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Funcionário público do Município de São Paulo, preso em flagrante por crime inafiançável, será considerado afastado do exercício do cargo até decisão final transitada em julgado e durante o afastamento
não terá direito a perceber vencimentos.
terá direito a perceber 2/3 dos vencimentos e, se absolvido, terá direito a receber a diferença.
terá direito a perceber 1/2 dos vencimentos e, se absolvido, terá direito a receber a diferença.
terá direito a perceber 1/3 dos vencimentos e, no caso de condenação, terá direito a continuar recebendo o mesmo valor.
terá direito a perceber 1/2 dos vencimentos e, no caso de condenação, será demitido a bem do serviço público.
Mauro e André, ambos servidores públicos, foram citados em processo administrativo disciplinar e, concomitantemente, denunciados em ação penal, sob suspeita de terem se apropriado de computador da repartição em que trabalhavam. Conforme consta na Portaria do processo disciplinar e na denúncia, ambos teriam atuado em conluio, ingressando na repartição pública durante determinado final de semana, ocasião em que subtraíram o referido computador, o qual foi encontrado, horas depois da subtração, na residência de André. No processo penal, ambos foram absolvidos: Mauro, pois ficou comprovado que no final de semana em questão estava em férias, em localidade distante de seu local de trabalho e não poderia ter participado por qualquer forma da conduta delituosa; André, porque ficou comprovada a intenção de utilizar-se do equipamento apenas no final de semana, para elaborar trabalho escolar, pretendendo devolvê-lo em seguida, configurando assim o chamado “peculato de uso”, figura atípica para a responsabilização criminal.
Diante de tal situação, conclui-se que a decisão proferida no processo penal
levará à extinção imediata do processo administrativo, sem necessidade de emissão de decisão administrativa acerca da conduta dos servidores.
conduzirá à absolvição de Mauro no processo administrativo; não sendo possível dizer o mesmo em relação a André.
conduzirá à absolvição de André no processo administrativo; não sendo possível dizer o mesmo em relação a Mauro.
é absolutamente irrelevante para a decisão do processo administrativo, haja vista a chamada incomunicabilidade das instâncias.
vincula a autoridade administrativa, que deve absolver ambos os servidores.
No que se refere aos efeitos civis, penais e administrativos em relação aos agentes públicos, assinale a alternativa correta.
As decisões penais absolutórias vinculam-se necessariamente às decisões na instância administrativa.
A decisão penal condenatória reflete na esfera civil da Administração, sendo ou não o ilícito penal também caracterizado como ilícito civil, bastando a caracterização de prejuízo aos cofres públicos.
Em havendo condenação criminal por crime funcional, obrigatoriamente haverá reflexo na decisão administrativa.
A absolvição na esfera administrativa impede a apuração no processo criminal, desde que pelos mesmos fatos.
Em se tratando de crimes não funcionais, é necessário distinguir os efeitos, tanto em caso de decisão condenatória quanto de absolvitória, para fins administrativos.
Em relação à responsabilidade dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais, é CORRETO afirmar que
o servidor responde civil, penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições, mas as sanções das respectivas esferas de responsabilidade não poderão ser cumuladas, em virtude do princípio do “non bis in idem”.
a responsabilidade administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição criminal que negue a existência do fato ou sua autoria, mas permanecerá no caso de absolvição criminal por falta de provas.
o servidor poderá sofrer penalidades disciplinares por ato comissivo ou doloso. No caso de faltas omissivas ou culposas, a responsabilidade do servidor limitar-se-á à completa reparação do dano por ele causado.
a prévia condenação do servidor por crime contra a administração pública torna desnecessária a instauração de sindicância ou de processo administrativo disciplinar pelo mesmo fato.
a obrigação de reparar o dano é personalíssima do servidor e não se estende aos seus sucessores.
“O servidor responde civil, penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições”.
Tendo em vista este comando legal, é correto afirmar:
pode haver responsabilidade civil sem que haja penal, mas inexoravelmente haverá a obrigação administrativa.
sempre que houver a responsabilidade penal, por consequência lógica, haverá a responsabilidade administrativa e civil.
a administração pode não aplicar a pena de demissão ao servidor em processo disciplinar se este for absolvido em processo criminal.
o estatuto do servidor público federal prevê que as sanções penais, cíveis e administrativas podem ser cumuladas.
ação penal só pode ser intentada após o fim do processo disciplinar.
