Questões de Concursos Para Prefeitura de Juiz de Fora - MG

 
 
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Leia atentamente a descrição da cena de uma aula de história:


[...] o professor preparou QR Codes com informações sobre personagens das revoluções inglesas e espalhou pelo pátio da escola. As turmas foram divididas em equipes e os alunos tiveram que encontrar os códigos. De volta à sala de aula, eles descobriram quais eram as informações e cada equipe teve que montar uma apresentação para o personagem histórico como se fosse uma apresentação de participantes de um reality show. Os alunos e o professor dialogaram sobre esses personagens e sua relevância para a história das revoluções inglesas e fizeram simulações sobre quem seria o líder, o anjo, quem enfrentaria um paredão.


(Disponível em: https://agorarn.com.br/como-professor-de-escola-natalense-tem-mudado-forma-de-ensinar/ Acesso em: 26/03/2022. Adaptado.)


De acordo com Luckesi, a tendência pedagógica na prática escolar cujas características predominantes corroboram com a estratégia para o ensino do conteúdo “personagens das revoluções inglesas” escolhida por este professor é a tendência:


A

Progressista libertária.


B

Liberal renovada tradicional.


C

Liberal renovada não-diretiva.


D

Liberal renovada progressivista.


E

Progressista crítico-social dos conteúdos.

A centralidade conferida aos objetivos de ensino e aprendizagem nos trabalhos do Conselho de Classe é uma característica que o coloca em evidência em relação às demais instâncias colegiadas da escola. As reuniões do Conselho de Classe estruturam-se a partir de objetivos organizados em função das necessidades emergentes e serão tais objetivos que irão definir o tipo de organização mais adequado às reuniões, especialmente quanto à escolha dos participantes. Considerando o objetivo: “identificar alunos com dificuldades específicas de aprendizagem”, assinale a estrutura que deverá compor a reunião do Conselho de Classe, segundo a autora evidenciada.


A

Um professor, toda a turma de alunos ou grupo de turmas de alunos e diretor.


B

Todos os professores de uma turma ou grupo de turmas e representante de pais.


C

Um professor por turma, um representante da equipe técnico-pedagógica e alunos.


D

Todos os professores de uma turma ou grupo de turmas; equipe técnico-pedagógica e diretor.


E

Todos os professores de uma turma ou grupo de turmas; equipe técnico-pedagógica; alunos das respectivas turmas ou grupo de representantes que poderão contar com a participação dos pais.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) de 1996 e as Diretrizes Curriculares Nacionais do Conselho Nacional de Educação de 1997 e 1998 — desestabilizaram de forma significativa a presença da Educação Física na escola, naquilo que apontam para a autonomia das instituições escolares na organização de seus Projetos Político-Pedagógicos. Não se trata de um “fim de sua obrigatoriedade” conforme tem sido anunciado na mídia educativa ou por segmentos corporativistas. Mas a exigência posta desde então é a de que a presença da Educação Física na escola precisa ser qualificada, sistematizada e realizada como parte indissociável da escolarização básica, considerando-se, aí, que “a escola tem uma dinâmica cultural específica e é nela que a educação física é constituída como disciplina”.


(Vago, 1999b, p. 24. Disponível em: https://www.revistas.ufg.br/fef/article/view/48/2699. Adaptado.)


Diante do exposto, refere-se a um princípio orientador da prática da educação física na educação básica:


A

O tempo de descanso e de recomposição para novos trabalhos sérios em sala de aula.


B

A demanda escolar e social por uma educação física considerada como sinônimo de disciplinarização e adestramento dos corpos.


C

O reforço nas práticas escolares da dualidade corpo-mente, materializado no isolamento pedagógico, espacial e temporal da disciplina.


D

A qualificação permanente para reconstituir uma ação educativa, apresentando uma estratégia de superação das fragmentações presentes na história da educação física.


E

A interpretação do conhecimento atinente à educação física como “um saber escolar da quadra”, considerando, portanto, como “de fora” da escola, ou como “saber escolar realizado no pátio”.

