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Canino, macho, 7 anos de idade, 35 kg. Queixa principal: há uma semana apatia e disorexia, e há 3 dias apresenta tosse, dispneia e secreção nasal purulenta. Relata aumento da ingestão de água, com fezes normais. Há alguns meses, tem observado emagrecimento e episódios eméticos com aspecto de alimento pouco digerido, usualmente, até uma hora após as refeições. Relata urina de aspecto e frequência sem alterações. É castrado e nunca cruzou. Não apresenta tremores mas apresenta discreta dificuldade ao se levantar. Come ração e comida caseira, e a vacinação e vermifugação estão atualizados. Reside em casa, sem outros animais e não sai à rua. Ao exame físico: animal magro, apatia severa, mucosas normocoradas, porém pouco úmida, e linfonodos sem alteração. Frequência respiratória, cardíaca e pulso arterial dentro dos valores de referência. Temperatura = 39,8 °C; tempo de preenchimento capilar = 3s e desidratação = 7%. Na auscultação, presença de sibilos principalmente em lobos pulmonares craniais e ventrais. Palpação: menor propriocepção de membros posteriores. Não foi observada outras alterações na anamnese ou no exame físico. Com relação à causa primária que desencadeou os sinais clínicos apresentados pelo animal, é correto afirmar que
a correção cirúrgica é a indicação do tratamento primário para o caso clínico.
as suspeitas prováveis da disfagia apresentada são miosite mastigatória e disfagia faríngeas.
as suspeitas prováveis são persistência de anel vascular e fraqueza esofágica (megaesôfago).
esofagites, alterações de motilidades, fraquezas e obstruções esofágicas são suspeitas possíveis.
a realização de um exame radiográfico simples e contrastado de região torácica seria conclusivo para o diagnóstico da causa primária.
Broncopneumonia piogranulomatosa, enterite ulcerativa e linfadenite supurativa, frequentemente observadas em potros, além de abscesso subcutâneo, artrite séptica e osteomielite, manifestações clínica menos comuns, são sinais clínicos indicativos de infecção causada por:
Brucella abortus.
Vírus da Anemia Infecciosa Equina.
Rhodococcus equi.
Streptococcus equi.
Burkholderia mallei.
Sobre a transfusão sanguínea em gatos, assinale a alternativa correta.
Gatos apresentam os tipos sanguíneos A, B e AB, sendo este último o tipo mais frequente na população; gatos apresentam anticorpos pré-formados contra os antígenos dos outros grupos na circulação, tornando obrigatório o teste de compatibilidade antes de qualquer transfusão.
Para calcular o volume necessário a ser transfundido, deve-se calcular a diferença entre o hematócrito do paciente e o hematócrito alvo, que deve ser 35%.
O paciente transfundido deverá ser observado por várias horas após a transfusão, já que as reações tardias tendem a ser as mais severas e potencialmente fatais.
A velocidade de infusão deve ser, inicialmente, de cerca de 1ml por minuto; se após alguns minutos não houver sinais de reações transfusionais agudas, então o restante deve ser infundido em uma taxa de 5 a 10ml/kg/hora.
Um gato de 4kg pode doar com segurança 60ml de sangue a cada vez; o sangue deve ser coletado em seringa com CPDA-1, na proporção de 1ml do anticoagulante para cada 10ml de sangue.
O choque endotóxico pode ocorrer em animais com obstrução intestinal por corpo estranho devido:
1) ao aumento do número de bactérias dentro da alça intestinal com fluxo estagnado.
2) à presença de bactérias dentro do corpo estranho.
3) a consequências da desidratação causada pelo vômito.
4) à resposta do organismo à dilatação intestinal distal ao ponto de obstrução.
Está(ão) correta(s), apenas:
1
2 e 3.
1 e 4.
2
1, 3 e 4.
A pancreatite é uma condição clínica potencialmente grave e de consequências sistêmicas importantes. Qual o sinal clínico menos provável de ser observado em um cão apresentando pancreatite aguda severa?
Vômito
Dor abdominal
Febre
Ascite intensa
Desidratação
Com relação aos principais fármacos antiparasitários de uso na Medicina Veterinária, assinale a afirmativa correta.
Os imidotiazois (Tetramizol / Levamizol) atuam muito bem contra nematódeos gastrointestinais e pulmonares, sendo a droga de escolha para esses últimos.
As avermectinas e as milbemicinas são fármacos de amplo espectro, eficientes contra nematódeos e cestoides.
O praziquantel e a niclosamida são fármacos pouco absorvidos e atuam contra todas as tênias e alguns nematódeos adultos do trato gastrointestinal.
O lufenuron e o nitenpyran atuam principalmente contra as pulgas e são comercializados na formulação spot-on.
O imidocarb é uma droga de escolha para o tratamento de casos clínicos avançados de erliquioses e anaplasmoses.
