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Com relação às alternativas para alimentação de potros órfãos, é correto afirmar:
o leite a ser fornecido como alternativa ao colostro nos 2 primeiros dias de vida deve conter, aproximadamente, 22% de matéria seca (MS); após esse período, pode-se reduzir o teor de MS em torno de 1% ao dia até que atinja a concentração normal do leite (14-15% de MS), e este é mantido até o desmame.
recomenda-se que os potros recebam em torno de 500 mL de colostro, seja via mamadeira ou sonda estomacal, a cada hora, por 3 ou 4 vezes, antes que o animal atinja 24 horas de vida. Caso a concentração das imunoglobulinas plasmáticas esteja abaixo de 4 g/L, e o potro tenha menos de 24-36 horas de vida, nas próximas horas deve ser administrado 2 L de colostro ou uma quantidade que faça com que as imunoglobulinas aumentem para 8 g/L.
sachês de colostro bovino podem ser uma alternativa para fornecimento aos potros. É preferível que o pó seja diluído em água, contudo, nos casos em que será fornecido na primeira mamada de potros recém-nascidos, deve-se adicionar o pó em uma solução de salina tamponada.
nos casos em que as imunoglobulinas plasmáticas do potro estão abaixo de 400 mg/dL e o colostro não está disponível, uma alternativa pode ser o fornecimento de plasma sanguíneo ao potro. Esse plasma, preferivelmente, deve ser proveniente de uma égua aparentada, e a dose recomendada é de 20 mL/kg de peso vivo, que pode ser fornecido tanto via intravenosa quanto por via oral.
o colostro é uma importante fonte de taurina para potros e animais recém-nascidos e com morbidades; contém baixas concentrações desse aminoácido. Uma alternativa para elevar as concentrações de taurina, nesses casos, é incluir cisteína e cistina no sucedâneo utilizado como colostro, pois, dessa forma, o potro poderá sintetizar a taurina.
Um cavalo castrado, de 7 anos de idade, sem histórico médico anterior significativo, apresentou cólica aguda com início há 6 horas. No exame físico, o animal apresentava dor abdominal moderada, produção fecal diminuída, distensão abdominal moderada e ausência de sons intestinais (borborigmos). Assinale a alternativa que apresenta corretamente o diagnóstico mais provável frente aos sintomas apresentados.
Colite infecciosa.
Cólica espasmódica.
Enterite proximal.
Gastrite.
Compactação do Cólon Maior.
Um equino adulto, jovem, 200 kg, apresenta 15% de desidratação, com sinais clássicos de choque hipovolêmico e acidose metabólica. Ele está perdendo 1L de líquido por hora, devido à diarreia, e precisa de reposição hídrica intravenosa. Sabendo que o volume de líquido diário que deve ser ingerido por um animal desta espécie é 50 mL/kg (Spinosa et al., 2023; Reed et al., 2017), entende-se que o tipo de fluido a ser utilizado, tempo para reposição e volume total indicado para 24 h de tratamento seriam:
Realizar a reposição com solução de Ringer Lactato, em um volume total de 10 L, realizado nas primeiras 4 h, seguida da reposição de 24 L de Ringer Lactato, nas próximas 20 h.
Deve-se iniciar com a reposição com solução hipertônica NaCl 7,5%, realizada em 15 minutos, volume de 800 mL a 1200 mL (4 a 6 mL/kg), seguida da reposição, dividida em 24 h, de solução de Ringer Lactato, volume total de 64 L.
Recomenda-se a utilização inicial de solução hipotônica, com solução fisiológica 0,9%, a ser realizada nas primeiras 4 h, volume de 24 L, seguida da reposição com solução de Ringer Lactato, nas 20 h restantes, de um volume total de 10 L.
A utilização de solução hipertônica NaCl 7,5%, realizada durante as primeiras 4 h, volume de 800 mL a 1200 mL (4 a 6 mL/kg), seguida da reposição, nas 20 h restantes de solução Ringer Lactato, volume total de 6,4 L.
A reposição com solução de Ringer Lactato, de um volume total de 6,4 L, sendo 3,2 L administrado nas primeiras 4 h e os demais 3,2 L, divididos durante as próximas 20 h.
