Questões de Concurso sobre Fatos Jurídicos (Art. 104 a 232)

 
 
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Com relação a negócios jurídicos, seus defeitos e validades, assinale a opção correta.


A

O termo inicial e a condição suspensiva suspendem o exercício e a aquisição do direito.


B

O erro de manifestação da vontade na indicação da pessoa ou da coisa enseja a anulação do negócio jurídico, mesmo que pelo seu contexto ou por suas circunstâncias tanto a pessoa como a coisa possam ser identificadas.


C

Será válido o negócio jurídico sob condição suspensiva se antes do implemento dessa condição a prestação, inicialmente impossível, tornar-se possível.


D

Considera-se absolutamente nulo o negócio jurídico praticado por pessoa com capacidade relativa ou mesmo aquele contaminado por vício de consentimento, como o erro, o dolo e a coação.


E

Denomina-se condição a cláusula que subordina o efeito do negócio jurídico a evento futuro e certo.

De acordo com o Código Civil, a interrupção da prescrição, que poderá ocorrer uma vez, NÃO ocorrerá por

A
protesto cambial.

B
qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor.

C
apresentação do título de crédito em juízo de inventário ou em concurso de credores.

D
despacho do juiz que ordenar a citação quando o interessado não a promove no prazo da lei processual.

E
qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe reconhecimento do direito pelo devedor.
Vanildo, ciente de que seu veículo apresentava sério problema no motor, que se manifestaria a qualquer momento, cujo conserto seria quase o valor do carro, colocou-o a venda. Eduardo, tomando conhecimento de que o carro seria vendido, procurou Vanildo, que disponibilizou totalmente o automóvel para que Eduardo o experimentasse e o analisasse. Por fim, Eduardo realizou a compra, mantendo-se Vanildo em silêncio quanto ao problema no motor. É correto afirmar que esse negócio jurídico é:

A
inexistente;

B
nulo de pleno direito;

C
ineficaz;

D
anulável;

E
perfeitamente válido.

De acordo com o Código Civil, assinale a alternativa INCORRETA.


A

Não tem eficácia a confissão se provém de quem não é capaz de dispor do direito a que se referem os fatos confessados.


B

Se feita a confissão por um representante, somente é eficaz nos limites em que este pode vincular o representado.


C

A confissão é irrevogável, mas pode ser anulada se decorreu de erro de fato ou de coação.


D

A escritura pública, lavrada em notas de tabelião, é documento dotado de fé pública, fazendo prova relativa.


E

Terão a mesma força probante os traslados e as certidões, extraídos por tabelião ou oficial de registro, de instrumentos ou documentos lançados em suas notas.

O encargo, nos negócios jurídicos,


A

não suspende nem a aquisição e nem o exercício do direito, salvo quando expressamente imposto ao negócio jurídico, pelo disponente, como condição suspensiva.


B

mesmo sendo ilícito ou impossível, não invalida o negócio, quando constituir o motivo determinante da liberalidade.


C

tem o efeito, sempre, de suspender a aquisição e o exercício do direito.


D

salvo disposição em contrário, suspende só o exercício do direito, enquanto permanecer pendente, mas não a sua aquisição pelo titular.

Quando alguém, premido da necessidade de salvar-se, ou a pessoa de sua família, de grave dano conhecido pela outra parte, assume obrigação excessivamente onerosa, configura

A
erro.

B
dolo.

C
estado de perigo.

D
coação.

E
fraude contra credores.

Sônia é proprietária de uma pousada. Marina, sua, vizinha, cria codornas. Segundo Sônia, o forte cheiro das codornas atrapalharia seu negócio. Por tal razão, com a intenção de afugentar as codornas, mas também imaginando que poderia entreter seus clientes, passou, com autorização do órgão ambiental, a criar corujas, as quais acabaram por dizimar as codornas. Sônia cometeu ato


A

ilícito, pois agiu com dolo direto de matar as codornas, podendo Marina, em razão de tal fato, postular indenização.


B

lícito, pois não é obrigada a tolerar atividade danosa a seus negócios.


C

lícito, pois a criação das corujas foi autorizada pelo órgão ambiental, podendo Marina, entretanto, em razão dos prejuízos que experimentou, postular indenização.


D

ilícito, pois excedeu abusivamente os limites impostos pela boa-fé objetiva e pela finalidade social do negócio, podendo Marina, em razão de tal fato, postular indenização.


E

imoral, porém lícito, uma vez que fundado em exercício regular do direito.

Segundo o Código Civil, a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou particular prescreve em ________ anos.

Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna acima:


A

dois.


B

três.


C

quatro.


D

cinco.

O Código Civil, Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002, estabelece um prazo geral de prescrição de dez anos e alguns prazos especiais, entre eles o de cinco anos para certas pretensões, não incluindo aquelas contra a Fazenda Pública. Nesse caso, a disposição do Decreto no 20.910, de 06 de janeiro de 1932, que fixa a prescrição quinquenal das pretensões contra a Fazenda Pública,


A

foi revogada expressamente pelo Código Civil, na medida que dispôs integralmente sobre a matéria referente à prescrição.


B

não foi revogada e só poderá vir a ser revogada por outro decreto.


C

não mais regula a matéria, porque ela não pode pre valecer contra disposição de lei.


D

foi revogada tacitamente, prevalecendo o prazo geral de dez anos para as pretensões contra a Fazenda Pública.


E

continua em vigor, porque não se verifica nenhuma hipótese de revogação que a atinja e esse decreto ocupa a posição hierárquica de lei ordinária.

Não se tem um requisito de validade do negócio jurídico, elencado expressamente no Código Civil (lei nº 10.406/2002), na opção:


A

Agente capaz.


B

Autorização administrativa ou judicial, se negada aquela.


C

Objeto lícito, possível, determinado ou determinável.


D

Forma prescrita ou não defesa em lei.

   
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