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Sobre hepatopatias nos animais domésticos, assinale a alternativa correta.
Para avaliar a função do sistema hepatobiliar, destaca-se a avaliação das seguintes enzimas: ALT (Alamina aminotransferase), AST (Aspartato aminotransferase), FA (Fosfatase alcalina), GGT (ϒ- glutamiltransferase).
Como a cirrose é irreversível, o tratamento é direcionado às complicações da insuficiência hepática. Animais que apresentem convulsões devem ser tratados propofol em bolus, pois o diazepam tem eficácia limitada.
Gatos portadores de Lipidose hepática apresentam alterações clínico patológicas que refletem colestase e notável disfunção hepatocelular. Assim, é de se esperar elevação nos níveis de ALT, AST, FA e marcadamente GGT.
Diferentemente da fibrose hepática que os animais apresentam fígado pequeno, dentre as diversas causas de hepatomegalia, o clínico não deve negligenciar a possibilidade de desvio portossistêmico.
O carcinoma hepatocelular primário é uma neoplasia rara, e diferentemente dos casos metastáticos, respondem bem a associação de tratamentos: cirurgia do lobo hepático afetado seguido de quimioterapia.
Algumas patologias relacionadas ao abdome agudo em equinos têm maior ocorrência em determinadas categorias de animais, como por exemplo:
lipoma estrangulante em geriatras, retenção de mecônio em neonatos, intussuscepção íleo-cecal em potros sobreanos e hérnia inguino-escrotal em garanhões.
gastrite em potros desmamados, eventração em machos castrados, duodeno-jejunite em éguas prenhes e atresia de jejuno em potros sobreanos.
compactação por áscaris em potros árabes, volvulo de cólon maior em éguas no pós-parto e compactação de ceco em éguas jovens.
hérnia inguino-escrotal em garanhões, tricobenzoares em cavalos jovens, torção uterina em éguas prenhes e estenose de piloro em garanhões.
A febre do leite é uma das doenças metabólicas mais comum em bovinos.
Com relação a essa doença, assinale a alternativa correta.
A febre do leite ocorre geralmente em vacas jovens na primeira parição.
Sua etiologia está associada à hipercalcemia nas vacas no momento da parição.
Os sinais clínicos são progressivos, podendo apresentar no primeiro estágio perda de apetite, letargia e redução da temperatura retal.
A febre do leite promove baixa taxa de mortalidade em vacas leiteiras.
As lesões secundárias decorrentes do trauma cranioencefálico (TCE) ocorrem por insultos intracraniano e sistêmicos, favorecendo a morte celular neuronal. Destacam-se como insultos sistêmicos no TCE:
a hipotermia, o desequilíbrio ácido-base e o vasoespasmo.
a crise epilética, a hiperglicemia e o aumento de pressão intracraniana.
a hipotensão, a hipoglicemia e o desequilíbrio eletrolítico.
a hiperglicemia, a hipoxemia e o comprometimento na barreira hematoencefálica.
Leia o caso a seguir.
Uma cadela, SRD, fêmea, de doze anos, com 15 kg, foi levada ao hospital veterinário. O proprietário relatou que há sete dias o animal se locomove com dificuldade nos membros posteriores, com histórico de crises de coluna que melhoram com medicação e repouso, mas sem melhora neste caso. Após episódio de vômito, resolveram levar ao veterinário novamente. Em exame clínico, observou- se que o animal estava alerta, com o abdome aumentado de volume e choro à palpação abdominal, desidratação de 6%, frequência cardíaca levemente aumentada e dispneia. Em exame de sangue, observou-se (volume globular = 28, proteína plasmática = 5,5, albumina = 3,1 e leucocitose = 48.500, ureia 136, creatinina 6,1, ALT e FA normal. O resultado do exame de sangue, associado ao exame clínico e de imagem, confirma quadro de piometra). Antes de submeter o animal à anestesia, foi coletado sangue arterial para exame de gasometria arterial, que apresentou os seguintes parâmetros:
pH = 7,27; PaO2 = 88 mm/Hg; PaCO2 = 29 mm/Hg; HCO2 = 10 mmol/L; StO2 = 96%; Cl- = 110 mmol/L; AG = 31 mmol/L; iCa = 1,4 mmol/L; Na+ = 152 mmol/L; K+ = 3,4 mmol/L.