Conhecer os ossos do crânio de equinos é importante para se diagnosticar e tratar doenças, para realização de procedimentos cirúrgicos, para avaliação da saúde do animal, para propor melhorias no desempenho e bem-estar animal.

Analise a figura do crânio equino apresentada e assinale a sequência correta dos ossos do crânio/face:
I. Zigomático; II. Lacrimal; III. Parietal; IV. Nasal; V. Temporal.
I. Nasal; II. Lacrimal; III. Zigomático; IV. Temporal; V. Parietal.
I. Lacrimal; II. Zigomático; III. Nasal; IV. Temporal; V. Parietal.
I. Temporal; II. Nasal; III. Lacrimal; IV. Parietal; V. Zigomático.
I. Lacrimal; II. Nasal; III. Zigomático; IV. Parietal; V. Temporal.
O mormo é uma zoonose que acomete os equídeos (cavalos, burros e mulas) e pode ser transmitida eventualmente a outros animais, como também ao ser humano. Em relação ao mormo, e conforme determina a Portaria nº 593, de 30 de junho de 2023, do Ministério da Agricultura e Pecuária, analise as assertivas a seguir:
I- O mormo é uma enfermidade infectocontagiosa causada pela bactéria Burkholderia cepacia.
II- Os testes para fins de investigação epidemiológica serão realizados em laboratórios oficiais.
III- Em um caso confirmado de mormo, os animais deverão ser isolados dos demais e imediatamente tratados.
IV- Todo equídeo diagnosticado positivo para mormo deverá ser obrigatoriamente eliminado.
V- O médico veterinário oficial deverá acompanhar a eliminação do caso confirmado, através da eutanásia.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
I, III e IV.
I, II e IV.
II, IV e V.
II, III e V.
III e IV.
Em relação à clínica veterinária e às doenças de equinos, analise as assertivas a seguir e assinale V, se verdadeiras ou F, se falsas.
( ) Ciatostomíneos são considerados os parasitos mais prevalentes dos equinos.
( ) O ciclo de vida desses parasitos é direto (sem hospedeiro intermediário) e a infecção ocorre após a ingestão das larvas de terceiro estádio (L3).
( ) Ciatostomíneos são popularmente conhecidos como pequenos estrôngilos.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – V – V.
V – F – F.
V – V – F.
F – F – V.
F – F – F.
Entre os cestódeos que podem parasitar os equídeos, Anoplocephala magna, A. perfoliata e Paranoplocephala mamillana são os mais conhecidos. Os proglotes grávidos desses parasitos são eliminados nas fezes e no ambiente, e os ovos são liberados pela desintegração das proglotes quando então são ingeridos pelos hospedeiros intermediários. O ciclo se completa quando os equinos ingerem os hospedeiros intermediários junto com a pastagem. Assinale a alternativa que cita corretamente os hospedeiros intermediários desses parasitos.
Caramujos aquáticos.
Anelídeos.
Carrapatos.
Larvas de moscas.
Ácaros oribatídeos.
As infecções por estrongilídeos em equinos são causadas por diferentes espécies de pequenos e grandes estrôngilos. Apesar disso, a causa mais importante de doença do intestino grosso e que promove a infecção parasitária mais patogênica nos cavalos é o parasita
Strongylus edentatus.
Strongylus equinus.
Trichostrongylus axei.
Strongyloides westeri.
Strongylus vulgaris.
A eutanásia em equinos, quando necessária, deve ser um processo humanitário, indolor e respeitoso com o animal. Diante dessa premissa, as resoluções do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) estabelecem diretrizes para a escolha do método mais adequados, considerando o bem-estar animal e a segurança de todos os envolvidos.
Analisando as alternativas propostas a seguir, assinale aquela que apresenta um método inaceitável de eutanásia em equinos.
arma de fogo.
anestesia geral prévia seguida de cloreto de potássio.
hidrato de cloral associado com anestésicos gerais.
pistola de ar comprimido seguido de exsanguinação.
eletrocussão sem anestesia geral prévia.
