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Dentro do esquema vacinal para as principais doenças bovinas no Brasil, as doenças que necessitam de revacinação anual e reforço 30 dias após a primovacinação, são:
Brucelose e Febre Aftosa.
Raiva e Clostridioses.
Carbúnculo e Raiva.
Pasteurelose e Carbúnculo.
Leptospirose e Clostridioses.
O Programa Nacional de Sanidade dos Equídeos abrange doenças como o Mormo e a Anemia Infecciosa Equina (AIE). Em relação à etiologia dessas doenças, é correto afirmar que:
Ambas são doenças priônicas.
Ambas são doenças causadas por retrovírus.
Mormo é causado por um fungo dermatófito e AIE é causada por um príon.
Mormo é causado por uma bactéria e AIE é causada por um retrovírus.
Mormo é causado por um retrovírus e AIE é causada por uma levedura.
A fiscalização de que trata a Lei nº 1.283/ 1950, que trata da inspeção industrial e sanitária de produtos de origem animal, é correto afirmar
é feita apenas em estabelecimentos de matanças de animais, incluindo inspeção ante mortem e post mortem.
não inclui entrepostos que recebem a armazenam produtos de origem animal.
é feita em fábricas de industrialização de pescado, mas não em entrepostos de recebimento e distribuição de pescado.
não inclui propriedades rurais.
inclui casas atacadistas e estabelecimentos varejistas.
Ameaças globais necessitam de uma resposta global, e novas doenças ou emergentes devem ser contidas assim que surgem. A detecção precoce e a notificação de doenças, bem como o compartilhamento de informações e de agentes patogênicos entre países, são o segredo para uma pronta resposta no âmbito nacional e global. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (WHO), a Organização da Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), o termo zoonose emergente é definido como:
Um patógeno recém reconhecido ou que sofreu evolução recente ou já tenha ocorrido anteriormente, mas que mostra aumento na sua incidência ou expansão na área geográfica quanto ao número de hospedeiros ou vetores.
Um patógeno não reconhecido, que obrigatoriamente sofreu evolução recente e não tenha ocorrido anteriormente, mas que mostra aumento na sua incidência ou expansão na área geográfica quanto ao número de hospedeiros ou vetores.
Um patógeno não reconhecido, que obrigatoriamente sofreu evolução recente e não tenha ocorrido anteriormente, mas que mostra diminuição na sua incidência e prevalência ou expansão na área geográfica quanto ao número de hospedeiros ou vetores.
Um patógeno recém reconhecido ou que sofreu evolução recente ou já tenha ocorrido anteriormente, mas que mostra diminuição na sua incidência e prevalência, com expansão na área geográfica quanto ao número de hospedeiros ou vetores.
Os programas sanitários são elaborados com o objetivo de:
Demonstrar a ausência de doença ou infecção, determinar a presença ou a distribuição de doenças ou infecções, e de detectar doenças não emergentes o mais cedo possível.
Controlar ou erradicar doenças de grande impacto econômico na saúde animal e, também, na saúde humana.
Auxiliar médicos veterinários e agentes sanitários sobre quais as medidas adotadas por alguns veterinários para o controle dos focos e posteriormente disseminação das doenças.
Demonstrar a presença de doença ou infecção, erradicar a presença ou a distribuição de doenças ou infecções, e de detectar doenças não emergentes o mais cedo possível.
Para o estabelecimento de cada uma das enfermidades alvo, independente da frequência da doença na população.
As exportações de carne suína, tanto in natura como processadas, bateu recorde em 2021 com um total de 1,13 milhão de toneladas vendidas ao exterior. O aumento foi de 11% em relação a 2020, quando 1,02 milhão de toneladas foram exportadas. A receita dessas vendas no ano passado foi de US$ 2,6 bilhões, 16,4% maior que a de 2020, que foi de US$ 2,2 bilhões. Os dados são da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA, 2022). O padrão sanitário do rebanho suíno brasileiro é um dos importantes pilares que asseguram a exportação em crescentes escalas de volume e ingresso de recursos. Assinale a alternativa que apresenta algumas das doenças de suínos que nunca foram registradas ou estão erradicadas no Brasil e que requerem notificação imediata de caso suspeito ou diagnóstico laboratorial.
