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O layout tem por finalidade ser um guia da atenção, conduzindo o olhar pelo conjunto de informações dispostas em um determinado espaço. Isso significa que sua composição trabalha uma dinâmica entre elementos, e a construção dessa dinâmica deve respeitar alguns princípios para ser eficaz.
Por definição, o princípio do contraste se caracteriza por uma busca da
oposição entre linhas, valores e cores
simetria de forças entre as formas gráficas
unidade na coexistência entre texto e imagem
equilíbrio entre cores de valores análogos
manutenção de um padrão entre as peças de campanha
O trabalho de design envolve a solução de problemas em níveis visuais. Qual função é atribuída ao grid de diagramação, de acordo com Fonseca (2008)?
Limitar a quantidade de conteúdo em uma página para evitar sobrecarga visual.
Criar uma estrutura rígida para o posicionamento dos elementos gráficos.
Fornecer uma malha construtiva visível para os designers, sem afetar a aparência final da página.
Definir o centro ótico da composição através de uma ordem lógica.
Criar uma estrutura racional que dê unidade, consistência e identidade ao design geral da publicação.
No livro “O Design do Livro”, o autor Richard Hendel menciona o termo “verdades efêmeras”, mencionado em um ensaio de Joseph Epstein, consagrado escritor norte-americano. Com base na leitura da obra referida, indique a alternativa mais adequada à definição do termo “verdades efêmeras” apropriada para Hendel.
Em sua obra, Hendel descreve as "verdades efêmeras" como princípios fundamentais do design de livros que resistem ao teste do tempo, permanecendo relevantes e influentes mesmo diante das mudanças na tecnologia e nos gostos do público.
Hendel define as “verdades efêmeras” em um contexto autoral, destacando que até as melhores e mais universais ideias que orientam autores na criação de um livro estão sujeitas à ação do tempo e são implicadas pelas mudanças sociais.
As “verdades efêmeras”, na concepção de Hendel, se relacionam com aspectos filosóficos da criação de personagens, narrativas e tramas, que são determinadas temporal, social e conjunturalmente.
Segundo Hendel, as "verdades efêmeras" referem-se às noções instáveis e passageiras do design, que são comumente aceitas em determinado momento, mas que podem rapidamente cair em desuso devido às transformações no mercado editorial.
Levando em conta a apreensão de Hendel, as “verdades efêmeras” são aquelas válidas para as orientações do design em um contexto específico, que não podem ser aplicadas fora de determinados circuitos culturais bem delimitados.
Lúcia Santaella (2003) explora as mudanças culturais do século XX, dando ênfase ao âmbito midiático. Na obra, ela destaca a significativa transformação social decorrente da ascensão das culturas de massa, impulsionada pela proliferação dos meios de reprodução técnico-industriais, como jornais, fotografias e cinema, seguidos pela disseminação dos meios eletrônicos, como rádio e televisão. Em seguida, a autora demonstra como a digitalização, a internet, as interfaces, a hipermídia e o ciberespaço não apenas impactam os usuários que acessam seus computadores, mas também influenciam na construção e reconstrução da cultura.
Podemos relacionar esta concepção com as ideias de Javier Royo (2008), que oferece uma exploração abrangente do design digital e suas aplicações práticas. O autor destaca especialmente as interações humano-computador (IHC), levando em consideração aspectos como usabilidade, acessibilidade, experiência do usuário e ergonomia. Além disso, Royo analisa diferentes técnicas e metodologias de design de interfaces, bem como tendências emergentes no campo das IHC, fornecendo aos leitores uma compreensão sólida dos princípios e práticas essenciais para criar interfaces digitais eficazes e centradas no usuário.
A respeito das relações entre design e cultura dispostas no livro “Design Digital”, é correto afirmar que Javier Royo
propõe que a cultura do usuário é um fator determinante na criação de interfaces digitais, enfatizando sua relevância em detrimento de outros aspectos.
sugere que as técnicas de design de interface são universais e não são influenciadas pela bagagem cultural dos usuários, priorizando uma abordagem globalizada.
explora a cultura do usuário como um elemento importante em termos de ser orientada e transformada por aspectos de usabilidade, acessibilidade, experiência do usuário e ergonomia, apesar de, por outro lado, pouco influenciar tais aspectos.
argumenta que a experiência do usuário é funcional e ao mesmo tempo afetada pela cultura, sugerindo um modelo de gradação para o cálculo da relevância de cada um destes elementos nas interações humano-computador.
expressa que a experiência do usuário é moldada pela interação entre a funcionalidade, a estética e as influências culturais, sendo a interação resultado de conhecimentos da mente e de conhecimentos do mundo.