De acordo com Magda Soares, uma nova concepção de aprendizagem e ensino da língua escrita ocorre através de mudanças significativas nas concepções de aprendizagem e ensino da língua escrita e vem ocorrendo desde os anos 80, do século anterior. Essa mudança é fruto, fundamentalmente, dos seguintes fatores; analise-os.


I. As ciências linguísticas, a sociolinguística, a psicolinguística, a linguística textual e as análises do discurso começam a ser “aplicadas” ao ensino da língua materna: novas concepções de língua e linguagem, de variantes linguísticas, de oralidade e escrita, de texto e discurso, reconfiguram o objeto da aprendizagem e do ensino da escrita e, consequentemente, o processo dessa aprendizagem e desse ensino.

II. A psicologia genética piagetiana traz uma nova compreensão do processo de aprendizagem da língua escrita, através, particularmente, das pesquisas e publicações de Emília Ferreiro e seus colaboradores, obrigando a uma revisão radical das concepções do sujeito aprendiz da escrita, e de suas relações com esse objeto de aprendizagem – a língua escrita.

III. A teoria do Behaviorismo faz uma importante contribuição para a alfabetização, pois o método sintético se estrutura em suas bases. Insiste, fundamentalmente, em uma correspondência entre o oral e o escrito, entre o som e a grafia. O seu ensino inicia-se de um grau de dificuldade mais simples percorrendo até chegar a um mais complexo, ou seja, o sistema de ensino parte das partes para um todo; primeiro a criança domina o alfabeto, depois as sílabas, as palavras, frases e, finalmente, os textos.


Está correto o que se afirma em


A

I, II e III.


B

II, apenas.


C

I e II, apenas.


D

I e III, apenas.


E

II e III, apenas.

De acordo com Araújo (2003), o objetivo da educação gira em torno de dois eixos: a “instrução” e a “formação”. A instrução refere-se à transmissão dos conhecimentos historicamente acumulados pela humanidade e representados, na escola, pelos conteúdos disciplinares; a formação volta-se para a ética e a cidadania, que pressupõem a construção de uma sociedade que garanta vida digna para todos os seres humanos, compreendendo o desenvolvimento de aspectos que deem, aos alunos, certas “[...] condições físicas, psíquicas, cognitivas e culturais necessárias para uma vida pessoal digna e saudável e para poderem exercer e participar efetivamente da vida política e pública da sociedade, de forma crítica e autônoma”. Considerando o exposto, bem como os eixos instrução e formação, o autor apresenta uma proposta de trabalho pedagógico pautada nos princípios da transversalidade e da estratégia de projetos. Diante disso, analise as afirmativas a seguir.


I. A articulação entre a transversalidade e a estratégia de projetos pauta-se em um trabalho interdisciplinar, em que os conhecimentos são vistos como uma rede de relações, em um percurso não linear, permeado por incertezas.

II. Para a construção de um projeto, a temática é escolhida pelo docente diante do currículo de formação. Em seguida, poderá ser apresentada aos alunos, para que informem suas curiosidades e interesses a respeito do tema a ser abordado.

III. O foco do projeto deverá estar relacionado, por exemplo, aos direitos humanos, à afetividade, aos problemas sociais, à resolução de conflitos etc. Tal temática articula-se aos conteúdos escolares.

IV. Ao longo do projeto, as disciplinas escolares vão sendo contempladas e passam a oferecer suporte na busca por respostas às questões levantadas pelo grupo. O planejamento dos conteúdos disciplinares a ser ensinado e aprendido, assim como as estratégias metodológicas das aulas, é elaborado pelo docente, considerando o currículo referente à idade/série.


Está correto o que se afirma apenas em


A

I e III.


B

II e III.


C

III e IV.


D

I, III e IV.


E

II, III e IV.

A taxa de analfabetismo ainda recua a passos lentos, descendo a 6,6% em 2019. O Brasil ainda tem 11,041 milhões de analfabetos, ou seja, pessoas que já completaram 15 anos de idade sem aprender a ler nem escrever. A imensa maioria deles, cerca de 76%, era de cor preta ou parda. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Educação 2019, divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “A concentração de analfabetismo tem faixa etária e raça. A taxa de analfabetismo fica mais alta, ainda, ao restrigir às pessoas de 60 anos ou mais (de idade) e, além disso, da cor preta ou parda.”