A verificação da importância das intoxicações por micotoxinas sofreu avanços nos últimos tempos. Em suínos, a forma mais grave de intoxicação é a Vulvovaginite, concomitante com o aumento de três a quatro vezes o tamanho normal da vulva, aumento das glândulas mamárias, exsudação pela vulva de catarro, bem como aumento de tamanho e peso de ovários e útero. Prolapso de vagina e prolapso de reto podem ocorrer.
Analise as alternativas e assinale a micotoxina responsável por essa síndrome clínica.
Ocratoxina
Aflatoxina
Fumonisinas
Zearalenona
Citrinina
São métodos físicos para realização de eutanásia, EXCETO:
deslocamento cervical.
exsanguinação ou sangria.
decapitação.
uso de dióxido de carbono (CO2).
atordoamento elétrico.
Sobre doenças renais em cães e gatos é correto afirmar que
a obstrução uretral pode levar a quadros de azotemia.
a insuficiência renal aguda se deve mais frequentemente a processos de nefrite do que nefrose.
a hipocalemia é muito sugestiva de insuficiência renal aguda, pois animais com insuficiência renal crônica geralmente apresentam teor sérico de potássio aumentado.
animais com insuficiência renal aguda geralmente apresentam polidipsia e poliúria.
a alcalose metabólica é a anormalidade acidobásica mais comum em pacientes com insuficiência renal crônica.
Sobre fluidoterapia e vias de acesso em animais é correto afirmar que
a solução de glicose a 10% é o fluido de escolha para a reidratação oral de aves.
a solução de lactato de Ringer é indicada em casos de alcalose metabólica em aves.
em quelônios, o limite de fluidos parenterais que podem ser administrados é de 10 a 15% do peso corpóreo por aplicação.
a colocação de um cateter intra-ósseo é um método alternativo para reidratação de mamíferos silvestres, sendo extremamente útil nos casos de vasoconstrição periférica ou em pacientes de tamanho pequeno.
para o acesso venoso em primatas e carnívoros, pode ser utilizada a veia cefálica, que é localizada na face medial dos membros posteriores.
A síndrome choque é caracterizada por redução na perfusão com importante diminuição na oferta de oxigênio para as células e tecidos. Diante da fisiopatogenia do choque e das indicações de tratamento, sabe-se que:
no choque hemorrágico, ocorre vasodilatação periférica com objetivo de garantir o fluxo sanguíneo em níveis adequados aos tecidos.
no choque hipovolêmico não hemorrágico, a solução salina a 0,9% NaCl é a primeira escolha de cristaloide para as correções de hipotensão e acidose metabólica.
no choque cardiogênico com hipotensão decorrente da endocardiose de valva mitral, recomenda-se fluidoterapia com cristaloide, na taxa de infusão de 30 a 90mL/kg/hr.
no choque séptico, o lactato sérico deve ser mensurado com o objetivo de reduzir a concentração sanguínea nas primeiras 24-48 horas de tratamento.
Canina da raça Collie, macho, 8 meses. Queixa principal: há 15 dias apresenta queda de pêlos, em torno do focinho, progredindo para ventre e patas. Apresenta prurido intenso principalmente à noite. Não refere outras alterações. Não apresenta antecedentes mórbidos. Come ração e petisca ossos de couro. Vacinação: atualizada. Utiliza fiipronil a cada 2 meses. Reside em casa e passeia diariamente em um parque. Não apresentou alterações significativas no exame clínico geral. No exame dermatológico, alopecia difusa, pele eritematosa, presença de pápulas, algumas pústulas, escamas, crostas e escoriações. Reflexo otopodal positivo. Considerando-se a enfermidade mais provável, o quadro clínico é sugestivo de
puliciose.
impetigo.
intertrigo.
sarna sarcóptica.
sarna demodécica.
Assinale a alternativa correta sobre as afecções cardíacas observadas na clínica de pequenos animais.
A cardiomiopatia dilatada é uma doença miocárdica caracterizada por contratilidade reduzida e dilatação ventricular, envolvendo, primariamente, o ventrículo esquerdo ou ambos os ventrículos. Dentre as causas envolvidas na sua patogênese estão descritas as causas genéticas, as deficiências nutricionais, como de taurina e L-carnitina e causa infecciosas como erliquiose.
O tromboembolismo pode ter como causa uma afecção de origem cardíaca, principalmente as que levam a uma dilatação cardíaca excêntrica e, consequentemente, estase sanguínea, propiciando assim, a formação de trombos e sinais como, paresia dos membros pélvicos, membros frios e cianóticos e ausência de pulso femoral.
Doença valvar degenerativa ou endocardiose é a cardiopatia adquirida mais comum em cães, porém pouco diagnosticada em gatos. Acomete, principalmente, os cães idosos de médio e grande porte, nos quais é observado um espessamento gradual dos folhetos valvares, prejudicando a coaptação e levando a regurgitação valvar.
A cardiomiopatia hipertrófica felina é a cardiopatia mais frequentemente diagnosticada em gatos. Envolve uma herança genética que provoca uma hipertrofia ventricular esquerda, disfunção sistólica e insuficiência cardíaca congestiva (ICC) esquerda.
