Questões de Concurso sobre Ética na Comunicação

 
 
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Clóvis de Barros Filho aborda a ética na comunicação como um campo de reflexão sobre a conduta profissional e o impacto das mensagens na sociedade. Considerando a perspectiva ética no âmbito do jornalismo, assinale a opção em que é apresentado o dilema ético central da prática profissional contemporânea, de acordo com o referido autor.


A

a submissão total dos critérios de noticiabilidade aos interesses comerciais dos anunciantes do veículo


B

a utilização de recursos de inteligência artificial para criar notícias fictícias que gerem maior engajamento


C

a recusa sistemática em ouvir o contraditório para manter a narrativa definida pela linha editorial do jornal


D

o equilíbrio entre o direito do público à informação e o respeito à privacidade e à dignidade da pessoa humana


E

a priorização absoluta da velocidade da informação em detrimento da verificação da veracidade dos fatos

Assinale a alternativa que apresenta um valor que NÃO corresponde aos deveres associados à ética no serviço público.


A

Imparcialidade.


B

Eficiência.


C

Economicidade.


D

Assiduidade.


E

Competitividade.

Quanto às condutas que orientam a postura no ambiente profissional, assinale a alternativa INCORRETA.


A

Agir com honestidade, dignidade e responsabilidade no exercício das atividades profissionais.


B

Fazer críticas e orientações de forma respeitosa, dirigindo-se preferencialmente à pessoa envolvida, evitando exposições desnecessárias.


C

Respeitar a privacidade de colegas e usuários do serviço, preservando informações e bens que não lhe pertencem.


D

Reconhecer erros quando cometidos e assumir as consequências dos próprios atos no ambiente de trabalho.


E

Evitar registrar formalmente falhas, conflitos ou ocorrências no ambiente de trabalho, priorizando a harmonia entre colegas.

A ideia de “interesse público” costuma ser apontada como o fundamento ético e social do jornalismo. Porém, há debates que questionam até que ponto as produções jornalísticas, sobretudo em ambientes competitivos e comerciais, conseguem de fato priorizar questões relevantes para a coletividade. Entre o que interessa ao público (aquilo que desperta curiosidade ou audiência) e o que é efetivamente de interesse público (temas que impactam direitos, deveres, políticas e responsabilidade social) há uma tensão contínua. Além disso, fatores como a influência de grupos econômicos ou políticos e a busca por audiência podem desvirtuar o compromisso com a cidadania. Considerando os desafios que envolvem a definição e a prática do interesse público no jornalismo, expressa uma compreensão teórica e prática consistente sobre essa categoria fundamental da profissão:


A

O interesse público coincide integralmente com aquilo que o público quer consumir, prescindindo de qualquer mediação ética ou reflexiva por parte dos jornalistas.


B

Toda matéria que denuncie ilegalidades ou escândalos políticos se enquadra automaticamente em interesse público, independentemente da forma ou dos efeitos sociais de sua divulgação.


C

As redações não devem se preocupar com o interesse público, pois a audiência já determina se a cobertura é relevante ou não para a sociedade, tornando desnecessário qualquer tipo de avaliação editorial sobre o tema.


D

O interesse público se constitui a partir de um processo de negociação entre as demandas coletivas, a responsabilidade jornalística de buscar a verdade e a necessidade de ponderar valores como privacidade, dignidade humana e relevância social.

Atualmente, agir eticamente não é apenas um imperativo da consciência, mas também questão de sobrevivência, de posicionamento no mercado e de consolidação de instituições. Em todas as partes, há códigos deontológicos para jornalistas. Eles vêm de três procedências: 1) entidades classistas, como sindicatos e federações; 2) associações de meios de comunicação; ou 3) empresas jornalísticas, que ditam suas próprias orientações de conduta profissional. Esses documentos têm diferentes formatos, indo de cartas de princípios bem-intencionadas a rígidas tábuas de mandamentos que chegam a enquadrar os profissionais em algumas circunstâncias. Nesse sentido, é considerada uma prática ética na cobertura política:


A

Priorizar a imparcialidade, dando espaço a diversas fontes e pontos de vista, para garantir que a reportagem seja equilibrada e justa.


