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A reprodução e o cuidado dos filhos passaram a ser a razão de viver das mulheres e não apenas uma etapa em suas vidas.
Alguns programas de auxílio à família com complementação de renda, ao reafirmarem as responsabilidades públicas do Estado tendem a reforçar o ideário neoliberal e seus programas privatistas liberalizantes.
A vulnerabilidade à pobreza não está relacionada às tipologias ou arranjos familiares e ao ciclo de vida das famílias, mas sim a fatores exclusivos da conjuntura econômica e das qualificações específicas dos indivíduos.
A intervenção em situações familiares especiais — desemprego, prisão, doenças, migração — tem caráter prioritariamente individual e curativo para fortalecer aquele que apresenta o problema.
O Assistente Social, ao atender uma família cuja conduta foi considerada inadequada no âmbito dos relacionamentos intra-familiares, deve considerar que, numa sociedade burocrática, as condutas são
fruto de fatores genéticos que se consolidam na idade adulta.
aprendidas em instituições sociais, sobretudo na escola.
aprendidas, sendo a família uma instituição central nesse processo.
resultado do processo de orientação e sofrem maior influência na adolescência.
principalmente forjadas pelo processo produtivo.
A diminuição do tamanho das famílias levam a um fortalecimento dos vínculos familiares e a uma menor vulnerabilidade em situações de crise.
Estudos mostram que, de modo geral, os cuidados aos mais velhos são prestados por uma rede informal de apoio: suas famílias — cônjuge, filhos, parentes — e, na falta destes, por amigos e vizinhos.
A adoção de crianças e adolescentes no Brasil, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, é vedada:
no caso dos divorciados e dos judicialmente separados, quando realizada conjuntamente;
quando o adotante tenha mais de 40 anos que o adotando;
aos ascendentes e irmãos do adotando;
sem consentimento dos pais do adotando, mesmo quando destituídos do pátrio poder;
quando solicitada por ambos os cônjuges ou concubinos.
No trabalho com famílias, o eixo do atendimento deve ser deslocado das dificuldades individuais para as familiares, quando se compreende que a família expressa suas dificuldades por intermédio de seus membros individualmente.
Ocorreram mudanças radicais na organização das famílias, entre as quais se observam processos de empobrecimento acelerado e de (des)territorialização gerada pelos movimentos migratórios.
As transformações relacionadas à ordem econômica, à organização do trabalho e, principalmente, ao enfraquecimento da lógica individualista, atingem profundamente a sociedade contemporânea.
O objetivo da intervenção em situações familiares é identificar as fontes de dificuldades e trabalhar exclusivamente as possibilidades de mudanças nas relações da família com a sociedade, sem interferir nas suas relações internas.
a liberalização dos hábitos e dos costumes, especialmente relacionados à sexualidade e à nova posição da mulher na sociedade.
Os laços de consanguinidade e suas relações expressam-se como uma vinculação mais sólida e eficaz, capaz de ser acionada em momentos árduos e possíveis de resistir a longos períodos de separação e a fortes conflitos.
Segundo a análise de Regina Célia Tamaso Mioto, a família brasileira sofre mudanças apartir dos anos 90. Estas mudanças têm sido decorrentes de uma multiplicidade de aspectos, dentre os quais se destacam:
a ampliação do mercado de trabalho feminino, a conseqüente equiparação salarial com o trabalho masculino e a liberalização sexual da mulher;
a transformação e a liberalização dos hábitos e dos costumes, especialmente relacionadosà sexualidade eàposiçãodamulhernasociedade;
o avanço nos meios de comunicação de massa, o número reduzido de filhos e o incremento da posição masculina no mercado de trabalho;
o cumprimento das tarefas domésticas por parte da mulher e a conseqüente diminuição da jornada profissional no mercado de trabalho;
o aumento do número de filhos, tendo em vista a ampliação da rede hospitalar e o acompanhamento pré-natal.
As famílias são unidades de relações sociais, cujos hábitos e padrões de comportamento são transmitidos a seus novos membros, sem, no entanto, se configurarem como unidades de reprodução ideológica.
Uma primeira forma de as famílias enfrentarem o problema do transtorno mental, é a estratégia de normalização dos sintomas, ou seja, manutenção da rotina habitual considerando a mudança de comportamento do portador de transtorno mental como fato corriqueiro.
A família deve ser considerada como uma das redes primárias por ser um espaço em que as pessoas se comunicam com base em afinidades pessoais.