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Segundo Hanna Arendt, há “uma mentalidade que julga todas as coisas em termos de utilidade imediata e de valores materiais e que, por conseguinte, não tem consideração alguma por objetos e ocupações inúteis tais como os implícitos na cultura e na arte”. Nesse sentido, a autora destaca que, para algumas pessoas,
os valores implícitos na cultura e na arte são necessariamente imateriais.
os valores materiais imediatos são estranhos e nocivos ao universo da arte.
a arte teria valor secundário por não possuir utilidade imediata.
os objetos e ocupações inúteis só adquirem valor por meio da arte.
A divulgação científica tem como função primordial
garantir que o conhecimento científico seja transmitido de forma lúdica, com o uso de animações e a ausência de termos técnicos, resultando em notícias e reportagens que possam divertir o público.
garantir o atendimento ao público do veículo de comunicação interessado em notícias e reportagens sobre produção científica, buscando potencializar a audiência midiática.
garantir o acesso ao conhecimento científico, de forma que a sociedade possa participar do debate sobre temas que impactam diretamente suas vidas.
garantir que empresas interessadas em investir em pesquisas científicas tenham conhecimento a respeito de estudos sobre uma determinada área.
garantir que a autoria de descobertas e produções científicas sejam conhecidas pela sociedade, possibilitando a projeção do cientista.
As organizações modernas, para se posicionar perante a sociedade e fazer frente a todos os desafios da complexidade contemporânea, precisam planejar, administrar e pensar estrategicamente a sua comunicação. Não basta pautar-se por ações isoladas de comunicação, centradas no planejamento tático, para resolver questões, gerenciar crises e gerir veículos comunicacionais, sem uma conexão com a análise ambiental e as necessidades do público, de forma permanente e estrategicamente pensada. Para tanto, elas não poderão prescindir de políticas, estratégias e ações de relações públicas.
KUNSCH, Margarida M. K. Planejamento de relações públicas na comunicação integrada.
São Paulo: Summus, 2003, p. 245.
Considerando as afirmações do texto e a construção do Plano de Comunicação de uma instituição, assinale a alternativa correta.
O plano de comunicação deve responder quais os diferenciais da instituição, o cenário do ramo em que atua e o posicionamento pretendido por ela, buscando identificar o comportamento do público-alvo pretendido e sua relação com os canais de comunicação propostos pela empresa.
O plano de comunicação construído para uma instituição deve concentrar-se na missão da instituição e nos serviços prestados, deixando o diagnóstico de mercado e concorrência para a aplicação em planos de comunicação de empresas comerciais.
O plano de comunicação de uma instituição deve visar atender às demandas da sua relação com o público externo, enquanto o gerenciamento da relação dentro da instituição cabe à gestão de recursos humanos desta.
O conjunto de ações e objetivos que pauta como a instituição deve agir para, no futuro, alcançar o que foi planejado é chamado nos planos de comunicação de “missão” da instituição.
Considera-se matriz de posicionamento da instituição o conjunto de metas e objetivos a serem cumpridos pelo plano de comunicação.
Comunicamos 70% do tempo que permanecemos acordados. Contudo, a comunicação não é simplesmente a transmissão de um significado, ela precisa ser compreendida. A comunicação perfeita, se existisse, seria como se um pensamento ou conceito fosse transmitido de uma pessoa para outra de tal forma que a figura mental percebida pelo receptor fosse idêntica à visualizada pelo emissor. Mas diversas barreiras podem dificultar ou distorcer a comunicação eficaz.
Há somente barreiras comunicacionais em
distância, filtragem.
ambiguidade, emoção.
linguagem, percepção seletiva.
contexto, estilo homem/mulher.
rumores, sobrecarga de informação.
São considerados obstáculos à comunicação, EXCETO:
A soberba.
A introspecção.
A dislalia.
A mensagem.
Define-se a midiatização como
a transmissão midiática regular e continuada de uma determinada programação televisiva ou radiofônica.
uma estratégia de audiência centrada da massificação publicitária de mensagens de consumo.
uma estratégia de audiência centrada da massificação da informação jornalística.
um processo por meio do qual a sociedade passa a organizar suas práticas políticas e afetivas conforme as expectativas da mídia.
uma estratégia de produção cultural e comunicativa centrada na maximização da exposição pública de uma pessoa, instituição, um bem ou serviço.