Desta forma, levando em consideração os cálculos de compensação, o distúrbio que esse paciente apresenta é:
alcalose metabólica com acidose respiratória.
acidose metabólica com acidose respiratória.
acidose metabólica com alcalose respiratória.
acidose metabólica simples.
Um gato sem raça definida, de dez meses, foi atendido em virtude de prurido nas orelhas acompanhado de exsudato de aspecto ressecado e enegrecido nos pavilhões auriculares. O examinador procedeu o exame parasitológico de cerúmen colhido do canal vertical da orelha externa e chegou ao diagnóstico de otoacaríase ao observar em microscópio o ácaro
Cheyletiella blakei.
Notoedres cati.
Otodectes cynotis.
Sarcoptes scabiei.
O parasitismo é, sem dúvida, o maior flagelo que acomete rebanhos mundiais, particularmente em países tropicais e subtropicais, onde as condições climáticas favorecem o seu desenvolvimento. Os ectoparasitos ocupam lugar de destaque entre as parasitoses dos animais domésticos. Em relação aos agentes empregados no controle dos ectoparasitas, pode-se afirmar que:
O diazinom é um carbamato que pode ser usado para cães e gatos sob a forma de xampu e coleira contra pulgas.
O cabaril e propoxur são organofosforados usados isoladamente ou em associações, indicados no combate de artrópodes, em geral, de todas as espécies domésticas.
Os piretróides possuem propriedades lipolíticas que facilitam a sua penetração nos artrópodes através de sua cutícula rica em lipídios.
O amitraz é uma espinosina que possui amplo espectro, com excelente ação sobre artrópodes, de maneira geral.
As avermectinas utilizadas como ectoparasiticidas são somente: a ivermectina e abamectina.
Acessos venosos, respectivamente, em coelhos, cães, bovinos e suínos são:
auricular lateral, cefálica, jugular, marginal da orelha.
auricular lateral, mesentérica, subclávia, auricular lateral.
braquicefálica, cefálica, safena, marginal da orelha.
auricular lateral, cava superior, ilíaca, auricular lateral.
auricular lateral, cefálica, jugular, braquicefálica.
Em investigações coproparasitológicas, as técnicas para coleta de fezes diarreicas e fezes não diarreicas são
com seringa diretamente da ampola retal, recém evacuadas.
diretamente do solo após secagem, recém evacuadas.
com seringa diretamente do solo, evacuadas no dia anterior.
com sonda uretral diretamente da ampola retal, evacuadas no dia anterior.
com sonda uretral diretamente da ampola retal, do solo não importando o tempo.
Um gato apresenta perda de peso, icterícia, leucocitose por eosinofilia, aumento dos níveis séricos de bilirrubina direta e da atividade de gama-glutamil transferase. A ultrassonografia abdominal revelou dilatação e tortuosidade do ducto biliar associada à distensão e espessamento da vesícula biliar. As informações descritas são indicativas de:
lipidose hepática.
colangite parasitária.
linfoma alimentar.
micoplasmose hemotrópica.
hemogramas e leucogramas seriados a cada 12 horas.
mensuração de ureia e creatinina a cada quatro horas.
constante avaliação do local da picada e evolução da lesão.
testes de coagulação sanguínea a cada seis horas.
No Brasil, a leishmaniose visceral (LV) é uma doença endêmica. No entanto, têm sido registrados surtos frequentes, cuja ocorrência inicialmente, estava limitada a áreas rurais e a pequenas localidades urbanas, mas se encontra agora em franca expansão para grandes centros. A LV está distribuída em 21 Unidades da Federação, atingindo as cinco regiões brasileiras. Por esta razão, nota-se que ela apresenta aspectos geográficos, climáticos e sociais diferenciados. Os dados dos últimos 10 anos revelam a periurbanização e a urbanização da LV, destacando-se os surtos ocorridos no Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Araçatuba (SP), Santarém (PA), Corumbá (MS), Teresina (PI), Natal (RN), São Luís (MA), Fortaleza (CE), Camaçari (BA) e as epidemias ocorridas nos municípios de Três Lagoas (MS), Campo Grande (MS) e Palmas (TO).
