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Questões de Concurso sobre Auditoria

 
 
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Durante um trabalho de auditoria em um fundo estadual de desenvolvimento econômico, a equipe identificou casos de financiamentos concedidos a empresas privadas que apresentavam inconsistências entre os valores aprovados, os valores efetivamente liberados e os valores informados pelos bancos operadores. Por meio da análise detalhada de relatórios eletrônicos dos financiamentos concedidos, os auditores constataram que alguns documentos internos divergiam dos demonstrativos enviados pelos bancos e que, em diversos casos, as empresas beneficiárias declararam valores de investimento inferiores aos registrados no sistema de controle das operações. A equipe precisa aplicar uma técnica de auditoria que permita obter evidências independentes que ratifiquem ou rejeitem a exatidão das informações fornecidas pela entidade e pelas empresas beneficiárias, com o objetivo de identificar possíveis irregularidades na execução dos financiamentos.


Com base nas técnicas de auditoria abordadas em publicações do Tribunal de Contas da União, a técnica apropriada para produzir evidências no caso hipotético apresentado é o(a):


A

circularização;


B

revisão analítica;


C

conferência de cálculos;


D

mapeamento de processos;


E

inspeção de documentos internos.

No relatório de auditoria o Controlador Interno deve apontar as seguintes irregularidades, EXCETO:


(TCESP. Controle Interno, 2022, p. 35, 41)


A

Distribuição de agendas, chaveiros, buquês de flores, cartões e cestas de Natal.


B

Pagamento de anuidade de servidores em conselhos profissionais como OAB, CREA, CRC, entre outros.


C

Pagamento de décimo-terceiro salário a Vereadores.


D

Adiantamento para despesas efetuada em nome de agente político (Presidente da Câmara, Vereador).

Assinale a alternativa correta, à luz das disposições da NBC TA 500:


A

A evidência de auditoria não tem natureza cumulativa.


B

A evidência de auditoria pode incluir informações obtidas de outras fontes, como auditorias anteriores.


C

Informações que podem ser utilizadas como evidência de auditoria precisam ter sido elaboradas com a utilização do trabalho de especialista da administração, mas jamais obtidas de fonte de informações externa.


D

É vedado ao auditor obter evidência de auditoria por meio de confirmação, recálculo ou por combinação de procedimentos.


E

A segurança razoável é alcançada quando o auditor obtém evidência de auditoria com absoluta certeza de ausência de risco de auditoria.

No âmbito do controle interno, o planejamento de auditoria é uma etapa indispensável para garantir que os recursos públicos sejam auditados de forma correta, dentro dos princípios de economicidade e legalidade. Nesse contexto, correto afirmar que:


A

O planejamento é facultativo para auditorias em pequenas unidades administrativas.


B

O planejamento da auditoria define objetivos, escopo, procedimentos e cronograma de execução dos trabalhos.


C

O planejamento é realizado apenas após o término da execução orçamentária.


D

A etapa de planejamento substitui a necessidade de relatórios de auditoria.

Uma instituição de ensino superior federal passa por um processo de fiscalização envolvendo a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU). Durante a auditoria, foram analisados processos de compras, convênios de pesquisa e a gestão de bolsas estudantis. Nesse contexto, considerando os conceitos de controle e auditoria no setor público, assinale a alternativa correta.


A

O controle interno, exercido pela CGU, substitui o controle externo, de modo que, uma vez realizada a auditoria interna, o TCU não precisa mais apreciar as contas da instituição de ensino superior federal.


B

O controle externo exercido pelo TCU incide apenas sobre a legalidade formal dos atos administrativos, não abrangendo critérios de economicidade ou legitimidade.


C

A auditoria operacional, prevista na Constituição Federal de 1988, avalia a eficiência, a eficácia e a economicidade da gestão pública, podendo incidir sobre instituições de ensino federal.


D

O controle interno das instituições de ensino superior federal é de competência exclusiva do Ministério da Educação, que deve instituir corregedorias próprias e independentes, sem vinculação com a CGU.


E

O TCU e a CGU não podem fiscalizar convênios celebrados entre instituições de ensino superior pública federal e entidades privadas, já que tais recursos não são considerados públicos após a descentralização.

O técnico de controle interno deve assegurar que a fiscalização orçamentária de um setor público esteja em conformidade com as normas legais e regulatórias. Em um caso onde há repetidas inconsistências entre os valores orçados e os valores executados, qual medida estratégica deve ser adotada para melhorar a precisão e a responsabilidade fiscal?


