Questões de Concurso sobre Equinos

 
 
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Equino, macho, manga larga marchador, 6 anos de idade, 350 kg, mantido a campo, apresentou alterações no olho esquerdo. Sem relato de algum episódio relevante que pudesse esclarecer o aparecimento das alterações. Os parâmetros vitais como frequência cardíaca, respiratória, tempo de perfusão capilar e temperatura retal estavam dentro da normalidade e pode-se confirmar o olho esquerdo edemaciado com epífora e blefaroespasmos. No exame clínico oftálmico, foram observados opacidade da córnea, blefaroepasmo, lacrimenjamento intenso, hiperemia conjuntival e dor ocular caracterizada pela relutância ao toque e movimentos repetitivos com a cabeça. Foi constatada ulceração na córnea. O medicamento utilizado para o diagnóstico de úlcera de córnea é:


A

Gentamicina.


B

Neomicina-bacitracina-polimixina B.


C

Tobramicina.


D

Fluoresceína.


E

Ciprofloxacina.

Um equino, macho, de 10 anos de idade, apresenta aumento de volume na articulação do boleto (metacarpofalangeana) do membro torácico direito (MTD), além de claudicação do mesmo membro e resposta positiva ao bloqueio dos 4 pontos baixos. O veterinário responsável pelo caso requisitou a avaliação radiográfica do boleto do MTD.


Considerando esse quadro, assinale a alternativa CORRETA:


A

Alterações ósseas são comumente observadas na região de inserção do tendão flexor digital profundo na primeira falange.


B

A projeção lateral oblíqua possibilita melhor visualização da eminência lateral palmar da falange proximal em casos de suspeita de fratura.


C

A radiografia do boleto em questão possibilita a avaliação das seguintes estruturas ósseas: primeira falange, aspecto distal do terceiro metacarpiano e sesamoides distais.


D

As projeções de rotina para avaliação radiográfica do boleto são cinco: dorsopalmar (DP), lateromedial (LM), látero-medial flexionada (LMF), medial oblíqua (MO) e lateral oblíqua (LO). Deve-se levar em consideração a angulação utilizada para as projeções DP, LO e MO.

Um potro macho de 4 meses de idade, apresenta secreção nasal bilateral purulenta, crepitação e sibilo na auscultação pulmonar, febre e diarreia. A maior suspeita é a de que o potro apresente pneumonia e diarreia causadas por Rhodococcus equi (R. equi), uma bactéria gram-positiva que tem como principal característica a formação de abscessos pulmonares, além da possível formação de abscessos mesentéricos. O diagnóstico por imagem é importante na determinação das características das lesões pulmonares e suportam a suspeita de pneumonia por R. equi, que pode ser confirmada por meio do lavado transtraqueal e cultura da amostra.


Em relação a esse caso, assinale a afirmativa CORRETA:


A

A ultrassonografia evidencia a presença de abscessos pleurais, comumente presentes nesses casos.


B

A radiografia pulmonar é o único método diagnóstico auxiliar na detecção de abscessos pulmonares em potros com R. equi.


C

A radiografia torácica auxiliaria no diagnóstico, porém não é utilizada pela impossibilidade de realizá-la na espécie equina em razão do tamanho da caixa torácica.


D

A ultrassonografia torácica não é recomendada nesses casos, visto que os abscessos pulmonares em potros com R. equi não costumam ser visualizados nessa modalidade de exame de imagem.

Nos cavalos, todo o processo de digestão ocorre no intestino grosso devido à sua capacidade de fermentação de celulose através do ácido clorídrico e das enzimas digestivas. Isso permite que os cavalos comam grandes quantidades de feno e capim sem sofrer indigestão e reduz a acidez na porção superior do estômago, denominada de granuloma.


C

Certo


E

Errado

Um garanhão, 6 anos, 450 kg, chegou ao hospital veterinário apresentando quadro caracterizado por cavar o solo, olhar para o flanco esquerdo, deitar e levantar frequentemente, rolar e apresentar sudorese. O acompanhamento dos parâmetros clínicos e laboratoriais está descrito no quadro abaixo:


Parâmetros

Valores do animal

Valores referência

Elasticidade pele

5 seg

< 2 seg

Mucosas

Congestão ++

Rósea

Refluxo gástrico

5 litros

Nenhum

Grau de dor

+++

Sem dor

FR/min

30

Até 16

FC/min

65

Até 40

Temperatura

38,5

Até 38,5°C

PPT (g/dl)

8,5

7,0

VG %

50

40

Líquido peritoneal

Alaranjado

Amarelo Palha

TPC

5

Até 2 seg

cBase

-10

0 a 5 mEeq/LEC


PPT: proteína plasmática total; VG: volume globular; TEC: tempo de enchimento vascular; LEC: líquido extracelular; Seg: segundos


Tendo em vista os parâmetros acima, assinale a alternativa CORRETA:


A

O status hídrico e ácido base do animal são indicativos da necessidade de hidratação com solução de ringer lactato por via IV para auxiliar na recomposição do equilíbrio hídrico, eletrolítico e ácido base.


