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É possível classificar os tipos de pesquisa em três grupos principais: exploratória, descritiva e explicativa. Sobre esses tipos de pesquisa é correto afirmar que:
Pesquisa exploratória é um tipo de pesquisa que tem como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou a construir hipóteses.
A pesquisa descritiva exige do investigador uma série de informações sobre o que deseja pesquisar. Esse tipo de estudo pretende descrever os fatos e fenômenos de determinada realidade, contudo estudos de caso, análise documental, pesquisa ex-post-facto não podem ser consideradas pesquisas descritivas.
A pesquisa exploratória não envolve levantamento bibliográfico, e sim entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema pesquisado com e análise de exemplos que estimulem a compreensão do objeto estudado.
Uma pesquisa explicativa nunca pode ser a continuação de outra descritiva, posto que a identificação de fatores que determinam um fenômeno pois suas condicionantes anteriores podem interferir em seus resultados.
Na pesquisa descritiva as técnicas de coleta de dados, como questionários, escalas e entrevistas, não são aplicadas pois seus resultados não são quantitativos.
Na obra “Arquitetura. Forma, Espaço e Ordem”, Ching (1998) diz que o modo como os espaços são distribuídos e organizados em uma edificação é chamado de organização espacial, e apresenta cinco tipos básicos, dentre eles a organização centralizada. De acordo com o exposto acima, a organização centralizada caracteriza-se por:
Espaços agrupados pela proximidade do centro ou pelo compartilhamento de uma característica ou relação visual.
Um espaço central a partir do qual organizações de espaço se estendem de maneira radial.
Um espaço central e dominante ao redor do qual vários espaços secundários são agrupados.
Espaços organizados dentro do campo de uma malha estrutural ou outro sistema estrutural.
A perspectiva é uma técnica utilizada para representar objetos em três dimensões, criando uma ilusão de profundidade e proporção. A respeito dos tipos de perspectivas utilizadas em desenho técnico, observe as figuras abaixo:

Com base nas figuras apresentadas acima, é correto afirmar que:
A figura I corresponde a uma perspectiva do tipo dimétrica, onde dois dos eixos de projeção formam ângulos iguais com o plano horizontal.
A figura II corresponde a uma perspectiva do tipo militar, onde os eixos de projeção convergem para o horizonte e situando observador num plano acima do objeto.
A figura III corresponde a uma perspectiva do tipo cônica com dois pontos de fuga, onde as linhas do desenho convergem para um ponto central, localizado na linha do horizonte.
A figura IV corresponde a uma perspectiva do tipo cavaleira, onde a face frontal do objeto permanece em verdadeira grandeza e o eixo perspectivado sofre deformação de acordo com o grau de inclinação.
A figura V corresponde a uma perspectiva do tipo isométrica, onde os três eixos formam ângulos diferentes com o plano horizontal.
A pesquisa pode ser definida como um procedimento racional e sistemático que tem como objetivo proporcionar respostas aos problemas que são propostos. A pesquisa desenvolve-se por um processo constituído de várias fases, desde a formulação do problema até a apresentação e discussão dos resultados. Sobre as pesquisas qualitativas é correto afirmar que:
A pesquisa qualitativa tem enfoque na representatividade numérica, e seu objeto de estudo são produtos e sistemas operacionais.
A pesquisa qualitativa está intimamente ligada as ciências sociais e por isso possui uma metodologia própria diferente das abordadas em ciências exatas.
A pesquisa qualitativa se centra na objetividade, considerando que a realidade só pode ser compreendida com base na análise de dados brutos, recolhidos com o auxílio de instrumentos padronizados e neutros.
A pesquisa qualitativa não se preocupa com representatividade numérica, mas sim com o aprofundamento da compreensão de um grupo social, seus instrumentos são exatos e padronizados.
A pesquisa qualitativa preocupa-se com aspectos da realidade que podem ser quantificados, centrando-se na compreensão matemática dos fatos.
Na pesquisa qualitativa são usados diversos instrumentos e técnicas de coleta de dados, sobre essas ferramentas é correto afirmar que:
Pesquisa bibliográfica fundamenta-se em fontes bibliográficas, ou seja, os dados são obtidos a partir de fontes escritas principalmente de artigos científicos publicados.
