Questões de Concurso sobre Saúde

 
 
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De acordo com a Lei Orgânica da Saúde, como se chama o conjunto de ações que proporcionam o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos?


A

Vigilância social.


B

Vigilância sanitária.


C

Saúde do trabalhador.


D

Saúde coletiva.


E

Vigilância epidemiológica.

Lessa (2003) aponta desafios e perspectivas para o Serviço Social na saúde. Para a autora, as transformações nas últimas décadas têm levado a significativas mudanças na prática dos assistentes sociais na área da saúde. Sobre essas mudanças, assinale a alternativa correta.


A

De modo geral, atualmente, não existem mais grandes desafios a serem superados pelos assistentes sociais na saúde, pois eles já foram suplantados nas décadas passadas.


B

Os assistentes sociais tiveram que se desapegar da “identidade profissional” construída nos anos anteriores e ampliar sua qualificação técnico-operativa, mas não necessariamente política.


C

Atualmente, vive-se um momento em que os assistentes sociais não convivem mais com velhas posturas e práticas, uma vez que as tradicionais atividades do Serviço Social passaram a ter novas funções dentro do sistema.


D

Os assistentes sociais tiveram que adquirir maior flexibilidade para incorporar novas demandas, já que aquele modelo de ação profissional das décadas anteriores já não respondia às necessidades impostas pela realidade.

Castro e Andrade (2014) abordam sobre os limites e possibilidades do cotidiano do assistente social na operacionalização do Sistema Único de Saúde. Para as autoras, entra em questão a abordagem teórica acerca da atuação profissional do Serviço Social na saúde pública a partir da consideração de sua singularidade profissional. Com relação aos limites e possibilidades profissionais, segundo as autoras, assinale a alternativa correta.


A

Com relação à dinâmica do atendimento em plantão, o mesmo é visto como forma de burocratizar a ação profissional que não permite o aprofundamento de questões subjetivas em torno dos sujeitos atendidos.


B

Para as autoras supracitadas, não se constitui um dos limites para a operacionalização da prática profissional a fragilidade da saúde pública e as precárias condições de trabalho que acometem os assistentes sociais.


C

Elaborar propostas do agir profissional do assistente social que ultrapassem as demandas emergentes do cotidiano profissional na superação de práticas fragmentadas não se constituem um desafio para o assistente social.


D

O trabalho, na perspectiva do plantão, dificulta uma ação planejada e continuada. Dessa forma, quando o plantão é planejado e refletido compromete o exercício profissional com atuações rotineiras, burocráticas e mecanizadas.

O Projeto de Reforma Sanitária tem como uma de suas estratégias o Sistema Único de Saúde (SUS), considerado fruto de lutas e mobilização dos profissionais de saúde, articulados ao movimento popular (BRAVO, 2006). Na perspectiva do Projeto de Reforma Sanitária, qual deve ser a função do Estado?


A

Garantir aos que não podem pagar, um mínimo, através da assistência social e, ao setor privado, a saúde e previdência complementar.


B

Atuar em função da sociedade, embasado na concepção de Estado democrático e de direito, responsável pelas políticas sociais, entre elas, a saúde.


C

Compreender que a saúde é livre à iniciativa privada, cabendo ao Estado a garantia da parceria público e privado, na condução das políticas públicas.


D

Focalizar no atendimento às populações vulneráveis através do pacote básico da saúde, com contenção de gastos e racionalização da oferta de serviços.

Sandra, 45 anos, procura a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência e queixa-se que está, há meses, aguardando consulta especializada, relatando, ainda, que seus medicamentos não fazem efeito e que não possui recursos para sobrevivência. O Agente Comunitário de Saúde, que realiza visitas domiciliares à Sandra, solicitou orientação do assistente social da unidade que, em consonância com suas atribuições e competências profissionais na área da saúde, pode intervir realizando


A

escuta e acolhimento das queixas; encaminhamento da paciente para recepção da UBS e agendamento do início do acampamento sócio terapêutico.


B

avaliação socioeconômica na UBS; agendamento de uma visita domiciliar e a referência da cliente para atenção terciária.


C

escuta da queixa; fornecimento da medicação que a paciente necessitava e encaminhamento ao Centro de Referência da Assistência Social (CRAS).


D

o agendamento de consultas e exames especializados com prioridade e início do acompanhamento social terapêutico e sistemático.


E

atendimento inicial para escuta e avalição socioeconômica; encaminhamento para os setores responsáveis, incluindo a rede de serviços, e agendamento de uma visita domiciliar.