Brucelose causada por Brucella suis e Peste Suína Clássica.
Verminose causada por Ascaris suum e Sarna sarcóptica.
Peste Suína Clássica e Erisipela Suína.
Síndrome Reprodutiva e Respiratória Suína e Peste Suína Africana.
Leptospirose e Epidermite Exsudativa.
O Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT) foi instituído em 2001 pelo MAPA, com o objetivo de diminuir o impacto negativo desta zoonose e promover a sanidade e competitividade da pecuária nacional. As espécies animais contempladas pelo Programa são os ______________ e _______________. O PNCEBT não contempla a espécie __________________.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
bovinos – ovinos – bubalina
suínos - caprinos – bovina
bovinos – bubalinos – suína
caprinos – suínos – bubalina
ovinos – caprinos – bovina
Em 2015 foi regulamentada a Lei nº 13.467, que dispõe sobre a adoção de medidas de defesa sanitária animal no âmbito do Estado do Rio Grande do Sul. De acordo com essa legislação, dentre as competências ao Serviço Veterinário Oficial (SVO), encontram-se:
I. Determinar o isolamento ou a interdição de estabelecimentos ou áreas, em face de suspeita ou de ocorrência de doenças, bem como quando estiverem presentes animais sem comprovação de origem por documentação oficial vigente ou outros indícios de risco sanitário.
II. Determinar a suspensão de atividades que causem risco à saúde humana ou à população animal, ou que embaracem a ação do órgão fiscalizador.
III. Determinar a destruição ou destinação condicionada de produtos e de subprodutos de origem animal e outros bens, como medidas de defesa sanitária animal.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas II e III.
I, II e III.
Além do Paraná, do Rio grande do Sul e de parte do Amazonas e do Mato Grosso, quais estados brasileiros receberam reconhecimento como zonas livres de febre aftosa sem vacinação, conferido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) em maio de 2021?
Tocantins e Minas Gerais.
Amapá e Tocantins.
Maranhão e Pernambuco.
Minas Gerais e Acre.
Acre e Rondônia.
A implantação do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária - Suasa tem por objetivo:
Obter alguma qualidade higiênico-sanitária e inocuidade dos produtos, mesmo que o serviço de inspeção do estado não seja eficiente.
É de dificultar a inserção dos produtos no mercado formal local, regional e nacional e, especialmente, o mercado institucional, como nas compras governamentais.
Que os produtos de agroindústrias inspecionados por um serviço de inspeção integrante do Suasa podem ser comercializados em somente no município.
A reorganização do sistema de forma descentralizada e integrada, entre a União (o MAPA), instância central e que coordena todo o sistema, os Estados e o Distrito Federal, como Instância Intermediária e os municípios, como Instância Local.
O Sistema Nacional de Informação Zoossanitária, administrado pela Coordenação de Informação e Epidemiologia do Departamento de Saúde Animal, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, gerencia os dados e informações sobre ocorrência de doenças animais de relevância para a pecuária e para a saúde pública, sendo responsável pelas notificações imediatas de doenças e pelos informes enviados pelo Brasil à Organização Mundial de Saúde Animal - OIE, mantendo atualizada a comunicação sobre a ocorrência de doenças no país. Com relação à situação sanitária atual das doenças de animais terrestres no Brasil (MAPA, 2020), assinale a alternativa cuja afirmação contém somente doenças consideradas presentes no Brasil.
Diarreia viral bovina, Rinotraqueíte infecciosa bovina, Maedi-visna, Doença de Gumboro, Micoplasmose aviária.
Paratuberculose, Raiva, Anemia infecciosa equina, Febre aftosa, Carbúnculo hemático.
Mormo, Raiva, Micoplasmose aviária, Doença de Newcastle, Carbúnculo hemático.
Anemia infecciosa equina, Doença de Aujeszky, Scrapie, Doença de Newcastle, Maedi-visna.
Raiva, Influenza aviária, Peste suína clássica, Mormo, Tuberculose bovina.
