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Em relação ao diagnóstico por imagem, clínica médica e cirúrgica das afecções do sistema urinário de equídeos é correto afirmar:
As infecções do trato urinário em cavalos são muito raras.
As infecções do trato urinário superior são muito sérias, pois afetam os rins. Esse tipo de infecção geralmente se desenvolve como uma condição secundária e é quase exclusivamente vista em animais adultos, causada por infecções na corrente sanguínea.
As infecções do trato urinário inferior são menos sérias do que as superiores. Em casos muito raros, uma infecção desse tipo pode ser causada por um bloqueio na uretra, impedindo que o cavalo urine.
Os cavalos com infecções do trato urinário superior, os cavalos com essa condição urinam frequentemente, mas sem esvaziar completamente a bexiga.
O diagnóstico mais comum de nefrite utilizado é através da palpação transretal e da ultrassonografia maneira eficiente de verificar se os rins estão inchados e verificar as dores, aliada aos exames de laboratório.
Um equino com 10 anos de idade, da raça Mangalarga Marchador, apresentou claudicação severa após prova de marcha. Percebeu-se aumento de volume severo na região plantar do membro, logo acima do boleto, associado a dor à palpação. O cavalo evitava apoiar a pata, porém, quando apoiava, percebia que a capacidade flexora estava alterada de forma que a ponta do casco era elevada. Pergunta-se, qual o diagnóstico?
Ruptura do tendão flexor digital superficial.
Ruptura do tendão flexor digital profundo.
Ruptura do ligamento suspensor do boleto.
Fratura dos ossos sesamoideos proximais.
Luxação da articulação metacarpo falangeana.
A cólica é uma síndrome que afeta frequentemente os equídeos, acarretando dores abdominais de intensidade e frequência variáveis. Um dos principais fatores que resulta na doença é o manejo alimentar inadequado oferecido aos mesmos. Das diversas cólicas cerca de 45 % desses animais tem indicação cirúrgica para a resolução da afecção primária. Assinale a alternativa correta.
Por meio da palpação retal de um equino com cólica podemos identificar as seguintes alterações: Distensão do intestino delgado, compactação da flexura pélvica, lipoma pedunculado, encarceramento no forame epiplóico, encarceramento nefroesplênico, timpanismo do ceco e hérnia inguino-escrotal.
As compactações do cólon, frequentemente, desenvolvem-se nos sítios de estreitamento no diâmetro do lúmen intestinal tais como flexura diafragmática, transição proximal do cólon dorsal direito para o cólon transverso ou no cólon menor. Redução na produção fecal, fezes ressecadas e cobertas por muco e diminuição na ingestão de alimento são reconhecidas como sinais comuns das compactações do cólon maior.
As complicações incisionais após laparotomia mediana em equinos com cólica têm prevalência de 35 a 87,5% e levam ao aumento no período de convalescença ou mesmo ao óbito. Os principais fatores predisponentes são o tamanho da incisão, roupa do cirurgião, escolha do fio cirúrgico, idade, peso e condições nutricionais do equino.
Equinos com enterite proximal geralmente apresentam distensão do intestino delgado à palpação, hipotermia, leucopenia, refluxo gástrico, frequência cardíaca elevada, ausência de motilidade progressiva e refluxo gástrico.
Os enterólitos podem obstruir a porção terminal do cólon dorsal direito, o cólon transverso ou o cólon menor. A alta concentração de manganês presente na alfafa contribuir para a formação do cálculo. Para a remoção cirúrgica do enterólito pode-se realizar uma enterotomia caudal ou cranial ao ponto de obstrução.
Referente ao cisto dentígero em equinos, assinale o enunciado incorreto:
É um defeito congênito. É resultante de uma anormalidade do tecido embrionário no fechamento da fenda branquial.
O tratamento indicado é a cauterização química através do trajeto fibroso.
É composto por elementos dentários isolados ou combinados (esmalte, dentina e cemento).
Manifesta-se em geral aos dois anos de idade. Aparece tipicamente como um aumento de volume na base da orelha, unilateral.
O diagnóstico é feito frequentemente com base na localização, história clínica, e presença de fluido cístico, mucoide e amarelo.
Assinale a alternativa que indica uma espécie de animal que é um importante hospedeiro dos carrapatos transmissores do agente da febre maculosa brasileira.
Equino.
Suíno.
Bovino.
Bubalino.
Felino.