B

O status hídrico e ácido base do animal estão moderadamente alterados, necessitando de terapêutica fluidoterápica com solução à base de ringer simples por via IV em alto volume e velocidade rápida para repor volemia.


C

O status hídrico e ácido base do animal são indicativos de choque em andamento, necessitando de terapêutica com solução salina hipertônica rápida inicial para equilíbrio dos líquidos e eletrólitos, seguida de solução salina 0,9%, ambas por via IV.


D

O status hídrico e ácido base do animal estão muito alterados, necessitando de intervenção fluidoterápica com alto volume de solução salina 0,9% por via IV, associada à administração bicarbonato de sódio por via nasogástrica para recompor o equilíbrio hídrico e possibilitar a correção da acidose metabólica.

Um equino, em situação de desequilíbrio circulatório e em rápido declínio do quadro clínico, é considerado um paciente para atendimento emergencial, porque o quadro pode evoluir para um choque hipovolêmico. Um paciente apresentando esse quadro exige uma intervenção do médico veterinário para restabelecer emergencialmente a volemia e mantê-la. Assinale a alternativa CORRETA:


A

Os cristalóides hipertônicos (7,5%), devido à sua alta concentração de solutos, restauram rápidamente a volemia, eliminando a necessidade de utilizar cristalóides isotônicos para manter a condição circulatória.


B

Os colóides sintéticos, assim como os cristalóides hipertônicos (7,5%), elevam a pressão oncótica plasmática, restabelecendo a volemia.


C

Tanto os cristalóides hipertônicos (7,5%) quanto os colóides sintéticos possuem a capacidade de atrair líquido para o espaço intravascular, sendo a indicação do primeiro o rápido restabelecimento circulatório e do segundo a manutenção da volemia em pacientes com baixa proteína plasmática.


D

Os colóides sintéticos restauram rapidamente a volemia devido à elevação das proteínas totais plasmáticas, promovendo a movimentação de fluidos do espaço intersticial para o espaço intravascular, restabelecendo e mantendo a volemia do paciente.

As peritonites nos equinos adultos representam um quadro grave com altas taxas de óbito. Assinale a alternativa CORRETA que apresenta a sequência adequada da conduta clínica para o atendimento desses pacientes.


A

Paracentese com cultura e antibiograma; terapia antimicrobiana inespecífica e lavado peritoneal por dreno cirúrgico; terapia antimicrobiana específica.


B

Paracentese com cultura e antibiograma; terapia antimicrobiana inespecífica; terapia antimicrobiana específica.


C

Paracentese com cultura e antibiograma; terapia antimicrobiana inespecífica e infusão de antimicrobianos inespecíficos pela fossa paralombar; terapia antimicrobiana específica e infusão de antimicrobianos específicos pela fossa paralombar.


D

Terapia antimicrobiana inespecífica; paracentese com cultura e antibiograma; terapia antimicrobiana específica e infusão de antimicrobianos específicos pela fossa paralombar.

Os equinos podem ser submetidos a diferentes modalidades de anestesia geral, com ou sem suporte ventilatório. Para tanto, as particularidades da espécie, as condições clinicas do paciente e os conhecimentos farmacológicos devem guiar a escolha do protocolo anestésico para garantir a qualidade e a segurança do procedimento. Referente à anestesia em equinos, avalie as seguintes informações:


I. Pode haver comprometimento do fluxo sanguíneo do SNC, por diminuição da pressão de perfusão cerebral, que acompanha o aumento iatrogênico da pressão intracraniana em cavalos anestesiados com isofluorano, e que permanecem hipotensos durante a anestesia;

lI. Bradicardias trans anestésicas, em equinos, podem acontecer em resposta compensatória à hipertensão ocasionada por sedativos da classe dos agonistas alfa2-adrenérgicos, sem necessidade de tratamento, a não ser que ocorram quadros de bradicardias severas com hipotensão associada;

IlI. A anestesia geral inalatória em equinos é rotineiramente utilizada com suporte ventilatório por pressão positiva para o paciente, visto que o desequilíbrio na relação ventilação/perfusão pulmonar e a hipercapnia são comuns nestes animais;

IV. A infusão contínua intravenosa de lidocaína durante anestesia geral inalatória é vantajosa por reduzir o requerimento do anestésico geral, promover analgesia e melhorar a motilidade intestinal, porém, pode prolongar o tempo de recuperação e aumentar o grau de ataxia do cavalo.