Assinale a alternativa correta em relação ao ciclo de vida do Strongylus vulgaris, um parasita comum em equinos:
Ovos são eliminados nas fezes, desenvolvem-se em larvas infectantes no ambiente, e são ingeridos pelos cavalos durante o pastoreio.
As larvas penetram ativamente na pele dos cavalos, migrando para os pulmões antes de atingir a fase adulta no trato intestinal.
A transmissão ocorre principalmente através do contato direto com as fezes de cavalos infectados, sendo as proglotes ingeridas durante a alimentação.
O ciclo de vida envolve a liberação de larvas diretamente no ambiente, onde elas se desenvolvem até a forma adulta antes de infectar os cavalos.
Os cavalos são infectados por ingerir acidentalmente carrapatos contaminados, que atuam como vetores na transmissão do parasita.
Um equino que apresenta sinais de dor como olhar para o flanco, brincar com a água, deitar e rolar, escoicear o abdômen provavelmente está acometido por uma afecção conhecida como abdômen agudo. Trata-se de uma enfermidade de tratamento clínico ou cirúrgico, a depender da alteração encontrada no trato gastrointestinal (Auer & Stick, 2018). Diante do exposto, é correto afirmar:
Nos casos de ingestão continuada de alimento volumoso, de fibras de má qualidade, triturados, sem uma mastigação intensiva, é comum o aparecimento de cólica por compactação, sendo o íleo, a flexura pélvica e cólon transverso os pontos mais propensos à obstrução simples.
Quando a causa da afecção é a ingestão excessiva de ração farelada, desenvolve-se uma distensão gasosa gástrica. Nestes casos, a sondagem nasogástrica é contraindicada pelo risco de ruptura gástrica, devido à sensibilidade do órgão muito distendido. Deve-se então instituir tratamento cirúrgico pelo risco de torção gástrica.
O deslocamento à esquerda é também conhecido por encarceramento nefro-esplênico, onde o cólon fica deslocado dorsalmente e preso sobre ligamento nefroesplênico, entre o baço e o rim esquerdo do equino. Trata-se de uma obstrução estrangulativa que tem como tratamento único e imediato a laparotomia exploratória.
Todo quadro de abdômen agudo com dor incontrolável significa que está ocorrendo um quadro estrangulativo, que envolve exclusivamente intestino delgado, porção intestinal com pouca capacidade de distensão e que exige tratamento cirúrgico imediato, conhecido como laparotomia exploratória.
As obstruções simples não envolvem comprometimento vascular e devem ser tratadas de maneira clínica, que envolve fluidoterapia, laxantes, analgésicos e caminhadas. Por outro lado, enterólitos e deslocamento à direita, por serem afecções estrangulativas do intestino, exigem tratamento cirúrgico imediato.
As encefalites equinas são doenças infecto-contagiosas zoonóticas, de caráter agudo, causadas por vírus da família Togaviridae, gênero Alphavirus. A prevenção dos equinos contra as encefalites equinas é realizada com o uso de vacinas, que são recomendadas a partir:
Do terceiro mês, com revacinação anual.
Do segundo mês, com revacinação semestral.
Do terceiro mês, com revacinação semestral.
Do segundo mês, com revacinação anual.
Do primeiro mês, com revacinação semestral.
“As doenças neurológicas nos equídeos constituem importantes causas de óbitos nestes animais. Entre as diversas etiologias das afecções neurológicas, o vírus do Nilo Ocidental se destaca como importante agente zoonótico responsável por graves epidemias em todo mundo. Este ________ está amplamente distribuído pelos continentes e mantém seu ciclo de transmissão através da relação entre mosquito vetor e _________ (reservatórios). ________ , assim como o ser humano, são hospedeiros _________ , não desenvolvendo viremia suficiente para transmissão ao vetor.”
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas.
arenavírus ... equídeos ... As aves ... intermediários
filovírus ... aves ... Os equídeos ... terminais
filovírus ... equinos ... As aves ... intermediários
arenavírus ... aves ... Os equinos ... terminais
arbovírus ... aves ... Os equídeos ... terminais
Na fisiologia dos animais domésticos, a regulação da temperatura corporal é um processo fundamental. Em equinos, o mecanismo primário de dissipação do calor em ambientes quentes é:
A vasoconstrição periférica.