De acordo com o texto de Baptista (2007), no livro Políticas de saúde: organização e operacionalização do Sistema Único de Saúde, o Estado brasileiro deu início, nos anos 1930, a um determinado padrão de proteção social baseado em um sistema de estratificação ocupacional, definido como norma legal, atribuindo o status de cidadão apenas àqueles trabalhadores com vínculo contributivo formal. O conceito que define esse padrão é o de cidadania:


A

Invertida.


B

Regulada.


C

Social.


D

Trabalhista.


E

Formal.

Mentalidades, discursos, ações políticas e demais determinações neoliberais direcionam a intervenção mínima do Estado, na economia, estimulando a mercantilização de direitos sociais e a refilantropização da questão social. Somente em contextos de agravadas crises, que interferem indistintamente na vida das pessoas, é que se têm questionamentos e certa responsabilização ampliada do Estado para que assegure o atendimento de demandas e necessidades vitais/sociais. A pandemia do Coronavírus (COVID-19), que é um exemplo disso, talvez seja um dos maiores desafios enfrentados pelo Sistema de Saúde brasileiro (SUS), desde a sua criação. A partir desses argumentos, é possível afirmar:


A

O Sistema único de saúde brasileiro (SUS), inspirado no sistema de saúde norte-americano, responsabiliza a família, a sociedade e o Estado, de forma análoga, pelo seu financiamento, execução e acesso.


B

Assim como a Política de Assistência Social, o direito à saúde só é garantido a quem dele necessitar, o que restringe seu acesso às populações mais empobrecidas do Brasil.


C

A política de saúde brasileira preza pela complementaridade dos serviços prestados por empresas e demais organizações privadas, em razão de avaliações e resultados científicos que comprovam a incapacidade do Estado em assegurar uma saúde pública de qualidade.


D

Frente às crises decorrentes da pandemia pelo Coronavírus, têm preferência de atendimento as pessoas com planos de saúde, que se preocupam com a oferta qualitativa desses serviços.


E

A política de saúde, que integra a Seguridade Social Brasileira, é reconhecida como direito fundamental e ampliado do ser humano e como responsabilidade do Estado de garantir às pessoas, e à coletividade, condições de bem-estar físico, mental e social.

Conforme consta nos Parâmetros para atuação do Assistente Social na Política de Saúde, é INCORRETO afirmar que:


A

os assistentes sociais, na saúde, atuam em quatro grandes eixos: atendimento direto aos usuários; mobilização, participação e controle social; investigação, planejamento e gestão; assessoria, qualificação e formação profissional.


B

as visitas domiciliares são importantes instrumentos a serem utilizados por assistentes sociais e devem ser utilizadas como meio de verificação de dados fornecidos pelos usuários.


C

a contribuição do profissional de Serviço Social na gestão e no planejamento busca a intersetorialidade, na perspectiva de conceber a saúde no âmbito da Seguridade Social.


D

ações socioeducativas consistem em orientações reflexivas e socialização de informações realizadas por meio de abordagens individuais, grupais ou coletivas ao usuário, família e população de determinada área programática.


E

a avaliação socioeconômica dos usuários tem por objetivo ser um meio que possibilite a mobilização dos mesmos para a garantia de direitos e não um instrumento que impeça o acesso aos serviços.

Em pesquisa realizada junto a assistentes sociais que atuam no NASF, Santos e Bettiol Lanza (2014) identificaram que:


A

Os assistentes sociais entrevistados efetuam análises que extrapolam a qualificação do processo de trabalho, submetendo o mesmo ao objetivo de superação do modelo médico-hegemônico, e ao posicionamento em favor do conceito ampliado de saúde.


B

O papel de apoio, realizado pelos profissionais do NASF, prescinde de uma teleologia, na medida em que esse trabalho tem como principais contribuições a ampliação da visão dos sujeitos envolvidos e a construção de outras possibilidades de intervenção no social.


C

A inserção de assistentes sociais no NASF tende a reatualizar a herança conservadora da profissão, na medida em que esse profissional é, prioritariamente, convocado a mediar situações de conflitos entre objetivos institucionais e reais necessidades da população.


D

A ampliação das equipes do NASF tem sido acompanhada de uma intensa precarização dos vínculos empregatícios e das condições de trabalho, restringindo a autonomia profissional e comprometendo o alcance de seu projeto ético-político.


E

A ausência de referências para o trabalho do assistente social neste espaço sócio-ocupacional revela um importante distanciamento entre o que a categoria tem assumido enquanto produção teórica e prática na área da saúde, e as atividades próprias do NASF.

A assistência social ocupa-se de prover proteção à vida, reduzir danos, prevenir a incidência de riscos sociais, independente de contribuição prévia, e deve ser financiada com recursos previstos no orçamento:


A

Do Ministério dos Direitos Humanos.


B

Da Previdência Social.


C

De cada prefeitura.


D

Da Seguridade Social.

   
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