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Segundo Chupel e Mioto (2010), algumas concepções sobre acolhimento no campo da saúde contribuem para melhor compreensão sobre a reorganização dos serviços e a atenção ao usuário. Assinale a alternativa que descreve tais concepções:
Ampliação das capacidades individuais no enfretamento dos problemas sociais do processo saúde‐doença.
Capacidade de identificar demandas emocionais em um território.
Acolhimento como processo de trabalho pluridisciplinar, constituindo uma relação hierarquizada com o usuário, na qual ele recebe aconselhamentos.
Acolhimento como facilitador de acesso ao direito, como coeficiente de autonomia e como posicionamento ético.
Acolhimento como ação exclusiva de coleta de dados e informações sobre o usuário e a comunidade.
Conforme os achados em revisão de literatura (Chupel; Mioto, 2010), o Serviço Social não apresenta produção científica significativa acerca do tema “acolhimento”; todavia, não se trata de um tema de menor importância aos profissionais que atuam no campo da saúde. Assinale a alternativa que contenha a definição de acolhimento para o Serviço Social segundo a literatura existente:
Compartilhamento exclusivo de informações e orientações diretivas.
Criação de vínculo e estabelecimento de uma relação de confiança para que seja possível coletar o maior número de informações verdadeiras sobre o usuário atendido.
Comportamento cordial que centra a prática profissional na atenção às questões individuais.
Escuta da história de vida a partir da Teoria Crítica Progressista e operacionalização de políticas públicas voltadas para aquele indivíduo atendido.
Processo que incorpora as relações humanas, a escuta social qualificada e a identificação da situação‐problema, no âmbito individual, mas também coletivo.
Ao debaterem as relações existentes entre o projeto de reforma sanitária e o projeto ético‐político do Serviço Social, Matos e Bravo (2009) apontam algumas das requisições postas às/aos assistentes sociais pelo projeto privatista e pelo mencionado projeto de reforma sanitária, ressaltando as tensões existentes entre ambos. Para o enfrentamento destas tensões, que rebatem de diversas formas no cotidiano do trabalho profissional, os autores afirmam que é fundamental que as/os assistentes sociais não se distanciem “[...] do objetivo da profissão, que na área da saúde passa pela compreensão dos aspectos sociais, econômicos, culturais que interferem no processo saúde‐doença [...]” (BRAVO; MATOS, 2009, p. 212). De fato, a destacada compreensão combina‐se, ainda segundo os mesmos autores, a uma importante requisição do projeto de reforma sanitária ao Serviço Social, qual seja, a de contribuir para a
articulação entre as diversas Organizações Sociais.
interação entre o modelo curativo e preventivo.
prevenção somada à medicalização da vida social.
interação dos serviços de saúde com a realidade.
articulação entre os setores estatal e empresarial.
Ao analisar a inserção de assistentes sociais na área da saúde, Costa (In: MOTA, A. B. (Org.), 2009) procura apreender as particularidades do trabalho profissional, situando‐o como parte dos processos coletivos de trabalho na saúde. Assim, segundo a autora, uma dessas particularidades “[...] não apenas evidencia o reconhecimento técnico dessa prática profissional na equipe de saúde, mas a qualifica de modo particular no interior do processo de trabalho em saúde” (COSTA, 2009, p. 341). Tal particularidade diz respeito:
à combinação das ações do modelo médico‐hegemônico com as propostas do Sistema Único de Saúde (SUS).
ao atendimento das demandas de saúde do território à luz das propostas da clínica médica curativa individual.
à articulação interna das diferentes dimensões do Serviço Social e entre elas e os serviços de assistência social.
à articulação interna entre os níveis de serviços de saúde e entre as políticas de saúde e demais políticas sociais.
à articulação entre as unidades de Serviço Social dos serviços de saúde e entre estes e as políticas não setoriais.
Responda as questões 25 e 26, com base nas publicações de Maria Inês Bravo.
Nos anos 1980, a saúde deixou de ser interesse apenas dos técnicos para assumir uma dimensão política. Envolveram-se na discussão das condições de vida da população brasileira e das propostas governamentais apresentadas para o setor novos sujeitos sociais. Dentre eles, aquele que atuou como veículo de difusão e ampliação do debate em torno da saúde e democracia denomina-se:
Conselho Nacional de Saúde;
Movimento de Renovação Médica;
Federação Brasileira de Hospitais;
Centro Brasileiro de Estudos de Saúde;
Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde.
Responda as questões 29 e 30, tendo como referência o documento intitulado Parâmetros para a Atuação de Assistentes Sociais na Política de Saúde.