A

Implementar um software de gestão financeira mais avançado para automatizar o processo orçamentário.


B

Revisar os critérios de previsão orçamentária e adotar uma abordagem mais conservadora.


C

Realizar uma auditoria detalhada das práticas de previsão e execução orçamentária, seguida de recomendações de melhorias específicas.


D

Contratar consultores externos para gerenciar o processo orçamentário e assegurar a precisão dos dados.


E

Aumentar a frequência das reuniões de revisão orçamentária para detectar e corrigir inconsistências mais rapidamente.

Os trabalhos de auditoria realizados em órgãos do Poder Executivo federal pelo Tribunal de Contas da União são considerados atos de controle interno.


C

Certo


E

Errado

A avaliação dos controles internos é fundamental para o trabalho do auditor. Nesse contexto, qual dos elementos abaixo NÃO está diretamente relacionado à avaliação dos controles internos?


A

Materialidade: Valor que, se individualmente ou em conjunto, pode influenciar as decisões econômicas dos usuários das demonstrações contábeis.


B

Relevância: Importância de uma informação para as decisões econômicas dos usuários das demonstrações contábeis.


C

Risco de controle: Possibilidade de que falhas nos controles internos não detectem ou corrijam distorções relevantes a tempo para que sejam tomadas as medidas corretivas necessárias.


D

Evidência de auditoria: Informações obtidas pelo auditor para fundamentar a opinião sobre as demonstrações contábeis.

Joana, estudiosa das denominadas “Entidades de Fiscalização Superior”, entende que os princípios da Declaração de Moscou, de 2019 (XXIII Incosai), devem direcionar a atuação dos nossos Tribunais de Contas em suas relações com as demais estruturas estatais de poder.

Com base na premissa anterior, ao analisar o instituto da recomendação, Joana concluiu, corretamente, que:


A

deve ser ampliada a previsão de recomendações, baseadas em auditorias, a questões importantes e estratégicas do Poder Legislativo, do governo e da administração pública;


B

os Tribunais de Contas devem manter postos avançados, no âmbito de todas as estruturas estatais de poder, de modo a estreitar relações institucionais e a facilitar o fluxo de informações;


C

a relação mantida pelos Tribunais de Contas deve ser puramente protocolar, somente avançando em assuntos afetos a outras estruturas, fora dos feitos que aprecie, quando expressamente solicitado;


D

os resultados das auditorias devem ser mantidos sob sigilo, mas os Tribunais de Contas devem elaborar “sínteses informativas”, que devem ser comunicadas aos jurisdicionados e direcionar os seus julgamentos;


E

os Tribunais de Contas devem disponibilizar os resultados das auditorias, mas não devem interferir, ainda que no plano puramente provocativo, nos juízos de valor realizados pelas demais estruturas, de modo a preservar sua imparcialidade.

As funções e atividades envolvidas na gestão de riscos, na forma preconizada pelo Referencial Básico de Governança Organizacional para organizações públicas e outros entes jurisdicionados ao TCU, são atribuídas a agentes ou órgãos de primeira, segunda e terceira linha, sendo que


A

a auditoria externa e o TCU integram, respectivamente, a segunda e terceira linhas, sendo responsáveis pela verificação de conformidade e suficiência dos sistemas internos de gestão e monitoramento de riscos.


B

a primeira linha é composta pelos comitês de gestão de risco e pelos órgãos de compliance e conformidade e tem o papel de evitar a materialização dos riscos, propondo medidas de contenção e, quando não viáveis, ações de mitigação.


C

os órgãos de gestão integram a segunda e terceira linhas e são responsáveis por comunicar aos órgãos de primeira linha (alta liderança) os eventos de risco materializados ou na iminência de ocorrerem.


D

a auditoria interna integra a terceira linha e tem entre suas atribuições fornecer às instâncias de governança avaliação objetiva acerca da gestão e reporte dos riscos considerados críticos e do desenho e operação dos processos de gestão de riscos na organização.


E

o TCU, embora não integre nenhuma das linhas, é responsável pela validação do modelo de gestão de riscos, devendo aprovar, anualmente, o plano de auditoria interna, a matriz de riscos da organização jurisdicionada e os integrantes da primeira linha.

Um dos requisitos do relatório de auditoria é que sua redação seja construtiva. Isto significa dizer que a informação deve recomendar as providências com vistas a melhorar a gestão financeira e operacional da entidade, com linguagem clara, objetiva e precisa, sem adjetivações ou comentários ofensivos.