B

Optar por dar maior destaque às declarações de fontes mais acessíveis ou com maior representatividade política, ajustando o espaço de acordo com a dinâmica da cobertura.


C

Enfatizar aspectos de maior interesse público ou potencial de repercussão, mesmo que, em determinados momentos, temas técnicos ou de baixa visibilidade fiquem em segundo plano.


D

Utilizar informações de fontes não identificadas quando o assunto for de interesse público e houver indícios consistentes, ainda que nem todos os dados tenham sido oficialmente confirmados até o fechamento da matéria.

Prescinde-se do consentimento para divulgar imagens de indivíduos se a informação for de interesse público, pois o interesse público sempre se sobrepõe à privacidade.


C

Certo


E

Errado

A linguagem é central na prática ética, pois é por meio dela que os sujeitos identificam, expressam e negociam suas necessidades na esfera pública.


C

Certo


E

Errado

A ética na comunicação restringe-se ao cumprimento dos códigos de conduta profissional, como os códigos deontológicos da profissão jornalística.


C

Certo


E

Errado

A relação entre jornalistas e suas fontes de informação é um dos pilares mais complexos e eticamente sensíveis da profissão. A qualidade e a veracidade da notícia dependem diretamente da confiabilidade das fontes. O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros dedica atenção especial a essa relação, estabelecendo direitos e deveres para proteger tanto o interesse público quanto o profissional. Uma das garantias fundamentais é o sigilo da fonte, que permite ao jornalista acessar informações que, de outra forma, permaneceriam ocultas, muitas vezes protegendo a fonte de retaliações. Assim, analise as afirmativas a seguir.


I.O Código de Ética da FENAJ estabelece o sigilo da fonte como um direito do jornalista, que pode (e deve) resguardar a origem e identidade de suas fontes de informação quando considerar necessário para o exercício da profissão.

II.A relação ética com a fonte implica o dever do jornalista de sempre verificar a veracidade da informação prestada, não publicando acusações sem a devida apuração ou sem ouvir o outro lado (contraditório).

III.O Código de Ética proíbe o jornalista de expor pessoas ameaçadas ou em situação de vulnerabilidade, mesmo que sejam fontes relevantes, indicando a primazia da proteção da vida sobre o interesse da informação.


Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS:


A

II e III.


B

I e III.


C

I e II.


D

I, II e III.

Durante a cobertura de um escândalo envolvendo um vereador, certo jornalista recebe informações de um “hacker” anônimo que acessou documentos internos de determinada Câmara e os enviou para ele. Esses documentos contêm dados sensíveis e comprometedores sobre o vereador, incluindo supostas transações ilegais. Considerando a situação hipotética apresentada, assinale a atitude que mais se alinha com os princípios éticos da profissão.


A

Publicar apenas uma parte dos documentos, omitir dados sensíveis e continuar investigando, mas sem consultar outras fontes sobre o caso.


B

Publicar imediatamente os documentos, pois a denúncia é de interesse público e a origem das informações não importa para a função jornalística.


C

Ignorar as informações recebidas, pois é mais ético evitar qualquer tipo de envolvimento com fontes não oficiais, mesmo que o conteúdo seja relevante.


D

Investigar a origem dos documentos e, caso confirmada a veracidade, publicar as informações, garantindo a transparência da apuração e a responsabilidade no uso de fontes.

O direito à informação é um direito fundamental que garante a todas as pessoas o acesso a informações de interesse público, assegurando a transparência e a responsabilidade dos órgãos públicos e instituições. Considere que uma jornalista recebe de uma fonte informações sobre irregularidades na contratação de determinada empresa de limpeza urbana pelo município. As informações recebidas apontam que a licitação foi direcionada para favorecer uma empresa específica, que pertence a familiares do prefeito. A matéria está pronta para ser publicada e pode ter grande repercussão, levantando suspeitas de nepotismo e corrupção. Segundo o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, a jornalista deverá:


A

Checar a autenticidade dos fatos e entrar em contato com o prefeito para obter sua versão.


B

Publicar imediatamente a matéria, pois o interesse público está acima de qualquer risco individual.


C

Rejeitar o uso das informações, já que foram obtidas de forma anônima e podem violar a privacidade dos envolvidos.