A comunicação tem contribuído para o processo de globalização a partir do momento que cria reflexões sobre:
A percepção de que as organizações públicas ficam em desvantagem com relação às empresas.
O levantamento de pontos lucrativos socialmente no mundo ocidental.
A delegação nas atribuições de organizações públicas, privadas do mercado e terceiro setor.
A negociação entre estado e nação.
A criação de informações de corrupção.
Com relação às forças que regem a percepção da forma do ponto de vista da Gestalt, assinale a afirmativa correta.
O princípio da semelhança é quando os objetos estão dispostos em uma sequencia lógica para o observador, ele tende a associar esses pontos e assim conseguir formar uma imagem conhecida pelo cérebro ou linhas orgânicas, buscando o caminho mais suave.
O princípio da continuidade refere-se a percepção de que figuras muito próximas entre si tendem a ser vistas como uma única figura ou objeto.
Pregnância é quando os elementos são agrupados se eles parecem se completar. Ou seja, nossa mente ver um objeto completo mesmo quando não há um.
As unidades formais, que configuram um todo, são percebidas, geralmente, através das relações entre os elementos que as constituem.
Segregação significa que nosso cérebro tende a organizar os elementos em perspectivas, figuras de duplo sentido, por exemplo, só possuem essa característica, devido à capacidade do cérebro em ver a figura em diferentes perspectivas.
Dos diversos conceitos relacionados ao processo de comunicação, assinale aquele que é marcado por algum elemento estranho, não usual, que gera um alto grau de imprevisibilidade em relação ao conteúdo transmitido.
Entropia.
Feedback.
Ruído ou barreira.
Redundância.
Decodificação.
O conjunto de ferramentas e procedimentos de organização e design do conteúdo que tornam a navegação lúdica, estimulando os usuários a se engajar, de modo a seguir caminhos de navegação desejados e/ou resolver problemas com a mínima distração possível, é a técnica chamada
interação
hipertextualidade.
gamificação.
busca avançada.
crossmedia.
Na matéria jornalística, em qualquer tipo de mídia, o profissional deve seguir os valores éticos e a exata lógica dos acontecimentos. Ética, no modo de ser e agir, na produção e divulgação das notícias e reportagens. Lógica, na ordenação das informações e depoimentos selecionados para a narrativa e descrição dos fatos, bem como na reprodução de falas dos entrevistados. O raciocínio lógico é o contraponto ao sofisma, a “meia verdade” de um argumento ou raciocínio falso capaz de induzir ao erro. Por isso, ética e lógica podem ser apontadas, hoje, como pilares básicos da Comunicação Social e das boas práticas jornalísticas. Esses valiosos e milenares conceitos estão definidos em “Ética a Nicômaco” e “Tópicos”, ensinamentos fundamentais para a civilização ocidental deixados pelo filósofo grego:
Platão.
Górgias.
Sócrates.
Aristóteles.
“A mídia é vista como uma agulha, que injeta seus conteúdos diretamente no cérebro dos receptores, sem nenhum tipo de barreira ou obstáculo” (OLIVEIRA, 2002). Essa citação se refere a que teoria?
Espiral do Silêncio
Agenda-Setting
Ação Comunicativa
Gatekeeping
Nenhuma das alternativas anteriores
Para Gaudêncio Torquato, o planejamento da comunicação deve ter respeito à natureza da rede informal, compreendendo sua importância para o equilíbrio e ajustamento dos climas internos.
(TORQUATO, Gaudêncio. Tratado de comunicação organizacional e política. 2. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2010)
O respeito à natureza da rede informal significa
compreender que os boatos organizacionais existem, mas dotar a rede formal com comunicações claras e eficientes que possam mitigar os seus efeitos.
incorporar a “rádio peão” aos fluxos de comunicação, alimentando essa rede com mais informações oficiais para diminuir os boatos.
incorporar a rede de boatos organizacionais entre as estratégias de comunicação, designando colaboradores de confiança para alimentar a rede com notícias oficiais.
reconhecer o potencial de estrago à imagem organizacional desta rede e impedir, por meio de sanções, as possibilidades que ela cresça.
reconhecer os colaboradores que se tornam líderes nesta rede e cooptá-los para a rede formal, por meio de um sistema de sanções e recompensas.