(Disponível em: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2020/07/15/ibge-analfabetismo-cai-a-66-em-2019-mas-11- milhoes-nao-sabem-ler-nem-escrever.htm?cmpid=copiaecola. Acesso em: 27/03/2022. Adaptado.)


É necessário um esforço conjunto entre os entes federados no enfrentamento desta situação no Brasil. Particularmente, no município de Juiz de Fora, o Plano Municipal de Educação prevê estratégias a serem implementadas a partir de sua promulgação, tendo o combate ao analfabetismo da população entre as suas metas. São consideradas estratégias para o alcance desta meta durante a vigência do Plano Municipal de Educação, EXCETO:


A

A Secretaria de Educação buscará articulação em vários níveis, incluindo Instituições de Ensino Superior públicas, para promoção de atividades culturais, tecnológicas e de lazer à população jovem, adulta e idosa.


B

A Secretaria de Educação, em regime de colaboração com a Superintendência Regional de Ensino, implementará ações de alfabetização de jovens e adultos, visando garantir o acesso e a continuidade da escolarização básica com turmas seriadas a fim de manter a qualidade do ensino.


C

A Secretaria de Educação articulará com a Superintendência Regional de Ensino a abertura de turmas de ensino médio, modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA), no início de cada período letivo de regime semestral, possibilitando a continuidade dos estudos para os alunos com terminalidade do ensino fundamental.


D

A Secretaria de Educação proverá a assunção técnica e financeira dos serviços de transporte escolar, alimentação e saúde, inclusive atendimento oftalmológico e fornecimento gratuito de óculos, em articulação com a área de saúde, incluindo atendimento psicopedagógico, para todos os alunos do território matriculados e frequentes na Educação de Jovens e Adultos (EJA).


E

A Secretaria de Educação, em articulação com a Secretaria de Desenvolvimento Social e em colaboração com a Universidade Federal de Juiz de Fora, buscará o desenvolvimento de políticas de erradicação do analfabetismo e acesso à tecnologias educacionais; a implementação de programas de valorização e compartilhamento dos conhecimentos e experiência dos idosos; e, a inclusão de temas sobre velhice e envelhecimento nas escolas.

A organização do Projeto Político-Pedagógico (PPP) pelas escolas teve seu início com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB (Lei nº 9.394/1996) que, em seu Art. 12, antecipa que “os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de elaborar e executar sua proposta pedagógica”. Em seu Art. 13, inciso primeiro, é determinado que “os docentes incumbir-se-ão de participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino”. Sobre o PPP, assinale a afirmativa INCORRETA.


A

Ser “pedagógico” é estabelecer as ações educativas e as particularidades necessárias às escolas de desempenharem suas deliberações e suas finalidades.


B

Ser “político” é estar ligado ao bem comum e ter um comprometimento com a efetivação da cidadania, para que este se insira de maneira adequada ao meio social.


C

Para construí-lo é necessário, primeiramente, que se atente aos princípios de igualdade, qualidade, liberdade, gestão democrática e valorização do trabalho docente.


D

A escola é composta basicamente por duas estruturas: administrativas e pedagógicas. A administrativa é responsável pela locação e condução de recursos humanos, da estrutura física e financeira. A pedagógica está relacionada ao ensino-aprendizagem, às políticas da escola e ao currículo; portanto, é na estrutura pedagógica que se encontra todo o trabalho pedagógico, cabendo a ela a elaboração do PPP.


E

Quando se trata de “político-pedagógico” há um significado inseparável, que deve discorrer sobre o Projeto Político-Pedagógico como um processamento definitivo de pensamento e debate dos desafios que a escola passa, na tentativa de requerer meios cabíveis à efetivação de sua intencionalidade. Em contrapartida concede a experiência democrática fundamental para a interação de todos da comunidade escolar e a prática da cidadania.

Para especialistas em educação é preciso aproveitar o momento da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para enfrentar a excessiva fragmentação dos currículos com matérias estanques que não discorrem entre si. Nesse sentido, a implementação da BNCC envolve mudanças de conceitos sobre conteúdo, avaliação e contexto de aprendizagem. Diante do exposto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.