C

Certo


E

Errado

O controle externo, como o exercido pela CGU, ocorre quando o órgão controlador não integra a estrutura do órgão controlado e, nesse caso, é justificado porque a CGU não integra nenhum dos ministérios fiscalizados, mas sim a estrutura da Presidência da República.


C

Certo


E

Errado

Auditoria do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas constatou a prática de inúmeras e graves ilegalidades no âmbito de uma estrutura de poder. Constatou, ainda, que essas práticas retroagiam há alguns anos, isto apesar dos constantes registros de inspeção do órgão de controle interno, que analisara os respectivos atos e não fizera qualquer comunicação ao Tribunal de Contas.

-

Provada a omissão do órgão de controle interno, é correto afirmar que ele:


A

deve ser afastado pelo Tribunal de Contas;


B

deve ser advertido pelo Tribunal de Contas;


C

deve recolher multa em percentual de sua remuneração;


D

está sujeito às sanções previstas em lei, como responsável solidário;


E

está sujeito apenas à imputação de débito, de modo solidário com o agente público.

Joana, servidora do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas, foi designada para atuar na Secretaria de Controle Externo do Tribunal, para o desempenho de funções específicas de controle externo.


Em razão dessa designação, o acesso de Joana, em órgãos e entidades sujeitos à jurisdição do Tribunal de Contas do Estado, é:


A

condicionado à solicitação de auxílio por um auditor;


B

livre, decorrendo das prerrogativas do cargo que ocupa;


C

condicionado à determinação de diligências pelo Tribunal Pleno;


D

condicionado ao credenciamento pelo Presidente do Tribunal ou por agente delegado;


E

condicionado à prolação de decisão, por qualquer órgão deliberativo do Tribunal, que exija esse acesso.

A Hemobrás, como empresa pública estatal, está submetida à realização de auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU), órgão público de controle externo. Entre os tipos de serviços do TCU, tem-se a auditoria operacional. Em relação a tal tipo de auditoria, considerando o Manual de Auditoria Operacional do TCU, assinale a afirmativa INCORRETA.


A

Entre os requisitos que as normas internacionais preconizam como necessários para a condução de auditorias efetivas e com alta qualidade está a comunicação


B

Um conceito dentro da auditoria operacional é a equidade, quando é reconhecida a diferença entre os indivíduos e a necessidade de tratamento diferenciado.


C

O relatório é o instrumento formal e técnico por intermédio do qual a equipe comunica, dentre outros aspectos, o objetivo e as questões de auditoria e o método utilizado.


D

A publicação do relatório de auditoria operacional não representa o fim do processo de trabalho, uma vez que ainda é necessário o monitoramento das deliberações expedidas.


E

Entre as etapas do serviço de auditoria operacional, tem-se o planejamento, que consiste na obtenção de evidências apropriadas e suficientes para respaldar os achados e conclusões da auditoria.

Segundo o Manual do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal, as técnicas de controle são as seguintes:


A

auditoria e inspeção.


B

inspeção e monitoramento.


C

monitoramento e fiscalização.


D

fiscalização e auditoria.

A Constituição Federal elenca, no seu artigo 71, os tipos de auditoria governamental. Assinale a opção que contenha esses tipos de auditoria:


A

Interna e externa;


B

Centralizada e Descentralizada;


C

Pública e privada;


D

Contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial.

Acerca do controle externo, o Tribunal de Contas da União, no exercício de suas atribuições, utiliza-se de instrumentos de fiscalização. Assim, o exame da legalidade e da legitimidade dos atos de gestão dos responsáveis sujeitos a sua jurisdição, quanto ao aspecto contábil, financeiro, orçamentário e patrimonial será realizado mediante o seguinte instrumento de fiscalização:


A

auditoria.


B

acompanhamento de gestão.


C

inspeções.


D

avaliação de gestão.


E

levantamentos.

Caso determinada assembleia legislativa solicite a realização de auditoria de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional ou patrimonial ao TCE, mas não seja atendida, a própria assembleia poderá efetuar diretamente a auditoria.


C
Certo

E
Errado

Os projetos autorizados na lei orçamentária anual terão pareceres emitidos por uma comissão mista permanente de senadores e deputados e, caso haja denúncia anônima ao TCU sobre projetos dessa natureza, deverá o tribunal determinar a devida auditoria para apuração dos fatos.


C
Certo

E
Errado
 
 
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