Na pesquisa documental as fontes de segunda mão são consideradas aquelas que não receberam qualquer tratamento analítico, tais como: documentos oficiais, reportagens de jornal, cartas, contratos, diários, filmes, fotografias, gravações, gravuras, pinturas a óleo, desenhos técnicos, etc.
O questionário não é considerado um instrumento de coleta de dados nas pesquisas qualitativas, pois seus resultados são imprecisos e muito vezes ineficiente para pesquisa em andamento.
Nos questionários existem três tipos de questões: fechadas, abertas e mistas.
A entrevista constitui uma técnica alternativa para se coletarem dados não documentados sobre determinado tema contudo por sua natureza assimétrica não é recomendada em pesquisas qualitativas.
Há, na atualidade, uma enorme preocupação por parte dos formadores de profissionais de arquitetura, urbanismo e paisagismo, que, na maioria dos cursos do Brasil, são professores também arquitetos, com o risco que pode acarretar para os sítios, lugares e cidades e, por conseguinte, para a sociedade, a contextualização da arquitetura “pelo edifício no lote de terreno” tal qual foi a prática por várias décadas no Brasil, sem considerar o território enquanto direito, na melhor forma de uso, por todos os cidadãos. Essa preocupação tem ditado alguns fundamentos, ora em artigos, muito em ementas de disciplinas, pouco em livros nacionais. Leia atentamente as colocações que seguem, e aponte, entre elas, a fundamentação abrangente e a não procedente, respectivamente, em consonância com esse diálogo.
I. Cada profissional pode desenvolver uma metodologia ou uma ordem própria “de pensar” os projetos arquitetônicos, urbanísticos e paisagísticos, mas sempre com o foco no usuário/cliente e no contexto urbano, ou seja, indissociavelmente, no edifício e na cidade.
II. A identificação precisa do usuário, do tema e do contexto urbano; o programa de necessidades, as referências; a identificação autoral com sistemas construtivos e formas que possam influenciar o partido plástico; os dimensionamentos e leiautes, os traçados, esboços e maquetes até chegar na proposta.
III. O centro das atenções primeiro no objeto arquitetônico, no seu programa e nas possíveis formas plásticas; e segundo, no contexto urbano, com seus condicionantes naturais e suas interferências estruturais de serviços.
IV. A aptidão para o desenho à mão, atributo considerado por vários autores como fundamental e indispensável para a comunicação do arquiteto, urbanista e paisagista com o seu universo de trabalho e a sua clientela.
V. O exercício da percepção, do olhar sobre “o que se vê no dia-a-dia” e nas referências; o que se imagina sobre o tema; o que inspira a produção projetual e o que se representa ou apresenta por meio de modelos físicos.
Assinale a alternativa com a correspondência CORRETA.
A resposta abrangente é II; a resposta não procedente é a V.
A resposta abrangente é II; a resposta não procedente é a letra IV.
A resposta abrangente é a I; a resposta não procedente é a IV.
A resposta abrangente é V; a resposta não procedente é a II.
A resposta abrangente é a III; a resposta não procedente é a I.
Ao idealizar um projeto de uma edificação, o arquiteto urbanista deve atender às funções relacionadas às atividades que a edificação abrigará. Nesse contexto, quanto à categoria de funções de um edifício, é CORRETO afirmar:
A função sintática está relacionada ao estudo da representatividade do edifício e seus significados.
A função semântica é a relação que a edificação desempenha junto ao seu contexto imediato, a sua representatividade na paisagem.
A função pragmática estuda a relação da edificação e a atividade por ele desenvolvida, isto é, as relações do objeto com seus usos.
Diz-se que ―a forma segue a função‖ quando a função sintática prevalece sobre as funções pragmática e semântica.
A sintaxe espacial está relacionada diretamente com a função pragmática.
A arquitetura se distingue pela sua forma construída e pela sua natureza espacial: delimitação e organização de lugares para atividades humanas. A definição da forma arquitetônica é basicamente determinada pela relação precisa entre elementos construtivos que definirão lugares que servem como: de uso ou destino e de movimento e conexão. Os arranjos formais em arquitetura, se fazem a partir de esquemas básicos que ordenam esses elementos em função de uma ideia ou tema formal, um partido ou uma intenção. Nesse sentido, analise as afirmativas a seguir.
I. Os principais esquemas de ordenação são: absorção, interpenetração, justaposição e conexão através de um terceiro elemento.