( ) O conhecimento cognitivo puro deixa de ser o maior enfoque da formação, saindo de uma formação conteudista para uma formação que considera o que é possível fazer com o conhecimento adquirido.

( ) As provas e as avaliações deverão tornar-se um glossário de acompanhamento dos alunos.

( ) O conteúdo passa a ter significado para além das provas e é sob esse fundamento que as avaliações curriculares devem ser reformuladas.

( ) Cada habilidade propõe que o conteúdo deve ter em si uma finalidade e uma intencionalidade pedagógica; o volume de assuntos é mais enxuto e direcionado.

( ) Espera-se a formação de um aluno que saiba se aprofundar em suas áreas de interesse, com autonomia para buscar conhecimento independentemente do conteúdo programático.

( ) Tudo o que é aprendido deve fazer parte de um contexto maior relacionado à vida do aluno e com algum nível de aplicação prática, fazendo com que ele busque a habilitação técnica durante a escolarização básica.


A sequência está correta em


A

V, F, V, V, V, F.


B

F, V, F, F, F, V.


C

F, F, V, V, V, F.


D

V, V, V, V, F, F.


E

V, F, F, F, V, V.

As Diretrizes Operacionais da Educação Especial para o atendimento educacional especializado na educação básica pautam as redes de ensino público e particular na adoção das medidas inclusivas de organização escolar, cujas mudanças podem ser observadas sob três ângulos: o dos desafios provocados por essa inovação; o das ações no sentido de efetivá-la nas turmas escolares, incluindo o trabalho de formação de professores; e, finalmente, o das perspectivas que se abrem à educação escolar, a partir da implementação de projetos inclusivos. Considerando que a educação especial é uma modalidade que perpassa todos os níveis, etapas e modalidades, é correto afirmar que, EXCETO:


A

Nos casos de escolarização em classe hospitalar ou em ambiente domiciliar, o Atendimento Educacional Especializado (AEE) é ofertado aos alunos, público-alvo da educação especial, de forma complementar ou suplementar.


B

O Atendimento Educacional Especializado (AEE) tem como função diagnosticar, elaborar e organizar apoio psicoterápico e recursos de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades específicas.


C

Os sistemas de ensino devem matricular os alunos com deficiência, os com transtornos globais do desenvolvimento e os alunos com altas habilidades/superdotação nas escolas comuns do ensino regular e ofertar o AEE, promovendo o acesso e as condições para uma educação de qualidade.


D

Consideram-se serviços e recursos da educação especial aqueles que asseguram condições de acesso ao currículo por meio da promoção da acessibilidade aos materiais didáticos, aos espaços e equipamentos, aos sistemas de comunicação e informação e ao conjunto das atividades escolares.


E

Para o atendimento às necessidades específicas relacionadas às altas habilidades/superdotação são desenvolvidas atividades de enriquecimento curricular nas escolas de ensino regular em articulação com as instituições de educação superior, profissional e tecnológica, de pesquisa, de artes, de esportes, dentre outras.

De acordo com o Referencial Curricular da Rede Municipal de Juiz de Fora, as discussões curriculares abrangem não somente a sistematização de conhecimentos dos diferentes componentes curriculares, etapas da educação básica e modalidades de ensino, mas, também, aspectos didático-pedagógicos de professores, processos de ensino e de aprendizagem, avaliação e, principalmente, cultura e pertencimentos das crianças e estudantes, em prol de sua formação integral. Não obstante, deve-se estar atento:


A

À possibilidade de integrar o currículo organizado por disciplinas, para que este seja capaz de dar conta de aprendizagens significativas.


B

À compatibilidade entre a proposta curricular e a infraestrutura entendida como espaço formativo dotado de efetiva disponibilidade de tempos para a sua utilização e acessibilidade.


C

Ao processo de interação cultural, em uma relação entre professor/criança/estudante, como trocas culturais que potencializam a formação discente de forma restrita e significativa.


D

Em pensar uma estrutura curricular por áreas, que pressupõem – a interdisciplinaridade entre os diferentes componentes curriculares, sendo necessário abrir mão de seus conhecimentos específicos.


