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Antonio Gramsci (1976), na obra “Maquiavel, a Política e o Estado Moderno”, parte do princípio de que Maquiavel, em “O Princípe”, representou nas concepções e intervenções políticas de sua época uma ação política positiva. Dessa forma, Gramsci parte das ideias de Maquiavel para problematizar os seguintes conceitos, EXCETO:
Natureza humana: é o conjunto de relações sociais historicamente determinadas, isto é, um fato histórico comprovável.
Partido Político: é a primeira célula na qual se aglomeram os germes de vontade coletiva que tendem a se tornar universais e totais.
Espírito Estatal: pressupõe a descontinuidade, tanto no que se refere ao passado, à tradição, como no que se refere ao presente, isto é, pressupõe cada ato como um momento estanque, já iniciado e que se extinguirá.
Mito-Príncipe: é um organismo e um elemento complexo de sociedade no qual já se tenha iniciado a concretização de uma vontade política reconhecida e fundamentada parcialmente na ação. Esse organismo já é determinado pelo desenvolvimento histórico.
Paixão Política: é um impulso imediato à ação que nasce no terreno permanente e orgânico da vida econômica, mas o supera, fazendo entrar em jogo sentimentos e aspirações em cuja atmosfera o próprio cálculo da vida humana individual obedece a leis diversas daquelas de proveito individual.
O Estado é uma organização política, resultante de um povo, que se encontra juridicamente organizado sobre um determinado território delimitado e governado por leis. Sendo está organização dotado de algumas características próprias, assinale a alternativa que explica a forma de Estado adotada pelo Brasil?
Unitário.
Democrático.
Federado.
Monárquico.
Confederado.
Estado é uma estrutura política e organizacional formada pelos seguintes elementos: o povo, o poder político soberano, um quadro administrativo e um território.
Sobre as características dos regimes totalitários, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Abuso da autoridade e repressão no exercício do poder.
( ) Monopolização das mídias de comunicação de massa.
( ) Valorização da pluralidade e fortalecimento político das minorias.
( ) Culto ao líder e à nação.
Assinale a sequência correta.
Para o reconhecimento do Estado perfeito se faz necessário a presença de três elementos constitutivos. NÃO é um deles:
Povo.
Território.
Liderança.
Soberania.
É preciso que, pela disposição das coisas, o poder freie o poder.
(Montesquieu, O Espírito das Leis. Adaptado)
A afirmação de Montesquieu, filósofo iluminista francês do século XVIII, indica uma importante característica das democracias contemporâneas, expressa corretamente na ideia de
dissociação do poder soberano e sua partição com base nas três funções fundamentais do Estado – a legislativa, a executiva e a judiciária.
pertencimento a uma comunidade política nacional, com direitos e deveres comuns e responsabilidades sobre os poderes constituídos.
controle do território por um governo amparado por um sistema legal e com capacidade de utilizar a força militar para implementar suas políticas.
autoridade do governo sobre uma área com fronteiras claras, dentro da qual ele representa o poder supremo e soberano.
autodeterminação dos povos baseada no direito natural das nações que compartilham uma origem, uma cultura e uma língua comuns.
O que inicia e constitui realmente qualquer sociedade política nada mais é senão o assentimento de qualquer número de homens livres e capazes de maioria em se unirem e incorporarem a tal sociedade. E isto, e somente isto, deu ou poderia dar origem a qualquer governo no mundo.
(John Locke, Dois Tratados sobre o Governo. Adaptado)
John Locke foi um importante filósofo inglês do século XVII. Esse trecho, destacado de um dos textos do autor, discute um aspecto fundamental da ciência política contemporânea, o conceito de
conflito.
dominação.
hegemonia.
soberania.
legitimidade.
Tendo como referência as reflexões de Manuel Castells, NÃO constitui uma característica dos movimentos contestatórios contemporâneos a:
perda da confiança nas instituições tradicionais.
reinvindicação por uma democracia participativa.
construção de uma cultura contestatória cosmopolita.
limitação do ciberespaço como fator de mobilização social.
desconfiança diante de qualquer forma de delegação de poder.
