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Clóvis de Barros Filho aborda a ética na comunicação como um campo de reflexão sobre a conduta profissional e o impacto das mensagens na sociedade. Considerando a perspectiva ética no âmbito do jornalismo, assinale a opção em que é apresentado o dilema ético central da prática profissional contemporânea, de acordo com o referido autor.
a submissão total dos critérios de noticiabilidade aos interesses comerciais dos anunciantes do veículo
a utilização de recursos de inteligência artificial para criar notícias fictícias que gerem maior engajamento
a recusa sistemática em ouvir o contraditório para manter a narrativa definida pela linha editorial do jornal
o equilíbrio entre o direito do público à informação e o respeito à privacidade e à dignidade da pessoa humana
a priorização absoluta da velocidade da informação em detrimento da verificação da veracidade dos fatos
Assinale a alternativa que apresenta um valor que NÃO corresponde aos deveres associados à ética no serviço público.
Imparcialidade.
Eficiência.
Economicidade.
Assiduidade.
Competitividade.
Quanto às condutas que orientam a postura no ambiente profissional, assinale a alternativa INCORRETA.
Agir com honestidade, dignidade e responsabilidade no exercício das atividades profissionais.
Fazer críticas e orientações de forma respeitosa, dirigindo-se preferencialmente à pessoa envolvida, evitando exposições desnecessárias.
Respeitar a privacidade de colegas e usuários do serviço, preservando informações e bens que não lhe pertencem.
Reconhecer erros quando cometidos e assumir as consequências dos próprios atos no ambiente de trabalho.
Evitar registrar formalmente falhas, conflitos ou ocorrências no ambiente de trabalho, priorizando a harmonia entre colegas.
A teoria behaviorista é a abordagem mais adequada para compreender os efeitos da mídia no século XXI.
Certo
Errado
A ideia de “interesse público” costuma ser apontada como o fundamento ético e social do jornalismo. Porém, há debates que questionam até que ponto as produções jornalísticas, sobretudo em ambientes competitivos e comerciais, conseguem de fato priorizar questões relevantes para a coletividade. Entre o que interessa ao público (aquilo que desperta curiosidade ou audiência) e o que é efetivamente de interesse público (temas que impactam direitos, deveres, políticas e responsabilidade social) há uma tensão contínua. Além disso, fatores como a influência de grupos econômicos ou políticos e a busca por audiência podem desvirtuar o compromisso com a cidadania. Considerando os desafios que envolvem a definição e a prática do interesse público no jornalismo, expressa uma compreensão teórica e prática consistente sobre essa categoria fundamental da profissão:
O interesse público coincide integralmente com aquilo que o público quer consumir, prescindindo de qualquer mediação ética ou reflexiva por parte dos jornalistas.
Toda matéria que denuncie ilegalidades ou escândalos políticos se enquadra automaticamente em interesse público, independentemente da forma ou dos efeitos sociais de sua divulgação.
As redações não devem se preocupar com o interesse público, pois a audiência já determina se a cobertura é relevante ou não para a sociedade, tornando desnecessário qualquer tipo de avaliação editorial sobre o tema.
O interesse público se constitui a partir de um processo de negociação entre as demandas coletivas, a responsabilidade jornalística de buscar a verdade e a necessidade de ponderar valores como privacidade, dignidade humana e relevância social.


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Atualmente, agir eticamente não é apenas um imperativo da consciência, mas também questão de sobrevivência, de posicionamento no mercado e de consolidação de instituições. Em todas as partes, há códigos deontológicos para jornalistas. Eles vêm de três procedências: 1) entidades classistas, como sindicatos e federações; 2) associações de meios de comunicação; ou 3) empresas jornalísticas, que ditam suas próprias orientações de conduta profissional. Esses documentos têm diferentes formatos, indo de cartas de princípios bem-intencionadas a rígidas tábuas de mandamentos que chegam a enquadrar os profissionais em algumas circunstâncias. Nesse sentido, é considerada uma prática ética na cobertura política:
Priorizar a imparcialidade, dando espaço a diversas fontes e pontos de vista, para garantir que a reportagem seja equilibrada e justa.