Na área urbana, o cão (Canis familiaris) é a principal fonte de infecção. A enzootia canina tem precedido a ocorrência de casos humanos e a infecção em cães tem sido mais prevalente que no homem. O monitoramento é feito mediante inquérito sorológico, cujo objetivo é o controle com base na identificação de cães infectados. Com relação a esse tema, é correto afirmar que o inquérito sorológico baseia-se:
em duas técnicas diagnósticas sorológicas sequenciais para avaliação da prevalência e identificação dos cães infectados sendo recomendados o teste imunocromatográfico rápido (TR) e o ELISA
na suspeita clínica de cão, que delimita a área para investigação de foco; define-se como área para investigação aquela que deve ser circunscrita a um raio de no mínimo 200 cães a serem examinados, desde o primeiro caso (suspeito ou confirmado)
na eutanásia dos cães, quando apresentarem no teste imunocromatográfico rápido (TR) resultado positivo e no ELISA resultado negativo, conforme recomendado no Manual de Vigilância, Prevenção e Controle de Zoonoses: Normas Técnicas e Operacionais - 2016
no teste imunocromatográfico rápido (TR) que só poderá ser feito no campo, de preferência pela esfera municipal, enquanto o ELISA deverá ser realizado em Lacen ou em laboratórios e centros de controle de zoonoses (CCZ) municipais, de acordo com a pactuação local
O botulismo pode ocasionar uma doença neuromuscular sendo causado pela toxina da bactéria Clostridium botulinum. Clinicamente pode desencadear um quadro de tetraplegia flácida de rápida evolução em cães. No Brasil, no diagnóstico diferencial do botulismo, uma importante causa de tetraplegia flácida é:
Tétano.
Mielopatia degenerativa.
Meningoencefalite granulomatosa.
Embolismo fibrocartilaginoso.
Polirradiculoneurite aguda idiopática.
Um filhote sem raça definida, pesando 5 quilos, está internado devido a um quadro de gastroenterite por parvovirose. Ele está recebendo suplementação de potássio no fluido de manutenção numa concentração de 20 mEq/L. O volume máximo (em mililitros) que esse animal pode receber por hora é:
90 ml
125 ml
25 ml
250 ml
5 ml
Atualmente, o termo Doença Renal Crônica (DRC) é utilizado para definir a presença de lesão renal persistente pelo período mínimo de três meses, caracterizada pela perda definitiva e irreversível de massa funcional e/ou estrutural de um ou de ambos os rins, e pode-se observar redução da Taxa de Filtração Glomerular (TFG) de até 50% em relação ao seu normal. Quanto ao tratamento da Doença Renal Crônica, é CORRETO afirmar:
Calcitriol é utilizado no tratamento da hipocalcemia, mas pode induzir hipercalcemia em alguns pacientes.
O uso de esteroides anabolizantes é a principal terapia para a anemia associada à Doença Renal Crônica.
Quelantes de fósforo, como o hidróxido de alumínio, podem substituir a terapia dietética.
Potássio pode ser suplementado oralmente principalmente na forma de cloreto.
O uso da eritropoietina é contraindicado na espécie canina.
