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Sobre a geração de intelectuais a que pertenceram Fernando Henrique Cardoso e Octavio Ianni, é correto afirmar que ela
ofereceu as bases teóricas para o desenvolvimentismo brasileiro, em que se buscou investir no setor produtivo como forma de superar a dependência econômica.
desenvolveu leituras ousadas sobre a formação do Brasil em seus aspectos cultural e econômico, notabilizando-se pela escrita ensaística.
iniciou o emprego de métodos econométricos para abordar a história econômica brasileira, gerando um novo retrato otimista das possibilidades do país.
foi a primeira geração de intelectuais profissionais da universidade brasileira, que deu rigor às ciências sociais por recurso ao paradigma durkheimiano.
aprofundou uma abordagem crítica da configuração e da modernização do capitalismo brasileiro baseada no materialismo histórico dialético.
No campo das ciências sociais, a globalização não foi um mero tema a ser incorporado a um quadro interpretativo preexistente. O fenômeno, antes, consistiu em um desafio aos quadros de análise mais gerais do pensamento sociológico. Dado que a sociedade tradicionalmente foi pensada nos marcos do Estado-nação, a crise dessa instituição significou uma crise da própria sociologia, cujos objetos preferenciais têm sido desde seu surgimento a “classe social”, a “identidade nacional”, o “Estado nacional”, os “partidos”, os “sindicatos” e os “movimentos sociais” – todos esses, conceitos insuficientes para se entender a transnacionalização das relações sociais.
Associa corretamente as teorias da globalização aos autores que se debruçaram sobre a temática:
no Brasil, Octavio Ianni deteve-se no tema da globalização, decodificada por ele como “globalismo”, uma nova totalidade histórica que supera o Estado-nação e os vínculos de subordinação econômica e política unilateral, até então conceituados sob a rubrica de “imperialismo”.
para Giovanni Arrighi, o período contemporâneo se caracterizaria pela emergência de uma nova estrutura social (sociedade em rede), de uma nova economia (economia informacional global) e de uma nova cultura (cultura da virtualidade real).
Anthony Giddens propõe-se a explicar a formação do sistema-mundo do século XVI – início do sistema capitalista – e suas transformações até nossos dias, considerando o sistema capitalista como um sistema mundial.
segundo a interpretação de Immanuel Wallerstein, o processo de globalização é resultado da intensificação de alguns fenômenos típicos da modernidade, tais como a separação entre o tempo e o espaço, o desencaixe dos sistemas sociais e a reflexividade das relações sociais.
Manuel Castells desenvolveu uma teoria sistêmica sobre a decadência político-econômica dos Estados Unidos, cuja hegemonia no presente ciclo sistêmico de acumulação teria chegado ao fim.
Octaviano Ianni formou-se em Ciências Sociais na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, em 1954. Integrou o corpo de assistentes da Faculdade, na cadeira de Sociologia I, da qual Florestan Fernandes era o titular. Foi um pensador devotado à compreensão das diferenças sociais, das injustiças a elas associadas e dos meios de superá-las. Leia atentamente o trecho abaixo.
[...] os principais emblemas que inspiram e polarizam a análise sociológica nos dias de hoje: _____, sob o qual nasce a sociologia no século XIX, fruto das revoluções industriais, político-sociais e culturais que abalaram o mundo moderno ocidental; _____, que adquire proeminência na passagem do século XIX para o século XX, quando a Sociologia volta-se para o ator social, a identidade e o cidadão; _____, como totalidade complexa e realidade social nova que desafia o ensino e a pesquisa desde o final do século passado, envolvendo configurações e dinâmica próprios, com importantes implicações metodológicas, empíricas e epistemológicas para as ciências sociais (IANNI, 1997).
A respeito das ideias deste sociólogo, assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.
Sociedade individualizada / Comunidade / Unidade global
Sociedade global / O indivíduo / Sociedade nacional
Indivíduo / Sociedade nacional / Comunidade
Sociedade nacional / O indivíduo / Sociedade global
Em lugar das sociedades nacionais, a sociedade global. Em lugar do mundo dividido em capitalismo e socialismo, um mundo capitalista, multipolarizado, impregnado de experimentos socialistas [...] A partir da segunda guerra mundial, desenvolveu-se um amplo processo de mundialização de relações, processos e estruturas de dominação e apropriação, antagonismo e integração. Aos poucos, todas as esferas da vida social, coletiva e individual, são alcançadas pelos problemas e dilemas (IANNI, 1996).