A brucelose é uma doença infectocontagiosa, com potencial zoonótico, causada por uma bactéria Gram negativa, imóvel, não esporulada e não capsulada. A doença em equinos não é caracterizada por transtornos reprodutivos como em outras espécies domésticas. Lesões abscedantes em região cervical, bursas, tendões e articulações são as principais manifestações clínicas. O equino com brucelose está manifestando a infecção comumente causada pela:
Brucella equi.
Brucella melitensis.
Brucella abortus.
Brucella suis.
Brucella ceti.
Em relação à clínica médica de doenças carenciais e metabólicas de equídeos é correto afirmar:
As quantidades de fósforo necessárias para atender as funções de manutenção dos processos metabólicos e de produção dos animais não sofrem influências de fatores diversos como: raça, taxa de crescimento e produtividade, estresse de treinamento, desempenho, idade, qualidade dos alimentos volumosos, condição ambiental, nível de sudorese e de outros minerais na ração.
O cálcio é necessário para a coagulação sanguínea, funções das membranas celulares, secreção glandular, regulação da temperatura, regulação da atividade de muitas enzimas e funções mitocondriais e neuromusculares.
Nas dietas atuais industrializadas e ricas em óleos, a suplementação de selênio não se faz mais necessária para complementar a ação da vitamina E como um fator protetor de tecidos contra radicais livres e processos oxidativos.
Em potros o desequilíbrio nutricional menos frequente é o da relação cálcio: fósforo da dieta.
A_________________, conhecida, mundialmente, como febre-do pântano é considerada uma das principais doenças que acometem equídeos. O agente etiológico é um vírus retroviridae de alto peso molecular que causa anemia hemolítica do tipo imune. Os susceptíveis são equinos, mulas e asnos de qualquer raça, idade e sexo. Três são as formas de apresentação da doença: agudo, subagudo e crônica. A transmissão pode ser vertical (intrauterina) ou horizontal, por meio de utensílios contaminados (agulhas, freios, esporas e outros), leite materno, sêmen ou insetos hematófagos. Entretanto a transmissão do vírus é, geralmente, relacionada com a transferência de sangue de um cavalo infectado a um receptor sadio.
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna.
encefalite equina
influenza equina
anemia infecciosa equina
Nenhuma das alternativas.
Doença que acomete os equinos, caracterizada por pneumonia e o aparecimento de nódulos ou úlceras no trato respiratório ou pele. O enunciado refere-se
à rodococose.
ao mormo.
ao garrotilho.
à actinobacilose.
ao ectima contagioso.
Imagine que o veterinário foi chamado para atender a um equino, macho, de 3 anos de idade com síndrome cólica iniciada há 5 horas. Durante o atendimento, foram identificados os seguintes achados de exame clínico: dor intensa; frequência cardíaca de 80 bpm (batimentos por minuto); TPC (tempo de preenchimento capilar) de 4 segundos; sudorese intensa; desidratação leve ao teste do turgor de pele; refluxo nasogástrico à sondagem de 3 litros e pH = 4; alças de intestino delgado distendidas à palpação retal; líquido peritoneal avermelhado. Para este caso, um possível diagnóstico, tratamento e prognóstico são:
enterite anterior (duodenojejunite proximal); fluidoterapia, anti‐inflamatórios e pró‐cinéticos; bom.
enterólito; por laparotomia exploratória e retirada do enterólito; reservado a bom.
estrangulamento de intestino delgado; por laparotomia exploratória e ressecção da porção necrosada; reservado a mau.
torção de cólon maior; por laparotomia exploratória e correção da torção; reservado a mau.
úlcera gástrica; com bloqueadores da bomba de prótons; bom.
O mormo é uma doença de equídeos (cavalos, asininos e muares) causada pela bactéria:
Burkholderia mallei.
Aeromonas jandae.
Rickettsia rickettsii.
Streptococcus equi.
Yersinia pseudotuberculosis.
A anemia infecciosa equina (AIE) acomete equídeos e é causada por um lentivírus específico de equinos, da família dos retrovírus. Sobre essa infecção é correto afirmar:
quarentena é liberada quando os testes de todo o lote são negativos pelo menos 90 dias após remoção do equino positivo.
há vacina disponível.
a transmissão iatrogênica tem baixo potencial epizoótico.
o pico de viremia é notado durante o episódio febril.
o vírus da AlE se multiplica nos vetores.
Chega a um hospital um paciente equino, fêmea, com mucosas “vermelho-escuras”, TPC 4, frequência cardíaca de 80bpm, refluxo de conteúdo pelas narinas. O proprietário relata episódios de rolamento já há algumas horas. Foi feito somente flunixim meglumine na dose de 2 mg/kg. Em relação ao quadro, é correto afirmar:
O caso deve ser encaminhado de imediato para cirurgia, pois é uma emergência.