Na segunda metade do século XIX, foram concluídos os processos de unificações da Itália e da Alemanha. Sobre esses processos, é correto afirmar que
a unificação alemã foi decorrência direta da ação diplomática do Império Austríaco, interessado em um aliado forte na Europa Central, enquanto o evento italiano recebeu o decisivo apoio da França de Napoleão III.
a experiência italiana contou com o fundamental apoio das forças populares organizadas em partidos e sindicatos, enquanto o comando político da unificação na Alemanha esteve nas mãos da elite da Baviera.
as duas unificações ocorreram a partir de projetos liderados pelas respectivas monarquias, com o comando, na Itália, do Reino do Piemonte-Sardenha e, na Alemanha, da Prússia.
nos dois espaços, a direção política para a efetivação da unidade nacional esteve com as elites agrárias das regiões mais pobres, caso do Reino das Duas Sicílias, na Itália, e da Saxônia, na Alemanha.
a construção da nação alemã foi forjada a partir dos acordos assinados no Congresso de Viena, e, no caso italiano, a unificação dependeu das articulações do papa Pio IX, interessado em uma Itália forte.
Programas de ajuste econômico de cunho neoliberal têm sido implementados em diferentes países para fazer face à crise e tornar suas economias mais aptas à competição no mercado globalizado. Tais programas têm como um de seus fundamentos:
combate à crise fiscal.
a redução da pobreza absoluta.
a geração de empregos e serviços.
ataylorização da estrutura produtiva.
o fortalecimento do Estado como agente econômico.
Na batalha entre keynesianos e neoliberais, os defensores da economia da “Era de Ouro” (1945-1973) não foram muito bem-sucedidos. Isso se deu em parte porque eles eram limitados por seu compromisso político e ideológico com o pleno emprego, com Estados de Bem-estar e com a política de consenso do pós-guerra.
(Eric Hobsbawm, Era dos Extremos. Adaptado)
A partir da leitura do trecho, é correto afirmar que uma das razões da crise do Estado de Bem-estar social foi o fato de que essa política
contrariava os interesses daqueles que defendiam a intervenção do Estado na economia, diante do receio de que a falta de investimento público pudesse desaquecê-la, gerando desemprego e recessão.
adotou medidas consideradas excessivamente liberais pela base social dos partidos de centro-esquerda, o que desgastou o apoio popular a esses partidos e impediu a continuidade das políticas.
não contemplava os interesses de imigrantes e minorias étnicas que habitavam os países das economias centrais do capitalismo, o que evidenciou os limites e as ambiguidades das políticas sociais.
viveu um esgotamento causado pela crescente hegemonia do pensamento liberal, originada nos anos 1930, o que levou à desconstrução das ações sociais capitaneadas pelo Estado.
esteve espremida entre as demandas do capital e do trabalho, quando a economia não mais permitia que o lucro e a renda do trabalho aumentassem igualmente sem interferir um no outro.
Para o intelectual alemão Max Weber, a expansão da burocracia é inevitável nas sociedades modernas; a autoridade burocrática é a única forma de lidar com as exigências administrativas dos sistemas sociais de larga escala.
(Anthony Giddens, Sociologia. Adaptado)
De acordo com Weber, a burocracia surgiu como uma
reação dos antigos funcionários das cortes europeias, no esforço de resposta aos processos de modernização associados às revoluções burguesas.
consequência do processo de secularização, em que a modernidade passou a ser desprovida dos fundamentos religioso e metafísico.
resposta racional e eficiente à medida que as tarefas ganharam complexidade, o que levou ao avanço dos sistemas de controle e gerenciamento.
exigência da classe burguesa ascendente em relação aos Estados modernos, com o objetivo de otimizar e tornar mais eficientes os gastos do Estado.
necessidade de reafirmação do poder estatal frente ao avanço do poder privado, no momento de consolidação do Estado moderno e formação do capitalismo
Se a economia do mundo do século XIX foi formada principalmente sob a influência da revolução industrial britânica, sua política e ideologia foram formadas fundamentalmente pela Revolução Francesa.