A infografia constitui-se como a interseção indissolúvel de três campos: design, informação e ilustração – não existindo se os três não estiverem presentes. Sobre infografia, é correto dizer que:
Os infográficos se constituem em sistemas uniformes que congregam em momentos diferentes texto e imagem, linguagem verbal e não verbal numa relação de competição.
A palavra infografia surgiu no contexto dos anos 1890 como resultado da expansão do uso de gráficos informativos pelos jornais em consequência da concorrência entre os veículos de comunicação. A palavra vem do inglês information graphic (infographics) e surgiu nos Estados Unidos.
Um infográfico cumpre o papel de intermediar a troca de informações entre quem as edita e quem as recebe (os leitores). Essa mediação supõe atravancar - não confundir com aprofundar - de modo a tornar complexas informações claras.
No terreno jornalístico, ilustrações e infográficos dividem algumas características e convergem na essência: manifestam o gênero opinativo, informativo e interpretativo. Porém, é na descrição e na narrativa que infográficos se afastam das ilustrações de tal modo que não podem ser misturados.
Com o crescimento do jornalismo digital em meados da década de 1990, alimentado pelo desenvolvimento de tecnologias de comunicação e informação que gradualmente permeavam e modificavam a vida das pessoas, e inserida nas reformas gráficas e editoriais dos jornais, os infográficos ganharam versões digitais.
No cenário atual, as estratégias de design de marca desempenham um papel crucial na diferenciação e no sucesso das empresas e compreender as técnicas conotativas na imagem é fundamental para criar marcas impactantes e significativas. Considerando as técnicas conotativas na imagem propostas por Roland Barthes (1995), assinale, a seguir, a aplicação dessas técnicas para criar uma conexão emocional com os consumidores.
Utilizar uma estética fotográfica que imita obras de arte conhecidas para evocar associações culturais e intelectuais.
Adotar uma linguagem visual que enfatize o realismo e a autenticidade, retratando situações do cotidiano dos consumidores.
Empregar uma sintaxe visual que organize os elementos de forma a sugerir uma história ou uma jornada emocional aos consumidores.
Incorporar elementos de trucagem na imagem para criar uma narrativa fantasiosa e escapista que desperte a imaginação dos consumidores.
A fusão de dois pigmentos primários é denominada policromia e as cores compostas são secundárias.
Certo
Errado
O modo duotônico utiliza um entre dois valores de cor (preto ou branco) para representar os pixels em uma imagem e, também, são chamadas de imagens de 1 bit em bitmap porque possuem uma profundidade de bits de 1.
Certo
Errado
O software de webdesign Adobe Dreamweaver limita‑se ao desenvolvimento de websites estáticos.
Certo
Errado
O ePub possui apenas uma variação de formatação de conteúdo, denominada layout fixo, que permite a adaptação dos elementos de forma dinâmica em qualquer tamanho de tela.
Certo
Errado
O grid (grade, grelha, malha, retícula) é uma estrutura construtiva que permite organizar os elementos compositivos, e não costuma ser visível no resultado final.
Certo
Errado
Os gráficos vetoriais são amplamente utilizados em design gráfico devido às suas vantagens em relação aos gráficos raster. Eles são compostos por linhas, curvas e formas baseadas em equações matemáticas, ao contrário dos gráficos raster, que são compostos por pixels. Qual das seguintes opções é uma vantagem principal do uso de gráficos vetoriais em comparação com gráficos raster?
Os gráficos vetoriais são sempre mais coloridos que os gráficos raster.
Os gráficos vetoriais ocupam mais espaço de armazenamento que os gráficos raster.
Os gráficos vetoriais podem ser redimensionados sem perda de qualidade.
Os gráficos vetoriais não podem ser impressos em alta resolução.
Os gráficos vetoriais são mais fáceis de criar do que os gráficos raster.