E

Ao processo de ensino-aprendizagem de crianças e estudantes, que deve ser realizado de forma dialogada, contextualizada, desafiadora, estimulando a participação dos discentes nas aulas, determinando suas formas de ver o mundo e de atuarem nele.

Embora a elaboração do Projeto Político-Pedagógico (PPP) se configure como uma exigência legal, vale reafirmar que a instituição de ensino não deve produzir apenas para atender a legislação educacional. Para além da exigência legal, a elaboração do PPP se configura como um importante instrumento para a organização do trabalho pedagógico diante dos anseios da comunidade escolar. No processo de (re)construção do PPP, é importante observar algumas características e dimensões que organizam o trabalho pedagógico e orientam a escola no cumprimento de sua função social, buscando assegurar o sucesso da aprendizagem do aluno. Sobre as características do PPP, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.


( ) A participação é coletiva, devendo primar pelo envolvimento efetivo dos vários segmentos que compõem a escola.

( ) Possui abrangência global que abarca outros projetos de ação capaz de possibilitar a unidade e a organicidade das atividades desenvolvidas na escola.

( ) O marco situacional e o marco operacional devem ser revisitados no início de cada ano letivo. O marco conceitual, por ser composto de concepções, apresenta uma duração maior e não exige revisão, podendo manter-se o mesmo por vários anos letivos.

( ) A concretização processual não se esgota na elaboração do documento, ou na realização de uma ação. Baseia-se no exercício constante de avaliação e articulação entre ação-reflexão-ação.


A sequência está correta em


A

F, F, F, V.


B

F, V, V, F.


C

V, V, F, V.


D

F, F, V, F.


E

V, V, V, V.

A educação em ciência enquanto área emergente do saber em estreita conexão com a ciência necessita da epistemologia para uma fundamentação da orientação, devendo ser, ainda, um referencial seguro para uma mais adequada construção das suas análises. A epistemologia, ao pretender saber das características do que é ou não é específico da cientificidade e tendo como objeto de estudo a reflexão sobre a produção da ciência, sobre os seus fundamentos e métodos, sobre o seu crescimento, sobre os contextos de descoberta, não constitui uma construção racional isolada. [...] o conhecimento de epistemologia torna os professores capazes de melhor compreender qual ciência estão a ensinar, ajuda-os na preparação e na orientação, bem como dar às suas aulas um significado mais claro e credível às suas propostas. Tal conhecimento ajuda, e também obriga, os professores a explicitarem os seus pontos de vista, designadamente sobre quais as teses epistemológicas subjacentes à construção do conhecimento científico, sobre o papel da teoria, da sua relação com a observação, da hipótese, da experimentação, sobre o método e, ainda, aspectos ligados à validade e legitimidade dos seus resultados, sobre o papel da comunidade científica e suas relações com a sociedade.


(Fernández, 2000; Gil-Pérez et al., 2001. Disponível em: htts://docplayer.com.br/49116310-A-necessaria-renovacao-do-ensino-das-ciencias.html. Adaptado.)


Considerando os dois grandes ramos da “árvore epistemológica”, as epistemologias empiristas e racionalistas em suas muitas e variadas matizes (clássicas e contemporâneas), assinale o atributo da tendência racionalista na construção do conhecimento científico.


A

A evolução da ciência é acumulativa.


B

O desenvolvimento da ciência dá-se por acumulação e justaposição de conhecimentos.


C

Os discursos científicos aparecem como verdades absolutas e libertos de toda a contingência.


D

Nasce da crítica e da reformulação de hipóteses, partindo de situações não explicadas pela teoria.


E

As experiências e as observações são valorizadas como elementos independentes da diretriz da teoria.

Os conceitos, os princípios e as direções expressas na teoria de desenvolvimento de Henri Wallon são instrumentos que nos auxiliam na compreensão do processo de constituição da pessoa, no movimento que vai do bebê ao adulto de sua espécie, conforme os modelos que a cultura de seu tempo disponibiliza. À luz desta teoria, no processo de desenvolvimento, os princípios que regulam os recursos de aprendizagem são os mesmos para a criança e para o adulto; porém, com tempos e aberturas diferentes. Considerando os princípios da teoria Walloniana, assinale a alternativa INCORRETA.