As atividades do Programa Nacional de Sanidade Suídea (PNSS) têm como objetivo a coordenação, a normatização e o suporte das ações de defesa sanitária animal referentes à suinocultura nacional, visando a preservar a sanidade do rebanho suídeo brasileiro. Quanto aos procedimentos de controle e erradicação das doenças no PNSS, analise as assertivas abaixo:
I. Suídeo: animal do gênero Sus scrofa.
II. Interdição: proibição do ingresso e egresso de suídeos num estabelecimento de criação, para qualquer finalidade, bem como de produtos ou subprodutos suídeos ou materiais que possam constituir via de transmissão ou propagação da doença, a critério do serviço veterinário oficial.
III. Fica proibido o ingresso em todo o Território Nacional de suídeos portadores de doenças direta ou indiretamente transmissíveis, inclusive de parasitas externos ou internos, cuja disseminação possa constituir ameaça aos rebanhos nacionais.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas II e III.
I, II e III.
O Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA) atua em consonância com o Código Sanitário para Animais Terrestres, da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), e em harmonia com o setor produtivo, estabelecendo medidas de prevenção, controle e vigilância das principais doenças avícolas de impacto tanto em saúde pública como em saúde animal. De acordo com o PNSA, cada estabelecimento avícola deve ter seu próprio cronograma de vacinação, podendo incluir vacinas para outras enfermidades além daquelas exigidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), desde que essas sejam permitidas e registradas no Ministério (MAPA, 2021).
Sobre as vacinações previstas no PNSA, analise os itens a seguir e assinale V para afirmativa verdadeira e F para afirmativa falsa:
( ) Doença de Marek: a vacinação é obrigatória nos estabelecimentos incubatórios de reprodução, antes da expedição das aves de um dia.
( ) Doença de Newcastle: as aves reprodutoras e de postura comercial devem realizar vacinação sistemática contra a doença de Newcastle, inclusive as aves SPF (Specific Pathogen Free).
( ) Salmoneloses: as granjas de reprodução do tipo linhas puras, bisavós, avós e SPF não são autorizadas a utilizar vacinação de qualquer natureza contra salmonelas.
As afirmativas são, respectivamente,
V, F, V.
F, V, F.
V, F, F.
F, F, V
V, V, V.
O Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT) tem como objetivo:
Reduzir a prevalência e a incidência da brucelose e da tuberculose, visando à erradicação.
Aumentar a prevalência e reduzir a incidência da brucelose e da tuberculose, visando à erradicação.
Reduzir a prevalência e aumentar a incidência da brucelose e da tuberculose, visando à diminuição de casos.
Reduzir a prevalência e a incidência da brucelose e da tuberculose, visando à diminuição de casos.
Aumentar a prevalência e a incidência da brucelose e da tuberculose, visando à diminuição de casos.
Com relação às Medidas de Defesa Sanitária Animal, do Decreto 1.260, de 10 de novembro de 2017, que regulamenta a Lei Estadual nº 10.486, de 29 de dezembro de 2016, no que diz respeito à notificação, ao foco e ao saneamento, assinale a alternativa incorreta.
A notificação ou denúncia de suspeita de ocorrência de doença, anônima ou não, deve ser feita por qualquer meio de comunicação, inclusive comparecimento pessoal ao serviço veterinário oficial, salvo quando houver definição de outro procedimento em norma vigente
Recebida a notificação ou denúncia de suspeita de doença, o médico veterinário oficial deve promover a imediata abertura de procedimento de investigação para averiguar a suspeita e proceder o atendimento, no menor tempo, dentro do prazo de 12 (doze) horas
Fica obrigado o serviço veterinário oficial a registrar toda suspeita ou caso confirmado de doença de notificação imediata no SVO I, independentemente do veículo de informação, sob pena de responsabilização
Em caso de eliminação ou abate sanitário do animal fica vedado ao produtor/proprietário peticionar ao Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso - INDEA/MT plano ou programa específico para fins de indenização
São considerados casos suspeitos de Doença de Newcastle (DNC) e Influenza Aviária (IA) a identificação de um dos seguintes critérios, EXCETO:
Mortalidade maior ou igual a 10% em até 72h, em quaisquer estabelecimentos de aves domésticas ou em um único galpão do núcleo de estabelecimentos avícolas comerciais ou de reprodução.
Mortalidade súbita e elevada em populações de aves de subsistência, de exposição, de ornamentação, de companhia e silvestres ou de sítios de aves migratórias.