Para o preparo de uma solução de NaCl 0,9% de 1L para infusão contínua com lidocaína a 2% sem vasoconstritor que será infundida na dose de 50 microgramas/kg/minuto, com uma taxa de infusão da solução preparada de 1ml/kg/hora, serão necessários o volume de lidocaína de:
25 mL de lidocaína
50 mL de lidocaína
75 mL de lidocaína
100 mL de lidocaína
150 mL de lidocaína
“Interações medicamentosas contribuem para a incidência de reações adversas em UTIs humanas e frequentemente constitui uma complicação não reconhecida da farmacoterapia”. (CARVALHO, Rhanna Emanuela Fontenele Lima de et al . Prevalência de interações medicamentosas em unidades de terapia intensiva no Brasil. Acta paul. enferm., São Paulo, v. 26, n. 2, p. 150-157, 2013.). Não diferentemente, estas reações adversas provenientes de prescrições com múltiplos fármacos causando interações podem ocorrer no setor de emergência e terapia intensiva veterinária, mas o reconhecimento é difícil por se tratar de animais doentes com múltiplas alterações de ordem clínica. O conhecimento sobre as interações medicamentosas, será uma das formas de o veterinário prevenir reações adversas em seus pacientes. Desse modo, assinale a afirmativa CORRETA.
A interação entre fentanila e midazolam, apesar de o uso com finalidade terapêutica, pode promover graves eventos adversos durante o seu emprego em infusão contínua.
A interação físicoquímica ou incompatibilidade farmacêutica ocorre quando um medicamento é físico ou quimicamente incompatível com outro e a interação pode ocorrer após a administração ao animal durante a metabolização pelas vias enzimáticas do citocromo P450.
As interações farmacodinâmicas são aquelas em que os efeitos finais são resultantes das ações de absorção, metabolização, excreção e eliminação, próprias de cada medicamento administrado e podem ocorrer em nível de receptores e estruturas intimamente associadas a eles, ou ainda quando os medicamentos agem em sistemas diferentes, mas o efeito de um deles é alterado pelo efeito do outro.
Existem interações somente indesejáveis que podem causar reações adversas graves e/ou diminuição da eficácia do medicamento.
As interações farmacocinéticas de cunho grave são aquelas em que o medicamento proporciona a disponibilidade de outro, ou aumenta o processo de absorção, distribuição, biotransformação e/ou excreção de outro medicamento.
A síndrome choque ocorre em condições de inadequada produção de energia celular. No choque cardiogênico, o débito cardíaco apresenta-se reduzido, apesar do volume intravascular adequado. As enfermidades cardíacas que podem desenvolver o choque cardiogênico em decorrência da insuficiência diastólica são:
cardiomiopatia dilatada e endocardiose.
tamponamento cardíaco e endocardiose.
cardiomiopatia hipertrófica concêntrica e cardiomiopatia dilatada.
tamponamento cardíaco e cardiomiopatia hipertrófica concêntrica.
A hipertensão pulmonar é definida como a elevação da pressão na vasculatura pulmonar. Possui sinais clínicos muito variáveis e seu diagnóstico em medicina veterinária se baseia muitas vezes na ecoDopplercardiografia. Uma possível alteração ecocardiográfica que sugere hipertensão pulmonar é:
Pressão sistólica na artéria pulmonar superior a 25-30 mmHg.
Pressão média em aorta em torno de 20 mmHg.
Pico de velocidade sistólica da regurgitação mitral > 4.3 m/s.
Redução na fração de ejeção.
Redução na fração de encurtamento.
O paciente gravemente enfermo hospitalizado numa UTI veterinária vítima de trauma necessita de monitoração diuturnamente de seus sinais vitais e busca ativa de possíveis complicadores de seu estado clínico. Agir antes que ocorra uma parada cardiorrespiratória com medidas corretivas das alterações que sabidamente promovem uma parada cardiorrespiratória neste cenário é uma das ações mais efetivas. O conjunto de alterações que podem culminar com uma parada cardiorrespiratória iminente em um paciente vítima de trauma são:
Hipertensão, hipervolemia, hipertermia, pericardite, peritonite, pleurite, injúria renal aguda.
Hipovolemia, hipóxia, hipotermia, acidose metabólica, hemotórax massivo, tamponamento cardíaco, pneumotórax aberto, pneumotórax hipertensivo.
Hiperventilação, hiperglicemia, hipertermia, hipotensão, alcalose metabólica, efusão pleural.
Hipovolemia, hiperóxia, hipoglicemia, dor, taquicardia sinusal, injúria renal aguda, tórax instável.
Hipotensão, hepatite, petéquias, pericardite, peritonite, pleurite.