O trecho anterior foi retirado do livro “A Sociedade Global”, escrito por Octavio Ianni. Neste trecho o autor faz referência a um movimento que ocorreu, principalmente no século XX. Assinale a alternativa que corresponda corretamente ao movimento citado pelo autor.
Multiculturalismo
Globalização
Capitalismo moderno
Conflitos de classe
“Lembro-me de uma entrevista de um negro em Florianópolis, que dizia em tom exaltado: 'O problema de preconceito no Brasil é que você não tem onde pegar'. É um preconceito alusivo, não explicitamente revelado. Ele aparece da maneira mais surpreendente: o negro chega ao restaurante e fica esperando enquanto o garçom atende a outros; no hotel ouve ''não temos vagas''; as crianças brancas e pretas convivem na escolinha em plena igualdade, até que vem a adolescência e ocorre a demarcação”.
IANNI, Otávio. Octavio Ianni: o preconceito racial no Brasil. Estudos Avançados, vol.18 nº.50 São Paulo: Jan./Apr. 2004.
Considerando as reflexões de Otávio Ianni sobre o preconceito racial no Brasil, avalie as seguintes afirmações:
I. O preconceito está disseminado de forma velada na cultura brasileira. As pessoas não nascem preconceituosas, mas aprendem a sê-lo por meio do sistema de reprodução e incorporação de valores socialmente difundidos.
II. Por ser uma estrutura culturalmente internalizada, os preconceitos e as discriminações não são reconhecidos por quem os pratica, o que faz com que seus efeitos sejam minimizados por quem sofre essas discriminações.
III. Pelo fato de, no Brasil, o preconceito ser velado, as práticas discriminatórias nos vários espaços de convivência social são imperceptíveis e não se traduz, em última instância, em fatos verificáveis.
É correto o que se afirma em


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“A sociologia não nasce do nada. Surge em um dado momento da história do Mundo Moderno. Mais precisamente, em meados do séc. XIX, quando ele está em franco desenvolvimento, realizando-se. Essa é uma época em que já se revelam mais abertamente as forças sociais, as configurações de vida, as originalidades e os impasses da sociedade civil, urbano-industrial, burguesa ou capitalista. Os personagens mais característicos estão ganhando seus perfis e movimentos: grupos, classes, movimentos sociais e partidos políticos; burgueses, operários, camponeses, intelectuais, artistas; mercado, mercadoria, capital, tecnologia, força de trabalho, lucro, acumulação de capital e mais-valia; sociedade, Estado e nação; divisão internacional do trabalho e colonialismo; revolução e contrarevolução”.
IANNI, Octavio. A Sociologia e o mundo moderno. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011.
A partir da reflexão de Octavio Ianni, é correto afirmar que a Sociologia
“Em síntese, a sociologia brasileira está amplamente marcada pela obra de Florestan Fernandes, de tal maneira que está presente na formação dessa sociologia em dois modos particularmente notáveis” (IANNI, 1996). Considerando os apontamento feitos por Otávio IANNI no artigo intitulado “A sociologia de Florestan Fernandes”, assinale a alternativa incorreta.
Pode-se afirmar que a interpretação do Brasil formulada por Florestan Fernandes revela a formação, os desenvolvimentos, as lutas e as perspectivas do povo brasileiro
“A organização social dos Tupinambá”, “A integração do negro na sociedade de classes”, “O negro no mundo dos brancos”, “Mudanças sociais no Brasil” e “A revolução burguesa no Brasil”, são livros escritos Por Florestan Fernandes
Florestan Fernandes teve como marco de sua obra e reflexões o abandono dos clássicos sociológicos, defendendo que estes se dedicaram a pensar realidades burguesas, sendo a sociologia uma ferramenta de superação deveria buscar novos referenciais
As relações raciais entre negros e brancos, na obra de Florestan Fernandes, estão atravessadas pelo empenho de interrogar a dinâmica da realidade social, desvendar as tendências desta e, ao mesmo tempo, discutir as interpretações prevalecentes
Nas palavras do sociólogo brasileiro Octavio Ianni, quando o sistema social mundial se põe em movimento e se moderniza, o mundo começa a parecer uma espécie de:
Utopia real.