No que diz respeito à responsabilidade administrativa, penal e civil dos militares do Estado, é correto afirmar que:
enquanto pendente de decisão na seara criminal, a infração penal praticada pelo militar do Estado, prevista também como transgressão disciplinar, não poderá ser apurada pela Administração Pública, em face do princípio da presunção de inocência administrativa.
a absolvição do fato na seara penal, por insuficiência de provas, repercute na seara administrativa e na seara civil, uma vez que a responsabilidade criminal prevalece sobre as demais.
a condenação criminal pela prática de infração penal militar impede a Administração de apurar o fato no âmbito disciplinar, uma vez que, pela mesma conduta, permite-se uma única punição, sob pena de afronta ao princípio do non bis in idem.
a absolvição do fato na seara penal, por qualquer fundamento, não impossibilita a apuração e punição na esfera administrativa, uma vez que os atos da Administração Pública estão lastreados na Supremacia do Interesse Público.
a absolvição na seara penal, com fundamento na inexistência do fato, repercute na esfera administrativa, impedindo a Administração Pública de apurar a conduta do militar do Estado, sob o aspecto disciplinar.
Marcos, servidor público, é acusado do cometimento de um crime e vai a julgamento. Considerando-se a repercussão de eventual condenação criminal na esfera administrativa, assinale a afirmativa correta.
Se Marcos for condenado criminalmente, necessariamente, deverá ser demitido do serviço público, já que a decisão criminal vincula a decisão na instância administrativa.
Se Marcos for absolvido na esfera criminal, por considerar que ele não é o ator do fato, ainda assim, ele poderá ser punido na esfera administrativa.
Se Marcos for condenado na esfera administrativa, necessariamente, o Juiz terá que condená-lo na esfera criminal, caso o fato seja criminalmente punível.
Se Marcos for absolvido na esfera administrativa, terá que ser absolvido na esfera criminal, vez que o Estado não pode julgá-lo duas vezes pelo mesmo fato.
Se Marcos for absolvido na esfera criminal, por considerar inexistente o fato, necessariamente, ele terá que ser absolvido na esfera administrativa.
Servidor público municipal respondeu a inquérito administrativo por falta grave, sendo afinal demitido do serviço público.
a ação penal concluiu que o servidor demitido não era o autor do fato ocorrido, pois provara se encontrar, na ocasião, em período de férias no exterior.
a decisão na esfera judicial deveria prevalecer, pois o ato administrativo não faz coisa julgada.
ao ser absolvido na esfera penal por falta de provas no ilícito penal, deveria, também, ser absolvido na esfera administrativa.
no caso em questão, o ilícito administrativo era o mesmo que o ilícito penal, confundindo-se os dois.
na apuração, em nível administrativo, ocorrera falha de competência da comissão designada para processá-la.
Determinado servidor público foi condenado em processo administrativo, no qual lhe foi assegurada ampla defesa, à pena de demissão a bem do serviço público, pelo recebimento de propina. Tratando-se, também, de crime contra a Administração, foi instaurado o competente processo criminal, no qual o servidor foi absolvido em função do reconhecimento da inexistência material do delito de recebimento de propina. Diante da decisão no processo criminal, a decisão administrativa deverá ser
anulada, porque qualquer absolvição em sede penal deve repercutir na decisão administrativa.
anulada, tendo em vista que a decisão administrativa fundou-se na prática do delito.
mantida, em razão da autonomia das instâncias penal e administrativa.
mantida, porque a absolvição em sede penal somente repercute na esfera administrativa quando fundada na negativa de autoria do fato.
mantida, pois diversos são os requisitos materiais do ilícito administrativo e do delito.
O Departamento de Fiscalização do Banco Central do Brasil apontou, em relatório, a ocorrência de um ilícito, cuja descrição foi realizada de forma satisfatória, com a indicação dos administradores da instituição financeira que o teriam praticado. Assim sendo, o Banco Central do Brasil, pelo Diretor de Fiscalização, deve
aplicar ex-officio a penalidade de multa aos indiciados, considerando a gravidade do ilícito descrito naquele relatório.
determinar a abertura de inquérito administrativo para investigação dos fatos, ouvidos os indiciados. Uma vez confirmado o ilícito, não poderá jamais ser aplicada a penalidade de inabilitação para o exercício do cargo, que impediria o acesso ao trabalho das pessoas apenadas.
determinar a abertura de inquérito administrativo para investigação dos fatos, ouvindo os indiciados. Uma vez confirmado o ilícito, se caracterizar algum tipo de crime previsto em lei, fica afastada a competência punitiva do órgão, devendo ser feita representação ao Ministério Público Federal.
determinar a abertura de inquérito administrativo para investigação dos fatos, sendo suficiente a prova documental. Os indiciados considerados responsáveis pela prática do ilícito ficarão com os seus bens indisponíveis.
determinar a abertura de inquérito policial para investigação dos fatos, atendido o princípio do devido processo legal. Penalidade administrativa que tenha sido aplicada a um dos participantes do ilícito não fica afastada em virtude de eventual absolvição na ação criminal ajuizada pelo Ministério Público Federal.