A

Ensino-aprendizagem: uma dificuldade de aprendizagem é também um problema de ensino.


B

Situações conflitivas: a qualidade da relação é revelada pela forma como os conflitos são resolvidos.


C

Desenvolvimento de conjuntos funcionais: em cada estágio tem-se uma pessoa completa, com possibilidades e limitações próprias.


D

Imitação: mantém uma relação dialética com o processo de oposição; é instrumento poderoso e aprendizagem para a criança, bem como para o adulto.


E

Da diferenciação para o sincretismo: o início de qualquer aprendizagem nova caracteriza-se pela diferenciação, passando gradativamente para o sincretismo.

Sobre as dimensões objetivas para a ação do coordenador pedagógico, assinale a afirmativa INCORRETA.


A

Colocar-se em efetiva atitude de escuta diante da queixa do professor.


B

Organizar grupos de estudos e formação entre colegas e profissionais afins.


C

Ter espaço para fazer acompanhamento individual (ou em grupo pequeno) e sistemático.


D

Ter presente que o trabalho coletivo pode ocorrer em diferentes e articulados níveis de participação: na escola; na comunidade; e, entre escolas.


E

Comprometer-se com a busca de melhores condições de trabalho na escola, tanto do ponto de vista pedagógico e administrativo quanto comunitário.

O desafio atual está em encontrar novos modelos de organização escolar que sejam compatíveis com os avanços nos campos da ciência e da cultura, procurando caminhos que tirem, afinal, o ensino escolar das amarras estabelecidas no século XIX. Seguramente não é um trabalho fácil, mas precisa ser enfrentado, se quisermos que nossos filhos e filhas, alunos e alunas, tenham uma formação intelectual e ética de acordo com as necessidades da sociedade na qual terão de viver (e que não sabemos qual será).


(Araújo, 2003, p. 72.)


A proposta de ensino transversal concebida por Araújo (2003) conduz a necessidade de repensar as bases metodológicas e epistemológicas da escola. A reorganização da estrutura do ensino proposta pelo autor tem como objetivo a construção de um novo modelo de organização escolar coerente com os atuais avanços científicos e culturais. Segundo Araújo, para pôr em prática tal reorganização, a escola precisa romper com:


I. A democracia nas relações escolares.

II. A fragmentação radical dos conhecimentos.

III. Certas hierarquias estabelecidas no currículo.

IV. A visão intervencionista e mediadora do professor.

V. A descontextualização entre os conteúdos científicos e os saberes populares.


Está correto o que se afirma apenas em


A

II e IV.


B

III e IV.


C

I, IV e V.


D

I, III e V.


E

II, III e V.

As explicações dadas à questão do fracasso escolar da escola pública brasileira, segundo estudos de Patto (1999), foram baseadas, em um primeiro momento, nas teorias racistas, por volta do ano de 1870, quando os colonizadores tinham os colonizados como seres inferiores intelectualmente e, como tais, incapazes de aprender. O auge destas ideias racistas foi o período de 1850 a 1930, em que os intelectuais brasileiros começaram a atentar para as questões da escola e da aprendizagem escolar sob a influência da filosofia e da ciência francesas. Considerando as informações anteriores, bem como a autora, nos anos 70 do século anterior, houve um predomínio de novas explicações sobre as causas do fracasso escolar; analise-as.


I. É tido como produto de professores mal qualificados; é um problema técnico: culpabilização do professor.

II. É considerado como culpa do aluno e de sua família, de problemas emocionais, orgânicos e neurológicos.

III. Apontam as causas das dificuldades de aprendizagem não no indivíduo mas, sim, nos métodos, que deveriam ser determinados pela observação do indivíduo.

IV. Ocorre em função das características biológicas, psicológicas e sociais dos alunos, em detrimento à explicação que considerava os aspectos estruturais e funcionais do sistema de ensino como determinante desse fracasso.

V. Passou a ser explicado pela teoria da carência cultural, por meio do qual se afirmava que as deficiências do ambiente cultural das chamadas classes baixas produziam a deficiência no desenvolvimento psicológico infantil.


