicológico e psiquiátrico durante a hospitalização, de forma a diminuir a ocorrência de tal transtorno.
Os sintomas mantêm-se, geralmente, por anos após a hospitalização. Desse modo, os pacientes internados que apresentam tal transtorno devem ser encaminhados para acompanhamento psicológico após a alta hospitalar.
É bastante comum e esperado no ambiente hospitalar, constitui-se como um estado de angústia subjetiva e perturbação emocional que não interfere no funcionamento e no desempenho social do indivíduo.
Faz parte do grupo de transtornos de personalidade. Assim, sua ocorrência é prévia à hospitalização, porém os sintomas tornam-se mais intensos diante de eventos estressores, como a internação.
O aumento e a diminuição de sintomas psíquicos relacionados ao transtorno de ajustamento durante a hospitalização não têm relação com a melhora ou piora clínica.
O profissional de saúde, em contato com o sofrimento nas suas diversas dimensões, vive conflitos sobre como se posicionar diante da dor, que nem sempre consegue aliviar. O contexto hospitalar é marcado por esses conflitos, que podem levar, muitas vezes, ao adoecimento do profissional. Esse convívio com dor, perda e morte traz ao profissional a vivência de seus processos internos, suas fragilidades, vulnerabilidades, medos e incertezas e nem sempre há espaços para compartilhar. O psicólogo hospitalar também pode estar comprometido com essa demanda de cuidado. Dentre as alternativas a seguir, qual NÃO representa uma prática coerente do Psicólogo Hospitalar?
Legitimar o sofrimento vivenciado pelos profissionais sem naturalizar os fatos vivenciados.
Orientar os profissionais a se distanciarem emocionalmente dos pacientes para evitar os sofrimentos decorrentes desses vínculos.
Criar espaços institucionais de escuta para os profissionais de saúde.
Ofertar formação continuada sobre temas emergentes.
Articular com a rede de saúde projetos de cuidado da saúde do trabalhador.
O diagnóstico psicológico no contexto hospitalar focaliza prioritariamente qual aspecto?
Os transtornos mentais.
A avaliação psicossocial.
A identificação da natureza da doença ou distúrbio, por seus sinais ou sintomas.
As reações emocionais e/ou psíquicas determinadas pelo trinômio doença-internação-tratamento.
Segundo J. Kovácz (2003), baseada na obra de Philippe Ariès, a evolução da medicina, que tornou o hospital a opção de encaminhamento preferencial do paciente terminal,
concedeu voz ativa ao doente terminal, por colocá-lo em um ambiente neutro e livre das pressões emocionais dos que com ele convivem.
não afetou significativamente os rituais que envolvem a morte, os quais dependem mais dos vínculos familiares do que das circunstâncias e do local do falecimento.
conferiu maior dignidade aos processos de terminalidade e morte do paciente, por libertá-lo da dor e dos padecimentos inevitáveis dessas circunstâncias.
possibilitou que a família participasse mais ativamente da morte do ente querido, que teve seu período de vida estendido, sem arcar com o peso dos cuidados necessários.
reforça a noção de morte interdita, na medida em que a morte passa a ser considerada natural nas instalações hospitalares.