D

Verificar a veracidade das informações e publicar logo em seguida, pois, neste caso, não se deve levar em consideração o princípio do contraditório.


E

Revelar a fonte, pois o acesso à informação pública é um direito inerente à condição de vida em sociedade, que não pode ser impedido por nenhum tipo de interesse.

O Código de Ética dos Jornalistas dedica diversos artigos exclusivamente voltados ao uso ético da imagem do cidadão em publicações, com ênfase em mídias digitais.


C

Certo


E

Errado

Se alguém afirma que uma ação é considerada moralmente boa por alguma característica da própria ação, não porque o produto da ação seja bom, essa pessoa está fazendo referência


A

à moral.


B

à deontologia.


C

aos bons costumes.


D

à ética.


E

ao dever de cidadania.

Nos estudos sobre ética jornalística, o sigilo da fonte é um princípio fundamental que assegura a liberdade de imprensa e protege aqueles que fornecem informações de interesse público. Entretanto, esse princípio não é absoluto e encontra desafios quando colide com outros direitos fundamentais, como o direito à ampla defesa em processos judiciais. No Brasil, o sigilo da fonte é protegido constitucionalmente, o que diferencia o país de sistemas jurídicos como o norte-americano, onde jornalistas podem ser presos por desobediência ao se recusarem a revelar suas fontes em investigações criminais. Diante dessa complexa intersecção entre liberdade de imprensa, ética jornalística e responsabilidade social, assinale a afirmativa que expressa um dos principais dilemas relacionados ao sigilo da fonte.


A

O sigilo da fonte deve ser absoluto, pois qualquer flexibilização desse direito pode comprometer a liberdade de imprensa e impedir a revelação de casos de interesse público, como denúncias de corrupção e abusos de poder.


B

O sigilo da fonte deve ser rompido sempre que um Juiz considerar necessário para o esclarecimento de crimes, pois o dever do jornalista perante a Justiça se sobrepõe ao seu compromisso ético de confidencialidade com a fonte.


C

A impossibilidade legal de quebrar o sigilo da fonte no Brasil garante a proteção total da identidade do informante, o que impede qualquer forma de responsabilização jurídica do jornalista mesmo quando a informação for obtida de forma ilícita.


D

A prerrogativa do sigilo da fonte pode ser relativizada em casos em que há interesse público superior, como a necessidade de evitar injustiças jurídicas, proteger direitos fundamentais ou coibir a instrumentalização da imprensa por fontes mal-intencionadas.

A ética na comunicação via rádio é fundamental para garantir a eficiência e a segurança das operações, preservando a integridade das informações transmitidas. Qual das alternativas abaixo está de acordo com as normas éticas em comunicação via rádio?


A

Compartilhar informações operacionais com terceiros para agilizar o atendimento, mesmo sem autorização formal.


B

Priorizar a proteção de dados sensíveis e clínicos, utilizando linguagem clara e objetiva durante as transmissões.


C

Usar códigos e jargões exclusivos da equipe em todas as comunicações, independentemente de seu entendimento pelos receptores.


D

Divulgar dados sigilosos em transmissões abertas, desde que a situação seja de emergência.

Em um cenário onde a reputação institucional se constrói não apenas por meio de resultados, mas também pela conduta com que se comunica, a ética torna-se um valor estratégico. Segundo Freitas & Santos (2002), a prática da comunicação deve estar alinhada a princípios éticos sólidos, especialmente em tempos de exposição digital constante e cobrança social ampliada.


Nesse contexto, é correto afirmar que uma conduta ética na comunicação envolve


A

selecionar estrategicamente apenas as informações positivas para o público, evitando desgastes à imagem da organização.


B

priorizar metas de consumo e visibilidade, mesmo que isso envolva sacrificar compromissos sociais ou ambientais.


C

reservar os valores éticos apenas para campanhas institucionais, excluindo ações promocionais ou comerciais.


D

utilizar técnicas de manipulação de percepção para reduzir impactos negativos em casos de crise.


E

atuar com transparência, respeito à diversidade dos públicos e compromisso com a verdade, mesmo diante de contextos adversos.

 
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