II. Os principais esquemas de combinação formal são: centralizado, modular, linear, agregado e radial.
III. Os principais esquemas de manipulação formal são: dimensional, subtrativa e aditiva.
IV. Os principais esquemas de transformação formal são: distorção, topológica, inversão e ornamental.
V. Os principais esquemas de relação e seleção formal são: pragmática, icônica, canônica e analógica.
Estão corretas as afirmativas
I, II, III, IV e V.
I e II, apenas.
III e IV, apenas.
I, III e IV, apenas.
A expressão “less is more”, ficou conhecida por traduzir o pensamento do movimento moderno. O arquiteto responsável por essa expressão foi
Mies van der Rohe.
Jean Nouvel.
Lucio Costa.
Frank Lloyd Wrigth.
Le Corbusier.
Após a leitura do enunciado apresentado a seguir, identifique a afirmação correta:
Para Le Corbusier, arquitetura e urbanismo são indissociáveis; uma arquitetura nova que ponha em prática as novas técnicas de construção e a nova visão do espaço só tem sentido quando integrada a uma cidade moderna.
(O urbanismo, Perspectiva. Choay, p.183.)
I. Os temas em torno dos quais se organiza a cidade corbusieriana são: classificação das funções urbanas, multiplicação dos espaços verdes, criação de protótipos funcionais e racionalização do habitat coletivo.
II. A construção em altura, preferida pelos urbanistas progressistas, permitindo altas densidades demográficas e liberando o solo é a ideia de cidade vertical.
III. Um aspecto da obra urbanística de Le Corbusier são as realizações muito pouco numerosas.
IV. Uma casa é uma máquina de morar. Banhos, sol, água quente, água fria, temperatura à vontade, conservação dos alimentos, higiene e beleza na justa proporção.
A sequência correta é:
Apenas a assertiva I está correta.
Apenas as assertivas I e II estão corretas.
As assertivas I, II, III e IV estão corretas.
Apenas as assertivas III e IV estão corretas.
Após a leitura do enunciado apresentado a seguir, identifique a afirmação correta:
A comunidade da arquitetura tradicionalmente atribui a máxima “Deus está nos detalhes” a Mies van der Rohe e sugere que o detalhe é uma expressão do processo de significação, isto é, a vinculação de significado a objetos feitos pelo homem.
(Marco Frascari. “O detalhe narrativo”. In Uma nova agenda para a arquitetura, Cosacnaify. Nesbitt, p.539.)
I. Os detalhes são muito mais que elementos secundários; pode-se dizer que são as unidades mínimas de significação na produção arquitetônica de significados.
II. A fecundidade de sugestão de que o detalhe é a unidade mínima de produção se deve ao duplo papel da tecnologia, que unifica o tangível e o intangível na arquitetura.
III. A aplicação cuidadosa dos detalhes é a maneira mais importante de evitar erros de construção nas duas dimensões da atividade profissional do arquiteto: a ética e a estética.
IV. A arte do detalhamento está na união de materiais, elementos, componentes e partes de uma construção de modo funcional e estético.
A sequência correta é:
As assertivas I, II, III e IV estão corretas.
Apenas as assertivas I e II estão corretas.
Apenas as assertivas II e IV estão corretas.
Apenas a assertiva IV está correta.
Analise as assertivas que dizem respeito à classificação da crítica dos monumentos e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).
I. Análise urbanística é a história dos espaços exteriores em que surge o monumento e que ele contribui para criar.
II. Análise arquitetônica é a história da concepção espacial, do modo de sentir e viver os espaços interiores.
III. Análise volumétrica é o estudo da caixa mural que contém o espaço.
IV. Análise dos elementos decorativos são as relações dimensionais do edifício relativamente ao parâmetro humano.
Apenas I e II.
Apenas I, II e III.
Apenas III e IV.
Apenas I, II e IV.
Apenas III.
A crítica, em arquitetura, é o registro das respostas ao meio ambiente construído. A crítica que tem como base uma doutrina, um sistema, um tipo ou uma medida e depende da crença em algo fora do ambiente físico e da decisão de usar isso como padrão para avaliar o projeto de construções e cidades denomina-se
crítica participativa.
crítica descritiva.
crítica colaborativa.
crítica normativa.
crítica interpretativa.
Relacione as expressões listadas a seguir, que se tornaram “slogans” conceituais da arquitetura, com seus respectivos autores:
1. “mais não é menos”.