Optar por dar maior destaque às declarações de fontes mais acessíveis ou com maior representatividade política, ajustando o espaço de acordo com a dinâmica da cobertura.
Enfatizar aspectos de maior interesse público ou potencial de repercussão, mesmo que, em determinados momentos, temas técnicos ou de baixa visibilidade fiquem em segundo plano.
Utilizar informações de fontes não identificadas quando o assunto for de interesse público e houver indícios consistentes, ainda que nem todos os dados tenham sido oficialmente confirmados até o fechamento da matéria.
Prescinde-se do consentimento para divulgar imagens de indivíduos se a informação for de interesse público, pois o interesse público sempre se sobrepõe à privacidade.
Certo
Errado
A linguagem é central na prática ética, pois é por meio dela que os sujeitos identificam, expressam e negociam suas necessidades na esfera pública.
Certo
Errado
A ética na comunicação restringe-se ao cumprimento dos códigos de conduta profissional, como os códigos deontológicos da profissão jornalística.
Certo
Errado
A teoria funcionalista se inspira-se na perspectiva estrutural‑funcionalista da sociologia.
Certo
Errado


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A relação entre jornalistas e suas fontes de informação é um dos pilares mais complexos e eticamente sensíveis da profissão. A qualidade e a veracidade da notícia dependem diretamente da confiabilidade das fontes. O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros dedica atenção especial a essa relação, estabelecendo direitos e deveres para proteger tanto o interesse público quanto o profissional. Uma das garantias fundamentais é o sigilo da fonte, que permite ao jornalista acessar informações que, de outra forma, permaneceriam ocultas, muitas vezes protegendo a fonte de retaliações. Assim, analise as afirmativas a seguir.
I.O Código de Ética da FENAJ estabelece o sigilo da fonte como um direito do jornalista, que pode (e deve) resguardar a origem e identidade de suas fontes de informação quando considerar necessário para o exercício da profissão.
II.A relação ética com a fonte implica o dever do jornalista de sempre verificar a veracidade da informação prestada, não publicando acusações sem a devida apuração ou sem ouvir o outro lado (contraditório).
III.O Código de Ética proíbe o jornalista de expor pessoas ameaçadas ou em situação de vulnerabilidade, mesmo que sejam fontes relevantes, indicando a primazia da proteção da vida sobre o interesse da informação.
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS:
II e III.
I e III.
I e II.
I, II e III.
Durante a cobertura de um escândalo envolvendo um vereador, certo jornalista recebe informações de um “hacker” anônimo que acessou documentos internos de determinada Câmara e os enviou para ele. Esses documentos contêm dados sensíveis e comprometedores sobre o vereador, incluindo supostas transações ilegais. Considerando a situação hipotética apresentada, assinale a atitude que mais se alinha com os princípios éticos da profissão.
Publicar apenas uma parte dos documentos, omitir dados sensíveis e continuar investigando, mas sem consultar outras fontes sobre o caso.
Publicar imediatamente os documentos, pois a denúncia é de interesse público e a origem das informações não importa para a função jornalística.
Ignorar as informações recebidas, pois é mais ético evitar qualquer tipo de envolvimento com fontes não oficiais, mesmo que o conteúdo seja relevante.
Investigar a origem dos documentos e, caso confirmada a veracidade, publicar as informações, garantindo a transparência da apuração e a responsabilidade no uso de fontes.
O direito à informação é um direito fundamental que garante a todas as pessoas o acesso a informações de interesse público, assegurando a transparência e a responsabilidade dos órgãos públicos e instituições. Considere que uma jornalista recebe de uma fonte informações sobre irregularidades na contratação de determinada empresa de limpeza urbana pelo município. As informações recebidas apontam que a licitação foi direcionada para favorecer uma empresa específica, que pertence a familiares do prefeito. A matéria está pronta para ser publicada e pode ter grande repercussão, levantando suspeitas de nepotismo e corrupção. Segundo o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, a jornalista deverá:
Checar a autenticidade dos fatos e entrar em contato com o prefeito para obter sua versão.
Publicar imediatamente a matéria, pois o interesse público está acima de qualquer risco individual.
Rejeitar o uso das informações, já que foram obtidas de forma anônima e podem violar a privacidade dos envolvidos.