Está CORRETO o que se afirma em:


A

I e III, apenas.


B

lI e IV, apenas.


C

I, lI, IlI e IV.


D

I, lI e III, apenas.


E

I e lI, apenas.

João é chamado para atender um cavalo, da raça Mangalarga, pesando 450 kg e que está apresentando claudicação no membro torácico direito após um entorse no boleto. Para o tratamento clínico dessa claudicação, é indicado o uso de


A

2,5 ml de oxitetraciclina 5%.


B

2 ml de cloridrato de xilazina 10%.


C

10 ml de flunixin meglumine 5%.


D

20 ml de fenilbutazona 2,5%.


E

3 ml de dexmedetomidina 5%.

Em equinos, a mandíbula mais curta que a maxila pode acarretar lesões na mucosa palatina pelos dentes incisivos, além de formação de ganchos nos últimos molares inferiores, caracterizando a condição conhecida como


A

braquignatismo.


B

ortognatismo.


C

prognatismo.


D

hipognatismo.


E

hipergnatismo.

A enterite anterior nos equinos provoca sinais de dor, taquicardia, desidratação, TPC (tempo de preenchimento capilar) aumentado e distensão de intestino delgado à palpação, variando de leve à intensa. Animais acometidos por essa doença respondem bem ao


A

tratamento clínico por meio de sondagem nasogástrica e anti-inflamatórios.


B

tratamento cirúrgico por meio de enteroanastomose.


C

tratamento clínico com antibioticoterapia e oxitetraciclina intramuscular.


D

tratamento cirúrgico por meio de enterotomia com esvaziamento do conteúdo do intestino delgado em excesso.


E

tratamento clínico com uso de agonistas de receptores α2.

A presença de um veterinário foi solicitada pelo tratador de um haras, pois ele observou que os animais apresentavam os seguintes sintomas clínicos: hipertermia variando entre 38,5 a 41ºC, tosse seca e intermitente e secreções nasais purulentas. O tratador informa que houve um maior número de animais afetados em torno de seis dias após o aparecimento do primeiro caso. Ao exame clínico, o veterinário percebeu uma sensibilidade nos linfonodos submandibulares, sons pulmonares anormais caracterizados por crepitações e sibilos. Alguns animais apresentaram edema dos membros e dificuldades de deglutição. Analisando as informações levantadas e os dados do exame clínico, pode-se suspeitar que o haras está sofrendo um surto de:


A

Influenza equina.


B

Mormo.


C

Arterite viral equina.


D

Garrotilho.

Na temática controle antidoping, assinale a alternativa que indica uma substância química que diminui o potencial de desempenho de um equino.


A

Teofilina.


B

Cafeína.


C

Metilfenidato.


D

Acepromazina.


E

Anfetamina.

Assinale a alternativa correta. A “doença do navicular” em equinos é uma enfermidade degenerativa crônica e progressiva que atinge e envolve o(a):


A

processo do osso xifóide.


B

articulação temporomandibular.


C

osso zigomático menor.


D

císto dentígero.


E

osso sesamóide distal.

As compactações estão entre as doenças abdominais frequentemente observadas na espécie equina e, em especial, é considerada a principal causa de cólica na espécie. A flexura pélvica e transição do cólon dorsal direito para o cólon transverso, devido à diminuição do diâmetro intestinal, formam preferencialmente o local das compactações. Outros pontos podem ser também citados, como as regiões próximas a esfíncteres, por exemplo, o esfíncter íleo-ceco-cólico. Sendo assim, o diagnóstico final da suspeita de compactação fecal em um equino apresentando cólica deve ser realizado por qual dos seguintes exames?


A

Hemograma (Hematócrito + Proteínas Plasmáticas Totais).


B

Sondagem nasogástrica para avaliação do volume e aspecto do refluxo.