(Eric J. Hobsbawm, A Era das Revoluções: Europa 1789-1848)
No contexto apresentado, sobre as influências britânica e francesa, respectivamente, é correto reconhecer
a produção de bens de capital como atribuição exclusiva do Estado; e a oferta de direito político pleno apenas aos trabalhadores urbanos e aos proprietários em geral.
a produtora de um modelo de organização econômica balizada pelas ferrovias e fábricas; e a oferta do primeiro exemplo, do conceito e do vocabulário do nacionalismo.
a concepção econômica de que a riqueza deve ser dividida igualmente entre o campo e a cidade; e a difusão do ideal de igualdades jurídica e econômica dos cidadãos.
o estabelecimento de um padrão econômico baseado na circulação de mercadorias de valor agregado alto; e a difusão do sufrágio universal e do Estado forte.
as inversões de capitais que resultaram em autonomia econômica das ex-colônias americanas; e a ideia do Estado intervencionista para as relações entre as classes sociais.
O fascismo afirmou-se através da:
– criação e valorização de um forte aparato verbal e um conservadorismo de fundo, mitigado por uma série de concessões sociais de tipo assistencial;
– criação e valorização de um forte aparato militar.
(Renzo de Felice, Explicar o fascismo. Adaptado)
É correto, ainda sobre o fascismo, caracterizá-lo como um regime político
das elites econômicas, organizado a partir dos conselhos populares e que prescindia de partidos ou movimentos políticos.
tradicionalista, aprimorado nas relações de solidariedade entre todos os trabalhadores e governantes e apoiado no liberalismo econômico.
nacional-popular, defensor da igualdade econômica e da supremacia dos povos originários das civilizações da Antiguidade.
revolucionário, essencialmente anticapitalista e sustentado pela mística do dirigente político da nação como objeto da escolha divina.
de massa, baseado na ordem do partido único, além de fundamentado no controle das fontes de informação e propaganda.
O debate sobre a reforma política vem ocupando lugar relevante na agenda politica nacional. Uma das questões centrais que está na base desse debate é:
crise da representação política.
o incremento dos programas sociais.
o número reduzido de partidos políticos.
o consenso em torno do voto distrital misto.
a sub representação dos menores estados da federação.
Assistimos desde os anos 1970 mudanças significativas no mundo do trabalho, com contrareformas que têm induzido, em nome da retomada do crescimento e da competitividade, reestruturações da esfera produtiva cujos reflexos mais nítidos ocorrem nas relações laborais. Nos anos 1990 ocorre um processo amplo de contra-reformas estruturais no Estado brasileiro, cujo maior exemplo foi o PDRAE (Plano Diretor de Reforma do Aparelho do Estado), em 1995, que definia o que seriam as atividades exclusivas do Estado e aquelas que seriam nãoexclusivas, com avanço da informalidade, desemprego, flexibilização e precarização do trabalho. Assiste-se hoje um debate sobre terceirizações e subcontratações para atividades fins e atividades meio, como é o caso do Projeto de Lei Federal nº 4.330/2004 e Projeto de Lei Federal nº 30/2015. Acerca das transformações recentes no chamado mundo do trabalho, pode-se afirmar que:
os anos 1990 foram referência de um modelo de proteção do trabalho referenciado no chamado Estado de Bem-estar social.
a precarização, subcontratação e formas flexíveis correspondem ao novo formato de trabalho que surge denominado de paradigma de acumulação flexível.
s crises econômicas correspondem historicamente a enfrentamentos entre as classes fundamentais do capitalismo com arranjos que favorecem os trabalhadores.
crise dos anos 1970 ensejou um processo de reorganização da esfera produtiva, cujo maior reflexo foi o processo de reestruturação do qual foi parte o que conhecemos como fordismo-taylorismo.
o modelo toyotista que se tornou hegemônico nos anos 1945-1973, denominado por Hobsbawn como “período de ouro” do capitalismo se organizava pela produção em massa, por mecanismos científicos de organização do trabalho, pleno emprego e consumo em massa.