Está correto o que se afirma apenas em


A

II e III.


B

IV e V.


C

I, II e III.


D

III, IV e V.


E

I, II, III e IV.

Segundo Chrispino (2004), a mediação induz atitudes de tolerância, responsabilidade e iniciativa individual que podem contribuir para uma nova ordem social. O primeiro ponto para a introdução da mediação de conflito no universo escolar é assumir que existem conflitos e que estes devem ser superados, a fim de que a escola cumpra melhor as suas reais finalidades. São vantagens identificadas no uso da prática da mediação diante do conflito escolar, EXCETO:


A

Melhorar as relações entre alunos, facultando melhores condições para o bom desenvolvimento da aula.


B

Criar sistemas mais organizados para enfrentar o problema divergência → antagonismo → conflito → violência.


C

Consolidar a boa convivência entre diferentes e divergentes, permitindo o surgimento e o exercício da tolerância.


D

Difundir uma imagem negativa do conflito, devendo-se sempre evitá-la, pois gera momentos de estresse e hostilidade.


E

Desenvolver o autoconhecimento e o pensamento crítico, uma vez que o aluno é chamado a fazer parte da solução do conflito.

O plano de aula é um instrumento que sistematiza os conhecimentos, as atividades e os procedimentos que se pretende realizar em uma determinada aula, tendo em vista o que se espera alcançar como objetivos junto aos alunos. Ele é um detalhamento do plano de curso, devido à sistematização que faz das unidades deste plano, criando uma situação didática concreta de aula. Os objetivos de um plano de aula podem ser “gerais” ou “específicos”. Trata-se de objetivo geral:


A

Inferir com base no conceito.


B

Descrever o conceito com suas palavras.


C

Resolver problemas com base no conceito.


D

Estabelecer a distinção entre dois conceitos.


E

Compreender conceitos, princípios e esquemas conceituais.

Seja em seu caráter somativo em larga escala, ou utilizada cotidianamente nas instituições de ensino, a avaliação educacional é indispensável para garantir o direito à educação. Seu objetivo principal precisa ser sempre focado em criar evidências para nortear o trabalho de professores, gestores, bem como a formulação de políticas públicas para a educação básica, indo contra o uso destas como mero instrumento para punir os alunos com mais dificuldades ou classificá-los conforme o desempenho. Dessa forma, é importante ampliar nosso conceito de avaliação para compreender práticas avaliativas que estejam além daquelas usualmente enfatizadas e que se limitam ao processo de verificação de conhecimentos ou acompanhamento da aprendizagem, pois há mais que isso nos processos de avaliação, sejam formais ou informais. Diante do exposto, assinale a afirmativa correta.


A

A parte mais dramática e relevante da avaliação se localiza nos subterrâneos onde os juízos de valor ocorrem.


B

No plano da avaliação informal, estão os juízos de valor visíveis que acabam por caminhar paralelos aos resultados das avaliações finais.


C

O jogo de representações vai construindo imagens e autoimagens independentes das decisões metodológicas que o professor implementa na sala de aula.


D

As avaliações formalizadas são independentes das avaliações informais, implícitas, fugidias, que se formam ao sabor da interação na aula ou refletindo sobre ela.


E

As estratégias de trabalho do professor em sala de aula ficam permeadas por juízos de valor sem impacto no investimento que o professor fará neste ou naquele aluno.

Quando se fala de mudança da prática de sala de aula para educadores, não há uma adesão imediata; ao contrário, manifesta-se amiúde uma certa resistência, comentários que deixam transparecer nas entrelinhas descrença ou desânimo [...]. Para dar conta deste desafio, a coordenação pedagógica deverá ser capacitada nas dimensões básicas da formação humana: as condições subjetivas. Sobre as condições subjetivas visando à ação do coordenador pedagógico, infere-se que se tratam das seguintes dimensões:


A

Técnica; habilidade; e, procedimento.


B

Conceitual; procedimental; e, técnica.


C

Procedimental; técnica; e, historicidade.


D

Conceitual; procedimental; e, atitudinal.


E

Procedimental; historicidade; e, atitudinal.

 
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