Endocardite infecciosa é observada com maior frequência em valvas pulmonares e tricúspides. A sua patogenia envolve uma bacteremia persistente ou recidivantes, como infecção de pele, cavidade oral, trato urinária ou infecções pulmonares.
Dadas as afirmativas sobre a fisiopatologia, manifestações clínicas e diagnóstico da erliquiose monocítica canina,
I. Na fase aguda, pode-se observar sinais como apatia, febre, anorexia, petéquias na pele e/ou mucosa. Entretanto, há uma variação na intensidade dos sinais, podendo passar despercebidos ou apresentar sinais mais intensos e graves.
II. Após a fase aguda, os cães não tratados ou tratados inadequadamente podem recuperar-se clinicamente e passar para a fase subclínica ou assintomática, em que há poucos sinais clínicos e pode durar semanas a meses.
III. O diagnóstico é realizado com mais frequência na fase crônica, na qual, os sinais clínicos são mais evidentes e a detecção da mórula no esfregaço é mais comum.
IV. Trombocitopenia e pancitopenia, decorrente da depressão da medula óssea, é um achado nas fases aguda e crônica, mas não na fase subclínica.
verifica-se que está(ão) correta(s)
II, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
III e IV, apenas.
I, II, III e IV.
A síndrome do choque é comumente observada na rotina clínica e cirúrgica dos animais de companhia.
Com relação a essa síndrome, é correto afirmar:
Das possíveis sintomatologias apresentadas por um humano portador de Hidatidose, assinale a alternativa INCORRETA:
Manifestam-se tardiamente devido ao crescimento lento dos cistos.
Dor abdominal à esquerda, junto às costelas, quando possuir cistos hepáticos.
Tosse, dor torácica, hemoptise e dispneia quando cistos se localizam nos pulmões.
Fraturas espontâneas em ossos contendo cistos, por destruição das trabéculas e necrose.
Reação alérgica sistêmica e choque anafilático quando do rompimento do cisto hidático.
Animal da espécie canina, raça Poodle, com 9 anos de idade, castrada há 5 anos. Iniciou um quadro de polidipsia, polifagia e poliúria. Os proprietários relatam dificuldade de perda de peso, mesmo em uso de ração seca “light”. Ao exame físico percebe-se respiração ofegante, sem tosse. Pele delgada e hiperpigmentada. Diante do caso, indique o possível diagnóstico, o exame laboratorial confirmatório e os valores comprobatórios
Diabetes mellitus. Glicemia em jejum e urianálise. Valores acima de 120 mg/dL e presença de glicose na urina.
Hiperadrenocorticismo (Síndrome de Cushing). Teste de supressão a alta dose de dexametasona. Nível basal: 0,5 a 5,5 µg/dL e após a administração de dexametasona: <1,4 µg/dL.
Hiperadrenocorticismo (Síndrome de Cushing). Cortisol basal. Até 7,0 µg/dL.
Nenhuma das alternativas.
O trato alimentar é anatômica e funcionalmente dividido em segmentos: cavidade oral, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso e reto. Na cavidade oral, podem ocorrer patologias induzidas por vírus. Sobre estas patologias, é incorreto afirmar que:
estas patologias se espalham rapidamente em proporções epizoóticas e têm um impacto econômico importante na indústria da alimentação.
quatro doenças distintas causam lesões vesiculares nos lábios, na mucosa bucal e na língua: febre aftosa, estamatite vesicular, doença vesicular dos suínos e exantema vesicular dos suínos.
a febre aftosa ocorre em espécies de casco fendido, ou seja, afeta os bovinos, equinos, ovinos, caprinos e suínos.
a doença vesicular dos suínos e o exantema vesicular são doenças limitadas aos suínos.
os sinais clínicos das estomatites vesiculares incluem aftas, vesículas, bolhas, desprendimento do epitélio, áreas ulceradas em "carne viva" na língua e nos lábios, salivação, manqueira, febre e anorexia.
Analise as proposições e assinale (V) para verdadeiro e (F) para falso.
São causas infecciosas de abortos em bovinos
( ) Herpesvírus bovino 1 (BHV1) e (BHV4).
( ) Brucella abortus e Campilobacter foetus.
( ) Plantas tóxicas e intoxicação por chumbo.
( ) Deficiência de iodo e neospora caninum.
( ) Trichomonas foetus e Aspergillus SSP.
A sequência CORRETA é:
V, F, V, F, V.
V, V, F, F, V.
F, F, V, V, F.
F, V, F, V, F.
V, V, F, F, F.
A Raiva é uma zoonose transmitida através de mordidas de animais infectados e causada por vírus que se instala e se multiplica inicialmente nos nervos periféricos e em seguida no SNC. O sintoma em comum, que se observa na raiva furiosa e na paralítica, é
Fotofobia.
Síndrome de pica e malacia.
Hiperestesia.
Midríase.
Paraplegia.