C

Paracentese abdominal.


D

Palpação retal.

A passagem da sonda nasogástrica em equinos é um procedimento importante com o qual o clínico deve estar familiarizado. Sobre esse procedimento, analise as afirmativas abaixo, ponderando se são verdadeiras (V) ou falsas (F).


( ) Algumas indicações para esse procedimento incluem: descompressão do estomago, diagnóstico de função intestinal e administração de medicamentos.

( ) Não há resistência quando se sopra na sonda e pode-se detectar a passagem de ar, coordenada com a respiração.

( ) A epistaxe é uma complicação comum. Felizmente, é autolimitante na maioria dos casos, mas, em pacientes comprometidos, pode ser fatal.

( ) Um dos métodos para localizar a sonda no esôfago é que, ao se soprar no tubo, encontra-se uma leve resistência, ocorrendo distensão do esôfago e a sonda pode ser palpável no lado direito do pescoço.


A sequência correta é


A

V – F – V – V.


B

F – V – V – V.


C

V – V – F – V.


D

F – V – V – F.


E

V – F – V – F.

O médico veterinário do batalhão a que você pertence precisa fazer uma fluidoterapia em um cavalo que está desidratado. Você, como técnico em Veterinária, está auxiliando-o no momento e este pede que se pegue um cateter tamanho 18G. Como o calibre do cateter é diferenciado por cores para facilitar a identificação, é necessário pegar um cateter de qual cor?


A

Amarelo.


B

Azul.


C

Rosa.


D

Verde.


E

Laranja.

Potros afetados são brancos e parecem normais ao nascimento. Eles não eliminam mecônio; subsequentemente, desenvolvem cólica e geralmente morrem em até 72 horas após o parto. Esses potros brancos não apresentam peristaltismo devido à ausência do plexo mioentérico ou plexo submucoso, particularmente no cólon e no reto. A patologia descrita trata-se de:


A

Obstrução intestinal.


B

Enterólito.


C

Megacólon.


D

Intussuscepção.

A claudicação em equinos pode ter diversas causas, sendo considerada como um distúrbio estrutural ou funcional que pode se manifestar com o animal tanto em estação quanto em movimento. Considerando que o diagnóstico de claudicação deve ser criterioso, a fim de listar as possíveis origens da popularmente conhecida “manqueira”. Assinale a afirmativa INCORRETA.


A

As claudicações mecânicas são classificadas como alterações no andar de origem não dolorosa.


B

A claudicação do membro em suspensão ocorre quando há lesões nos ossos e ligamentos colaterais.


C

A claudicação de apoio pode ter como causa uma lesão nos nervos motores e em ligamentos colaterais.


D

A maioria das claudicações são encontradas nos membros anteriores, em especial no carpo e regiões inferiores.


E

A claudicação complementar pode levar a alterações num membro previamente sadio, devido à distribuição irregular do peso.

A locomoção do equino envolve movimentos de todo o corpo e de segmentos dos membros em um ritmo e padrões automáticos que definem os vários andamentos. A resistência do aparelho locomotor às lesões depende do equilíbrio e da repartição das forças exercidas sobre os elementos osteoarticulares e músculo-tendinosos; estes estão diretamente correlacionados com orientação e relação dos eixos quando colocados em apoio. Os aprumos definem a orientação ideal dos eixos ósseos, ou seja, a angulação ideal das articulações, resultando em eficácia e a amplitude de movimentos para o animal. Sobre os defeitos de aprumos NÃO é possível afirmar que:


A

Para a avaliação dos aprumos é essencial que o animal seja observado em estação. A superfície de apoio deve ser firme e plana.


B

Alguns defeitos de aprumos somente podem ser avaliados durante o movimento, sendo uma forma dinâmica de se diagnosticar certas anomalias.


C

No exame de face, deve haver alinhamento dos eixos livres numa mesma vertical. No entanto, um ligeiro grau de valgus do carpo e do boleto é fisiológico.


D

No exame de perfil, o eixo da quartela e do casco estão alinhados sobre uma mesma reta oblíqua, formando um ângulo de cerca de 50 a 55° em relação à horizontal (solo), denominada de retidão interfalângica.


E

O casco boto é uma conformação horizontalizada do casco (ângulo entre a pinça-solo > 60°) associado a uma deformidade flexora da Articulação Interfalângica Distal (AIFD). É caracterizado por uma queda cranial do eixo podofalângico.

   
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