Queda súbita ou maior a 20% na produção de ovos e aumento de ovos malformados, em aves de reprodução ou aves de postura.
Resultado positivo em testes sorológicos (exceto laudo sorológico positivo para DNC em aves vacinadas para DNC) de vigilância ativa ou certificação, em laboratórios credenciados.
O Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros – PNCRH, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, tem como objetivo manter sob controle a incidência da raiva na população de herbívoros domésticos, desenvolvendo atividades considerando o conceito de Saúde Única, trabalhando em parceria com o Ministério da Saúde no diagnóstico da raiva e na proteção da Saúde Pública, e com o Ministério do Meio Ambiente, respeitando as Leis de Proteção da Fauna (MAPA, 2022). Sobre a raiva, analise as afirmativas abaixo:
I. A raiva é uma antropozoonose infectocontagiosa, causada por vírus do gênero Lyssavirus, da família Rhabdoviridae, tendo como espécies sensíveis todos os mamíferos, inclusive os humanos. Os principais reservatórios desse vírus são os membros das ordens Carnivora e Chiroptera.
II. O diagnóstico diferencial da raiva deve ser feito com doenças que provocam sinais neurológicos, como infecções por arbovírus (Encefalomielites equinas do leste e oeste e Febre do Nilo Ocidental), por outras doenças infecciosas (Herpesvírus, meningite bacteriana, Doença de Aujeszky, Febre Catarral Maligna) ou doenças não infecciosas (hipocalcemia, intoxicações e traumatismos).
III. Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) e Scrapie são doenças de diagnóstico diferencial obrigatório em casos de suspeitas em bovinos e bubalinos acima de 24 meses que foram negativos para raiva, e em casos de suspeitas em ovinos e caprinos acima de 12 meses que foram negativos para raiva.
Está(ão) CORRETA(S):
Apenas I.
Apenas I e II.
Apenas II e III.
Apenas I e III.
I, II e III.
Em um programa sanitário, entende-se por controle de doenças:
O conjunto de medidas adotadas com o objetivo de aumentar a incidência e/ou prevalência de tal modo que seja possível suspender as medidas de controle tradicionalmente adotadas.
É a frequência da doença ou fatores de risco para infecção e suas quantificações.
A eliminação da transmissão do agente infeccioso, de tal modo que seja possível suspender as medidas de controle tradicionalmente adotadas para o controle da doença em determinada população ou região.
O conjunto de medidas adotadas com o objetivo de reduzir a incidência e/ou prevalência das doenças ou, ainda, erradicá-las.
São medidas para suspender as medidas de controle tradicionalmente adotadas para o controle da doença em determinada população ou região.
Ainda sobre a raiva em herbívoros, em especial à vacinação dos rebanhos, quais das alternativas a seguir NÃO são recomendadas atualmente pelas normas brasileiras?
Programa de vacinação dos herbívoros compulsório e contínuo, mesmo em locais onde não haja incidência de casos, por se tratar de medida profilática.
A vacinação dos herbívoros deverá ser realizada com vacina contendo vírus inativado, na dosagem de 2ml por animal, sendo aplicada por via subcutânea ou intramuscular.
Animais primovacinados deverão ser revacinados 30 dias após a primeira vacinação.
A vacinação é compulsória quando da ocorrência de focos da doença, e deve ser adotada preferencialmente em bovídeos e equídeos com idade igual ou superior a 3 meses. Porém, em animais com idade inferior a três meses, poderá ser orientada caso a caso, de acordo com a avaliação técnica de um médico veterinário.
Para efeito da revacinação, considera-se que a duração da imunidade conferida pela vacina será de, no máximo, 12 meses.
Qual a destinação dos órgãos de um animal com suspeita de contaminação por príon?
Devem ser destinados à incineração acondicionados em saco vermelho.
Devem ser destinados à esterilização pelo calor a 121°C por 10 minutos acondicionados em saco branco leitoso.
Devem ser destinados à incineração acondicionados em saco branco leitoso.
Devem ser destinados ao cozimento a 76,6°C por 30 minutos acondicionados em saco vermelho.
Devem ser destinados ao aterro sanitário do município em que se encontra o animal acondicionado em saco amarelo.