Aldeia global.
Nova Atlântida.
Sociedade ideal.
Comunidade transnacional.
Para Florestan Fernandes e Octávio Ianni, as relações econômicas, políticas e sociais no Brasil podem ser vistas como
relações de acolhimento entre patrões e classes subalternas.
relações conciliadoras entre as elites e as minorias raciais, étnicas.
relações de alteridade entre negros, índios e as classes subalternas de um modo geral.
relações democráticas e igualitárias entre os grupos dominantes e as classes subalternas, entre as quais os indígenas e os quilombolas.
Octávio Ianni, ao analisar o Brasil moderno, afirma que o Brasil é o país dos conceitos para “justificar”
a existência do povo como cidadão.
o mecanismo de defesa dos interesses indígenas.
os interesses dos grupos organizados no campo e na cidade.
a harmonia entre as relações de classes e na luta pela igualdade.


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“A maneira pela qual se estratifica uma sociedade depende da maneira pela qual os homens se reproduzem socialmente. E a maneira pela qual os homens se reproduzem socialmente está diretamente ligada ao modo pelo qual eles organizam a produção econômica e o poder político.”
(Ianni, 1973, p. 11.)
A partir do pensamento geral de Octavio Ianni sobre estratificação social, analise as afirmativas a seguir.
I. A distribuição desigual das raças ao nível da estrutura socioeconômica não é uma realidade de poucos países, mas é uma realidade presente em países pobres e ricos.
II. No capitalismo, as desigualdades sociais, econômicas, políticas e culturais são permeadas pela discriminação e pelo preconceito racial.
III. Segundo as leis da divisão do trabalho social e da estratificação social, as diferenças de classe e raça são neutralizadas no processo de organização coletiva da sociedade.
IV. Em situação de crise, a estrutura de classes se dissolve totalmente na sociedade, sejam elas classes sociais em formação, amadurecidas ou não.
Estão corretas as afirmativas
I, II, III e IV.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
III e IV, apenas.

Sobre as referências fundamentais acerca das origens e evolução da globalização capitalista, analise as afirmativas a seguir.
I. A gênese da “mundialização dos mercados” inicia‐se com a expansão comercial europeia dos séculos XV e XVI.
II. Pode‐se apontar também como momentos históricos fundamentais para o processo de globalização, o Renascimento e a Revolução Industrial.
III. No período que compreende as duas grandes guerras mundiais (1914 a 1945), o processo de intercâmbio de mercados ficou estagnado.
IV. Só a partir da década de 1980, com o desmantelamento da URSS, o processo de globalização se consolidou, devido à vitória capitalista.
Estão corretas as afirmativas
Ao criticar a noção de que a sociologia necessita de amadurecimento — noção trazida a partir de Robert Merton e fruto da influência exercida pela concepção das ciências naturais — o sociólogo Octávio Ianni expõe a ideia de que a comparação através do olhar ao longo do tempo é um elemento fundamental dessa perspectiva.
Certo
Errado
Octavio Ianni, (1988, p.10) afirma "Na história política da sociedade brasileira, no século passado, o estado já foi oligárquico, populista e militar. São três épocas marcantes dessa história. Finda a ditadura militar, começa a Nova República. Mas essa república não está isenta das marcas tanto de um passado próximo quanto do distante: o poder estatal cresceu ao longo do tempo; a maioria do povo não se reconhece na atuação política dos governos; o divórcio entre as tendências da sociedade e as do poder público parece reiterar-se ou crescer, em lugar de reduzir-se; os grupos e classes dominantes continuam alheios aos princípios da democracia; nesse sentido é que a época populista também se revela um desafio para a atualidade. Os nomes de alguns políticos, as siglas de certos partidos, determinados discursos e linguagens parecem relembrar tempos de populismo; dos variados populismos que conhecemos". Podemos afirmar que o populismo caracteriza-se por ser
um movimento social político organizado por um único partido.
a forma política assumida pela sociedade elitizada do país.
um mecanismo de politização das massas, malgrado as distorções político-ideológicas que lhe são inerentes.
uma forma de formação política de participação política sem reativação das bases populares.
a expressão máxima da democracia.