Em um projeto de rebranding para uma instituição global de educação, o desafio é incorporar os princípios do Design Universal. Este projeto exige um design que seja acessível, inclusivo e eficaz para um público diversificado, abrangendo diferentes culturas, idades e capacidades. Levando em conta a necessidade de abordagens flexíveis, a utilização de uma paleta de cores e tipografia que considerem as variações de visibilidade e legibilidade, e a criação de layouts que se adaptem a diferentes dispositivos e contextos, como o Design Universal pode ser implementado para garantir que os materiais de comunicação sejam universalmente acessíveis e efetivos?
Aplicando um único estilo de design que se alinha com as tendências atuais, independentemente da sua acessibilidade.
Focando em elementos visuais complexos para atrair um público mais jovem e tecnologicamente experiente.
Implementando uma abordagem de design que integra flexibilidade, acessibilidade e inclusividade, desde a escolha da paleta de cores até a adaptabilidade dos layouts, para garantir que os materiais de comunicação sejam efetivos para o público mais amplo possível.
Limitando o uso de tecnologia digital nos materiais de comunicação para evitar excluir pessoas com menos habilidades tecnológicas.
De acordo com D’Agostini (2017), em um sistema de sinalização, métodos de avaliação ergonômica devem ser considerados para definir alturas e distâncias para visualização de mensagens, disposições e dimensionamentos adequados para suportes de informação. Estudos ergonômicos indicam que a relação entre a altura das letras e a distância de visualização deve ter uma proporção de
1/50.
100/1.
1/200.
150/1.
1/500.
O modo de cores CMYK cria imagens em tons de cinza monotônicas, duotônicas (duas cores), tritônicas (três cores) e quadritônicas (quatro cores).
Certo
Errado
A Arquitetura da Informação tem como fundamento principal a aplicação do UX Writing, que tem como base quatro princípios:
Organização, Navegação, Rotulagem e Busca.
Aplicação, Navegação, Rotulagem e Busca.
Organização, Interação, Rotulagem e Busca.
Organização, Navegação, Biblioteca e Busca.
Organização, Navegação, Rotulagem e Arquivo.
Segundo Williams (1995), em seu livro Design para quem não é designer, O princípio que avisará ao leitor que, mesmo não estando próximos, os itens fazem parte do mesmo material é:
a proximidade.
o alinhamento.
o contraste.
a repetição.
a centralização.
O design gráfico fornece diferentes técnicas e conceitos para a construção de mensagens visuais eficientes, e a junção desse repertório com a criatividade do discurso publicitário permite a elaboração de momentos decisivos na relação das marcas com os consumidores. Tecnicamente, a repetição de códigos se faz importante em comunicações não pontuais ou únicas, quando a conversa entre marca e consumidor se desdobra no tempo, por mais de um “encontro”.
Para que uma campanha seja reconhecida, ela deve
estabelecer um limite aos detalhes gráficos empregados.
uniformizar os canais de mídia on-line ou off-line.
unificar os formatos das peças de uma campanha.
forçar o uso de cores de aspecto psicológico positivo.
manter alguma unidade na construção dos anúncios.
No universo do design televisual (relacionado ao conceito de TV Design), podem ser considerados elementos de continuidade:
identificação visual, mapas e componentes cartográficos.
infográficos, tradução simultânea e identidade televisiva.
símbolo da emissora, logos e tipografia corporativa.
vinhetas de passagem, abertura de programas e encerramentos.
volume de áudio, remixagem e modulação sonora.
Sobre Design Responsivo e Adaptativo, assinale a alternativa INCORRETA.
O design responsivo reorganiza o conteúdo com base no tamanho do navegador.
O design adaptativo, também conhecido como “aprimoramento progressivo”, é o processo de criação de vários layouts fixos para vários tamanhos de tela.
A principal vantagem do uso de técnicas de design adaptativo é a experiência do usuário que se mantém boa em todos os dispositivos.
Implantar um design adaptativo significa colocar os usuários em primeiro lugar, então, ao criar uma experiência separada para um tamanho de tela específico.
No design responsivo, pode acontecer de alguns layouts de sites ficarem bem em uma tela grande, mas serem difíceis de gerenciar em espaços menores.