Verificar a veracidade das informações e publicar logo em seguida, pois, neste caso, não se deve levar em consideração o princípio do contraditório.
Revelar a fonte, pois o acesso à informação pública é um direito inerente à condição de vida em sociedade, que não pode ser impedido por nenhum tipo de interesse.
O Código de Ética dos Jornalistas dedica diversos artigos exclusivamente voltados ao uso ético da imagem do cidadão em publicações, com ênfase em mídias digitais.
Certo
Errado
É dever do jornalista combater e denunciar todas as formas de corrupção.
Certo
Errado


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Se alguém afirma que uma ação é considerada moralmente boa por alguma característica da própria ação, não porque o produto da ação seja bom, essa pessoa está fazendo referência
à moral.
à deontologia.
aos bons costumes.
à ética.
ao dever de cidadania.
Nos estudos sobre ética jornalística, o sigilo da fonte é um princípio fundamental que assegura a liberdade de imprensa e protege aqueles que fornecem informações de interesse público. Entretanto, esse princípio não é absoluto e encontra desafios quando colide com outros direitos fundamentais, como o direito à ampla defesa em processos judiciais. No Brasil, o sigilo da fonte é protegido constitucionalmente, o que diferencia o país de sistemas jurídicos como o norte-americano, onde jornalistas podem ser presos por desobediência ao se recusarem a revelar suas fontes em investigações criminais. Diante dessa complexa intersecção entre liberdade de imprensa, ética jornalística e responsabilidade social, assinale a afirmativa que expressa um dos principais dilemas relacionados ao sigilo da fonte.
O sigilo da fonte deve ser absoluto, pois qualquer flexibilização desse direito pode comprometer a liberdade de imprensa e impedir a revelação de casos de interesse público, como denúncias de corrupção e abusos de poder.
O sigilo da fonte deve ser rompido sempre que um Juiz considerar necessário para o esclarecimento de crimes, pois o dever do jornalista perante a Justiça se sobrepõe ao seu compromisso ético de confidencialidade com a fonte.
A impossibilidade legal de quebrar o sigilo da fonte no Brasil garante a proteção total da identidade do informante, o que impede qualquer forma de responsabilização jurídica do jornalista mesmo quando a informação for obtida de forma ilícita.
A prerrogativa do sigilo da fonte pode ser relativizada em casos em que há interesse público superior, como a necessidade de evitar injustiças jurídicas, proteger direitos fundamentais ou coibir a instrumentalização da imprensa por fontes mal-intencionadas.
A ética na comunicação via rádio é fundamental para garantir a eficiência e a segurança das operações, preservando a integridade das informações transmitidas. Qual das alternativas abaixo está de acordo com as normas éticas em comunicação via rádio?
Compartilhar informações operacionais com terceiros para agilizar o atendimento, mesmo sem autorização formal.
Priorizar a proteção de dados sensíveis e clínicos, utilizando linguagem clara e objetiva durante as transmissões.
Usar códigos e jargões exclusivos da equipe em todas as comunicações, independentemente de seu entendimento pelos receptores.
Divulgar dados sigilosos em transmissões abertas, desde que a situação seja de emergência.
O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato dos fatos.
Certo
Errado
Em um cenário onde a reputação institucional se constrói não apenas por meio de resultados, mas também pela conduta com que se comunica, a ética torna-se um valor estratégico. Segundo Freitas & Santos (2002), a prática da comunicação deve estar alinhada a princípios éticos sólidos, especialmente em tempos de exposição digital constante e cobrança social ampliada.
Nesse contexto, é correto afirmar que uma conduta ética na comunicação envolve
selecionar estrategicamente apenas as informações positivas para o público, evitando desgastes à imagem da organização.
priorizar metas de consumo e visibilidade, mesmo que isso envolva sacrificar compromissos sociais ou ambientais.
reservar os valores éticos apenas para campanhas institucionais, excluindo ações promocionais ou comerciais.
utilizar técnicas de manipulação de percepção para reduzir impactos negativos em casos de crise.
atuar com transparência, respeito à diversidade dos públicos e compromisso com a verdade, mesmo diante de contextos adversos.


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