Apropriando-se do debate sobre as atribuições privativas do profissional de Serviço realizado por Marilda Iamamoto, o CFESS aponta que ao realizar atividades partilhadas com outros trabalhadores da saúde, o assistente social dispõe tanto de ângulos particulares de observação na interpretação dos mesmos processos sociais, como de uma competência distinta para o encaminhamento das ações. Aliás, é essa capacidade, decorrente da sua formação profissional, que diferencia cada membro da equipe. Portanto, o trabalho coletivo não impõe a diluição de competências e atribuições profissionais. Ao contrário, exige maior clareza no trato das mesmas e o cultivo da identidade profissional como condição de potenciar o trabalho conjunto. Essa compreensão da atuação em equipe é respaldada pelo trabalho tipificado como:
matricial;
transversal;
interdisciplinar;
pluridisciplinar;
transdisciplinar.
A Seguridade Social foi uma das principais conquistas sociais da Constituição Federal de 1988, institucionalizando uma forma inovadora de organizar as iniciativas dos Poderes Públicos e da sociedade no acesso aos direitos da previdência social, saúde e assistência social.
Sobre seu desenvolvimento histórico no Brasil, segundo a autora Ivanete Boschetti (2008), é CORRETO afirmar que
foi na Subcomissão de Saúde, Seguridade e Meio Ambiente que se forjaram, de modo mais preciso, os princípios da seguridade social brasileira.
houve defesa de articulação institucional e financeira entre previdência e assistência social.
a assistência social foi objeto específico de algumas audiências públicas na Subcomissão dos Direitos dos Trabalhadores.
a proposta da CUT para a seguridade social apresentava a saúde incluída na seguridade social e a assistência social constituindo um sistema à parte.
a seguridade social era apresentada em documentos englobando os benefícios previdenciários e alguns “serviços sociais”, sem distinção de financiamento entre esses dois tipos de direitos.
Com base nos Parâmetros para Atuação de Assistentes Sociais na Política de Saúde1 qual seria a ação a ser executada pelos (as) profissionais de serviço social nas unidades de saúde da Marinha do Brasil?
Realização de atividades socioeducativas nas campanhas preventivas.
Convocação do responsável ou curador para informar sobre alta do paciente.
Comunicação de óbito quando do impedimento de outro profissional da equipe de saúde para fazê-la.
Montagem do processo para viabilização de medicação de alto custo e fornecimento de equipamentos (órteses, prótese, dentre outros).
Identificação de vagas em outras unidades de saúde da Marinha nas situações de necessidades de transferência hospitalar.
O Assistente Social, como profissional inserido na divisão social e técnica do trabalho, inclui-se neste meio, implementando sua ação, tornando-se indispensável nas equipes de saúde. É verdadeiro o que se apresenta em todos os itens, à exceção do:
A consolidação do trabalho do Assistente Social na saúde pressupõe um conhecimento vasto sobre políticas públicas, em particular a do SUS, e como elas são garantidas à população;
É exigido do profissional um conjunto de saberes que envolvem as instâncias da saúde: de prevenção a tratamento, rede de atenção, estruturação do atendimento e, teoricamente, a trajetória de conquistas sociais brasileiras;
A Reforma Sanitária e a Constituição de 1988 vedaram o contexto em que se constroem as ações e relações de trabalho e se concretizam as demandas postas para a intervenção do Assistente Social;
O profissional está em constante busca da defesa de um projeto profissional comprometido e na incessante defesa dos princípios estabelecidos no atual Código de Ética da profissão: liberdade, democracia, igualdade e equidade social.
O estudo “A inclusão da família nos projetos terapêuticos dos serviços de saúde mental”, de Lúcia Cristina Rosa (2005) discute a inclusão da família nos projetos terapêuticos dos serviços de saúde mental. Apontam-se as potencialidades, os limites e riscos implícitos nessa abordagem inclusiva. Sobre esses aspectos, considere as afirmativas abaixo:
I. Os conselhos gestores dos serviços são formados eminentemente por mulheres com baixa escolaridade e que necessitam, em geral, passar por processos de formação para ampliar a capacidade de participação.
II. Existe um campo de tensão entre o que os profissionais esperam das famílias e o quanto estas podem, na realidade, contribuir.
III. Ocorre a negação e o confronto direto dos familiares/usuários, especialmente aqueles de baixa renda, com os profissionais e dirigentes dos serviços de saúde devido às dificuldades de aceitarem o novo modelo da Reforma Psiquiátrica.
IV. Vivencia-se certa resistência de grupos de familiares quanto às mudanças em curso, seja por desconhecimento da proposta do movimento pela reforma psiquiátrica e/ou pelo temor de terem que assumir sozinhos o cuidado com o portador de transtorno mental.
Estão CORRETAS apenas
II e IV.
III e IV.
I e II.
I e IV.
I, II e III.