2. “a forma segue a função”.
3. “menos é mais”.
4. “a forma segue o fiasco”.
( ) Louis Sullivan.
( ) Mies van der Rohe.
( ) Peter Blake.
( ) Robert Venturi.
Assinale a alternativa que mostra a relação correta, na ordem numérica crescente.
1 – 2 – 3 – 4.
2 – 3 – 4 – 1.
3 – 1 – 4 – 2
3 – 1 – 2 – 4.
4 – 3 – 2 – 1.
O conceito Desenho Universal, inicialmente chamado de "Desenho Livre de Barreiras", tem seu enfoque voltado à eliminação de barreiras arquitetônicas nos projetos de edifícios, equipamentos e áreas urbanas. Leia abaixo alguns princípios básicos do desenho universal, e assinale a alternativa incorreta:
Acomodar amplamente as diferenças antropométricas, ou seja, permitir que pessoas de diversos padrões ou em diferentes situações possam interagir sem restrições com o ambiente projetado.
Reduzir a quantidade de energia necessária para a utilização de produtos e ambientes. Considerar distâncias e espaços, de maneira que não obriguem o indivíduo a desperdiçar um esforço adicional ou cansaço físico.
Adequar os ambientes e os produtos para que sejam mais compreensíveis, inclusive prevendo necessidades de pessoas com perdas visuais, auditivas, criando algumas soluções especiais por meio da utilização de cores vibrantes, sinais táteis e sonoros.
Integrar produtos e ambientes para que sejam concebidos como sistemas independentes facilitando a mobilidade.
Após a leitura do enunciado apresentado a seguir, identifique a afirmação correta:
O interesse pela tectônica aproximam teorias e estilos divergentes na crítica pós-moderna. Um interesse análogo pelo fazer pode ser encontrado em trabalhos pós-modernos diversos como os de Tadao Ando e Mario Bota. A importância atual do fazer baseia-se na ideia de que a amplificação da construção pode ser uma fonte de significado.
(Vittorio Gregotti. “O exercício do detalhe”. In Uma nova agenda para a arquitetura, Cosacnaify. Nesbitt, p.535.)
I. A definição da palavra tectônica indica não só a probidade material e estrutural em si mas também uma poética do construir subjacente à prática da arquitetura e das artes afins.
II. O detalhe também coloca em questão o problema da hierarquia, porque desvincula uma possível relação entre a parte e o todo.
III. A abstração do detalhe segue um modelo de modernidade do fim do século XIX e do Iluminismo.
IV. O detalhe é seguramente um dos elementos mais reveladores da transformação da linguagem da arquitetura.
A sequência correta é:
Apenas as assertivas I e II estão corretas.
Apenas as assertivas I, II e IV estão corretas.
Apenas a assertiva III está correta.
Apenas as assertivas I, III e IV estão corretas.
Teóricos aplicam algumas analogias para explicar a arquitetura. Preencha a lacuna e, em seguida, assinale a alternativa correta.
“As teorias de arquitetura baseadas em ______________________ tomam duas formas. Uma é bem geral e focaliza as relações entre partes da construção ou entre a construção e seu ambiente. A outra forma de analogia é mais específica, chamada “biomórfica”, focaliza os processos de crescimento e a capacidade de movimento associados a organismos.”
analogias biológicas
analogias românticas
analogias matemáticas
analogias linguísticas
analogias realísticas
De acordo com Bruno Zevi, ao se entender o espaço como protagonista da arquitetura, é correto afirmar que
a arquitetura é como uma grande escultura escavada, cujo interior é impenetrável para o homem.
a planta de um edifício não é uma projeção abstrata em plano horizontal de todas as suas paredes.
a planta do edifício é uma realidade que ninguém vê a não ser no papel, cuja única justificativa depende da necessidade de medir, para os operários que devem executar materialmente o trabalho, as distâncias entre os vários elementos da construção.
as fachadas e as seções longitudinais, interiores e exteriores, servem para medir as larguras.
os cortes não devem ser utilizados para definir ou medir as alturas interiores.
Quando, em Arquitetura, falamos em lugar, podemos dar vários significados a essa palavra. Assinale abaixo a alternativa que tem um desses significados.
O sentido de lugar e não lugar
O sentido de pertencimento e de composição.
O sentido geográfico e de natureza.
O sentido de ser e estar.