Sobre jornalismo, há a crença de que “o prestígio de um jornal (e de jornalistas) é uma arma de dois gumes e, por isso mesmo, extremamente perigoso. Quanto mais influente, mais perto está de perder a sua influência. Quanto mais poderoso, mais perto do descrédito ou do comprometimento”, salvo se houver no jornal uma sadia disposição de não se deixar impregnar pelo poder. Esta convicção foi manifestada pelo renomado profissional de imprensa e professor de comunicação:
Muniz Sodré
Alberto Dines.
Eugênio Bucci.
Nicholas Negroponte.
Dadas as afirmativas quanto à ética no uso de imagens na imprensa,
I. A espetacularização e o sensacionalismo na imprensa podem resultar na deturpação da informação.
II. O uso de imagens de arquivos requer informação sobre a data em que foram produzidas, a fim de se evitar a descontextualização.
III. As oportunidades fotográficas (photo opportunities) são mecanismos de manipulação da informação.
IV. A manipulação de imagens na imprensa precede a fotografia digital, a exemplo de episódios ocorridos na ex-União Soviética, na Alemanha e na Itália, no início do século XX.
verifica-se que estão corretas
I, II, III e IV.
III e IV, apenas.
II e IV, apenas.
I e III, apenas.
I e II, apenas.
Segundo o que apresenta Gestalt (“padrão” em alemão) quando enuncia suas leis. Nossa percepção, referente a uma mensagem, se consolida relacionando partes (princípios) integrantes destas mensagens. Estudando estas leis identificam-se vários princípios dentre os quais poderemos destacar:
O princípio da emissão da mensagem, do meio e do fim ou do objetivo da mensagem.
O princípio de proximidade, da semelhança, da continuidade, do fechamento.
O princípio da visibilidade, da adequação, da dimensão e sensitivo.
O princípio da intensão, da oportunidade e da legibilidade.
O jornalismo não reconstitui a verdade, interpreta-a. O entendimento de Felipe Pena (2005), no livro Teoria do jornalismo, está relacionado a que teoria?
Teoria instrumentalista
Teoria do espelho.
Teoria da Nova História.
Teoria do newsmaking.
Teoria do agendamento.
Analise as sentenças abaixo, fundamentadas em estudo de Alfonso Sanchéz-Tabernero (2000) sobre vantagens e desvantagens dos meios de comunicação.
I. A boa qualidade da reprodução da revista não impede sua audiência fragmentada.
II. Mobilidade e imediatez são pontos fortes do rádio.
III. Audiência contrabalanceia os custos elevados de produção e veiculação da TV.
IV. Jornal conta com o prestígio da marca, embora tenha ciclo de vida breve.
V. Interatividade e serviços pagos são os motivos do crescimento da internet.
Estão CORRETAS apenas as afirmativas
II, III e IV.
IV e V.
I e III.
II e III.
III, IV e V.
Em seu sexto artigo, o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros cita os deveres do jornalista. Qual das frases abaixo não é dever do jornalista?
Opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Divulgar os fatos e as informações de interesse público.
Lutar pela liberdade de pensamento e de expressão.
Combater e denunciar todas as formas de corrupção, exceto quando exercidas com o objetivo de controlar a informação.
Defender o livre exercício da profissão.
Hoje em dia, as redes sociais exercem influência sobre os assuntos divulgados pela mídia. Na década de 1970, os pesquisadores norte-americanos Maxwell McCombs e Donald Shaw elaboraram teoria do agendamento, que trata sobre a determinação de assuntos na mídia. De acordo com esta teoria, é correto afirmar que:
A opinião pública escolhe os assuntos abordados na mídia.
A mídia determina os assuntos que serão divulgados para a opinião pública.
Os assuntos são publicados apenas conforme o período do ano.
Não há definição sobre qual instituição define as pautas.
Mídia e a população têm o mesmo peso na escolha dos assuntos.