A sudorese (transpiração).
A taquipneia (aumento da frequência respiratória).
O consumo de água fria.
Em um experimento realizado com cavalos da raça mangalarga marchador observou-se aumento da pressão arterial, da frequência cardíaca, da frequência respiratória e da temperatura, após exercício controlado.
Assinale a opção que identifica o aumento da força de contração cardíaca gerada, respectivamente, pelo aumento da frequência cardíaca, pelo aumento da pressão arterial aórtica (pós-carga) e pelo aumento do retorno venoso (pré-carga).
Efeito de Starling, efeito de Hiss e efeito Bowdich.
Efeito Bowdich, efeito de Anrep e feito de Starling.
Efeito ionotrópico, efeito vago-simpático e efeito de Hiss.
Efeito de Frank-Starling, efeito de Anrep e efeito Bowdich.
Efeito de marca-passo, efeito de Hiss e efeito de FrankStarling.
Analise a figura a seguir:

(Fonte: SENAR, 2018.)
Marque C para as afirmativas certas e E para as erradas.
( ) Os equinos são animais monogástricos, diferente dos bovinos, que são ruminantes.
( ) Os equinos possuem a capacidade de vomitar. Assim, alimentos fermentados são uma tentativa de minimizar o aparecimento de cólicas ou outros distúrbios intestinais.
( ) O estômago dos equinos pode sofrer ruptura se estiver muito cheio de sólidos, líquidos ou gases.
( ) Os equinos eliminam o calor pela pele; a perda excessiva de água causada pela sudorese é minimizada pelo balanço da crina.
A sequência está correta em
C, E, C, E.
C, C, C, C.
E, E, E, E.
E, C, C, E.
A síndrome metabólica equina é um conjunto de anormalidades clínicas identificadas em um equino.
Essas anormalidades tipicamente envolvem
distúrbio metabólico insulínico associado à obesidade e laminite.
alimentação incorreta associada a hipoteireoidismo.
distúrbio na produção de hormônios sexuais associado a intoxicação por metais.
grande carga parasitária associada a desequilíbrio hidroeletrolítico.
disfunção da pituitária associada ao sistema de confinamento.
A respeito da anemia infecciosa equina, leia as afirmativas abaixo e marque (V) para Verdadeiro e (F) para Falso.
( ) Em sua forma subaguda, mantém a condição corpórea normal, podendo até ter algum desempenho atlético.
( ) É causada pelo RNA, vírus da família Retroviridae, gênero Lentivírus.
( ) Possui algumas formas de transmissão, a forma primária é pela picada de tabanídeos (Tabanus sp.) e moscas dos estábulos (Stomoxys calcitrans).
( ) Não há possibilidade de transmissão da égua para o potro durante a gestação e pela inseminação artificial com sêmen contaminado.
Assinale a opção que contém a sequência CORRETA.
V – V – F – V
F – V – F – V
F – V – V – F
F – F – V – F
Em equinos, a arterite verminótica, ou também conhecida por cólica tromboembólica, é causada por um parasita intestinal de qual gênero e espécie?
Dictyocaulus arnfieldi.
Strongylus vulgaris.
Parascaris equorum.
Habronema spp.
Cylico stephanus.
Em relação ao diagnóstico por imagem do tórax de grandes animais, assinale a alternativa correta.
Potros recém-nascidos e imediatamente radiografados, após o parto, apresentam padrão pulmonar alveolar, devido à expansão incompleta dos pulmões.
Em casos de pneumonia por Rhodococcus equi geralmente observa-se um padrão pulmonar alveolar que varia de irregular a difuso e/ou nódulos pulmonares discretos.
Na ultrassonografia, edema pulmonar em cavalos observa-se superfícies pleurais lisas e cauda de cometa, causadas por focos consolidados.
A radiopacidade da hemorragia pulmonar induzida por exercício em cavalos é intersticial ou alveolar, localizada em região de aorta e tronco pulmonar.
Os abcessos pulmonares em equinos são nódulos ou formações discretas, focais e de opacidade mineral, que podem ter uma margem bem delimitada ou não.