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Os gatos são frequentemente acometidos por enfermidades das vias urinárias. Considerando aquelas decorrentes da formação de urólitos, é correto afirmar:
Os urólitos de estruvita formam‐se em urina supersaturada com magnésio, amônia e fósforo e pH abaixo de 6,5, na presença de bactérias produtoras de urease.
O risco de formação de urólitos de oxalato de sódio aumenta com a idade, em parte pelo aumento do pH que ocorre na urina de gatos idosos.
Os urólitos de oxalato de cálcio são frequentes nos gatos, não respondem à dissolução medicamentosa ou dieta calculolítica, necessitando de remoção mecânica, podendo esta ser cirúrgica.
A acidificação da ração com DL metionina, associada ao estímulo para consumo de água, é fundamental para manter o pH neutro, aumentar o volume de urina e a diurese e diminuir a concentração de precursores de urólitos.
Os urólitos mais frequentemente encontrados em gatos são, atualmente, os de oxalato de sódio e podem estar presentes na bexiga, nos rins e nos ureteres.
Com relação à pancreatite aguda em cães, é correto afirmar:
A determinação da atividade sérica de amilase é empregada no diagnóstico laboratorial da doença por apresentar alta especificidade.
O tratamento inicial com antibióticos é fundamental, uma vez que mais de 90% dos casos são decorrentes de infecções bacterianas hematógenas
Dentre os exames laboratoriais indicados para o diagnóstico, além da amilase sérica, estão a determinação da presença de tripsina, amido e gordura nas fezes.
Entre os sintomas mais frequentes descritos, relacionam‐se êmese, dor abdominal, coprofagia e esteatorreia.
A ultrassonografia transabdominal é o exame de escolha para o diagnóstico inicial, suplantando a sensibilidade dos testes laboratoriais.
Embora existam diferenças anatômicas e funcionais entre os dígitos de equinos e ruminantes, as bases do exame semiológico são bastante parecidas, com algumas diferenças relacionadas com a espécie e utilização dos mesmos. Em relação ao exame do sistema locomotor de grandes animais, é correto afirmar:
A avaliação em movimento é importante tanto nos equinos quanto nos ruminantes, mas, nesses últimos, é essencial a avaliação a trote, puxado por cabresto, devido às grandes distâncias que devem percorrer nos pastos.
O pinçamento dos cascos é importante tanto para equinos quanto para ruminantes, sendo que uma resposta positiva à dor indica a(s) região(ões) que deve(m) apresentar problemas e ser examinadas com maior atenção.
Os exames de imagem (radiográfico e ultrassonográfico) são utilizados apenas em equinos devido à baixa sensibilidade e especificidade de sua avaliação em ruminantes.
A anestesia perineural e a intra‐articular para avaliação de claudicação não podem ser usadas em equinos, devido à alta taxa de reações adversas que esses animais possuem aos anestésicos locais.
Como os equinos são animais utilizados para montaria, o exame do sistema locomotor tem importância econômica apenas para eles, sendo que, para os ruminantes, as doenças que afetam tal sistema são de baixa ocorrência e impacto econômico.
O valor do teste de glicemia pode sofrer diversos interferentes que dificultam a interpretação clínica nos animais. Nesse sentido, a mensuração da frutosamina pode ser uma ferramenta útil para monitorar diversos estados patológicos. Com isso, o clínico veterinário deve ter ciência que:
a hipoglicemia persistente, como a que ocorre no insulinoma em cães, pode ocasionar concentrações diminuídas de frutosamina no soro devido ao excesso de insulina.
a concentração da frutosamina independe das disproteinemias, no entanto, a anemia e a policitemia podem diminuir seus valores em felinos.
as amostras hemolisadas resultam em valores aumentados da frutosamina, enquanto as amostras ictéricas podem revelar valores diminuídos em equinos.
a meia-vida da frutosamina em bovinos está em torno de dois a três meses, mas o congelamento do plasma acima de três meses a -20ºC pode diminuir seus valores.
O trauma abdominal contuso promove inflamação sistêmica e falência múltipla de órgãos, dependendo de sua gravidade. São alterações laboratoriais observadas no trauma abdominal contuso:
leucopenia no leucograma, secundária ao estresse, e inflamação sistêmica.
aumento sérico de alanina aminotransferase (ALT) e aspartato aminotransferase (AST) em pacientes com trauma hepático.
aumento sérico de fosfatase alcalina e redução na glutamil transferase (GGT) no paciente com trauma na região hepato-biliar.
hipocalemia no sangue periférico em pacientes com uroperitônio decorrente ao trauma na região vesical.
A dilatação gástrica dos equinos é uma condição que requer tratamento emergencial. Independentemente da causa primária, o esvaziamento gástrico deve ser realizado antes que o estômago atinja repleção exagerada, o que pode ocasionar dor intensa e ruptura do órgão. Em casos de ruptura gástrica,
os animais apresentam sinais de alívio da intensa dor que apresentavam momentos antes, em seguida apresentam sinais de choque endotoxêmico.
os animais devem ser imediatamente submetidos à intervenção cirúrgica como a única forma recomendada de tratamento, e o prognóstico é reservado.
os animais desenvolvem peritonite severa e requerem intervenção cirúrgica para promover lavagens peritoneais.
os animais passam imediatamente a se jogar ao chão de forma agressiva devido à intensificação da dor, até se tornarem letárgicos e bradicárdicos.
