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A intervenção em situação sintomática inclui ações de cuidados voltadas para situações em que as famílias, não tendo encontrado soluções ou respostas adequadas para os desafios cotidianos — alcoolismo, depressão, violência —, expressam sinais de sofrimento.
Especialmente após a promulgação da "Constituição Cidadã", a família tem sido considerada como destinatária preferencial de diversos programas sociais. No seu cotidiano profissional, o assistente social tem como um de seus desafios
discutir o atual processo de modernização e as transformações no seio da família, tornando-a agente principal da exclusão social no país.
conceber a família como instituição da macro-estrutura social e refletir sobre seu protagonismo na contemporaneidade.
ter como pressuposto básico a identificação da incidência da violência social nas relações intra e inter familiares.
estimular as famílias a buscarem soluções imediatistas, face aos parcos recursos destinados aos projetos de enfrentamento à pobreza.
conceber a família em suas múltiplas configurações e apreender suas particularidades como pertencentes a diferentes camadas sociais.
Em casos em que a sintomatologia se aproxima mais de comportamentos aceitos socialmente, como nos diagnósticos leves de neurose ou depressão, não ocorre o processo de normalização por parte da família.
Além de ser a relação social em que se forma a estrutura psíquica do indivíduo, a família constitui um espaço social distinto, que gera e consubstancia hierarquias de idade e de sexo.
A redução da autoridade do marido e do pai nas famílias de camadas médias, vem contribuindo para que os filhos assimilem a posição de sujeito de deveres, ficando em segundo plano a condição de sujeitos de direitos.
Na modernidade, o crescimento das taxas de separação e divórcio, os novos casamentos e a multiplicidade de formas assumidas pelo casamento e pelas famílias, não reflete na relação dos idosos com seus filhos e netos.
Os acontecimentos próprios da vida das famílias — nascimentos, mortes, envelhecimento, casamentos, separações — não alteram o caráter dos vínculos familiares e as formas de inserção dos grupos familiares na sociedade.
No trabalho com famílias, não cabe aos familiares a avaliação do desenvolvimento do grupo, uma vez que esta é prerrogativa do técnico que o acompanha e que determina o rumo da intervenção.
Há uma menor possibilidade de convivência entre as diversas gerações, na medida em que as famílias estão maiores.
Para o assistente social só e possível dialogar com a família, em vista de mudanças no seu modo de agir, se primeiro tentar compreender o seu referencial, sem julgá-la ou recriminá-la, simplesmente porque não partilha de seus valores.
Foi solicitado ao Assistente Social uma proposta de serviço para o atendimento de crianças e adolescentes, que deve se pautar pelo direito à liberdade, ao respeito e à dignidade. Esse direito consiste na
inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral das crianças e dos adolescentes, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia dos valores, idéias e crenças, dos espaços e objetos pessoais.
não discriminação, negligência e exploração por parte dos serviços especializados em atendimento às crianças e aos adolescentes.
garantia dos direitos e deveres individuais e coletivos, prioridade em qualquer situação, visando ao pleno desenvolvimento.
garantia de oportunidades referentes ao trabalho, escola, esporte, cultura e lazer.
integração de esforços da família, sociedade e Estado para a garantia de liberdades individuais e coletivas, bem como acesso aos serviços especializados que garantam o pleno desenvolvimento das crianças e adolescentes.
No âmbito municipal, a atuação do assistente social, em diferentes programas, muitas vezes envolve a família. Nesses programas, os profissionais nem sempre percebem que mobilizam diversas formas de se conceber a família e suas relações com outras esferas da sociedade, como Estado, trabalho, mercado. A tendência atual do trabalho com famílias, segundo Regina Mioto, privilegia:
1) uma concepção de totalidade, pela qual os problemas e as soluções não podem ser vistos de forma isolada, nem contidos numa única área específica, como saúde, habitação ou educação.
2) a questão da sustentabilidade das famílias, para que possam se constituir em espaços de cuidado, proteção e referência social.
3) o cuidado setorizado e pontual, procurando responder apenas à necessidade imediata apresentada como demanda ao Serviço Social.
4) a eleição de alguns modelos familiares, como destinatários privilegiados de políticas sociais, como, por exemplo, as famílias chefiadas por mulheres.
5) reestruturação dos núcleos familiares problemáticos mediante sua inserção em programas de geração de emprego e renda. Estão corretas apenas:
2 e 4
1, 4 e 5
2 e 3
1 e 2
1, 2 e 4
A "criança superprotegida", "bode expiatório", "competição entre os pais" e "coalizão cross-generacional rígida" são, segundo GREEN no capítulo sobre modelo sistêmico:
paradoxos na comunicação familiar
conflitos de lealdade conjugal
propriedades do sistema familiar
formas específicas de triangulação da criança com a família
a comunidade formada pelos pais ou qualquer deles e seus descendentes
liberação do Estado das responsabilidades em relação à proteção social.
A constituição de 1988 amplia o conceito de família. Segundo Roberto Maurício Genofre, um dos elementos que justifica essa afirmação é:
o direito da mulher em administrar os bem do casal;
a reafirmação da chefia conjugal, na qual se ressalta o papel do esposo;
o reconhecimento da união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar;
a afirmação do direito paterno ao pátrio poder;
a possibilidade de a mulher poder registrar o(s) filho(s) sem a presença do marido.
Para Maria Célia T. Mioto, a fim que o trabalho profissional do assistente social junto às famílias seja veículo de mudanças efetivas, se faz necessário:
romper as diferenças regionais que permeiam o espaço familiar;
refletir sobre os modelos assistenciais dentro dos quais este trabalho se realiza;
diagnosticar as carências e propor medidas transformadoras;
implementar políticas de controle da natalidade junto às áreas pobres;
possibilitar a participação das famílias nos projetos e programas apresentados.
A terapia estrutural enfatiza:
a organização social existente no sistema familiar
o duplo vínculo nas relações
as famílias funcionais
a causalidade linear
Segundo Maria Célia T. Mioto, a intervenção profissional junto às famílias deve incluir, necessariamente:
um estudo preliminar das necessidades apresentadas pelas famílias nos anos 90;
a opção preferencial pelas famílias desestruturadas pelo desemprego e crises conjugais;
as ações preventivas contra a dependência química;
as políticas de desenvolvimento econômico e que objetivem o bem estar social;
as ações direcionadas à formulação e à implementação de políticas sociais que dêem condições para a sobrevivência do grupo familiar.
Quando se examina o papel das mães das camadas populares e das classes médias na composição do orçamento doméstico, podemos observar:
uma participação reduzida no orçamento, tendo em vista a necessidade de cuidar dos filhos;
uma grande quantidade de atribuições, seja mediante atividades profissionais, seja produzindo no próprio lar;
um aumento dos afazeres associado ao aumento da demanda por emprego por parte dos cônjuges;
a presença das mulheres no ambiente familiar, o que demonstra a redução dos postos de trabalho;
o trabalho doméstico das mulheres determinando o maior quantitativo de salário na família.