A ideia de participação social, própria das democracias modernas, pressupõe que os conselhos de política cultural sejam consultivos e deliberativos. Para tanto, devem propor, formular, monitorar e fiscalizar as políticas culturais, a partir das diretrizes emanadas das Conferências de Cultura. A tarefa de propor e formular deve resultar em um Plano Municipal de Cultura de médio e longo prazos, feito pelo órgão de cultura em conjunto com o Conselho de Política Cultural e com a colaboração dos fóruns da sociedade civil. Com o Plano em mãos, fica mais objetiva a tarefa de monitorar e fiscalizar a execução dos programas, projetos e ações culturais.
(Brasil. Ministério da Cultura. Sistema Nacional de Cultura, Guia de Orientação para os Municípios, 2012)
Além de definir as atribuições de um Conselho Municipal de Política Cultural, o Guia de Orientação para os Municípios pergunta como deve ser a composição desse Conselho, que, segundo o Ministério da Cultura,
deve ser demarcada pelas disposições constitucionais de 1988 e pelo conceito amplo de cultura e, dessa forma, contar com a presença dos segmentos artísticos, dos setores ligados à economia da cultura, dos movimentos sociais de identidade, como os que representam as etnias, as identidades sexuais e as faixas etárias, assim como dos representantes de circunscrições territoriais e de instituições não governamentais ligadas aos temas da cultura.
deve ser orientada pelo Estatuto da Cidade e pelo Código Brasileiro de Cultura, buscando a escolha de uma representação paritária entre o poder público e a iniciativa privada, com a ação mediadora da representação do Poder Judiciário, com o encorajamento da indicação de candidaturas de nomes importantes no meio cultural das comunidades locais, caso dos artistas amadores e profissionais e das personalidades ligadas à educação.
precisa atender às determinações da ampla e detalhada legislação sobre política pública cultural, apontando, dessa maneira, para a presença de pessoas com notório saber, que tenham reconhecidos destaques na vida intelectual e artística da comunidade, assim como as principais autoridades municipais relacionadas com a preservação das tradições locais e das entidades privadas e públicas organizadas para a defesa do patrimônio histórico.
necessita obedecer aos princípios delimitados pela Lei Orgânica do Munícipio e, ao mesmo tempo, ao Plano Nacional de Educação, privilegiando representantes das associações e sindicatos de produtores, artistas e técnicos dos vários setores da cultura, assim como deve garantir espaço para os especialistas em cultura, condição dos educadores, filósofos, sociólogos e antropólogos, e para os especialistas em patrimônio artístico-arquitetônico.
necessita da direção dos princípios presentes no Fundo Nacional de Cultura e no Programa Cultura: Preservação, Promoção e Acesso, procurando a eleição de pessoas relacionadas com a chamada cultura tradicional, conforme o conceito construído pelo IPHAN; e, nesse sentido, é fundamental a escolha de estudiosos de folclore, história local, de literatura, além das principais autoridades ligadas aos órgãos municipais de educação e cultura.
As ciências políticas construíram, historicamente, alguns paradigmas.
A esse respeito, analise os três tipos descritos a seguir.
I. Institucionalismo, que preocupava-se apenas em analisar as instituições políticas.
II. Comportamentalismo, que traçava suas análises em função do comportamento dos atores políticos.
III. Neoinstitucionalismo, cuja centralidade estudava as influências bilaterais entre instituições e atores políticos.
Assinale:
se somente o tipo I estiver correto.
se somente o tipo II estiver correto.
se somente o tipo III estiver correto.
se somente os tipos I e II estiverem corretos.
se todos os tipos estiverem corretos.
Em meio à crítica da insuficiência da democracia representativa, a ideia de democracia deliberativa surge como proposta de substituição dos mecanismos tradicionais de decisão política por instrumentos de participação direta, como o referendo e o plebiscito.
Certo
Errado
A relação aparentemente paradoxal entre democracia e estado de direito é diluída historicamente quando se entende a Constituição como um projeto que pereniza o ato constituinte fundador no processo evolutivo das gerações seguintes.
Certo
Errado