Não é recomendado sondagem gástrica neste caso.
Um episódio de normalização abrupta da frequência respiratória e cardíaca pode representar um prognóstico ruim.
A associação com laminite não é comum nesses casos.
A terapêutica clínica seria a mais indicada para esse caso, sem necessidade de intervenção cirúrgica.
De acordo com a Instrução Normativa no 24, de 5 de abril de 2004, que aprova as Normas de Controle e a Erradicação do Mormo, é correto afirmar:
Os equídeos restantes do rebanho poderão ou não ser submetidos aos testes de diagnóstico para mormo.
Haverá desinfecção das instalações sem necessidade de serviço veterinário oficial.
Animais positivos serão sacrificados imediatamente, procedendo-se à incineração ou enterro dos cadáveres no próprio local.
O sacrifício dos equídeos positivos será realizado por veterinário local contratado temporariamente.
A interdição da propriedade será suspensa pelo serviço veterinário oficial após o sacrifício dos animais positivos.
Laminite é uma desordem intensamente dolorosa que afeta a região do casco, primariamente de membros anteriores, de equídeos. Como todo processo inflamatório, envolve edema, no entanto, a parede externa do casco é rígida e não pode expandir de modo que tal problema torna-se de caráter compressivo (Texto adaptado de Colville e Bassert, 2010). Assinale a alternativa que responde corretamente e respectivamente à respeito de qual camada da pele se diferencia e origina o casco e quais estruturas são afetadas na enfermidade em questão.
Camada basal da derme/ Lâminas dérmicas
Camada córnea da derme/ Lâminas dérmicas e epidérmicas
Camada espinhosa da epiderme/ Lâminas epidérmicas
Camada basal da derme/ Lâminas epidérmicas
Camada córnea da epiderme/ Lâminas dérmicas e epidérmicas
Sobre as contraturas tendíneas em equinos, é correto afirmar:
O tendão digital flexor superficial apresenta sua inserção distal na falange distal.
O tendão digital flexor profundo apresenta sua inserção na falange proximal.
A desmotomia do ligamento acessório do tendão digital flexor profundo é indicada em caso de flexão da falange distal, quando da ausência de resposta ao tratamento de bandagens.
A tenotomia do tendão digital flexor superficial resolveria uma contratura que está tracionando na falange distal.
Em caso de contraturas com luxação de falange, o prognóstico é bom, caso seja feito o uso de ligas de descanso.
Sobre a Síndrome do “cavalo roncador”, é correto afirmar:
Em todos os casos, o que desencadeia a síndrome é estenose ou colapso traqueal.
O prolongamento e a flacidez de palato não interferem no agravamento do caso.
A movimentação pode agravar os sintomas do paciente.
A endoscopia é imprescindível para se estabelecer o diagnóstico conclusivo e possível tratamento, sendo a movimentação essencial para se estabelecer o grau no quadro.
Mesmo em pacientes com discreta hemiplegia, não é necessário movimentação, pois o exame endoscópico se faz unicamente com o paciente em repouso e parado.
Criptorquidia é uma afecção que acomete os machos, sendo de interesse terapêutico em equinos. Sobre esta afecção, é correto afirmar:
Tanto pelo acesso convencional quanto por videocirurgia, o acesso ventral é a melhor opção em equinos.
O cavalo criptorquida bilateral apresenta fertilidade inalterada, bem como comportamento normal, sendo o maior risco a probabilidade de alteração neoplásica nos testículos.
O acesso cirúrgico por laparotomia deve ser na região mesogástrica na linha média.
A produção espermática e hormonal do testículo abdominal permanece inalterada.
Para uma abordagem videolaparoscópica, a ligadura do plexo pampiniforme pode ser trabalhada de forma videoassistida, por ligadura pré-montada ou pinça com corte e coagulação com energia.
Equinos usados para esporte e longas cavalgadas, principalmente quando não estão bem treinados para isso, podem desenvolver quadros de rabdomiólise (miosite por esforço). O tratamento e uma possível complicação que pode ocorrer em casos graves são:
fluidoterapia, diurético e anti‐inflamatório não esteroidal; insuficiência hepática.
fluidoterapia, relaxante muscular e anti‐inflamatório não esteroidal; insuficiência renal.
relaxante muscular, diurético, antibiótico; fibrose muscular.
anti‐inflamatório não esteroidal, mioglobina e relaxante muscular; insuficiência renal.
fluidoterapia, antibiótico e corticoide; insuficiência hepática.