A expressão do medo pode ser muito sutil nos animais. O medo pode causar paralisia em certas espécies. Tal ocorrência não deve ser interpretada como perda da consciência, esse fenômeno ocorre particularmente em:
I - coelhos.
II - ovinos.
III - aves.
Está(ão) correta(s):
Em um cão, macho, da raça Pug, de três anos de idade, que apresenta desde filhote, porém com piora após a fase adulta: tosse paroxística, ronco, intolerância ao exercício e intensa dispneia inspiratória padrão obstrutivo, deve-se considerar no diagnóstico:
cardiopatia congênita.
estenose de narinas.
megaesôfago.
pneumonia crônica.
Cães que apresentam dilatação gástrica com vólvulo, quando o estômago distende, empurra cranialmente o diafragma, impedindo excursões normais. À medida em que os esforços respiratórios deixam de atender às demandas do animal, ocorrem:
diminuição da PCO2, elevação da PO2, alcalose respiratória.
diminuição da PCO2, queda da PO2, acidose respiratória.
elevação da PCO2, aumento da PO2, alcalose respiratória.
elevação da PCO2, queda da PO2, acidose respiratória.
O esquema de Salter-Harris foi criado para classificação de fraturas em crianças, sendo posteriormente adaptado para utilização em cães. Uma fratura-separação da fise na zona hipertrófica juntamente com fratura de uma porção da epífise refere-se a uma fratura de Salter-Harris do tipo:
I
II
III
IV
A utilização de um doppler vascular, um manguito de 30–40% da circunferência do membro do paciente e um esfignomanômetro fornecem a mensuração transoperatória da
pressão arterial média.
pressão arterial sistólica.
pressão venosa central.
pressão arterial diastólica.
A castração de equinos é realizada a fim de coibir ou reduzir um comportamento agressivo e de difícil manejo, característico dos animais não castrados. O procedimento pode ser realizado com o equino em posição quadrupedal (de pé), sob ação de sedativos, ou em decúbito, por meio de uma anestesia geral ou dissociativa. A técnica de castração mais utilizada é a aberta, na qual a túnica visceral é incisada e mantida aberta, mas também se utiliza a técnica fechada, em que as túnicas não são incisadas, e ainda a técnica semifechada, em que a túnica é aberta para o procedimento e depois suturada.
No pneumotórax, a toracocentese, em cães e gatos, deve ser realizada entre o terceiro e o quarto espaços intercostais para dar conforto para o animal.
Pressão diastólica no ventrículo esquerdo, como hipertensão arterial sistêmica e miocardiopatia hipertrófica, ou no átrio esquerdo, como nas insuficiências ou estenoses da valva mitral, provocando congestão venocapilar pulmonar com sintomas de falta de ar aos esforços e mesmo em repouso, e nos casos mais graves o edema pulmonar, são sinais da insuficiência cardíaca esquerda.
A anemia causada por aumento na perda de eritrócitos conduz, após uma lag phase inicial de 3 a 5 dias, à anemia não regenerativa.
Certo
Errado
Cães com cardiomiopatia dilatada e insuficiência renal podem ter a digoxina substituída pela digitoxina.
Nas distrofias corneanas relacionadas às raças, o diagnóstico e a eliminação como reprodutores dos cães afetados são importantes. Em geral, distrofias corneanas não respondem a tratamento medicamentoso tópico, mas as lesões, com frequência, podem ser removidas por ceratectomia.
Certo
Errado
Correlacione as definições da coluna B aos termos epidemiológicos descritos na Coluna A.
COLUNA A
I. Período de incubação.
II. Período de transmissibilidade.
III. Período latente.
IV. Período prodrômico.
COLUNA B
( ) Período de incubação aplicado a doenças não infecciosas. Intervalo entre a exposição a agentes químicos tóxicos e o início dos sinais e sintomas da doença.
( ) Intervalo de tempo durante o qual uma pessoa ou um animal infectados eliminam um agente biológico para o meio ambiente ou para o organismo de um vetor hematófago.
( ) Intervalo entre a exposição efetiva do hospedeiro suscetível a um agente biológico e o início dos sinais e sintomas clínicos da doença nesse hospedeiro.
( ) Lapso de tempo entre os primeiros sintomas com os quais o diagnóstico pode ser estabelecido.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
II – III – IV – I.
III – I – IV – II.
IV – III – II – I.
I – II – III – IV.
III – II – I – IV.
Quanto ao manejo nutricional nas doenças endócrinas de cães, é INCORRETO afirmar que
no hiperadrenocorticismo o manejo alimentar está centrado no controle da polifagia.
a utilização de fibras na alimentação visa minimizar indiretamente a absorção de glicose em pacientes diabéticos.
uma dieta com baixa concentração de carboidrato, na diabetes melitus, não altera a glicemia.
no hipotireoidismo deve-se controlar a hiperlipidemia com dietas pobres em gordura.
O uso inadequado de grãos no arraçoamento de vacas de alta produção leiteira pode ocasionar a acidose ruminal subclínica (ARS), gerando grandes prejuízos econômicos. É CORRETO afirmar que essa enfermidade pode apresentar as seguintes afecções:
Atonia ruminal, diarreia profusa e taquicardia.
Hipomotilidade, distensão ruminal com líquido e diarreia profusa.
Laminite, geofagia e redução na produção e nos teores de gordura no leite.
Desidratação de moderada a grave, taquicardia, taquipnéia e ataxia.
Taquicardia, taquipnéia e hipomotilidade